Às vezes é isso, uma tristeza que escapa do nada como se estivesse trancada há anos dentro de algum lugar silencioso da gente. Você tá lavando a louça, olhando a rua pela janela ou tentando dormir, e de repente ela vem. Sem aviso. Sem motivo exato. Só vem, ocupando os cômodos do peito como fumaça entrando por baixo da porta. E o pior é não conseguir explicar. Porque algumas dores não nasceram de um momento específico, nasceram do acúmulo de tudo aquilo que a gente fingiu aguentar.
Nebulento.








