Benjamin soltou uma risada curta, sem muito humor, quando ela mencionou a palavra com c; o Grimm deu de ombros, analisando-a com mais atenção. — Se for, não creio que fará tanta diferença assim para você, estou errado, Yujin? — Perguntou em um tom normal, sem parecer irritado ou qualquer outra coisa. Benjamin sentiu o rosto corar levemente com a lembrança, ele conseguia se lembrar de cada detalhe, ao contrário dos amigos enfeitiçados. — É, eu me lembro muito bem, pode acreditar, mais do que todos os outros, por alguma razão. — Benjamin agora acompanhava os dedos da outra, mesmo sem ter a intenção. Os dedos da Wesen passaram por entre os seios, visíveis através da renda transparente, de Yujin, atraindo a atenção total do Grimm. — Fuck… — Foi o que disse, tornando a olhar para cima. Não podia evitar, não era do tipo que ficava assim por qualquer mulher, mas era Yujin ali. Como ele não poderia ficar atento a todos os movimentos? Não era cego e sabia que a ruiva estava tentando o melhor para provocá-lo. — Você não vai gostar se começar a me provocar, Yujin. — Disse em um tom leve de aviso, observando-a com profundidade, assim como ela fazia consigo. Benjamin segurou os braços da Wesen, delicadamente, na altura dos ombros e a guiou até a parede mais próxima, encostando-a ali sem machucar. — Você está me provocando desde que entrei aqui, até antes disso, você tem ciência disso, não tem? — Engoliu em seco, olhando a pele da ruiva de perto, sentindo todo aquele formigamento pelo corpo. — Além disso, você já pode tirar o efeito do seu beijo de mim.
O sorriso de canto dos lábios tornou-se um pouco mais afiado. ❝ Se vai fazer presunções, de que interessa minha resposta? ❞ Rebateu, os olhos fixos na face do maior. A Wesen, no entanto, tinha um ar humorado na face, afinal, ela sabia exatamente o motivo para que Ben se recordasse dos fatos, mas não os amigos. ❝ Você não faz ideia mesmo, hm? ❞ Era legítima sua pergunta, afinal, ela pensou que o Grimm já teria percebido o motivo até aquele momento, mas via agora que se enganara tremendamente.
Mordiscou o lábio inferior, o polegar fazendo uma leve carícia na auréola do mamilo, que aos poucos enrijecia. ❝ Quem disse que não, Benny Boy? ❞ Sabia que estava querendo tirá-lo do sério, de alguma forma quebrar ainda mais a faceta de bom menino quieto, e percebeu que havia vencido quando ele a colocou contra a parede mais próxima. ❝ É divertido brincar com você, Ben. ❞ Respondeu da maneira mais angelical que pudera, o sorriso se tornando mais evidente, e mais uma vez mordendo o próprio lábio inferior. Tê-lo tão perto, com o olhar tão firme sobre si, fez com que todo seu corpo se arrepiasse, aquele desejo queimando dentro de si. Com a destra, buscou a mão direita do rapaz — que estava em seu ombro esquerdo —, e de forma lenta, puxou-a até que tocasse na lateral de seu seio, por cima do fino tecido. ❝ Você não percebeu ainda, Benjamin? Eu não usei minha real forma quando te beijei... aquele beijo não tinha o efeito de Musai. ❞