Na manhã de Thog, Azlubhajor Quantinamo que era um dos líderes dos Micantres repousava em sua aldeia como de costume nos três últimos dias de um Ycairo. Vestia hoje um manto branco-pálido com seu colete de couro encostado em sua rede, desfrutando da brisa matinal até que um de seus subordinados o incomodara. Malak vestia uma espécie de armadura de couro e segurava em seu braço esquerdo uma lança não muito grande, possuía feição jovem e assustada, caminhava até Azlubhajor aparentemente apavorado.
MALAK: Senho Azlu!! - Dissera assustado o rapaz que sabia como não gostava de ser incomodado seu lider.
AZLUBHAJOR: Mas que é que foi agora Malak?! Não se pode mais ter paz nesse mundo? - Agora sentado sobre a rede e severamente encarando Malak que tremia feito vara verde.
MALAK: Trago notícias dos povos do leste, encontraram outra gema Zoraikósmica, essa com toda certeza, muito maior que as demais!
AZULBHAJOR: Isso não pode estar acontecendo! Reúna as tropas e representantes das tribos, essa história não pode chegar ao ouvido do nosso povo, se acontecer podemos gerar um caos absoluto, não se sabe também o que esperar, pode ser apenas um presságio apocatico. - Agora o desespero parecera contagiar o Micantriano que andava de um lado para o outro coçando sua longa barba castanha escura e por vezes arrancando fios da mesma.
Não demorou muito pra que as tropas se reunissem e a caravana seguisse para o leste do mapa. Malak não mentiu sobre o tamanho, era realmente muito maior que a gema anterior, estratosfericamente maior que a gema anterior. Azlu ficara amedrontado com aquilo e então reuniu o conselho formado por Talton Rokhen, Feharb Feharboz, Nerosv Miltrak, Goleot Jaurano e Zyroz Celestian.
Se impunha na sala então, uma rocha implacável bem como o nome sugere, firme e lisa como somente um Rokhen é, lá estava Talton com seus olhos amarelos e marcas circulares nos dois ombros aguardando o inicio da reunião – TALTON: Ainda não vejo motivo para se alarmar, encaro essa reunião como uma tremenda perda de tempo senhores.
A reunião acontecia no salão concentrado no centro do mapa, a comitiva já havia trazido a gema consigo para o centro de Odnum, que fora o nome dado à aquele pedaço de terra. O nome fora decisão conjunta do conselho primordial dos primeiros seres, e também por decisão desses ali naquela montanha se fariam as reuniões e construiriam um templo específico para isso. Após a declaração de Talton os demais líderes passaram a opinar a respeito da situação.
NEROSV: Ao meu ver o extermínio dessa gema é a melhor saída – Nerosv era severo em suas opiniões, severamente apavorado com a possibilidade de perder seu prestígio de Zoraicosmico.
FEHARHB: Ao meu ver nos temos qu... - Antes que a sensual Feharb pudesse concluir a fala ouviu-se o rachar da gema.
Cintilante, densa e grande, já adulta. Uma mulher brotara carregando em sua barriga o que pareciam ser quatro esferas brilhantes, caminhava ela como que já sabendo o seu papel com os olhos fixos no centro do salão do conselho, repetindo incessantemente: Sou Zaya, filha de Zoolyn e vim para trazer ao mundo o que reconhecerão por seus verdadeiros donos. O Medo parecia tomar conta dos conselheiros ali presentes, de suas costas brotara um par de azas que oscilava em vermelho e amarelo fogo, os olhos pareciam-se com os cristais azulados das terras Miltraks e sua boca sinuosa, e bem desenhada como que por uma criatura divina que gerara o que viria a ser a mãe de Odnum.
ZAYA: Imagino que estejam se questionando o porquê, de onde e pra quê eu existo. Eu vos respondo, há uma infinidade de seres maiores do que vocês que se auto-intitulam Primeiros Seres. Meu pai e criador desse mundo, Zoolyn me enviou para que trouxesse uma lição à vocês, para que entendessem quem realmente manda. Ele não está satisfeito com os planos de destruição às suas preciosidades, as Zoraks. Então me gerou, com meus quatro filhotes, que devem em breve estar prontos para existir. Afim de que eles tragam o castigo pelos anos de insubordinação e desrespeito as leis naturais da existência, e apresentem o caos que vocês, meros acidentes da irresponsabilidade de meu pai merecem. - A soberba era característica marcante no falar de Zaya, a mesma não parecia temer os poderes Miltraks e Feharbozes, nem muito menos à força bruta dos Jauranos e exércitos Micantrianos. Zaya permanecia ali, soberana e intacta.
AZLUBHAJOR: Se me permite. – Dizia com o devido cuidado e de cabeça baixa se aproximando de Zaya e estendendo sua mão como reverencia. A mesma o tocava a mão retribuindo o gesto. - Onde estamos falhando soberana Zaya, como podemos ainda servir à vossa divindade?
ZAYA: Encerre as bajulações, não serão impedidos de existir, meu pai não seria tão cruel com os que de certo modo, iniciaram sua criação. Entretanto perderam seu posto de destaque e serão agora meros subordinados de meus filhotes e meus por tabela. Como primeiro gesto de respeito exijo que retirem suas tropas e seus fétidos corpos deste santuário que será agora de posse do que realmente os novos povos terão por Família primogênita. - Sorrira docemente ainda mantendo seu olhar soberbo enquanto os conselheiros se retiravam quase que num piscar de olhos.
Um lenzare se passou desde o ocorrido e Zaya podia sentir seus filhotes prontos para conhecer Odnum, o nascimento dos mesmos ocorrera sob supervisão mística de Nerosv e Feharb que eram os únicos em que a mesma confiava por serem frutos legítimos das Zorak. Eram quatro lindas criaturas uma mais única e singular que a outra. O mais velho era Batakon Zay, ser de extrema luz e asas formadas por sólidas penas que remetiam aos Celestianos de Luz, seus cabelos castanhos e olhos verdes remetiam às grandes arvores Rubrynghars à Noroeste do mapa; O segundo filho de Zaya fora chamado de Evond Zay, pele totalmente negra e olhos amarelo-fogo era o arteiro dos irmãos, o mesmo tinha capacidade de devolver vida ao que morria e sugar energia do que vida tinha, continha também o poder de se auto-desmaterializar transformando-se em fumaça bem com um Feharboz; O terceiro foi Pollito ou como gostava de ser chamado, Poll. Este tinha o tino de perversão, seus olhos eram de um castanho quase avermelhado, cabelos formado por fios loiros, e sua estrutura remetia à de Celestianos de fogo, asas metálicas e domínio de fogo eram sua característica mais viva; E por fim, o caçula Drethos ou Drê, como chamado na infância, era um rapaz doce e que continha a capacidade de mudar de forma, de se fundir a matérias e a alterá-las.
Esses quatro garotos, junto à Zaya vossa mãe, formavam o que se chamou de Família primogênita. Seu crescimento era de velocidade distinta dos demais seres, por ser muito acelerado e em pouco tempo os quatro rapazes já se viam pré adolescentes, entre seus onze e doze Zaarynidos.
No Ycairo 12 de Jafoth, um Lottus. Drê e Evond ainda crianças foram juntos até o Vale Negro, próximo à encosta da montanha em mais uma de suas aventuras, e foi quando puderam avistar um dos Misticos provenientes da obra prima de Zoolyn, as ninfas, intocáveis pelos ares e numa sincronia impecável ao colherem pétalas do solo terroso nas redondezas de uma árvore. Evond costuma ter as ideias mais desconexas pra se divertir, mas elas por alguma razão convenciam Drethos.
EVOND: Hey Drê, o que você acha de prendermos uma dessas e levar pra casa? Podemos dar de presente pra mamãe, assim ela não nos castiga por termos vindo ver o Cometa. - Evond se empolgava em sair do santuário, somente assim conseguia pausar a rotina de treinamentos e leitura constantes pra se divertir um pouco.
DRETHOS: Não sei não Evond, não to achando boa ideia ir ver o cometa hoje, em época de Conchi, ele pode nem aparecer. E também não acho uma boa ideia capturarmos uma ninfa, mamãe pode encarar como deboche, ainda mais vindo de você. - Eis que de trás de um arbusto se ouve um: ”Psiu!”.
EVOND: Cometa!! - Evond nunca correra tanto. De um arbusto saiu um Rokhen, jovial até e Evond empolgado o abraçava com toda a força. - O Drê não achou que viesse mas eu sabia que te encontraria aqui! Estava falando com ele que podíamos capturar umas ninfas pra criar.
COMETA: Oi Evond! Tenho uma ideia mais empolgante de caça mas antes quero entender o que há com seu irmão. - Dizia num tom entusiasmado, como o de alguém que definitivamente acabara de receber uma boa notícia. Em seguida pondo Evond no chão fora até Drethos em passos firmes. - Boa tarde à você Drethos, seus pensamentos falam alto hoje, tem algo o afligindo?
DRETHOS: Boa tarde Cometa, desculpe pela minha má educação, é só que estou meio ansioso pra competição que se aproxima. - Os olhos de Drê começavam a lacrimejar fortemente e foi quando o mesmo sentiu seu corpo ser envolvido pelo abraço de Cometa.-
COMETA: Não se acanhe doce Drê, duelos em dupla não são propriamente embates físicos, podem muito bem ser vencidos com a sabedoria e habilidade. Acham mesmo que Pollito e Kon formarão uma dupla intelectualmente funcional? Ambos possuem um ego maior que o cérebro, diferente de vocês. - Podia-se então ver um sorriso tristonho no rosto de Drê e mais entusiasmo no olhar de Evond, em passos firmes e ao mesmo tempo formidáveis Cometa se direcionou a uma árvore de folhas verde fluorecentes regadas pela vida que trazia o inicio de um Conchi rotineiro. Cometa era um humanoide de mais ou menos um metro e oitenta e nove, usava o que se chamava na época de esborral (Algo próximo de uma calça mas com suas passagens de perna mais justas formando uma espécie de bermuda de pano leve). Cabelos longos repletos de tranças e uma barba bem desenhada. Era um Rokhen Vulcano, por isso sua pele ou como os povos Rokhens dizem, “carapaça” era totalmente negra, como as rochas de vulcão tocadas pela lava, em seu ombro uma cinta transversal indo de um lado do tórax à outro dando suporte para os frascos que carregava e para seu machado de aço. -
Cometa conduziu os irmãos pela densa mata do Vale negro dentre as altas árvores do ecossistema Rubrynico. O rio que corta o continente gerava um sistema predatório agradável e durante a caminhada os pequeninos podiam enxergar grupos de Zelidions banhando os filhotes nas margens do largo córrego, os pássaros preenchiam os céus com grandes formações táticas de voo o que encantava Drethos que sempre sonhara voar, enquanto Evond se fascinava com a escuridão crescente a cada segundo em que adentravam mais o Vale Negro. Eis que os passos outrora firmes de cometa são substituídos por pisadas leves de pluma, o mesmo num movimento alertador estende um dos braços para a direita impedindo o caminhar dos irmãos.
COMETA: Como eu tinha dito, uma ideia mais interessante de caça. - Se tratava de um casal de adrépalos, criaturas bípedes com bico de osso e garras das patas afiadas, os mesmos possuiam asas finas (o que indicava que não faziam altos voos) mas que os ajudavam a planar sobre presas distraídas como os roedores dos quais se alimentavam. Cometa estava empolgado, e sabia que adrépalos adultos eram perspicazes demais para serem simplesmente atacados sem nenhum planejamento.- Certo! Evond, preciso que use suas habilidades naturais pois vamos fazer uma captura histórica hoje, a partir da fumaça que em nossos outros treinos aprendemos a direcionar, você vai criar a ilusão de um zelidion, como os adrépalos não tem visão de cor não estranharam sua pele negra. Eu vou me encarregar de um dos adrépalos e deixarei o outro para que Drê capture usando alguma camuflagem e o pegando na corrida. Todos de acordo?
As respostas foram quase que instantâneas, e após uma trocada de olhares: “De acordo!” Cometa tinha tudo em mente, e os dois irmãos já estavam posicionados. Evond não encontrou dificuldade para iniciar a ilusão, precisou concentrar-se inicialmente em como queria posicionar seu zelidion, em seguida redirecionou seus átomos gerando partículas específicas e as projetou numa sombra distante. Em paralelo, Drê encontrou dificuldade na hora de decidir qual a melhor posição e ambiente para se fundir, se optasse por se transformar em um roedor, corria o risco de ser devorado, se fundisse sua matéria a alguma árvore fora de lugar poderia não surpreender o adrépalo e acabar estragando tudo, por fim decidiu transformar-se também em um zelidion porém ficou atrás de uma árvore a uns cinco metros de onde os bichos estavam.
EVOND: Já com seu zelidion pronto enrouqueceu a voz levemente e grunhiu – Aarghhh!
Bastou, para que os pernas finas se desesperassem, e num elemento surpresa Cometa pôde acertar as pernas de um com seu machado fazendo com que o mesmo tropeçasse no próprio corpo e se desequilibrasse caindo num rolamento constante até um pequeno monte de mato dentro do vale. Enquanto isso o segundo adrépalo seguia correndo quando se deparou com um zelidion mais convincente rugindo : “Heeeennngg!” Drethos sabia como intimidar. O mesmo atacou o adrépalo com um bote certeiro no lado esquerdo do pescoço e por conta da afiada presa, cortou uma artéria rapidamente.
EVOND: Boa Drê! Você foi demais! - Ja em sua forma natural, se regozijava com o seu adrépalo.
Ouvem-se então passos firmes e o arrastar de algo, que parecia muito pesado, pesado demais para alguém comum carregar. - Você sempre me faz carregar os corpos Poll, eu já to cheio disso. - Drê e Evond logo reconheceram a voz de seu irmão Batakon, e não demoraram pra correr em direção ao som, antes porém, se despediram de Cometa que era proibido de se aproximar de Pollito.
POLLITO: Estamos atrasados “Baten”, mamãe não ficará satisfeita. Não que eu me importe mas sei que é em mim que ela desconta depois. - Dizia enquanto punha dentro de um saco partes de um Jaúran que haviam acabado de caçar. -
BATAKON: Eu sei, eu sei. Mas precisamos terminar de empacotar isso logo, to cansado de carregar tripa de porco.
DRETHOS: O nome correto é Jaúran, e não porco! - Dizia rindo enquanto abraçava forte o irmão mais velho. -
BATAKON: Que diabos você e o Evond fazem aqui no vale Drê, você bem sabe que a mãe não aprovaria isso.
EVOND: Nós sabemos! Viemos tentar caçar um pouco mas já estávamos indo, afinal hoje é a noite do baile não é?
Naquela noite os quatro irmãos descobriram, em um baile que futuramente se tornaria um dos contos mais populares dos povoados Odnundianos, a razão pela qual Zaya não permitia o contato entre Poll e o Cometa, ou melhor dizendo Lucien Draxller. Mas esta história são para outras páginas e em contextos mais apropriados. O que posso dizer é que tal baile deu origem à grande revolta no coração de Poll, revolta o bastante para o fazer repudiar a família primogênita e se tornar um rebelde sem causa no exílio do Vulcão Kaldhor, lá ele instituiu um clã de Demônios criados por ele mesmo: A Irmandade Kaldryn.
Vivendo lá em Kaldhor, agora já à alguns anos, Pollito se tornara respeitado na região do grande vale. Havia estabelecido um serviço de segurança efetivo, o qual obviamente não era feito de graça. Eram cobrados impostos em cima dos que morassem dentro do perímetro denominado Zona Vulcânica ou Perímetro Kal. A Hierarquia se estabelecia da seguinte forma: Um Kalhein, que se estabelece como lider supremo da irmandade, neste caso Pollito. Um Dhoreren, que funciona basicamente como sócio e braço direito do Kalhein, geralmente este sucede o mesmo após sua morte, na atual irmandade o Dhoreren se chamava Lúcio Fehim I. O Dhoreren possui três subordinados sendo estes; Thokan, Tizar e Kopa.
Um ou uma Thokan, atualmente se trata de Thera Lizon, fica responsável pela segurança e divisão da guarda da irmandade, tendo um Comandante, cinco Capitães, cinco Armors e os Proths. O Comandante é, depois do Thokan, a autoridade máxima da guarda Kaldryn, ele possui ao todo cinco capitães divididos em zonas do Perímetro Kal, no caso: A, B e Z. Todo o capitão possui um Armor que vai montar sua tropa de Proths e treiná-la. Na atual logística da irmandade existem três equipes de Proths, a equipe Punho que fica sobre sobre o Comando de Izacc Muller, Capitão Baston Goes e Armor Theóphilo Sbarn, esta tropa contém cem Proths. A equipe Fogo, que fica sobre o Comando da belíssima Sarah Kon, com o Capitão Sebastian Cullyn e Armor Joren sem nome, esta tropa contém sessenta Proths. Por fim a tropa KAZON, comandada por Tyron Uhan, com a capitã Celeste Miltrak e Armor Xong Zai, com exatamente quinze Proths. A equipe Punho fica responsável pelo contato direto com os que moram no Perímetro Kal na zona A, então resolvem pequenos conflitos, como briga de bar, assalto, furtos e alguns homicídios fora da lesgislação Kaldryaca. A equipe Fogo, é responsavel pela segurança externa do Vulcão Kaldryn, e causas de ameaça real à ordem geral da irmandade. Ja a equipe KAZON é para casos extremos e lidam diretamente com o Kalhein e Dhoreren.
Um ou Uma Tizar, atualmente Ginbo Kalun, fica responsável pela economia estabelecida na irmandade, ele gerencia os gastos, as obras, o que entra e o que sai da irmandade e qual a funcionalidade daquilo. É o Tizar que movimenta o dinheiro cobrado dos impostos e de todo o lucro conseguido com as negociações escusas do Kopa.
Kopa é o nome que se dá àquele que negocia, que faz acordos e reuniões, aquele que mantém a credibilidade e o respeito à Kaldryn. Atualmente quem se encontra nessa posição é Ferharb Ferharboz.
Desta forma tem vivido Pollito em seu reinado na Kaldryn que o custou três décadas de dedicação. O Mesmo cortou vinculos e ligações com a família que hoje, no aniversário de trinta anos do grande Baile do Cometa, o procura para uma conversa que aparenta ser muito importante.
THERA: Senhor meu Kal. - Thera apresentava grande devoção e respeito à Poll -
POLLITO: Sim Thera. - Degustava um bom vinho trazido mais cedo por Feharb. -
THERA: Seus convidados já chegaram, devo busca-los? Precisará de algum Proth?
POLLITO: Não será necessário Thera, apenas traga-os até minha sala, eu cuido de minha segurança agora. Aproveite o tempo para descansar.
Assim ela fez, os conduziu até lá. Batakon possuia agora uma barba cheia e bem formada em volta do rosto, castanha como os fios dos cabelos e olhos claros, ombros largos e imponentes de quem já luta a tempo em batalhas por território, armadura prata com detalhes dourados e uma espada longa em sua bainha, que era agora entregue à Thera. Drethos vestia uma espécie de tunica cumprida, amarronzada com detalhes dourados, aparentemente costurada na ilha drakon ao longe do grande Vale, cabelos negros e longos, encaracolados contrastavam com seus claros olhos azuis, compenetrados e contidos. Evond já não possuía mais olhos, as orbes se estendiam brancas por todo o corpo ocular, a pele negra como as sombras e penugem já não mais existia em sua pele.
BATAKON: Olá irmão. - Dizia Batakon exalando a superioridade já característica dos Mystacorns.
POLLITO: Sejam bem-vindos ao meu reinado irmãos, acredito que tenhamos muito o que conversar.
DRETHOS: Deixe de ser enfadonho e cuspa as tuas exigências Poll, as terras pertencem ao primeiro filho, ele reinará o condado de Vallyn. - Se aborrecia com a mesma frequência de um demônio agir em prol do bem, era coisa rara mas Poll sempre pareceu conseguir com facilidade.
BATAKON: Se acalme Drê! - Buscava conter o irmão, estava decidido a sair de Kaldryn com um acordo selado.
POLLITO: E quem impôs estas condições, irmão puro?
BATAKON: Eu me coloquei a sua disposição para negociarmos uma divisão justa das terras, de modo que todos saiam em vantagem dessa batalha. Sem que esta guerra fria se transforme em um embate à mãos armadas. - Passou a caminhar pela sala de um lado ao outro enquanto destrinchava vossos argumentos. - Proponho o seguinte: Dê uma ilha à Drethos, uma dimenssão à Evond e quatro condados à reis de minha escolha para que eu governe todos os polos à exceção do seu xodò, o condado de Vallyn fica às tuas leis e imposições. O que me diz Pollito?
POLLITO: Eu acredito que isso possa funcionar... Se n-nós...
Um estrondo é escutado do lado de fora da sala... Explosão, gritos e correria, Kaldryn estava sendo invadida. Num instante Poll entendeu o que estava acontecendo, a reunião fora uma distração para que a invasão acontecesse.
Tyron Uhan entrou violentamente disparando uma lâmina na direção de Drêthos que esquivou já revidando com um chute giratório. Batakon saltou pra cima de Poll que o segurou com os dois braços e distribuiu joelhadas em seu dorso, Evond parecia imoblizado pelo poder de Feharb que dizia algumas palavras enquanto olhava para o mesmo.
POLLITO: Vocês não sairão vivos disso!! Foi um erro começar essa guerra Batakon!
Batakon se desvencilhando dos braços de Poll conseguiu desferir um golpe com o que parecia uma adaga Zorakiana, envenenndo o irmão e em seguida evaporando com os dois irmãos.
Thera chegou quando Poll já caido no chão espraguejava vendo Tyron ensanguentado e desacordado em um canto do cômodo
THERA: Senhor meu Kalhien!!