— Eu nunca te ameacei. — defendeu-se com um sorriso suave e divertido, pois sabia muito bem de que se tratava de uma mentira sua. Riley não era uma pessoa muito fácil de se aproximar, sobretudo quando rodeada de riquinhos mimados que viviam em universos totalmente paralelos ao seu, além dos olhares tortos que recebia por ser uma bolsista. Muitas coisas que supôs do Dick estavam corretas, mas muitas também estavam erradas e era uma merda não terem se conhecido antes para que quebrasse a cara num passado ainda mais distante, porque ele definitivamente é uma pessoa que Riley gostaria de ter tido em sua vida há mais tempo. Olhando em retrospecto, a garota se entendia por ter tomado determinadas atitudes perante o rapaz, mas também existiam outras que tinha que admitir ter sido uma cuzona — felizmente, no fim de tudo, ali estavam os dois. Sim, ele já havia comentado sobre isso numa de suas conversas online, mas ouvi-lo pessoalmente trazia uma carga emocional a mais. — Eu sei, mas eu gosto quando você fala. — admitiu enquanto fechava os olhos brevemente ao passo que tinha a face acariciada pelo namorado. Apesar da vergonha responsável pela nova proximidade de seus corpos, sentia-se cada vez mais relaxada daquela forma e com a visão privilegiada que tinha do olhar carregado e tranquilo do Richard. Era difícil não sentir milhares de borboletas voando em seu estômago naquele instante. — Também achei sua chatice um charme. — umedeceu os lábios e os comprimiu para segurar uma risadinha. — Porque em vários momentos me peguei pensando em você e do porquê queria tanto minha atenção. — soltou baixinho e, em seguida, buscou os lábios do outro com os seus para que fosse sua vez de beijá-lo docemente. A partir do momento em que percebeu que aguardava pela presença do outro só para rejeitá-lo como de costume, Riley soube que ele havia conseguido.
Tendo o mais concreto conhecimento de suas próprias barreiras graças a experiências fracassadas passadas, permitir que Dick a mostrasse o que aconteceu na noite do acampamento e ter a atitude de guiá-lo por dentro de sua camiseta já eram atos de mais pura coragem para Riley. Claro que a frustração de não ser tão libertina era um fator considerável para se empurrar na situação, mas seus pequenos avanços ali não se davam apenas por pressão interna — na verdade, quase não se davam por isso —, e sim pelo nível de conforto que sentia ao lado do namorado, que era bastante atípico a considerar o tempo reduzido em que estavam juntos quando demorou muitos meses para tentar o mínimo sem muito sucesso em seus outros relacionamentos. Mesmo que se questionasse do porquê com Dick ser tão diferente quando acreditava que seria o oposto uma vez que ele claramente tinha muito mais experiência, o cuidado que ele tinha nos mínimos detalhes e os sentimentos genuínos que exalavam dele serviam como resposta. O apalpe firme seguido das carícias em seu mamilo foram o bastante para que um arrepio considerável percorresse o corpo feminino, as palavras seguintes do namorado acertando-lhe em cheio. — Sim. — respondeu baixo balançando a cabeça para que fosse completamente compreendida. Se fosse qualquer outra pessoa, sentiria o mais puro nervosismo pela natural dificuldade que tinha em confiar em terceiros, mas, com Dick, o que consumia Riley era a curiosidade. Existia sim nervosismo em suas reações, especialmente quando os beijos quentes iam ao seu pescoço e seu mamilo enrijecia sob os toques masculinos, mas seus pensamentos não eram “não conseguirei” ou “quero que acabe logo”, e sim “até onde ele vai me levar?”. E sua curiosidade foi intensificada ainda mais ao ter suas mãos guiadas aos cabelos masculinos com a instrução de puxá-lo quando quiser parar — isso foi um detalhe importante para Navarro, que tinha reações mais físicas do que verbais e o simples pensamento de precisar falar para que ele parasse já era motivo de ansiedade.
As coisas mal haviam começado e Riley já perdera a conta de quantas vezes perdeu o ar: desde os toques admiradores aos olhares desejos; qualquer simples movimento de Dick era motivo para ela arfasse e ficasse vermelha graças às próprias reações. Os arrepios provindos dos beijos e lambidas em seu abdome faziam os dedos de seus pé tensionarem, mas por se tratar de uma área perigosa, a garota quase puxou os cabelos masculinos ao perceber que ele avançava revelando cada vez mais o seu corpo. Existiam marcas em sua pele que lhe causavam desconforto e constrangimento, cicatrizes em locais anormais que seriam facilmente motivos de questionamentos bastante privados, logo, a ideia de qualquer um enxergá-los era motivo de ansiedade e ali não seria diferente. No entanto, o que a impediu de pará-lo mesmo com a respiração perto de falhar foi: será que ele já não havia visto no acampamento? Óbvio que isso a deixava aflita, mas ele não tocar no assunto em momento algum era tranquilizador de certa forma. Além do fato que o quarto estava escuro o bastante para que uma visualização nítida de sua pele fosse possível, então se ele nunca viu, enquanto as luzes estivessem apagadas, ele não veria naquele instante. Estava tudo bem, repetia para si mesma sem dificuldade em se perder com a visão do namorado deixando carícias indecentes e marcas em sua pele pálida. No entanto, quando seu seio foi descoberto, mesmo que cuidadosamente, foi inevitável puxar os cabelos do outro numa ação que beirou o desespero.
Soltando uma mão dos fios masculinos, Riley foi rápida em buscar a barra da camiseta para puxá-la para baixo e cobrir o que conseguia de seu abdome, mesmo que fosse exagero quando seu objetivo era apenas cobrir o seio revelado. A sua respiração falha era um indicativo de que algo não estava bem e por isso a garota voltou a deitar a cabeça no colchão para encarar o teto. Não tinha coragem de ver os olhos lascivos do namorado se tornando decepcionados pela quebra tão prematura do momento íntimo. — Desculpa. — falou baixinho — Desculpa. — repetiu frustrada, porque estava claro para si mesma que não queria parar, mas não dava para continuar da forma como ele desejava. Em silêncio por alguns segundos enquanto inspirava e exalava calculadamente, uma nova sugestão de contornar suas inseguranças surgiu. — Oma… — chamou a atenção dele antes de encará-lo ainda desejosa apesar da reação inconsciente de instantes atrás. — Entra na camiseta. — pediu tímida. — Desculpa estar sendo ridícula com minhas frescuras, mas… eu quero continuar.
ameaçar podia ser uma palavra forte — mesmo que verdadeira! — para o que sofreu na mão da cruel reclusa que insistiu em seguir pelo colégio por semanas e mais semanas e dick deixou bem claro em seu risinho debochado que não comprava nenhuma palavra que saía da boca da namorada naquele momento terno que compartilhavam em meio ao turbilhão de emoções que sempre parecia assolá-los quando se encontravam sozinhos, e ele sabia que não tinha ninguém à culpar a não ser a sua intensidade. dick sempre sentiu muito e nunca foi capaz de esconder as coisas por muito tempo, tanto que tímido talvez fosse um dos últimos adjetivos possíveis para descrever richard e a maneira direta e quase ingênua que conseguia simplesmente dizer tudo que pensava, muitas vezes algo visto como um defeito, o que realmente poderia ser em diversos momentos, mas acima de tudo o rapaz acreditava fielmente que a sinceridade era sempre a melhor resposta; se as coisas dessem errado, bem, ao menos ele tentou! mas, ah, como estava feliz que havia dado tudo certo. o suave sorriso em seus lábios pareceu brilhar ainda mais com as palavras de riley, porque ele tinha tanto a dizer a ela que ter aquela confirmação de que talvez ela quisesse ouvi-lo era de encher os olhos. gosta mesmo? de verdade? porque você sempre parece sem graça quando eu falo as coisas, mas agora eu vou falar tudo! disse com uma leve bufada dramática, momentaneamente fazendo um bico para ilustrar seu descontentamento. se riley o deixasse, ela provavelmente conseguiria entrar para o livro dos recordes com o título de ‘namorada mais mimada do mundo’, mas felizmente dick conhecia a peça rara que tinha em mãos, então aquela era a oportunidade perfeita para dizer um pouco daquilo que enchia seu peito. você só não é a coisa mais fofa do mundo porque eu venho em primeiro lugar. disse com um risinho nasalado, deixando uma leve mordida na bochecha da namorada, seu semblante divertido logo transformando-se em algo levemente mais sério enquanto segurava o queixo da garota para manter seus olhares unidos. você também é muito bonita. demais. tanto que até me atrapalha na máquina de dança. acusou com o nariz franzido, finalmente colocando um fim no mistério da tá distração de quando estavam no fliperama no que parecia ser eras atrás. você pode até tentar me matar com seu olhar, mas já não vai mais funcionar, sabia? seus olhos são bonitos demais para me fazer sentir qualquer coisa que não seja adoração agora que posso vê-los assim tão de perto. você perdeu! provocou, mas seu sorriso era doce enquanto observava-a com a dita admiração em suas íris e carinho em seus toques leves no maxilar feminino. se havia chego no ponto que pudesse estar sondo mais meloso que o normal, pois ele pegou esse ponto e chutou para ainda mais longe no maior estilo riley nos jogos de futebol da escola só para poder estender ao máximo seu momento de adoração singela. antes de pensar que eu estou exagerando, queria que você pudesse se ver pelos meus olhos, puta merda! você é linda e muito mais também! porra, eu ‘tô tão apaixonado, riley... a confissão nem era tão secreta assim, mas as palavras deixaram seus lábios em um sopro incrédulo, porque ainda era estranho demais para dick sentir... tudo aquilo. todas as emoções e sentimentos que sequer conseguia nomear ainda, pois nunca havia sentido tanto e tão intensamente. ah, se ela o achava chato antes... não podia ligar menos se ela passasse a o enxergar como o maior bobão da face da terra, porque naquele momento, ele sentia que era — encantado, maravilhado e perdidamente apaixonado por ela, tanto para se sentir no que parecia se perder no paradoxo de tão pouco tempo e uma verdadeira eternidade, mas não lhe restava dúvidas de que aquilo era real.
tão real que podia sentir, desejar cada parte dela como se estivesse sedento e apenas riley pudesse salvá-lo, marcas deixadas na pele pálida da garota e os vestígios dela em sua língua era o suficiente para quase fazê-lo perder a cabeça. quase, porque tinha em mente que devia honrar a confiança que ela depositou em si, segurava-se da maneira que podia, mas isso não significava que era menos intenso ao distribuir beijos e chupões pela pele da garota no tempo que lhe foi permitido e não ousou questionou e sequer passou pela sua cabeça reclamar das ações de riley ao puxar seus fios, sua resposta automática foi preocupação e tratou de repousar suas mãos no colchão onde a garota pudesse enxergar. ele respirava descompassadamente, mas era apenas um reflexo de seu tesão que ele dava seu melhor para tentar esconder quando o momento não pedia para aquilo, tratava de tentar regular a sua respiração até que apenas um pouco de ar pesado deixava seus lábios entreabertos enquanto sustentava seu peso sobre riley. riley. seu tom era inflexível, mas não era maldoso, longe disso, era apenas um aviso desapontado na forma como ela se sentiu na necessidade de se desculpar por algo tão banal. dick sabia que ali estava jogando com cartas que não conhecia bem e sua insistência e jogar mesmo assim dizia muito mais sobre sua teimosia do que sobre sua determinação. a gente não ter que fazer nada, ok? nem aconteceu nada demais aquele dia! você basicamente já sabe de tudo. menos a parte mais vergonhosa para ele claro, mas ele também estava disposto a se expor se isso fosse acalmá-la, pois não era nada difícil reconhecer os traços de frustração no rosto feminino. nunca se desculpe por isso, por favor. soprou baixinho em total sinceridade, deixando um leve e doce selar no canto da boca da namorada, contribuindo para o silêncio que se instalou no quarto ao apenas encará-la com ternura em seus olhos e carinho em seus lábios quando deixava beijos carinhosos e inocentes no rosto e ombro dela.
sua criação podia não ter sido das melhores, mas respeito sempre foi um dos pilares desta e algo que dick trouxe consigo da infância conturbada. não sempre foi não e estava longe de sua mente a possibilidade de tentar dissuadir riley de qualquer decisão que fosse que ela tomaria. entretanto, nunca imaginou que se encontraria tão surpreso diante de um sinal verde, pois estava pronto para reassegura-la novamente que estava tudo bem pararem por ali se fosse o que ela queria. quer de verdade? questionou em meio a um suspiro, pois o desejo tímido no olhar de riley era espelhado de forma mais intensa no olhos brilhantes do rapaz, que se dane a forma inusitada encontrada para fazer aquilo, era impossível de negar o quanto dick a queria. os lábios da namorada foram tomados no seus em um beijo lento e intenso, sua língua correndo pelos lábios dela antes de pedir passagem para aprofundar o beijo sem pressa alguma, sua destra deixando o colchão em favor de deslizar pelo corpo da namorada, apertando-lhe a cintura por cima da camiseta antes de ir até a coxa dela, os dígitos firmes na carne incentivando-a a levar à perna até a sua cintura em um encaixe gostoso ao passo que voltava a ficar cada vez mais impossível respirar normalmente contra os lábios dela. a mão deixou a perna dela com um arrastar ríspido de suas unhas curtas enquanto se movia sobre ela com um sorriso que beirava o ladino — mas que não cancelava sua qualidade esperançosa — em seus lábios, o ato de entrar sob a camiseta dela/e tirando de si um leve risinho contra o abdome dela, seu caminho feito às cegas guiado por mais um banho de beijos, lambidas e leve mordidinhas conforme ia fazendo seu caminho cada vez mais para cima, ainda cuidadoso em cada um de seus movimentos, a mão que adentrou a camiseta fazia seu trajeto até o seio dela junto de toques carinhosos por toda sua derme, um dos seios novamente sob sua palma tirando um suspiro pesado de seus lábios que logo se transformou em um rouco gemido quando sua boca alcançou o peito negligenciado, seus lábios correndo pela pele macia até encontrar o mamilo e circulá-lo com a ponta de sua língua, um leve correr de seus dentes na àrea sensível antes de tomá-la em sua boca para chupá-la, perdido na sensação, mas não o suficiente para se esquecer de estimular o outro mamilo com seus dedos, rolando-o cuidadosamente entre seu polegar e indicador. não que estivesse se colocando em segundo plano até aquele momento, pois muito de seu prazer vinha de tirar reações da namorada, mas o primeiro gemido alto que deixou seus lábios contra a derme dela foi quando moveu seu quadril cuidadosamente contra a garota, o apalpe no seio que segurava se tornando mais firme involuntariamente ao mesmo tempo que sua boca largou o mamilo dela em favor de distribuir chupões pelo peito que cuidava.