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aceitando de tudo nos dois!
♡ ◞ ੭ ⠀ um fato incontestável: baby ama aprontar. vive em veemente ilusão de que não há nada que não possa fazer. de todas as mentiras que não podiam ser contadas, ao mentir-se para si mesma, ela não enfrentava nenhuma perturbação, exceto quando a realidade imergia com as consequências de suas ações. e, bom, baby corria. sempre estava correndo de alguma coisa ou para alguma coisa. não existia muito tempo e tudo precisava ser vivido. talvez deixasse de lado uma ida ao isolamento, mas qualquer outra coisa era válida. acostumou-se assim, então, a ser um habitual empecilho na vida dos jovens arthurianos. por mais que a sua adoção devesse torná-la um deles, na prática, baby sabia não ser e a tratavam como tal. fosse uma espécie de vingança ou somente travessuras, ela só incomodava quem merecia, ou seja, arthurianos muito antipáticos. algumas pessoas ficavam tristes, outras davam uma rasteira e mostrava a língua — o caso de baby, obviamente. por esse motivo corria, o cabelo e o vestido encontravam-se escarlates naquele momento, movidos à adrenalina e empolgação. no caminho de sua correria, entretanto, ela avistou @axltremaine e o pegou pela mão sem nem pensar. uma fuga é sempre melhor em dupla. correu para trás de um paredão, puxando-o para lá também, então bateu as costas estrondosamente, ofegante. “se pegarem a gente, eu prometo dizer que você não tem nada a ver com isso!” disse, sem explicar do que estava fugindo. “eu não matei ninguém, então se disserem isso, é mentira!” exclamou exasperada. “as pessoas mentem, eu não. tenha isso na cabeça. e também que eu não me arrependo.” olhou para a roupa de relance, percebendo o quão chamativa estava. “meu deus, eu gostei mesmo disso.” então olhou para axel, rindo. as roupas refletiam seu humor, mas a deixava em evidencia o tempo todo, ainda mais sendo uma fugitiva. “eu sou uma delinquente.”
O susto veio com a mesma intensidade que o puxão em sua mão, mas ele apenas correu como se sua vida dependesse disso. Correr atrás de garotas aparentemente era sua sina, mas naquele caso não era bem correr atrás, mas sim um correr junto. Não fazia ideia do que Baby havia feito e mesmo que fosse algo terrível, sabia que sua reação seria apenas ajudá-la a acobertar. Ela continuava sendo assim e ele também; um protegendo as maluquices do outro como podia. "Você sabe que ninguém vai acreditar que não tenho a ver, né?" ele respondeu, rindo baixo sem saber o porquê. Não acreditariam de fato, afinal além de castigado ele tinha um histórico de estar envolvido em confusões. Ele arregalou os olhos com a próxima fala, sem entender absolutamente nada, porém de certa forma maravilhado com a maneira com que ela falava e agia. "Tem um filme de terror non-maj em que jogam um balde de sangue de porco numa menina. Você meio que... Tá parecendo a personagem do filme." comentou, pegando uma mecha do cabelo alheio. "O que você fez? Devo me preocupar por você ter gostado de ter feito?" questionou, mas seu bom humor era perceptível. Desde a outra noite, quando ela lhe confidenciou que usava sua habilidade para falar com ele sem que o próprio soubesse, Axel passou a se sentir feliz sempre que Baby estava por perto. Era um lembrete constante de que alguém se preocupava e vê-la ali, rindo depois de ter feito uma besteira, fazia com que ele quisesse rir também. "Você é maluca, Baby." complementou, dando um empurrãozinho bem leve no ombro direito da jovem. "E precisamos achar um esconderijo melhor enquanto você me conta a história." olhou em volta "Vem, sou bom nisso de me esconder." foi ele a puxar a mão dela dessa vez, pensando em onde poderiam ir. No Castigo seria mais fácil, ele já conhecia todos os becos e imóveis vazios onde poderiam se esconder. "O Bibbidi News. É perto daqui e os fofoqueiros que trabalham lá estão ocupados procurando fofoca aqui nas ruas, então podemos ficar lá atrás do prédio." disse "Aliás, não sei o que é isso, mas vermelho fica bem em você." concluiu, antes de puxá-la para que recomeçassem a fuga.
៹ 𝒕𝒉𝒊𝒔 𝒊𝒔 𝒂 𝒔𝒕𝒂𝒓𝒕𝒆𝒓 𝒇𝒐𝒓 @axltremaine 、
៹ ✧ ╱ por mais que fosse dotada de uma auto estima invejável , aquamarine sabia muito bem que não era perfeita e para ser sincera ela nem queria ser ── sério , como que julieta aguentava aquilo ? estava bem como estava , afinal , garotas perfeitas não se divertem no palco e nem beijam caras bonitos ; e mesmo que tivesse sido obrigada a limpar cocô de dragão e escutar diversas críticas resumindo seu show inteiro em apenas um dueto , não se arrependia nem um pouquinho . é por isso que tão logo que notou que o pai e a carrasca madrinha estavam ocupados demais com todos os pequenos protestos fashion que surgiam no evento para prestar atenção se a loira estava se comportando , ela não pensou nem duas vezes antes de enlaçar o braço ao do tremaine . ❛ ah , então é aqui que meu namorado está ! ❜ o saudou com um riso a tiracolo , incapaz de não fazer graça com o título que algumas pessoas do wisher estavam atribuindo a ele após o baile . aquele tipo de atenção não era nada novo para aqua , já acostumada com seus fãs e jornalistas fanficando possíveis amores com qualquer pessoa que aparecia ao seu lado , mas oh well , não imaginava que fosse para axel . seus lábios se moveram , pronta para lhe jogar outro gracejo , só que bastou um olhar mais atento no moreno , para que seu sorriso fosse desfeito num suspiro de desespero . ❛ oh , não . axel , eu te amo , mas também te odeio . sério , você tem muita sorte que é bonito suficiente pra conseguir fazer isso , ❜ ela comentou , franzindo o nariz com certo nojinho enquanto usava o indicador para apontar para a escolha de look dele . sabe , triton não gostava de julgar , no entanto , as pessoas também não lhe ajudavam … ❛ parecer aceitável . porque não é ── nem um pouquinho ! e eu espero de coração que não seja uma tentativa de me fazer ‘ terminar ’ com você porque se eu ganhasse uma moeda pra cada vez que alguém usa roupas feias pra me motivar a terminar … bem , eu teria duas moedas , o que , assim , não é muito , mas acho que diz algo sobre mim mesma . ou melhor , vocês , homens . ❜ já dizia o ditado : o problema é meu e eu jogo em quem eu quiser , então a loirinha iria jogar em cima da segunda opção mesmo .
O dueto com Aqua no baile havia rendido reações mistas das pessoas que Axel conhecia. Para uma parcela dos fãs de sua banda foi um absurdo, para outros foi interessante e para alguns esperançosos foi romântico. Esses últimos, na opinião dele, eram os mais malucos. Que tipo de ideia era aquela? Até parece que uma estrela de Arthurian iria assumir publicamente um namoro com um cara que não apenas era um Castigado, mas um músico da região . Contudo, mesmo achando os boatos de namoro absurdos (nunca desmentia nas redes sociais, até porque nunca afirmava ou desmentia nada), ele gostava da loira. A achava espontânea e meio maluquinha, o tipo de pessoa que faz a merda e só pensa sobre depois. Então não ficou exatamente surpreso por ela falar consigo no evento, embora a maneira próxima demais o tivesse chocado um pouco. Arthurianas costumavam manter uma certa distância em eventos públicos. "Eu estava por aqui procurando pelo brilho dos seus olhos, meu amor." brincou, com seu ar dramático de sempre, mas sua expressão tranformou-se numa careta tão logo que ela começou a falar. "As pessoas usam roupas feias pra te forçar a terminar?" riu, surpreso pelo final da fala "Ei, eu sempre me visto desse jeito. Até coloquei minha calça jeans que não tá rasgada, deviam me dar um prêmio por estar tão elegante." ironizou "Tava na esperança da Fada Maluca me expulsar do evento por estar estragando a estética, mas infelizmente ainda não rolou. Ainda bem que eu gosto de chamar atenção e de devolver os olhares de reprovação que me dão. Meus favoritos são os das pessoas que tão fingindo nojinho, mas por dentro pensando 'porra que cara gostoso'. Meu ego vai lá em cima." abriu um sorriso orgulhoso "Nada de terminar comigo por causa disso, nosso romance ainda não acabou. Nem tivemos tempo de escrever músicas e usar um ao outro pra ganhar dinheiro!" protestou, um riso soprado lhe escapando dos lábios. "Além do mais eu gosto de você. Tá presa comigo agora... E imagem de princesinha com bad boy é legal, dá um drama." concluiu aproximando-se um pouco mais dela para falar sem que pessoas em volta o escutassem.
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Quando os olhos de Cecile pousaram em Axel, ela teve de se segurar para não dar risada. O rapaz vinha se tornando a cada dia seu maior parceiro de copo - e eles já haviam se colocado em situações bastante peculiares. A bebida estava se tornando, a cada dia, um escape fácil para seus problemas e suas frustrações - o que não era exatamente saudável, mas sinceramente quem se importava? Não era como se tantas pessoas realmente se importassem com quão bêbada ela andava ficando. Na verdade, sua versão embriagada era até mais animada e meio depressiva! Não se lamentava o tempo inteiro sobre não conseguir fazer nada, sobre ter memórias demais dentro de sua cabeça. “Ei, Axel” ela falou com as mãos ao redor da boca, chamando-o em um sussurro alto como se quisesse chamar sua atenção mas não a dos outros ao redor. Quando o rapaz olhou pra si, ela chamou com as mãos, para um dos cantos da Exposição da Magitech. Tudo bem, era de manhã, em um evento intelectual e de sucesso, sobre tudo que movia Storydom etc etc etc, mas precisava mostrar o que havia feito naquela manhã. Tirou o cantil do bolso do blazer branco e entregou pra ele “Prova isso. Vai parecer azedo no começo,” ela fez uma careta, puxando a boca pro lado “mas depois… tu vai ver. Prova ai, mano”
Tédio, essa era a palavra. Axel Tremaine recentemente vinha descobrindo que estar deprimido vinha com uma onda inconstante de tédio que só passava quando ele conseguia dissociar das situações e encontrar um escape. Ultimamente o melhor de todos se encontrava no cantil de Frollo's que carregava para todo canto e foi assim que uma amizade no mínimo diferente nasceu com Cecile Marmoreal: no momento eram quase um encontro de almas, já que ela não o julgava e participava de seus momentos de embriaguez! Era mais fácil ser divertido quando não estava sóbrio. "Miss Cecil!" abriu um sorriso ao vê-la, discretamente encaminhando-se para o cantinho onde ela estava. Arqueou as sobrancelhas, deixando escapar um riso baixo. "Ih, é hoje que tu me envenena, é?" brincou, tomando o recipiente das mãos femininas e tomando dois goles generosos. Fez uma careta pelo azedume inicial, mas tão logo que passou veio a familiar sensação de que tudo ficaria bem. "Caralho Ceci, que isso? É ruim, mas é bom. Você é um gênio." sacudiu a cabeça "Eu sugiro que a gente dê uma volta e comente tooooodas as maravilhas da tecnologia." riu, o tom levemente bêbado e irônico denunciando seu estado. Pouco se importava se ainda era de manhã, teria um longo dia pela frente. "Ei, será que beber isso naquele elevador que leva pra todo canto dá uma onda legal? Bora lá tentar!"
𝒸𝑜𝓂 𝓆𝓊𝑒𝓂 : @axltremaine .
𝑜𝓃𝒹𝑒 : 𝒄𝒂𝒄̧𝒂 𝒂𝒐 𝒕𝒆𝒔𝒐𝒖𝒓𝒐 𝒏𝒐 𝒂𝒄𝒂𝒎𝒑𝒂𝒎𝒆𝒏𝒕𝒐
Logo que o acampamento começou e Benjamin se instalou em sua barraca com sua família, procurou por seu Axel, seu amigo e parceiro de aventuras, aquele que, com alguma paciência e entre umas risadas, o ensinava a jogar magibol e treinavam juntos vez ou outra. Mesmo que tenham quebrado a cara ao descobrir que treinaram tanto em vão, já que Benjamin não poderia jogar pelo Rotten to the Core. “ —— Ouvi dizer que vai rolar uma gincana, tipo com caça ao tesouro, guerra de água, essas coisas. Nós vamos, né? —— ” Esperava pelo Tremaine na porta da barraca e, assim que este saiu, desembestou a falar. Os dois já tinham certa intimidade para pular o básico “oi, tudo bem?” e pular para a parte que importava: o que fariam se interessante naquela noite. “ —— Meu pai está por aqui, tenho de me comportar, mas… Bom, se for uma competição, acho que todos entenderiam se eu sair um pouco da linha, não é? —— ”
Normalmente seria Axel quem faria o papel de puxar Benjamin para alguma empreitada, mas naquela noite os papéis se inverteram. Se pudesse, o Tremaine sequer estaria naquele acampamento ou perto de Arthurian, a semana do Salvador era um show de horrores para os Castigados e ultimamente ele não andava com ânimo pra muita coisa. Contudo, perceber que havia contagiado o amigo a ponto de ele ir atrás, de sair da própria concha, acendeu uma faísca de alegria no rapaz. Ainda poderia achar aquele Axel divertido lá no fundo de si se procurasse bem. "Meu caro Hawkins, nós vamos destruir os outros competidores. É nosso dever, nossa honra, nossa missão." dramatizou, logo deixando escapar um riso verdadeiramente. "Ele nem vai notar. Além do mais, tudo é justo no amor e na guerra." comentou, fechando a barraca para não cair na tentação de voltar pra lá. "Ok, o que você quer fazer primeiro? Eu gosto de caça ao tesouro, mas qualquer gincana competitiva me deixa feliz! E finalmente vamos poder jogar oficialmente juntos!" comemorou.
Para o grande Festival do Salvador, Axel foi vestido de... Axel. Olhou pro guarda-roupas e pensou "I'm gonna be the basic-est bitch to ever basic" e ta-da! Lá estava ele. Até gosta de moda, mas prefere gastar suas roupas boas no show da War Pieces (e fez questão de desfilar uma camiseta com a logo da banda, aliás). Sua grande esperança é que a Fada Madrinha o expulse do evento por ele estar mal vestido e ele possa beber seu Frollo's em casa ao invés de no meio dessa gente toda.
cvmarada:
Era mais fácil se livrar de seus pensamentos quando estava na presença de arthurianos. Uma pena, contudo, que mesmo compartilhando das mesmas opiniões, não fosse visto como alguém confiável pela maioria dos castigados. Ali, no entanto, era difícil não reconhecer a ironia no tom de Axel. ‘ Mal sabiam eles que a temporada de verão estava prestes a começar por aqui. Tsc. Se tivessem esperado só mais alguns dias poderiam aproveitar um mergulho com as sereias. Aposto que não tem nada disso no mundo non-maj ’ debochou, negando com a cabeça enquanto lamentava. ‘ Sabe que o toque de recolher é só uma desculpa que eles dão pra escapar mais cedo pro Castigo, não sabe? Eles iriam antes se pudessem… Se isso não fosse ferrar com suas reputações. É difícil acreditar que alguém consegue ir pra cama às dez da noite sem estar dopado ’
"Provavelmente não, mas eu aceitaria umas férias por lá sem pensar duas vezes." deu de ombros, encarando a praia ao longe enquanto buscava um cigarro para acender, era pra isso que havia saído do bar afinal. Dizia essas coisas sabendo que sentiria falta da magia, mas às vezes se perguntava se era compensação suficiente para a vida de merda que levava—e que levaria para sempre, já que aparentemente nunca conseguiria tirar a mãe da situação ruim em que estavam. "Sei." respondeu simplesmente "Já trabalhei em quase todo lugar no Castigo e às onze da noite arthurianos infestam todos os lugares feito piolhos." riu, sem se importar se soava ofensivo ou não; no máximo levaria um soco e não andava se importando muito com isso nos últimos tempos. "É bem lucrativo, na verdade. Eles tem mais dinheiro pra gastar e se você ver algum deles fazendo uma merda realmente grande te dão uma gorjeta maior pra te manter de boca calada." refletiu, soprando a fumaça. "Mas eu tenho certeza que tem um bom número de idiotas que fica em casa quietinho."
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Dentre os muitos envolvimentos relâmpago de sua adolescência, um era marcante pelo ódio que ficou depois: Leviana Grimhilde. Axel não sabia exatamente o porquê de ela odia-lo (quer dizer, sabia. Estiveram juntos na época em que ele colecionava conquistas e que não gostava muito de nenhum deles em particular, mas ainda não havia aprendido a deixar clara sua aversão a relacionamentos desde o início). Se fosse outra pessoa, talvez ele tivesse tentado conversar no futuro, depois do amadurecer, mas a jovem não se chamava Leviana à toa. Ela era intragável e tinha como um de seus passatempos tornar a vida do Tremaine um inferno de qualquer maneira que pudesse; com o tempo ele decidiu fazer por merecer tanto ódio. Então era uma noite normal, tinha seu cantil de uísque em mãos e perambulava por lugares aleatórios da Academia até chegar na piscina. Talvez pudesse dar um mergulho (e não sair mais da água, que boa ideia!) ou apenas circular pelo espaço... Porém antes que pudesse fazer qualquer coisa ele percebeu a presença de alguém. A conhecia o suficiente para saber que ela fazia seus banhos de lua na água e seu bom senso já tinha ido embora na primeira dose de bebida horas antes, então sentou-se na borda da piscina, enfiando os pés na água. "Olha se não é a princesa do Castigo." sorriu "Fortalecendo seus poderes de megera do inferno?"
axltremaine:
Axel pensou um milhão de vezes em cancelar o encontro com Atlas, não por ela, mas porque… Drizella teria um surto se soubesse que ele estava saindo com uma Crystal. Contudo, ele genuinamente a achou divertida, engraçada e alguém que parecia munida de boas intenções, então decidiu manter o combinado. Mas não podia negar que estava um pouco nervoso. Normalmente ele tirava primeiros encontros de letra, até porque ia com intenções claras e já tinha certa prática, porém se tratava de alguém que passou a vida inteira ouvindo sobre e… Que de alguma forma queria agradar, mesmo sem saber o porquê. Então se vestiu com mais cuidado do que o fazia normamente, com uma camiseta branca e camisa de botões em tom jeans preto muito bem passada aberta por cima, jeans e tênis cuidadosamente limpos. Usou o mesmo perfume de sempre e foi para o bar sustentando sua pose despreocupada, abrindo um sorriso assim que avistou a loira de longe. “Hey.” sorriu “Você está muito bonita, futura esposa.” riu baixinho junto com o elogio sincero. “Ok, eu pensei em duas rotas possíveis: podemos cada um pedir um drink de uma cor e assim vamos provando todos, ou podemos pedir drinks em ordem alfabética.” continuou. Por que se sentia como se nunca tivesse ido a um encontro na vida? “Lógico que não precisamos beber todos. Eu vi que tem umas coisas pra fazer na praia à noite, mas ainda não visitei, que sabe mais tarde…” se embolou “Mas acho melhor pegar uma mesa antes né?”
👠───’ Havia uma parte de Atlas que estava se sentindo uma idiota por estar nervosa, afinal, aquele nem era um encontro encontro mesmo, ou era? ok, agora além de nervosa e ansiosa, a loira também se encontrava confusa, uma ótima combinação, realmente, estava de parabéns por isso. Toda aquela confusão mental e pequenos murmúrios sussurrados que deixavam seus lábios, foram interrompidos pela voz de Axel. - “Hey!” - disse abrindo um sorriso um pouco mais animado do que provavelmente deveria. - “Ah valeu, sabem como é, tem que se vestir pra impressionar se quiser casar bem… Ou algo assim.” - riu nervosamente da própria fala, o que raios estava acontecendo consigo, ela era ótima em encontros e especialista em deixar a outra pessoa sem graça, e não o contrário, a lista de xingamentos contra si mesma só aumentava. - “Mas você também tá ótimo, bonito. legal, é isso ai.” - interrompeu as próprias palavras antes que soltasse alguma besteira. - “uuh, são duas propostas bem interessantes, eu gosto do lance da ordem alfabética, porque assim temos certeza de que cobriremos todos os drinks, mas o das cores me parece bem mais divertido.” - mordeu o canto interno da bochecha pensativa sobre o que escolher. - “Mesas são boas, eu gosto de mesas. Quem não gosta de mesas né?” - falou mais rápido se atropelando um pouco, logo assentindo e andando em direção a uma mesa vazia. - “Realmente tem muita coisa legal acontecendo durante o luau, podemos passar por lá depois, assim você pode fazer o que ainda não fez.” -
Por alguma razão, foi um alívio perceber que Atlas também estava nervosa. Enquanto ela falava era fácil reconhecer o mesmo nervosismo encontrado em si e Axel relaxou um pouco; talvez se apenas se permitisse ser ele mesmo, sem evocar sua persona conquistadora, tudo daria mais certo. "Então você está pronta pra casar." sorriu, fazendo uma mesura discreta como agradecimento ao elogio dado a si. "Meu coração me ensinou a sempre ir pelo caminho mais divertido, então... Vamos de drinks coloridos." continuou, como se tivesse toda a certeza do mundo. O sorriso permaneceu ali enquanto a jovem falava e ele quase riu, não de escárnio, mas porque tinha certeza que se falasse muito acabaria se embananando da mesma forma. Ao chegarem à mesa ele puxou a cadeira para que ela se sentasse e aconodou-se no assento à sua frente, acenando para o garçom que veio lhes trazer o cardápio. "Já foi lá algumas vezes?" perguntou "Ainda não fiz muita coisa... Tem uma rosa gigante. Ou podemos andar pelo cais se preferir, eu gosto de olhar os barcos, as pessoas dão nomes bizarros pra eles." comentou brevemente "Olha, vou pedir esse azul aqui. Não entendi direito o que é, mas já desisti de ver o sentido nas receitas dessa estrela do mar." fez uma careta, aproximando-se para apontar a opção no cardápio. A nova posição o fez olhá-la mais de perto e novamente ele se sentiu mais tímido do que era de seu feitio. Mas que raios estava acontecendo? "Quer pedir algo pra comer também?"
axltremaine
fred the rat 📲 strawberry field: ele fica com todo o crédito pela minha genialidade na cozinha!! é o justo 🤒 fred the rat 📲 strawberry field: !!!!!!!! sIM!!!!!!!!!! nossa, sim, mil vezes sim!!! Todo o processo por trás do vinil, a delicadeza… E é pura física 🗣️🗣️🗣️ eu amo música de todas as formas, mas ouvir em vinil é… Something else entirely. fred the rat 📲 strawberry field: o tipo de coisa que me faz pensar que mágica existe em muito mais formas do que poderes mágicos e tal. fred the rat 📲 strawberry field: e a estética é incrível, não posso negar. Fica bonito no cantinho do dormitório (e em casa, porque o hábito de colecionar corre na minha família) fred the rat 📲 strawberry field: 💬💬💬💬 fred the rat 📲 strawberry field: … O aplicativo não deixa colocar o lugar onde compro, acho que entende como algo que entregaria meu endereço ou quem eu sou (?) vai entender os algoritmos do Gênio fred the rat 📲 strawberry field: de que mais você gosta além de Beatles e papos sensacionais sobre ondas sonoras impressas?
📱 ❪ strawberry field 💬 to @fred de rat❫: forte argumento! hahaha não dá pra questionar 📱 ❪ strawberry field 💬 to @fred de rat❫: concordo com absolutamente tudo que disse !!!!! é a mistura da arte com a física pra criar o clima perfeito de magia 📱 ❪ strawberry field 💬 to @fred de rat❫: falando em Something… essa não é uma verdadeira obra prima? 📱 ❪ strawberry field 💬 to @fred de rat❫: corro o risco de parecer sentimental demais em um aplicativo de encontro, mas sempre sonhei em dançar essa música no meu casamento 📱 ❪ strawberry field 💬 to @fred de rat❫: anyway 📱 ❪ strawberry field 💬 to @fred de rat❫: qual é o favorito da sua coleção? 📱 ❪ strawberry field 💬 to @fred de rat❫: poxa, que pena :( mas não podemos dizer que esse app não cumpre sua função, né? 📱 ❪ strawberry field 💬 to @fred de rat❫: eu gosto bastante de comer e tirar sonecas esporádicas. tal qual o ratinho na sua foto 📱 ❪ strawberry field 💬 to @fred de rat❫: se eu puder comer uma vasilha de frutas e depois dar uma descansadinha, considere esse um grande dia pra mim hahahaha 📱 ❪ strawberry field 💬 to @fred de rat❫: e você?
fred the rat 📲 strawberry field: eu amo física. Entender como funcionam as coisas e a matemática por trás... Pode ser meio bobo, mas me faz me sentir mais real
fred the rat 📲 strawberry field: é LINDA, uma obra prima de verdade. e acho ótima pra um casamento. Quer dizer, é um jeito perfeito de descrever a pessoa que se ama. E tem a atmosfera perfeita, meio etérea
fred the rat 📲 strawberry field: nunca pensei muito no meu casamento, mas é interessante que você tenha um sonho assim, eu acho bonito na verdade. Às vezes não sei se é idiota da minha parte sonhar com coisas assim, aí tento não pensar muito sobre
fred the rat 📲 strawberry field: pergunta pesada!!!! 🤒 são como filhos, mas deixa eu pensar...
fred the rat 📲 strawberry field: Grace do Jeff Buckley. Difícil escolher, mas entrei na sua onda e decidi que Lover You Should've Come Ver seria minha música de casamento
fred the rat 📲 strawberry field: mantém o mistério né? É estranho, mas ao mesmo tempo não é ruim
fred the rat 📲 strawberry field: living the best life!!!!! você parece uma pessoa bastante calma
fred the rat 📲 strawberry field: eu gosto de tocar músicas, desenhar e beber vinho na taça de uvinha
fred the rat 📲 strawberry field: ah, e de dirigir. Gosto muito de dirigir, pena que não dá pra fazer sempre
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🥕 𓂃 A última experiência de Thaddeus no Castigo não tinha acabado muito bem, e ele sabia que isso era por causa da brilhante ideia que tinha tido de ir até lá na companhia de outra pessoa que não Axel. Como se fosse uma praga sobre ele, tinha absoluta certeza de que nunca mais acharia o caminho para casa novamente, mas no final deu tudo certo. Era por isso que quando recebeu a mensagem do Tremaine naquele final de tarde, hesitou em aceitar o convite que dizia que ele o esperava para uma ‘noite que o Hopps jamais esperaria’. Ainda assim, sua curiosidade falava mais do que qualquer outra coisa, e ele respondeu à mensagem com um beleza, se arrumando antes de ir até o ponto de encontro de sempre. “Por favor, só me promete que vamos sair vivos dessa.”, foi a primeira coisa que disse a ele, antes de abraçá-lo com cumprimento. “Minha última ida até o Castigo não foi a melhor coisa do mundo…”, não deu mais detalhes, não queria que o outro pensasse que realmente estava o traindo naquele quesito.
Axel não conseguiu evitar diante da fala do Tad, já abafada pelo abraço apertado. "Eu prometo pela minha mãe vivinha-" disse, cruzando os indicadores em frente ao rosto e beijando-os como quem sela a promessa "que vamos sair vivos e muito bem dessa." sorriu, jogando o braço sobre o ombro do mais novo. Pela primeira vez em muito tempo Axel queria se divertir sem tanta inconsequência, e uma das presenças mais alegres em sua vida era justamente o Hopps. Ele precisava daquela alegria. "Relaxa, eu sei que aqui às vezes é meio..." franziu a testa enquanto buscava um adjetivo "Sei que nem todas as experiências aqui são boas. Mas nem todas são ruins, não precisa te medo. Tá comigo, tá com Merlin!" riu, guiando-o pelas vielas estreitas e irregulares. O destino era na verdade seu apartamento. Parte dele tinha vergonha do lugar, mas por outro lado era seu refúgio e o novo hobby de Drizella era colecionar cactos e suculentas em pequenos vasos. "Vou te apresentar uns cactos." afirmou, apontando a placa decadente do estúdio. "E podemos jogar dardos ou cartas. E provar licores. Deve ser legal falar com as plantas estando bêbado." deu uma risada baixa, pensando que aquela era uma das programações mais inofensivas que tinha feito para si nos últimos tempos. Ele estava tentando aos poucos deixar de ser tão autodestrutivo.
STARTER ABERTO X STARTER FECHAD0
📍 Caverna dos amantes
Com as mãos na cintura e uma expressão pensativa no rosto, Zhenni encarava o pequeno espaço da parede da caverna dos amantes que não estava coberta por cristais enquanto ponderava se deveria ou não deixar sua marca ali. Ela estava levemente obcecada com essa coisa de “marca” desde que viu um documentário sobre criminosos e pixações. Tomou um susto e acabou deixando a caneta de tinta spray cair no chão. “Opa.” Exclamou com um riso forçado. “Veio ouvir a cantoria?”
OU
responda com um 🍰 + uma sentença dessa masterlist OU dessa masterlist para um starter com Daphne Hood (0/5).
responda com um 🥮 + uma sentença dessa masterlist para um starter com Zhenni Long (0/3).
Algumas superfícies mágicas ofereciam resistência a riscos, desenhos ou pichações, o que era provavelmente a razão para as paredes do castelo da Academia serem tão limpas. Axel sempre ficava curioso e testava projetar algum de seus desenhos em todos os lugares possíveis para encontrar os que tinham uma barreira encantada. Tinha demorado alguns meses para descobrir que isso acontecia, mas hoje em dia era fácil entender essas barreiras. "Não é muito meu estilo de música." disse, da entrada da caverna, já que não estava muito curioso para ouvir sobre o que quer que havia em seu coração. Só parou ali por ver a jovem tentando fazer a pichação. "Não adianta desenhar nada aqui, vai sumir assim que você der as costas. Tem um tipo de magia, provavelmente pra evitar que casais escrevam suas iniciais dentro de coraçõezinhos."
shebabys:
se soluções surgissem no momento que as palavras deixavam os lábios de baby, o mundo ainda teria incontáveis problemas. era imediatista, falava e queria as conclusões dispostas à mesa, mas não possuía as perguntas corretas e seus desejos muitas vezes eram incoerentes. parava, olhava e não esperava. e mesmo assim, continuava lá, esperando. axel aparentava lerdeza, movendo-se em um ritmo estranho para ele, assim que estava vendo-o — desacelerado. fazia parte do problema, é claro, ela devia ter notado essas mudanças de comportamento. “sequestro, isso!” mesmo sem ter tanta certeza, ela reforçava a questão no sequestro. nossa, quantos empecilhos! ela inspecionou a figura masculina, na expressão um grande ponto de interrogação, não o compreendia. “e daí? você tá cobrindo todas as partes.” franziu o nariz, mantendo seu semblante irritadiço, mas suspirou. já tinha vomitado todo o seu pânico. se estivesse com ele, encarando-o fixamente, mal piscando, nada de ruim aconteceria. até porque, o futuro da outra versão, já tinha mudado agora que ela interferiu, não é? se ela tentasse trazê-lo naquele momento, será que conseguiria? ou sua presença não teria surtido nenhum efeito? fechou os olhos por alguns segundos. tinha medo de tentar. uma vez era o suficiente para amedrontá-la por meses. não associava momentos assustadores com pessoas queridas — estas serviam para reverter tudo que existia de mal, para que baby pudesse ignorar, como um anestésico potente. em alguns momentos, entretanto, não bastava. o mundinho que vivia era tão frágil que, às vezes, quando sentimentos eram difíceis e não sabia lidar com todos de uma vez, ela implorava em silêncio não senti-los. axel deixara as coisas complexas de repente. os papéis estavam tão invertidos, não era a ordem natural deles. “se não podemos ir pra sua mãe… pra onde podemos ir?” piscava excessivamente; um tique adquirido na infância — acontecia quando pensava demais. “eu não tenho um lugar seguro pra te levar.” disse em um tom fino, quase inexistente. então firmou os pés no chão para deslizar as costas no guarda-roupa até que pudesse sentar-se no piso. caso precisasse correr em seguida, atrás de axel, ela precisava descansar. “conjurar soa pejorativo, eu devia usar pra tornar isso mais sombrio. me disseram que é algo estranho de se fazer, do tipo pervertido de estranho. eu faço uma convocação… tô dando um nome pra isso ainda, quem sabe eu chame de assembléia, um dia, quando tiverem a opção de rejeitar o meu chamado e passarem a gostar de me ver de repente.” emendava um assunto no outro, expondo detalhes aleatórios, a falação incessante ajudava a conter a angústia, escabelizando-a em seu padrão conturbado. “eu vejo você.” confirmou finalmente, olhando para cima, para ele. “é o mínimo que eu poderia fazer. na verdade, eu não fiz nada. nada que se pode considerar bom, mas… 70% das vezes, nós fomos amigos. é uma porcentagem boa considerando que eu posso te fazer sumir quando as coisas não estão favoráveis pro meu lado.” havia uma miníma satisfação ao dizer aquilo, até brigar com ele a divertia. “eu me esforço pra não invadir isso que chamam de-“ encolheu os ombros, diminuindo o tom ao que chegava no substantivo desgostoso. “-privacidade.” revirou os olhos, afinal não absorvia o conceito. “a sua. é difícil ignorar que você não me quer por perto.” o olhar miúdo assemelhava-se com o de uma criança que acertara a bola em uma janela e não merecia um bronca tão alta, foi um acidente; estava somente contanto para ele, sem ressentimentos ou acusação na voz. “e eu não ligo pra isso, eu fico perto mesmo assim. eu mando em mim. eu fico onde eu quero.” tentava se convencer com aquilo, na verdade; a última coisa que baby fazia era mandar em si mesma. perturbar às pessoas era algo que ela podia fazer agora, não depois. nunca mais. “você é diferente.” conhecia-o demais, ou pelo menos acreditava conhecê-lo. “sempre foi sincero demais sobre o que pensa. eu sei porquê você não fala comigo.” disse dando de ombros, ela havia superado. axel era o único que não sabia de todas as conversas que já tiveram; das brigas, das reconciliações, dos abraços calorosos à xingamentos exaltados. concordou com um movimento de cabeça devagar e repetitivo, sem querer repetir ainda. “eu não conheci nenhuma versão minha que te desprezava. a maioria me odeia, às futuras…” riu baixo, ainda com seu ar choroso. “eu também não tô fazendo nada certo, se você quer saber.” confessou. não se tiraria da soma, mas não se estenderia, também não sabia o que estava fazendo de errado, como parar, mas era diferente dele. ela ainda existia em um futuro longínquo, desestabilizada e presa no circo. todas as malditas vezes. levou as costas do dedo até a boca, mordendo a pele de leve. a ação buscava conter seu ímpeto de se levantar e abraçá-lo. “eu não posso trazer nada que não esteja vivo, axel.” todas as palavras estavam expostas, cruas, de um jeito doloroso e inusual. “você é essas coisas e muito mais. tá tudo dentro de você, tudo!” disse com convicção. “eu ajudo a achar suas partes perdidas. a gente faz parecer com quando brincávamos de quente ou frio, de um jeito divertido.” propôs, receosa. ele podia negar, o que talvez a fizesse chorar copiosamente, já estava com lágrimas transbordando os olhos e escorrendo pela face. “me desculpa por te conhecer mais do que você me conhece.” pediu baixo, em um tom timidamente embargado.
tw: ideação suicida
"Ainda tenho um pouco de dignidade pra proteger." Axel tentou sorrir e proferir uma brincadeira, como sempre fazia, mas seu sorriso foi tão curto que não houve graça alguma no que disse. Se já não sabia o que fazer enquanto ela falava e falava sem parar, agora que estava quieta ele se sentia ainda mais perdido e impotente. A observou fechar os olhos e quando ela o olhou de novo ainda não tinha nenhuma resposta, nada adequado a dizer. "Minha mãe não pode... Ela não pode saber." disse sem explicar exatamente a que se referia. O questionamento de Baby doeu, porque ali estava o problema, não sabia para onde ir, o que fazer, por mais que procurasse, pensasse, por mais que sempre tivesse achado um jeito de sair por cima nas situações e de se reerguer, dessa vez não tinha vontade. Não tinha um lugar seguro. Mas ela estava piscando exatamente do mesmo jeito que costumava fazer quando criança e por um segundo, nada mais que um segundo, ele pensou que talvez aquele fosse uma espécie de milagre, o milagre que vinha pedindo secretamente nos últimos tempos. Fez menção de segurá-la, mas a estranheza que ainda existia entre eles o fez recolher suas mãos ao lado do corpo. Arriscou um meio sorriso enquanto a ouvia contar, deixando de lado todas as inseguranças alimentadas nos últimos anos. Sentia-se burro por ter achado que logo ela havia se tornado uma Arthuriana comum, cheia de preconceitos e bobagens. Logo ela. Seus olhares se encontraram e sem pensar muito ele se abaixou, ajoelhando-se à frente da jovem. Quis pedir desculpas por não ter tentado ouvir mais, quis dizer tantas coisas, falar sobre como seu medo de ser rejeitado por ela doeria mais do que a discriminação de qualquer um da Cidade de Cima, afinal, ela era uma parte tão importante e singela de seu crescimento, daquele lugar único onde ele era inocente e feliz como só uma criança pode ser. Queria falar sobre como foi ao orfanato incontáveis vezes na vã esperança de vê-la depois que ela desapareceu, ou como perguntou para os funcionários do lugar que lhe davam um mínimo de atenção sobre ela e não obteve uma única resposta, sobre como sentiu sua falta, chegou a pensar que ela havia morrido e sofreu por isso. Sobre como aquele foi seu primeiro luto, a primeira perda. Mas Baby já devia ter ouvido sobre aquilo de alguma das versões dele e naquele momento Nikos só queria escutar. A voz dela estava ancorando-o ao chão, não deixando-o fugir da conversa, mentir ou ser hostil. Ouvi-la despejar tanta honestidade sobre si o impedia de repetir os padrões que tinha criado para se defender. Chegou ao sorrir com as frases; ela havia se tornado uma mulher petulante que devia levar muita gente à loucura com seu jeito. "eu fico onde quero" significava que ela queria estar ali e mesmo que o aborrecesse, o deixasse maluco ter alguém querendo se intrometer em seu modo de vida, dessa vez parecia bem-vinda. Não era hostil, mas sim preocupada e cuidadosa, até mais do que ele achava que merecia. Estava em sua pior versão, ninguém deveria ter se lidar com aquilo além dele mesmo. Nos últimos quatro anos em que esteve na Academia havia tentado se aproximar dela poucas vezes e muito cedo decidiu que não o faria de novo; Baby tinha razão, Axel era honesto até demais e odiava quando não lhe devolviam na mesma moeda. Por que a garota que reclamava sem rodeios da comida de Drizella quando eram crianças agora fazia mil e um rodeios para não responder suas perguntas e nunca soava convincente no que dizia? Ele era orgulhoso e parte de si escolheu acreditar em uma mágoa que nem era justa: se ela havia escolhido Arthurian, não era mais a pessoa de antes. Olhando para trás ele sabia que não era justo pensar assim, mas foi a justificativa que encontrou para ocultar a vergonha que tinha de ainda viver no mesmo apartamento abarrotado enquanto ela provavelmente conhecia uma vida muito melhor; para fugir do medo de ela o tratar com superioridade. "Quantas vezes você já... Me viu?" perguntou, sem tom de acusação. Estava surpreso demais para acusá-la ou julgá-la de qualquer modo. Na verdade sentia-se acolhido por aqueles encontros dos quais nem fazia ideia até minutos atrás. Queria se desculpar e ainda procurava as palavras para expor aquela vergonha estúpida que carregou consigo por todos aqueles anos quando a fala dela o pegou de surpresa. Ela havia tentado ver seu futuro, mas não havia encontrado um. No futuro procurado por Baby, ele estava morto. Aquilo o fez arregalar os olhos em choque e seu mundo pareceu sair de órbita. Nem precisava pensar muito para concluir que fazia sentido, uma vez que estava cada dia mais difícil encontrar motivos para viver. Suas razões eram simplesmente não poder deixar sua mãe para a trás por ter perdido um filho que tirou a própria vida, não poder deixar aquelas pessoas que se importavam, como Effie ou seus colegas de banda. Porém Axel Tremaine não tinha um motivo que pertencesse a ele, então, já que não podia morrer de uma vez, estava se matando aos pouquinhos com as coisas que fazia, as bebidas, drogas e brigas. Tinha pedido o controle de tudo, estava vendo sua mãe cair cada vez mais num abismo deprimido e tentava a todo custo ser a fonte de alegria que ela precisava, mas fingir ser divertido, festeiro, jovem e vivo lhe tomava energia demais. Desde o baile, até o estudo de seus poderes, uma coisa que sempre o manteve motivado e na linha, o deixava infeliz. Inclinou-se levemente sobre ela até que suas festas se encostassem, mandando um grande foda-se para todas as distâncias impostas por si mesmo nos últimos anos. "Eu sinto muito, baby. Muito mesmo. Você não devia ter que ter visto isso. Ou... Não visto." sussurrou, seus olhos marejando. Nem se lembrava quando tinha sido a última vez que havia chorado, mas existiam emoções demais naquela interação para que conseguisse não chorar. "Se eu tivesse sido menos cabeça dura talvez você não tivesse que fazer tantas assembleias." um riso anasalado e triste lhe escapou "Tá tudo bem. Me desculpa por não te conhecer mais tão bem assim." respondeu com a voz embargada, permitindo-se puxa-la para um abraço desajeitado. Seus olhos ardiam pela falta de costume com o choro, os canais lacrimais maltratados pela falta das lágrimas que produziam em quantidade menor do que deveriam, mas ele deixou que as raras lágrimas viessem. "Nem sei se mereço que se preocupe tanto, sinceramente." suspirou "Eu só... Tô num lugar ruim." admitiu, constrangido por seus comportamentos e pelas coisas que o levaram até eles. "Mas vou sair dele, eu prometo. Vai ser isso, tipo brincar de quente ou frio." deu uma pausa "Não sei o que foi que me fez... Sumir pra você, mas vou descobrir. E vou parar de fazer." Sabia que na prática não era tão simples, mas era a primeira vez em tanto tempo que estava acreditando em si, que se permitiu aquilo.
secondhopps:
2. Após precisar fazer uma visita emergencial à casa dos Hopps, Billie havia descoberto ter perdido a oportunidade de saborear alguns brownies servidos durante o café da tarde na Academia, o que a deixara inquieta e insatisfeita durante o restante do dia. Por isso, esperou pelo fim de suas aulas para saciar sua vontade, decidindo fazer uma visita noturna - e proibida - à cozinha do castelo. Não era do tipo que gostava de quebrar regras, mas odiava ainda ter que aceitar o fato de que não comeria algumas daquelas belezinhas preparadas por Madame Potts, que eram a personificação da perfeição culinária. Temerosa, caminhava pelos corredores escuros e vazios, quando finalmente alcançou a porta da cozinha, surpreendendo-se ao descobrir que não era a única ali. Sobressaltou-se, tampando a boca com a mão quando se assustou com a presença de MUSE, que parecia ter tomado a mesma decisão que ela. “Eu não devia estar aqui, mas acho que você também não.” Comentou, surpreendentemente bem-humorada, soltando um risinho baixo, soando como uma verdadeira criança arteira. “Se me disser que veio roubar comida, vai me ajudar a me sentir menos culpada.“
Axel acordou com a cabeça apoiada no teclado do notebook, as teclas marcando sua bochecha. Quando é que tinha dormido? Provavelmente em algum momento entre tentar trabalhar e estudar, desistir, beber pelo menos uma dose de Frollo's e fumar um daqueles negócios que vendiam em Seatopia. Decadente como sempre. Podia simplesmente se arrastar para a cama e continuar no outro dia, mas foi surpreendido por uma fome insaciável e quase absurda. Era como se houvesse um buraco em seu estômago, como se pudesse comer até as paredes do quarto. Nessas horas seria útil ser parte do conto de João e Maria. Ele suspirou, olhou o relógio de pulso largado sobre a mesa e percebeu que já era tarde demais para o jantar e que o café da manhã estava longe de ser servido. Não tinha nenhuma comida decente no dormitório, então a saída foi dar seu bom e velho jeito de Castigado: roubar. Embora não o fizesse com frequência, já tinha entrado na cozinha de Madame Potts durante a madrugada, então o processo não foi muito difícil e lá estava ele, comendo um bolo de morango inteiro sozinho quando a porta se abriu. O Tremaine arregalou os olhos, ciente de seus olhos levemente avermelhados, dos cabelos bagunçados, da camiseta suja de glacê (provavelmente havia algum em seu rosto também, mas isso não tinha como confirmar), já pensando em que desculpa daria para estar com tanta fome, mas aí notou que era uma estudante e relaxou na cadeira. "Por Merlin, que susto. Achei que você era alguém da guarda e que eu tava fodido." passou a mão pelos cabelos zoneados, tentando ficar um pouco mais apresentável. "Touché. Me flagrou bem no meio do assalto." gesticulou com o garfo em direção ao bolo. "Senta aí, juro que não conto pra ninguém."
O Black não era uma alguém de muitos hobbies, ele se encaixava mais no grupo de pessoas que não faziam nada de muito especial e mediocridade não era muito bem aceito em Arthurian. Todos pareciam esbanjar algum talento como se já estivesse no sangue deles e Samael não sabia muito bem qual era o sangue que possuía. A única informação que ainda tinha era que antes de toda a sua situação com o Breu acontecer ele era um morador do Novo País das Maravilhas… isso faria dele pelo menos um pouco excêntrico em seus gostos, imaginava graças ao estereótipo empregado no povo que ali vivia, mas esse não era exatamente o caso. Não gostar de nada em particular apenas confirmava a mediocridade que ele sempre teve medo de confrontar, então todos os seus passatempo eram deixados de lado antes de que pudesse realmente se engajar no que fazia. A atividade da vez era a fotografia. Era possível encontrar o aprendiz com uma câmera de segunda mão tirando fotos indesejadas das pessoas que se encontravam na praia. E foi em uma dessas jornadas solitárias dele pela praia que encontrou MUSE posando - sem saber - para a foto perfeita! Samael não tardou para mirar a câmera de uma forma nem um pouco discreta para o desavisado, capturando em suas lentes o momento mais bonito do dia! Bom, pelo menos na sua cabeça. Tudo sairia tranquilamente se não fosse o forte flash e o som característico de uma foto sendo tirada que estragavam todo o seu plano de entrar e sair sem ser notado. “É….” Começou, tentando disfarçar e fugir de toda a situação, já imaginando que a pessoa não ficaria feliz em ser fotografada sem autorização. “Hoje o dia tá bonito, né?” O sorriso sem jeito tomava as feições masculinas.
Axel estava tentando fazer coisas que não envolvessem ficar bêbado. Já que estava em um bloqueio criativo terrível que estava afetando seu trabalho e que andava sentindo dificuldades em usar suas habilidades mágicas desde o tal baile, decidiu o útil ao agradável e ir à praia no fim da tarde para fazer algo que não tinha tempo de se dedicar há eras: desenhar para si mesmo. Estava sentado na areia, os cabelos e a camisa preta aberta de botões e mangas curtas se agitando com a brisa leve, uma perna esticada e a outra flexionada. Tinha um caderno de capa de couro apoiado no joelho, com um grampo de papéis prendendo as folhas para que não seguissem a brisa e um de seus muitos lápis de carvão. Os desenhos não eram nada demais, caveiras, ratos, espadas, rosas... Só uma "vent page" sem objetivo nenhum. Deixou a mente mandar os desenhos para onde quisesse ou para lugar nenhum, então era possível que estivessem aparecendo em paredes por aí, mas ele não se concentrou o suficiente para notar. Só queria paz por aqueles minutos. Estava tudo ok até um flash estourar em sua cara e ele tomar um susto, derrubando o caderno com tudo na areia. "Porra!" murmurou, olhando em volta em busca da fonte de luz e encontrando o rapaz com uma câmera semelhante (porém um tanto melhor) à que ele tinha no dormitório. "Acho que sim." respondeu. "Dude, que porra tá fazendo? Uma coleção de retratos de pessoas decadentes na praia?" perguntou, recolhendo o caderno e batendo nele para tirar a areia, mas haviam tantas folhas soltas enfiadas entre as páginas que se sacudisse muito provavelmente todas sairiam voando. "Ou era só tipo uma foto do pôr do sol e eu tava no meio do caminho?"