Intruder || Max & Theo
Ótimo. A noite era uma caixinha de surpresas, pelo visto. Ao ver o sorriso triunfante dele se desmanchar, Maxinne acha que tinha conseguido sua vitória. Que Theo iria se tocar daquela situação absurda e iria soltá-la. O rapaz, entretanto, diz aquelas palavras em um sussurro sombrio que faz um arrepio subir a espinha da morena. Ele queria tocá-la, é o que conclui do que escuta. Do jeito que ele quiser. Parecia que na lógica dele, por ser irmão, era o direito dele.
- Isso… – a jovem começa a falar, quando ele lhe ergue os braços sobre a cabeça e prende seus pulsos contra o colchão, mas sem saber ao certo o que dizer. Até porque Max se distrai ao notar que o olhar dele focava o corpo dela, que era exposto pela camisola de tecido praticamente transparente. Theodore a desejava, assim como a desejava anos atrás. Será que ele ia, de fato, tocá-la?
Sem ser capaz de se controlar, a respiração de Maxinne começa a ficar mais pesada. Gostava de ser desejada e gostava de ser tocada. Como se isso realmente fosse acontecer, ela sente o corpo esquentar em antecipação. O que é uma completa loucura, se considerar que é Theo que está sobre ela. Seu irmão mais novo. O rapaz que ela evitou a vida inteira e de quem tinha uma espécie de medo.
- Do que você está falando? – ela questiona, de repente, ao se dar conta que ele voltava a falar com ela. Do que ela sempre gostou? Se Theo estivesse falando dele próprio, ele definitivamente havia perdido a cabeça. Max franze as sobrancelhas, um sinal da confusão dela com aquelas palavras, e também cerra as pernas que já estão juntas, numa tentativa frustrada de dissipar o calor que ali sentia.
Ele percebeu que sua atitude deixou a mulher sem reação e ficou ainda mais satisfeito. Gostava quando conseguia se impor, quando conseguia dominar... Bom, gostava até certo ponto; até o momento em que se cansava da mulher e de sua subserviência e por isso a dispensava sem cerimônia ou consideração.
Theo percebeu, também, que a respiração de Maxinne se agitou. Ela estava, sim, afetada pelos toques do irmão, não havia dúvidas para ele. Max poderia repetir para os quatro cantos o protesto "eu sou sua irmã!", mas isso nunca a impediria de entregar-se a ele, caso Theo desejasse ou estalasse os dedos em um chamado.
Era óbvio que Max negaria tudo que Theo viesse a dizer sobre os episódios da adolescência, as tais espiadas. Sem mencionar que muito provavelmente ela usaria isso contra ele, insinuando que o rapaz tem interesse por ela, o que é uma mentira. Ao menos ele pensa que é.
Portanto, já que ela negaria, Theodore mostraria de outras formas o desejo que a irmã tem por ele.
-- Não me diga que não sente nada, Max... Ele segurou os pulsos dela com somente uma das mãos, unidos como se Maxinne estivesse presa com amarras. Theo usou a outra mão para tocar a coxa dela, subindo devagar seus dedos para dentro da camisola. -- Eu sei que você adoraria se eu te tocasse...
Ao mesmo tempo, o rapaz precisou controlar dentro de si a emoção estranha que sentiu ao tocar sua irmã. Era um proibido excitante, como se ganhasse um grande presente da vida. Algo diferente. Completamente diferente.













