Por mais difícil que pareça ver as coisas boas, elas existem e pense nelas sendo grato a cada coisinha por menor que seja pois és o que tens. Agradeça a cada miudeza com grandiosidade.
Andrêssa Freitas.
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Por mais difícil que pareça ver as coisas boas, elas existem e pense nelas sendo grato a cada coisinha por menor que seja pois és o que tens. Agradeça a cada miudeza com grandiosidade.
Andrêssa Freitas.
Enquanto estivermos vivos, teremos tempo, enquanto tivermos tempo, estaremos vivos.
Andrêssa Agnel.
Cecília não sabe amar
Cecília não era uma mulher de beleza padronizada ao que se diz perfeito, não tinha as melhores roupas, não sabia caminhar e beber água ao mesmo tempo, ao ficar nervosa sua cor nitidamente virava pimentão e suas palavras não saiam como queria. Não conhece o mundo nem sabe viver nele, tem medo do que não é como imaginara ao mesmo que tem fome de extraordinárias descobertas.
Vinte e três anos, muitas histórias tristes para contar com um grande sorriso no rosto preenchido de formas e linhas que a representam mais que qualquer coisa, cabelinhos negros que ela insiste em mudar, noites em claro, pois na sua vida a noite é o começo e não o fim.
As novelas que via na infância a fizeram ver o amor como algo bom que com sorte um dia teria o prazer de viver, porém, a vida não foi tão generosa e para ela a coisa toda para todo mundo se torna injusta quando o assunto é amar e ser amado. Persiste procurando, seja uma brecha, uma esperança que as pessoas podem ser boas o suficiente para desfrutar do privilégio que é o AMOR, mas em seu caminho só encontrou espinhos e seres espinhosos em que a incessante luta pelo Ego é mais importante do que dar e receber uma dádiva tão simples e que na verdade é o que tem de mais sublime na vida de qualquer miserável.
Segue andando sobe seus caquinhos sem apanhá-los, pois, o que se foi renova-se. Mas o que faz falta é doloroso demais para ser remexido e melhorado. De todas as esperanças perdidas, só o amor ainda insisti em brotar em seu peito, o que a faz acreditar que é só isso de fato importa na vida, que o amor não é uma escolha e sim um dever, uma lei a ser cumprida aqui na terra e além dela e que no fim só o amor explica tudo e dar sentido ao que não tem sentido.
- Andrêssa Agnel .
TEMPO, TEMPO, TEMPO, TEMPO...
Tenho sonhado muito e fazendo tão pouco, sonhos impossíveis, outros ao contrário, mas de que serve um sonho por menor que seja se não existe luta? Um ciclo vicioso e giratório, mudo comportamento, mudo o armário, mudo o estilo de gótica das trevas para rosas, onças e saltos. A cada ano ou a cada seis meses, novas tentativas de mudanças surgem, reinventando cada passo em busca de viver algo marcante o suficiente para viver sorrindo. Assim passam-se meses, anos, uma década ... E me encontro parada no mesmo ponto fixo em que o ciclo dá a partida e começa a girar e lá vamos nós recomeçar com as tentativas. O fiz diversas vezes, meses, anos a fio e nada adiantou o meu lado, nada acontece e estou tentando, tentando e tentando... As coisas se acalmam e um ano se passa desde a última mudança de estilo, roupas, lugares, pessoas. As coisas ficaram meio bagunçadas durante esse meio tempo, precisa-se organizá-las, a grande escala de poeira são marcas da longa duração de estabilidade, organizando tudo torna-se notável que as reinvenções acabaram, quando nota-se que uma blusa comprada a um ano atrás e outra recentemente ainda estão no mesmo armário, um sapato, um batom, um conjunto de brincos, todos os pertences estão lá. Olhando tudo organizado remete não a uma nova mudança, mas sim, a continuação do que funciona, do que é bom, do que se ama, do que se quer, com a certeza de que dali não se quer e nem é preciso sair. As mudanças podem ser maravilhosas para uma vida melhor, mas nada supera o não precisar mais disto quando se encontra o que sempre procurou. - Andrêssa Agnel
MENTE, ALMA E CORPO.
Uma depressão é só uma depressão. Eu sou forte, pois não caí, não deixei me pegar, isso não é uma coisa de Deus, não se pode deixar o “ inimigo “ tomar conta da sua vida! De diversas formas, pessoas se acham mais forte que tudo e quem se permite assumir-se “ fraco “ durante uma devastação que te leva a vida, o sabor das coisas, as vontades, a capacidade de sentir algo que não seja dor, angústia, perda, é só mais um que desperdiça a vida pelo simples fato de querer e gostar de sofrer. Acho que para elas a humilhação deve ser algo bem mais confortável do que ir à “luta “, que fixar-se em uma cama quando se tem um mundo a explorar, dormir um dia inteiro por passar noites em claro sozinha e desesperado (a), não sair de casa todos os dias em busca de trabalho para ganhar seu sustento e bancar o seu tratamento por que o esperar por outros sem saber se terá o que precisa é maravilhoso. Banho para que? Afinal, não se fede nunca, tomar comprimidos por que tem um ótimo sabor e jamais fará mau aos seus dentes, ao fígado... O depressivo, torna-se um, não por que foi fraco, ou por que falhou em proteger-se do “inimigo”, ou por que gosta do sabor incomparável que a dor trás, por que ama passar seus dias, seus meses, seus anos ou uma vida toda lutando a cada dia, a cada hora, a cada minuto, a cada segundo, a cada milésimo, contra a devastação de suas entranhas, a perda de cada pedaço seu em cada queda que se leva, ao enfrentar vozes te recriminando, mostrando que você, só você é o culpado da coisa que só você sofre e morre a cada dia, até um dia possivelmente não sobrar nada ou sobrar tudo dependendo das tréguas que ela der. PS: Enquanto há julgamentos, existem pessoas precisando de compaixão. - Andrêssa Agnel
Assassino de almas.
Estão tentando arruinar tudo, o campo de flores, as lâmpadas brancas, o coração com veias pulsantes para o amor, as aves que voam longe no céu da esperança que me alimentava, o dicionário próprio com todas as palavras injustificáveis, para que pudesse ser praticado o ato do perdão e talvez por último ou será o primeiro, saúde e sanidade mental. Inventaram medicamentos para tudo, seja para curar ou “ controlar “ algo que está ali se alimentando de sua pureza, pensamentos, esperança, tudo o que tem de melhor dentro de você. A palavra FUGIR, já não é cabível em nenhum dia, pois não há como fugir de suas tatuagens internas feitas contra a vontade. A única coisa que soa é: “ Assim como teve um começo, tudo isso terá um fim “, e esperamos esse fim ansiosamente, não tem meio, só o início e o fim, o que era para ser o meio, foi assassinado. De um lado um assassino, frio, calculista, medonho, o verdadeiro príncipe do diabo. De outro, Deus que acredito, remédios, um remédio tão bom que dopa e me tira de tudo, o prazer do que um dia te fará mau, como comer demasiadamente. Levantar todos os dias me perguntando, se estou louca por ver tantos atos incompreensíveis, ou se estou certa e eles quem devem estar mesmo loucos. Este, é um matador de almas, faz seu trabalho aos poucos, já destruiu, o campo de flores, as lâmpadas brancas, o coração com veias pulsantes para o amor, as aves que voam longe no céu da esperança que me alimentava, o dicionário próprio com todas as palavras injustificáveis, para que pudesse ser praticado o ato do perdão. O que sobra, é um pouco de saúde e sanidade mental. Até quando!? Andrêssa Agnel
Radiograph.
Oh meu amor, importe-se tão pouco com minha falta de indulgência, minha mente por vezes não me reconhece deixando-me vaga das lembranças e sentimentos cativados. Sentidos bagunçados esquecendo de toda e qualquer maneira de amor, é, eu sou assim, é com a alma despida que venho enfrentando-te, com olhos vendados faço vista grossa para o que deveria ser devidamente detalhado. Lembro-me de precisar, esquecendo-me de quem se encontra precisando, vejo negado o que seria merecimento, esquecendo do dever de entregar mais, pego-me pensando que talvez tenho demasiadas armaduras e avareza de tudo o que é de toque sensível. Amo-te de forma mais sublime que minhas forças venham a permitir, embora receio não ser o suficiente. Andrêssa Agnel.
Ser poeta é isso: Estar na boca do inferno e falar sobre o paraíso.
Otávio L. Azevedo. (via iliterar)
Acho que tenho tudo que quero. Quando quero cerveja, bebo cerveja. Quando quero vodka, bebo vodka. Quando quero você, bebo vodka.
Soulstripper. (via motivando)
Melhor que suportar a escuridão.
Olá mundo! Neste momento não sei se estou preparada para enfrentá-lo, nas condições atuais me encontro marcada, sangrando, jorrando sangue na verdade. As coisas são como são e não cabe a mim agora mudar o passou nem muito menos o que ficou dentro de mim que detestavelmente tornou o que sou. Fecho os olhos, vejo dor, desamparo, perdas e medos, dor que me trazem as memórias, desamparo que me encontrei e que ainda me encontro mas não todo o tempo, dor pelo tempo, pelas oportunidades, pela vida que perdi e por último o medo de tudo e o medo do nada. Ouvindo aquela canção que tanto amo Drugstore Perfume de Gerard Way, fecho os olhos e tenho boas lembranças, lembranças do ano sem medo, do ano sem perdas, do ano sem desamparo, do ano sem dor. Vejo esse novo ano, que não há mais aquele nós, que não há aquelas boas sensações, as descobertas... Mas um ano maduro, com talvez um novo nós e com diferentes sensações. Parece um texto repetitivo não é? Mas em cada palavra repetida, vem uma coisa diferente. Posso estar tão pouco suportando, mas ainda há uns suspiros para gastar e enquanto os houver, irei usá-los da melhor ou da pior forma. Mas não os deixarei para o escuro, esses verão a luz, a luz do que sou ou do que tento ser, a luz dos lugares por onde passo, a luz dos sorrisos alheios, dos amores perdidos ou conseguidos, só verá a LUZ, essa luz que acende a vasta escuridão que há dentro de nós.
- Andrêssa Freitas
Sentimentos do tempo.
Nunca sei o bastante, nunca sinto o bastante, nunca tenho uma tranquilidade duradoura. Quase nunca sabemos o que se passa com nós mesmos, a capacidade de pensar , escrever, dormir, vai embora. Será e por que razão insistimos em tantas coisas como continuar vivendo? Viver pode ser seu melhor amigo ou seu pior inimigo, as coisas geralmente costumam ser difíceis ou dependendo do estado de espírito tudo pode ser impossível. Não se sabe o que sentir, o que esperar, e pelo que lutar, sombras do passado só servem para atormentar, mas se eu descobri com o tempo é que dias ruins vem e vão com a mesma facilidade que dormimos e acordamos, o tempo pode não ser justo sempre, mas é o único capaz de diluir a devastação de sentimentos e acontecimentos. O tempo pode ser traíra quando precisa de nós em momentos que estamos com os piores sentimentos, ele nos surpreende e só o que nos resta a fazer é tentar dançar conforme a música dele. Mas geralmente costuma não ser tarde para momentos em que os sentimentos melhoram. Enquanto estivermos vivos, teremos tempo, enquanto tivermos tempo, estaremos vivos. Andrêssa Freitas.
Chega uma hora que você acaba perdendo tudo e não tem o por que levantar e nada que você tenha agora tem realmente valor. - Andrêssa Freitas.
Entrar no mar sem saber onde irá parar e se irá.
Uma vida nem sempre é cheia de coisas concluí-veis, tenho fortes dificuldades de concluir alguns planos, porém sinto-me livre para sempre tentar um começo. Se bem pensarmos a conclusão talvez não seja bem o que importa, mas a caminhada e o que colhemos dela, chegará um dia em que nossas vidas iram ser interrompidas e também os nossos planos sem que tenhamos controle sobre isso. O que quero dizer, é que na minha opinião sempre que começarmos algo, não nos limitarmos idealizando a finalização do processo sem antes mesmo de começá-lo, todos os dias temos a chance de mudar de ideia e tentar varias vezes e não o vejo como um defeito. A dificuldade que pesa em mente é sobre as coisas que a sociedade esperam de nós e isso nos torna vulneráveis a ficar presos em um único caminho. Temos uma vida de várias possibilidades, e não é nada saudável deixar que nos pressionem. PS : Faz tempo que não escrevo não é meninas? Isso tava me matando haushus, porém os estudos para o enem foi maçante... Agora consegui separar um tempinho e isso me alimenta muito. ;)
Andrêssa Freitas.
Rotten Planting
Dormir parece um inferno, sorrir parece doer, falar parece aliviar, mas a visão não deixa nada escapar. Bom, sempre digo que estar aqui é ter sido jogado em uma fogueira que queima e algumas vezes como acordar todos os dias com um balde de água jogado na cara, para acordar de toda ilusão ou sonho que não seja verdadeiro ou não tenha sentido.Pois é meu caro leitor, quem ai não sente como se toda manhã fosse um parto? Lembro-me de mel por cima de sal, mel é doce como coisas boas e o sal, como coisas que não traz nada de bom. Mesmo que o mel esteja por cima e ninguém o dilua ao sal, aos poucos eles vão se misturando formando uma bagunça mesmo fazendo de tudo, não há como tirar o mel completamente do sal e o sal do mel. Não há como viver a base de mentiras, sofrimento alheio, em terra podre não se planta nada, tudo apodrece junto. Creio que devemos cuidar da terra e escolher o lugar certo, não existe a terra perfeita, porém, sempre podemos fazer o nosso melhor. No final acho que é isso que viemos fazer aqui, o nosso melhor, nunca sabemos se estamos completamente certos ou completamente errados, só podemos extrair o melhor de nós para poder deitar com a desconfiança que estamos em paz. Hoje, durmo, não perdendo mais um minuto com o pior dos outros e deitando com o meu melhor que é o que realmente faz diferença. Em minha terra há várias flores ao redor, que são os meus amigos, estou fazendo coleções do Eu te amo e trocando isso com os outros.
Andrêssa Freitas
Can both make. As folhas morrem, as pessoas morrem, os animais morrem, a vida morre. Não costumava pensar que um dia vamos morrer, o que sobrará de nós? Será que existe algo ou se será como cair em um sono sem sonhar, com aquela imensa escuridão? Um não existir mais? E o que vivemos com medo de fazer por conta de não conhecer o que há além da morte? Alguém me alertou sobre este fato, em uma conversa comum me abri para algo que nunca havia pensado. Um dia vamos morrer e neste dia pode ser que não importará as lágrimas das pessoas, um velório significativo ou a expectativa de encontrar á Deus ou outra coisa. Não nos permitimos muitas vezes imaginar sobre como é fácil morrer e difícil viver. Temos sempre a oportunidade de começar de novo, porém não sabemos se teremos tempo, é algo sem perspectiva, me peguei várias vezes imaginando que a morte seria melhor que a vida, pois estaria de encontro com Deus se merecedora fosse. Mas agora, penso em aproveitar esse tempo por aqui, sem pensar no que terá depois ou se terá. Talvez neste dia, saberei o que deveria ter feito e o que não ou no final possa descobrir que nada disto tenha importado e que o que tentamos ser como pessoas de nada valeria mas depois da vida. Enfim.. Só é complicado pensar nisso. Andrêssa Freitas
Ninguém merece ser só mais um bonitinho. - Pitty Não se sabe até onde iriamos por alguém ou uma coisa, isso nos torna reféns da ignorância do achar que tem posse sobre um indivíduo. Se bem pensarmos além de ser um pensamento egoísta, não temos posse nem de nós mesmos, nunca estamos satisfeitos, sempre fazemos merda, o que tem em mente não é o que sai por nossa boca. Não é nada pessoal, é só uma realidade com aparência paralela que está sempre conosco mesmo que nos neguemos a ver. Sinto muito em informar que não existe antídoto, não á cura para nós, nunca viveremos sem fazer merdas. Um dia iremos morrer e tendo muito o que aprender, isso encanta, fazendo o ser humano ter sede de colecionar todo o aprendizado que conseguir para um bom currículo em seu funeral ou em um plano maior não sei. Tudo é incerto, fazendo assim que muita coisa possa ser também concertada. Uma lágrima, um passo, um sorriso, um choro, um beijo, um amor, só nos pede uma coisa, fazer algo válido. Andrêssa Freitas.
Quer saber? Choro por tudo isso e por nada disso. Choro pela minha bunda caída e pela fome do mundo. Choro pelo meu cabelo desajeitado e pelas crianças descalças pedindo esmolas. Choro porque chorei de emoção quando o Lula ganhou pela primeira vez e de raiva quando ganhou pela segunda. Choro de saudade do meu amor e de esperança de encontrar o próximo, certamente muito melhor. Choro pela minha intensidade do tamanho do mundo e pela minha superficialidade que quase não cabe em mim. Choro de medo de morrer e de alegria por estar viva. Choro de saudade da minha criança que não chorava tanto e, sobretudo, de curiosidade pela minha mulher que um dia vai conseguir ser mais feliz. Choro porque sou a pessoa mais sozinha do mundo e, ao mesmo tempo, só mais uma, em meio a tantos, que chora só porque é lindo começar tudo de novo.
Tati Bernardi (via overdose-de-textos)