NOUVELLE EXPOSITION VIRTUELLE / "ROIS DE GLACE... immersion dans le Grand Nord" / Du 3 Décembre 2020 au 20 Mars 2021
NEW VIRTUAL EXHIBITION / "KINGS FROM THE FAR NORTH" / From 3rd of December 2020 to 20th of March 2021
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@tuppan
NOUVELLE EXPOSITION VIRTUELLE / "ROIS DE GLACE... immersion dans le Grand Nord" / Du 3 Décembre 2020 au 20 Mars 2021
NEW VIRTUAL EXHIBITION / "KINGS FROM THE FAR NORTH" / From 3rd of December 2020 to 20th of March 2021
Exquisite Digital Illustrations by Maxim Shkret Render Tousled Manes and Ruffled Feathers of Fantastical Creatures
#Arte #DigitalArt #MaximShkret
One of a series of early 17th-century engravings depicting imaginary utopias and dystopias, illustrations for The City of Truth, or, Ethics (1609), Bartolomeo Del Bene’s poetic reworking of Aristotle’s Nichomachean Ethics. More on the site , click link in bio and search “city of truth”. . . . .⠀ .⠀ #utopia #dystopia #maze #labyrinth #aristotle #truth https://www.instagram.com/p/B1eNnEMntPq/?igshid=1u4pbffp4wg1k
#viragem
das nuvens
derrama-se
o mar
S. R. #Tuppan
Imagem: 'Drops' by Gullaume Bourdages on Unsplash
#PoesiaBrasileira #VideoPoesia
“The Creation of God” Artist Credit: Harmonia Rosales
Jan Vormann Invites Playful Interaction by Patching Crumbling Walls with LEGO Bricks
Ernesto Neto: GaiaMotherTree por Didier Leroi Via Flickr: Ernesto Neto: GaiaMotherTree, Main Train Station Zürich, Switzerland. Public Art Project by Fondation Beyeler
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#SonsDoBrasil #SoundsAroundTheWorld 🎵
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“"Saramago - Os Pontos e as Vistas", de 6 de março a 3 de junho, em São Paulo #Saramago #Brasil https://t.co/paOZNvCAdE”
São Paulo recebe exposição sobre a vida e a obra de José Saramago
Lirismo, erotismo e modernidade em Judith Teixeira
Pouco conhecida pelo público leitor brasileiro, a poeta portuguesa Judith Teixeira – aliás, Judite dos Reis Ramos Teixeira (1880-1959) – é uma das vozes mais singulares da poesia simbolista e pré-modernista em Portugal, pela temática erótica (incomum, na época, entre autoras mulheres, pela cultura patriarcal do período), imagens expressivas e construção melódica dos versos, de grande beleza. A autora, que também editou os três números da revista Europa, publicou em vida apenas três livros de poesia (Decadência, 1923; Castelo de sombras, 1923 e Nua. Poemas de Bizâncio, 1926) e um de contos (Satânia), que encontraram forte resistência da crítica literária e mesmo do governo português, como decorrência de uma campanha da Liga de Ação dos Estudantes de Lisboa (uma espécie de MBL lisboeta) contra “os artistas decadentes, os poetas de Sodoma, os editores, autores e vendedores de livros imorais”. Sua obra Decadência foi apreendida e queimada, ao lado de outros títulos considerados “obscenos”, como as Canções de Antônio Botto e Sodoma divinizada, de Raul Leal, prenunciando as fogueiras de livros acendidas pelos nazistas na Alemanha, dez anos mais tarde. Judith Teixeira escandalizou a sociedade portuguesa pela temática erótica de sua poesia – em que encontramos, inclusive, referências ao lesbianismo – e também pelo seu comportamento, que estava em desacordo com o que se esperava de uma mulher lusitana cristã e virtuosa na época: casada com Jaime Levy Azancot, teve a união dissolvida por acusação, contra ela, de adultério e abandono do lar. A imprensa portuguesa, não menos conservadora e obtusa que a mídia brasileira atual, atacava os versos de Judith Teixeira, chamando-os de “vergonhas sexuais” e “versalhadas ignóbeis”. Marcello Caetano, na revista fascistizante Nova ordem (similar à Veja e à Istoé), escreveu artigo depreciando a poeta portuguesa, a quem classificou de “desavergonhada”, saudando a incineração de seus livros. Quem sabe em decorrência de todas as agressões sofridas – que recordam episódios da vida trágica de sua irmã espiritual, a poeta brasileira Gilka Machado – Judith Teixeira deixou de escrever de 1926 até a sua morte, em 1959. Incompreendida inclusive por críticos como José Régio, guru da revista Presença ("todos os livros de Judith Texeira não valem uma canção escolhida de António Botto”), e mesmo por João Gaspar Simões (que a considerou autora “sem talento”), foi reconhecida por alguns espíritos livres, como António Manuel Couto Viana, que a considerou “a única poetisa modernista” portuguesa, merecedora “de melhor sorte do que o silêncio, a ignorância, a que tem estado votada”. Hoje, quando as questões de gênero estão no dentro do debate intelectual a respeito das liberdades individuais e da construção de uma nova moral sexual e de um novo projeto civilizatório, plural e inclusivo, a poesia de Judith Teixeira revela-se como uma voz extremamente necessária, que precisa ser conhecida por todos os que amam a boa poesia.
POEMAS DE JUDITH TEIXEIRA
O ANÃO DA MÁSCARA VERDE
As árvores seculares do meu jardim, em murmúrios de segredo – falam de mim, riscando no horizonte longas figuras de medo…
O silêncio fala balançando os esguios esqueletos das árvores desgrenhadas! Apagaram-se as velas perfumadas do lampadário da minha sala… As aves em voos inquietos passam caladas! …………………………………… Infinitamente só, as horas vão adormecendo… …………………………………… Estranha visão! Do espelho para mim, vem deslizando lívido de luar um fulvo Anão, de máscara verde vestido de arlequim… As mãos a suplicar, num gesto que se perde…
Nos olhos cintilantes, infernais, eu leio confissões rudes, brutais! – Estende os braços revestidos de oiro… E as suas mãos esguias vêm desprender o meu cabelo loiro!…
Álgida madrugada de luar… Infernal tentação! Eu não posso desfitar… a boca rubra e incendiada do meu Anão!
Quero fugir a este inferno! – Os olhos dele… Um abismo sem fim! Um labirinto!… – E o meu cabelo a arder nas mãos do arlequim! – Não! Não! Foi um desejo apenas e que eu desminto! E rasgo-lhe com fúria as vestes de cetim. …………………………………… Olho ainda o espelho pálida e cansada… E já longe, iluminado de luar álgido e frio, o meu Anão de olhar sombrio, lá está a contar o meu segredo num murmúrio sem fim, ás árvores do Medo do meu jardim!
MAUS PRESSÁGIOS
Asas agoirentas, pretas,
vêm sobre mim poisar,
de sombrias borboletas
em redor a voltejar…
Tristes como violetas!…
Trouxeram-me a soluçar
nas asas negras, inquietas,
um mau presságio, de azar!
Meu pobre coração chora
em ânsia que me apavora…
- Que estará p’ra acontecer?…
E uma voz entrecortada
diz-me ao longe desgarrada:
- Adeus!… Partir!… Esquecer!
AO ESPELHO
As horas vão adormecendo
preguiçosamente…
E as minhas mãos estilizadas,
vão desprendendo
distraídamente,
as minhas tranças doiradas.
Reflectido no espelho
que me prende o olhar,
desmaia o oiro vermelho
dos meus cabelos desmanchados,
molhados
de luar!
Suavemente, as mãos na seda,
Vão soltando o leve manto…
Meu lindo corpo de Leda,
fascina-me, enamorada
de todo o meu próprio encanto…
…………………………………….
Envolve-se a lua
em dobras de veludo
nos páramos do céu
e eu vou pensando,
no cisne branco e mudo
que no espelhante lago adormeceu…
………………………………………
Volta o luar silente…
E a minha boca ardente
numa ansiedade louca
procura ir beijar
o seio branco e erguido,
que no cristal do espelho ficou reflectido!…
Impossíveis desejos!
Os meus magoados beijos
encontram sempre a própria boca
banhada de luar
álgido e frio –
Dizendo em segredo
às minhas ambições,
o destino sombrio
das grandes ilusões!
A ESTÁTUA
O teu corpo branco e esguio Prendeu todo o meu sentido… Sonho que pela noite, altas horas, Aqueces o mármore frio Do alvo peito entumecido…
E quantas vezes pela escuridão A arder na febre de um delírio, Os olhos roxos como um lírio Venho espreitar os gestos que eu sonhei…
- Sinto os rumores duma convulsão, A confessar tudo que eu cismei
Ó Vénus sensual! Pecado mortal Do meu pensamento! Tens nos seios de bicos acerados, Num tormento, A singular razão dos meus cuidados
FLORES DE CACTUS
Flores de cactus resplandecentes, Espelhantes, encarnadas! Rubras gargalhadas De cortesãs… Embriagam-se de sol, Pelas doiradas manhãs, Viçosas e ardentes!
Bela flor imprudente! Brilha melhor o sol rutilante Nas suas pétalas vermelhas… É sugestivo O ar insolente E petulante, Como se deixam morder Pelas doiradas abelhas!
Nascem para ser beijadas E possuídas Pelo sol abrasador… Lascivas, Predestinadas Para os mistérios do amor!
Eu gosto desta flor pagã E sensual, Que num místico ritual Se entrega toda aberta Aos beijos fulvos do sol!
Oh! Flor do cactus enrubescida! No teu vermelho, há sangue, há vida… - E eu tenho uma enorme sede de viver!
VENERE CORICATA
“Ante o quadro de Tiziano Vicelli” Risca-se numa luz esbraseada
sobre uma pele negra e rebrilhante
a linha do seu corpo estonteante
recortando a nudez estilizada..,
Cintilações de cor avermelhada,
vem envolver-lhe a curva provocante!
E na boca perversa de bacante,
agoniza uma rosa ensanguentada!
Num amplexo quimérico cingida,
revolve-se na luz enrubescida,
em espasmos de luxúria, irrealizados…
Contorce-se num ritmo de desejos…
E a luz vai-lhe mordendo todo em beijos
o seio nu, de bicos enristados!
#28deAbril #GreveGeral #Brasil
#PelaDemocracia #DireitosSociais #BrasilEmGreve
via #OutrasPalavtas ~ https://t.co/d6va16llH4
Sindicato das Costureiras parou o Bom Retiro e se dirigiu ao centro de São Paulo
Foto de Vanessa Almeida
Em Porto Alegre, milhares param para manifestar-se em defesa da previdência e dos direitos trabalhistas
Fonte: Mídia Ninja
Tribos indígenas de SP realizaram um ato contra a reforma trabalhista e pela demarcação de terras
“Rio de Janeiro: Policiais atiram bombas de gás contra manifestantes em ato que ocorria na frente a @Alerj. #grevegeral #BrasilemGreve https://t.co/vpnZpni5co”
URGENTE: começa novamente a repressão policial