EU AMO MINHA NAMORADA
Tayná

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@ullywasadiver
EU AMO MINHA NAMORADA
Tayná
Most the time I wish people would stick to “take only photos, leave only footprints” but this graffiti is pretty amazing. UK
Mahmoud Darwish, from Almond Blossoms and Beyond; “Like a Hand Tattoo In An Ode,”
Timm Ulrichs. ‘The End Eyelid tattoo’ 1970/1981/1997
Je t'aime, je t'adore (2003)
by Eduardo Kobra
Na padaria
Então, estou na padaria porque tô me sentindo triste. Eu me sinto triste, mas todo mundo a minha volta me ama. Todo mundo me ama porque sou boa em fazer as pessoas se sentirem bem. Eu sou boa em fazer as pessoas se sentirem bem porque eu tenho que praticar muito em mim mesma. Tenho que praticar em mim mesma porque as vezes meu corpo me deixa triste. Eu me sinto muito triste, mas quando eu faço as pessoas se sentirem bem, me sinto um pouco bem também. Eu me sinto bem e depois fico sozinha. Eu fico sozinha na minha pele e fico desconfortável na minha própria solidão.
Na minha solidão na padaria, pratico a tentativa de me fazer sentir bem fingindo ser uma pessoa normal, comprando suas compras, não uma pessoa muito triste tentando não chorar. Chorar me dá dor de cabeça. Dores de cabeça me fazem querer rastejar na cama, e rastejar na cama é o que as pessoas tristes fazem. O que as pessoas tristes fazem quando estão solitárias se parece muito comigo na padaria.
Na minha solidão na padaria, sinto-me triste, mas me pareço com todo mundo, escolhendo um salgado e uma bomba de chocolate. Itens que ninguém se refere como "comfort food". Comida de conforto me faz querer rastejar na cama. Rastejar na cama me lembra duas coisas:
Estou triste e estou doente.
Sei que não estou realmente sozinha. Mas, sabe? Aqui dentro. É. Só tem eu.
Estou sozinha na padaria, andando devagar no corredor de condimentos.
Todo mundo sabe que no corredor dos condimentos é perfeitamente aceitável ficar olhando os produtos por muito tempo. Eu penso comigo mesma enquanto espero na fila para chegar ao caixa.
A moça do caixa parece surpresa quando perguntei como a noite dela ia.
A noite dela está indo bem, ela diz.
Ela não diz mais nada, exceto dinheiro, crédito ou débito.
Ela dá adeus.
Adeus é a palavra mais triste que conheço.
A palavra mais triste que você conhece é o meu nome.
Meu nome anda pela padaria e se sente menos triste.
Menos triste porque na padaria, pelo menos, ninguém sabe o que se passa dentro de mim.
Monday is for poetry (art by @poetrybyboots, photo by @abstract36) #streetart https://www.instagram.com/p/Bs5Oi8GgaXq/
Nevoeiro
Então, eu estou falando com a minha ansiedade. Sabe, aquela coisa de sempre, blá blá blá, tanto faz, um desespero de 20 minutos qualquer.
nossos cérebros sempre se lembram da imposição de dor via física, psicológica ou emocional. Nos lembramos de como essa dor é ruim para poder evitá-lo no futuro, então vamos
comece no começo
Eu me lembro da forma que minha mão segurava a sua como um origami em forma de flor
da porta do banheiro para o seu quarto, como uma trilha de migalhas de pão ou gotas de sangue
como eu gostaria de poder esquecer como cheguei aqui
difícil encontrar o nosso caminho lá nos nossos cérebros
estão constantemente reescrevendo a rota
reescrevendo o que nos lembramos, então vamos começar no final
nós nos afastamos desdobrando em silêncio em silêncio,
é impossível dizer o que o outra pessoa está pensando sem olhar ela nos olhos
eu deixo as memórias chegarem a você
Eu sou o que você me chamou pela última vez em minha cabeça, você sabe.
Exceto que não sou quase nada, tenho um pulso leve demais, minha pressão é baixa.
Eu rio de todas as piadas que meus amigos me dizem. Eu sou besta para rir.
No meu aniversário, pedi uma torta de nozes à minha avó.
Eu desenho muitas linhas, elas não significam nada para você.
Você é esse osso invisível que eu peguei e não consigo parar de escrever poema, quero dizer, viver. Não consigo parar de viver você.
Eu estou apenas tentando ser menos previsível.
De qualquer forma, você me deixa um nevoeiro como presente.
Eu tento olhar pra você através do nevoeiro. Me faz parecer cega.
A gente não consegue adivinhar o que uma pessoa está pensando ao menos que olhe nos olhos.
Eu sou mais sensível do que eu penso que você é, mesmo que eu tenha uma boca de arma fumegante que não sabe onde as balas foram parar.