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Delic estava começando a se cansar. Sabia o desejo do príncipe de estar sozinho, mas queria insistir mais, não iria desistir tão fácil. Hibiya estava tão frágil naquele momento, que o loiro teve que se conter para não fazer coisas que se tornariam desagradáveis. Não queria aproveitar o momento de fraqueza do príncipe, não agora. Mas quando o ouviu chorar, ergueu um pouco a cabeça para fitá-lo e não conseguiu pensar em motivos para que o moreno estivesse chorando tanto. Então se aproximou da cama, afim de ficar bem perto do menor, e quando o viu deitar, se ajoelhou ao lado para que pudesse encará-lo melhor. Me diga por que está chorando, e eu vou. E não me diga que não me interessa, senão vou te dar um beijo.
O moreno encarou um pouco o loiro entre as lagrimas, ele estava sendo tão insistente, não deveria ser assim. Ao ouvir o que o loiro disse o garoto ficou em silencio, nem mesmo Hibiya sabia porque chorava tanto, não havia como explicar, então ele tentou dizer, não sei, está me deixando confuso… Muito confuso…
O moreno afundou o rosto nos travesseiros e parou de chorar aos poucos, não se lembrava de ter chorado tanto assim. Se ele fosse embora, Hibiya não queria ficar sozinho, precisava da companhia do outro até por a cabeça no lugar.
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Estava ficando mais difícil para o loiro resistir, cada vez que ele insistia em olhar o rosto do moreno tomado de lágrimas, e seus olhos marejados, desejava tê-lo em seu braços. Mas não sairia dali agora, não mais. Por que te deixo confuso?
Delic preferia fitar o chão. Não queria olhar o rosto do príncipe, não do jeito que estava. Mas quando percebeu que o menor em sua frente tinha acabado de chorar, voltou a erguer a cabeça e conseguiu finalmente encontrar seus olhos dourados, quando involuntariamente ergueu sua mão e acariciou com cuidado o rosto de Hibiya. Por favor, me diga.
O moreno ao sentir o toque do outro estremeceu um pouco, ele realmente estava falando a verdade, o moreno inclinou a cabeça na direção da mão do loiro e sorriu um pouco, já havia chorado muito, principalmente pelo medo de ter feito besteira quando o beijou, mas ali estava a prova. Ele havia feito o certo, o moreno fechou os olhos e não disse nada, apenas ficou ali, sentindo a mão do outro contra seu rosto.












