Mar,
Devo te confessar? Meus pensamentos estão em ti. Tenho andado encantada pela tua calma, e por toda leveza que você me passa. Parece até que nada te consegue tirar a paz. Me pergunto das vezes que você demonstra ser implacável e selvagem. Será que eu seria capaz de ficar ao teu lado? Me parece um pouco demais pra mim. Será que mereço?
Mar, será que da próxima vez que a gente se encontrar, você poderia me contar como consegue se tão constante? Cada vez que te encontro, você me aparenta cada vez mais profundo. Até parece que não é a mesma onda. Ou talvez seja eu que não esteja pronta pra sua arrebentação.
Mar, seria incômodo falar que ando preocupada com esse teu silêncio? Parece que cada vez que afundo nas tuas águas, mais o teu silêncio me prende. Talvez você só queira me ensinar mais uma de suas lições, e eu ando tentando encontrar prazer nisso.
Mar, tenho te desejado! Eu já não sei mais o que é viver sem o teu azul. Talvez você me ensine a fazer isso, ou talvez você ainda me espere na orla.
Me escreva.














