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flashback
de braços cruzados, pelo mais puro hábito, enquanto esperava thomas aproximar-se para adentrarem a praia, sorriu imediatamente ao ouvi-lo rir, certificando-se que ainda era seu som favorito. suas palavras, no entanto, roubaram, sem o mínimo esforço, um risinho da garganta da stuyvesant, relembrando daquela situação em específico; ser sonsa, de fato, lhe ajudou a sair de situações deveras constrangedoras. depositou a língua num canto da boca, ainda sorrindo, antes de respondê-lo. “sim, perdi mais brincos naqueles quatro anos do que em minha vida inteira.” falou num tom tão sério que, se ele não conhecesse, até pareceria que não estava brincando. “mas, se bem me lembro, você sempre me ajudava a encontrar, bobinho.” a última palavra foi proferida num tom divertido e moroso, como se, de fato, se divertisse em excesso com a pronúncia do apelido — que usara com o pai na época —, umedecendo os lábios, por fim. o clima em cannes estava começando a esfriar, com o inverno quase se aproximando, mas notificar o olhar do castanho em seu corpo descoberto liberou uma breve descarga de energia, esquecendo quase por completo da brisa que passava entre eles e arrepiava seus poros. não deveria falar nada e seguir com a proposta de amizade, não importando o quão fajuta seja, mas não conseguia segurar a língua na hora de murmurar provocações passivas na presença dele; era natural, um hábito de anos. sua língua estalou dentro da boca, soltando um muxoxo em consequência, passando o indicador pela ponta dos fios loiros ao fitá-lo. “apreciando a vista? ela é ainda melhor vista de perto.” comentou, fitando o mar, a alguns metros da dupla, dando a entender que estava falando dele — ambos sabiam que não estavam. sem resistir (já havia se conformado que não faria muito esforço para isso e, bem, quem sabe isso não fosse tão errado assim), permitiu que ele entrelaçasse os dedos e aproximasse os corpos, tendo inúmeros flashbacks de quando estavam namorando. em sua defesa, ela tinha a intenção de manter-se na amizade, mas, por culpa do pequeno momento que tiveram juntos, não tinha certeza se conseguia ignorar a tensão ou os próprios comentários; a linha entre platônico e romântico era tênua em demasia com ele, não conseguia ignorar. “não, você não faz meu tipo in the slightest.” franziu o nariz numa caretinha, apenas para provocá-lo, e balançou a cabeça ao finalizar sua frase. acomodou-se perto do peito alheio, um sorriso involuntário surgindo de imediato ao sentir o beijo (e o sorriso) em seu rosto. “você vai se surpreender com o quanto eu consigo manter distância de você, sem sofrer a menor tentação. just watch, it’s a promise.”
os lábios descreveram curva sutil em reação inteira involuntária ao comentário dela, e só amena assim porque o grey a restringiu o suficiente para não autorizar que um sorriso maior lhe puxasse as laterais da boca; não havia requinte que escondesse quão cômico ele achava a circunstância daquele apelido, porém. por mais arrogante que soubesse estar sendo ali, as mãos estariam muito mais que atadas se precisasse negar que achava mínimo deleitante o jeito com que a ex-namorada dissimulava a indecência quase táctil dos dois com a feição mais inocentemente passiva, angelical até, preenchendo-lhe o rosto, e a qualquer um, aliás. atticus stuyvesant incluso na lista. ‘ sempre às ordens. ’ deslizou a língua por entre os lábios quando a lançou um olhar, estreitando novo sorriso à menor em sequência. ‘ uma oração bem feita te faz ficar mais generoso, apparently. o poder da reza. ’ insinuações enlaçavam sutil as palavras dele a medida em que as verbalizava, sugestivo, fácil demais para quem já estava acostumado a usá-las usualmente e em daily basis com a ex-namorada, e não conhecia outro jeito de trocar ideias se não assim com ela. algumas coisas haviam se tornado inatas aos dois, though. a constância dos flertes (mesmo por entre os anos de namoro) e a afinidade dos dois, duas destas. talvez fossem mais acostumados aos hábitos do que jamais poderiam evitar, e sentia que frustrar o natural da dinâmica seria mais custoso do que o esforço cederia em retorno pela ausência de algo tão intrínseco nos jeitos de ambos. a língua pesou dentro da boca com a sugestão alheia e ele a deslocou, tocando a parte de dentro da bochecha enquanto constrangia os lábios, uma segunda vez, de delinear outro sorriso afiado ao fitá-la. não precisava analisar a linguagem corporal da stuyvesant por mais de segundos muito breves para identificar natureza ambígua permeando comentário dela. ‘ sim? familiarizado demais com a prerrogativa dele. i just seem not to get enought of them, though ’ a nuance baixinha da voz alcançou a última parte da sentença dele e o castanho se certificou de sussurrá-la próximo ao ouvido dela, usando o plural, e inclinando sutil o torso a medida em que o fazia, antes de realinhar a postura novamente e desalojar suspiro audível dos pulmões em decorrência à promessa dela, autorizando as próximas sílabas saírem muito próximas ao final deste. ‘ sounds fake, feels fake. se você quiser tentar a sorte fico mais que honrado em te ajudar a entender porque isso não vai rolar. nem pra mim nem pra você, bébé. me responsabilizo pelas consequências até. ’
𝑝𝑜𝑣 –– 𝑔𝑟𝑒𝑦'𝑠 𝑚𝑎𝑛𝑠𝑖𝑜𝑛 ( 𝑙𝑜𝑛𝑑𝑜𝑛, 𝑢𝑘 ) três horas e meia após o áudio
a impressão de desconforto ríspido, quase opressivo pressionando ao redor do peito começava a acentuar certa expressividade a medida em que thomas direcionava apressado a sequencia de passos através do hall escuro, direto para os aposentos da avó na mansão da família em londres. o lapso de tempo entre receber ligação do pai o alertando da fragilidade da saúde de amelia e o reverberar do áudio da briga com os deuses, no meio armistice day, e com a voz dele nítida neste minutos antes de, well, um crime sequenciar comoção entre deuses e titãs no mesmo penhasco, havia sido breve o suficiente para o grey avisar a leonardo que precisaria deixar mais cedo o stand e só, porque no segundo seguinte ele já tinha saído do espaço e dirigido o audi ao heliporto cujo helicóptero dos pais o aguardava para levá-lo à capital inglesa. ele não saberia nomear a sensação se tentasse. ainda não tinha gosto próprio, não fazia parte do arsenal de inquietações do grey. não saberia discernir o que pesava mais naquela série baixa de martírios também; se era a avó piorando a condição sob os traços inevitáveis da doença de parkinson ou a ameaça (que agora ele sabia que era veemente e real) do anônimo
as duas preocupações preenchiam como iguais, veementes na mesma instância atroz cada minucia do plano frontal de sua mente. tinha certeza que a expressão era amarga, assim como o palato e todo o resto de seu ser, cumprimentando com sorriso forçado as pessoas que trabalhavam na mansão enquanto passava por elas. as engrenagens do cérebro giravam incessável no lugar, aflito com todas as circunstâncias que era pressionado sob. nas três horas de percurso sobrevoado, tommy havia descartado o luxo de deixar de preocupar-se com E, inteiramente dessa vez, e cogitado procurar mínimo traço dele com o que estivesse ao seu alcance, dinheiro ou influência. o que mais ele teria nas mãos se tinha aquele áudio, aliás? o que mais ele podia saber? a porção de raciocínio inquieto dissipou imediato à visão do pai, devidamente composto, aguardando-o rente a porta dos aposentos de sua avó. a postura do duque de york era polida, inteira precisa na etiqueta habitual dos windsor e lembrava muito a de thomas; os ombros largos, bem alinhados e postos para trás, as mãos unidas na altura do abdomên, as íris sempre niveladas às de quem adentrasse o cômodo, sobrelevando superioridade que sequer poderia estar ali verdadeiramente, mas que pontuava sua existência de qualquer maneira. a semelhança achava fim ali, todavia. suas características físicas o aproximava mais ao fenótipo de sua mãe que de seu pai, e era o que escutava o tempo inteiro crescendo no meio dos dois. lembrava se sentir orgulhoso quando mais novo toda vez que o diziam aquilo, though. achava sua mãe a mulher mais bonita que ele já havia visto ever, o que era, no mínimo, coisa de filho extremamente afetuoso e devoto, mas que não passava de uma verdade mais que absoluta para tommy. e, apenas por um instante, se sentiu confortado. pela lembrança curta, mas afável, o suficiente para fazê-lo relaxar, e à presença familiar do mais velho.
‘ dad ’ os lábios foram pressionados juntos consecutivo ao expulsar rouco do cumprimento ao pai logo à porta de entrada do quarto dela, o braço direito atingindo a área por cima do ombro dele em abraço afável quando o mais velho fez o mesmo, envolvendo-o em um simetricamente gentil e o soltando, um conjunto tímido de segundos após, em sucessão. ‘ sinto muito tê-lo tirado às pressas do seu evento, odeio vê-lo sob essas circunstâncias. a situação da sua avó, entretanto… ’ sentiu a voz do duque encolher com a menção à princesa e thomas diminuiu junto com esta, o incômodo existindo infalível no final da garganta quando as outras sílabas o tangeram os ouvidos. não precisava de nenhuma outra asserção, sabia que o cenário ali estava longe de ser benigno. ou não o teriam tirado de cannes e o trazido a londres imediato. se recusava a aceitá-lo, porém. não queria absorver a ideia de que a doença começava a digeri-la os sentidos, pouco a pouco, cruelmente. ‘ o que aconteceu? ela está…? ’ digeriu e sorveu o resto da sentença à mera insinuação de seu verbalizar, e ele olhou o pai, ansioso, procurando qualquer indício de que a avó ainda estivesse no outro cômodo, respirando. henry maneou em negativo uma única vez com a cabeça, repelindo o receio do mais novo. ‘ ela está bem, fique calmo. está descansando, por ora. sua avó tem sido muito resiliente à doença, tommy. o que não significa evolução no quadro dela, ainda que se esforce para parecer que está. deixou de tomar os remédios no horário prescrito e fraturou o fêmur na estufa quando perdeu o equilíbrio, cuidando das rosas. não foi por isso que lhe chamei, though. ’ o assistiu expelir pequena quantidade de ar pelas narinas sucessivo à sentença, como se estivesse expulsando frustração. não conseguia achar mais emoções na outra fisionomia além daquilo, entretanto. thomas uniu as sobrancelhas breve, fitando-o e aguardando o resto do verbalizar. ‘ sua avó terá nosso advogado a visitando no domingo para ajustar os termos do testamento. quero você aqui com ela até lá. ’ o timbre diminuta do tom da outra voz exprimia ordem, fria. era a primeira vez que a ouvia nele.
‘ por quê? ’ disparou, o vinco desenhado na testa menos sutil dessa vez. odiava o rumo daquela conversa porque podia sentir o que viria, vividamente. o pai liberou suspiro excessivo, denso antes de respondê-lo, os lábios sendo comprimidos juntos impaciente. ‘ porque sua avó decidiu que a herança será outorgada aos netos, não aos filhos. seus tios estão incisivos, querem a parte mais significativa para os meninos, naturalmente, e a sua avó mais passiva à manipulações deles. só preciso que você a lembre porquê é o favorito, tommy. ’ a destra alheia o atingiu o ombro consecutivo ao apelido ser pressionado nos outros lábios, e henry apertou os dedos ao redor deste quando fez o pedido, delineando curva nas laterais da boca em sucessão. ‘ are you seriously being for real? ’ usou a esquerda para expulsar o toque sobre seu ombro quando ele empurrou o antebraço do pai para longe, grosseiro como jamais havia ousado ser antes com o genitor. o sangue percorria as veias frenético, porém, fervendo as juntas de seu corpo, e ele havia perdido as rédeas de controle com aquele pedido dele, de qualquer maneira. ‘ o senhor está me soando pior que eles, se quer saber. não me coloque no meio da sua ganancia e não ache que minha preocupação está no dinheiro da vovó ou na porra desse testamento em vez da saúde dela, já imaginou como ela ficaria se soubesse onde a sua está agora? no dinheiro dela? for fuck’s sakes. i don’t know this greedy, selfish arse you and i would be pleased to not be around him as long as he’s here. ’ estendia a sentença inteira por entre o observar da reação estática do genitor às suas palavras, fazendo pequeno registro de quão pasme a feição dele lhe parecia ali; como se não esperasse tipo de reação bruta do filho perfeito, como se sentisse traído. a vontade de thomas não era cuspir as palavras. desejava socar alguma coisa no lugar, though. mas não podia. então o empurrou o ombro, tirando-o do caminho da entrada do cômodo e adentrou o quarto da avó, ainda mais consternado que quando chegou à mansão.
god gave me the power of losing interest in 0.1 seconds
Literally the love of my entire life.
why are you doing this to me?
shawn mendes, miami – fl.
Shawn at Toronto airport 11/01/18
well, he’s not wrong
why should i resolve things peacefully when i can fucking punch you in the face
hundred by khalid
bpdamiright:
me?????? an explosive temper???????? yeah leave me alone