Quando você me ligou pela primeira vez, pensei: que voz rouca, andrógina, envolvente.
Escritos de cabeçalho de 2005. (via blocodozecentoeum)
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Quando você me ligou pela primeira vez, pensei: que voz rouca, andrógina, envolvente.
Escritos de cabeçalho de 2005. (via blocodozecentoeum)
Haruta
Ontem demorei a dormir pensando em um personagem de uma pequena novela de comédia. Não entrarei em detalhes sobre sua proveniência, em parte por isso ser bem irrelevante.
Mas esse personagem é um homem cisgênero gay, construído numa trama que envolve o contraste entre o ambiente excessivamente protetor de casa ao universo corporativo competitivo.
Tudo isso permeado pelo cinza das megalópoles.
Ele é uma criatura que trabalha duro e que costuma beber e se divertir com os amigos até altas horas após o expediente, de modo a esquecer (ou fugir) de suas responsabilidades com a família e, sobretudo, consigo próprio.
Tudo isso traz algumas consequências para seu modo de existir, do tipo:
Não sabe cuidar de sua casa;
Não sabe cozinhar;
Não sabe se preservar;
Não sabe dosar sua indulgência;
Não sabe o que quer;
Não sabe expressar o que quer;
Não sabe o que não quer;
Não sabe expressar o que não quer;
Não sabe de si.
Me identifiquei com alguns desses pontos, sabe. Sobretudo no que tange a personificação do mal-estar em lidar com a crueldade do desejo.
Durante minha angústia e minha quase-insônia, levantei da cama duas vezes:
Na primeira, bebi água, escovei os dentes, pesquisei algumas fotos do rosto dele e deitei sem nenhuma pista;
Na segunda fui até o sofá, e lá modelei à força um sentido para o vácuo.
No congelador, constrito numa vasilha de sorvete de dois litros, ficou um turbilhão.
Novos tempos, novo blog. Aqui pretendo trazer algumas linhas sobre as coisas que vivencio em casa. Uma espécie de diário de bordo.
Devindo mulher régia. #draw #woman #amazon
Voltando aos trabalhos... #draw #fish #mangue
Status: contra fascismos! Ocupando o minc! (em Ministério da Cultura - Regional Norte)
Equalizando.
🚍💖✨ (em Praça da República)
Mind mood© (em Fortiori Consultoria em Psicologia)
Na minha adolescência, costumava escrever poemas. E os estruturava e tecia por auto-induções. Ao entrar em contato visual cartas de tarot, tentava acessar outros pontos de minha mente. Lugares que não estivessem tão contaminados pela rotina, a tal cotidianidade. Tais pontos demonstraram ser linhas, através desse exercício, encontrei linhas de fuga. Caminhos para um fazer artistico. Entretanto, na época, nao consegui completar tal empreitada. Parei no arcano VII, A Carruagem. Sempre relacionei esta carta ao ato de tomar as rédeas da vida. Se antes não havia tomado, hoje creio estar mais proximo de conseguir. Seja pela arte, pela educação, pela análise. Pela construção desse dispositivo de fazer-ler. #tarot #charriot #draw
"Olha pra mim..."
Preparando os ingressos pro Auto do Coração! A partir de segunda, é só combinar com a Cleide, e/ou passar no Cuira! #teatro #coração SERVIÇO: TEMPORADA DIAS 05,06,07,08 E 12,13,14,15 DE MAIO DE 2016 De quinta á domingo 20 horas R$ 40,00 INTEIRA R$ 20,00 MEIA Saída da Praça da República do lado do Teatro da Paz Venda antecipada de ingressos no Cuíra, Dr. Malcher 287, Cidade Velha, a partir do dia 2 de maio. WhatsApp - 98127-5480
"Aquellos que sueñan de día comprenden muchas cosas que escapan a los que sueñan solo de noche" ~ Edgar Allan Poe (ilustra de Benjamin Lacombe)
3x4 recente.
Mood©
Houve uma época de minha vida em que tudo se resumia a estar a salvo. Trabalho razoável, dinheiro duro e honesto. Aguentava algumas coisas até pra manter esse altar cotidiano sempre limpo e possível. Suportava outras coisas, e restaurava essa sacralidade. Até que um dia "breno, precisamos conversar". Nesse dia fui posto pra fora. Do trabalho, do tal altar. Por alguns instantes. Me chamaram de volta. Mas. A sensação de vida, de explosão de alegria, já havia me fulminado. Tal como o raio, ao destruir a Torre. A Casa de Deus é o Fora.
A Lua me convida ao mergulho no turbilhão profundo e escuro. Me transmuto lá dentro, enquanto nado, sua luz me guia ao caminho de volta, para longe das influências perigosas. Da ausência de fundo. Enquanto aprendo a me manter submerso, ela sussura: _Nao se acanhe em me admirar, pequeno peixe. Quem acolhe minha luz conhece aquilo que se é. #moon #tarot #draw
As cartas agora são outras... No dia 9 de abril, com a performance realizada na Mostra Focar, pude lavar minha alma e compartilhar meus movimentos criadores. Fui recebido com muito afeto e interesse, o que só alimentou a minha posição a respeito da necessidade de trocas entre diferentes saberes na academia. Essa prática precisa ser exercitada, não há conhecimento que não se estabeleça em rede, de forma entrecruzada, muito menos que ignore a trajetória de vida dos sujeitos que os constroem. Meu relato foi um pouco disto, e alguns delirios a mais... (em Fav Ufpa)