A coisa que eu mais tenho vontade agora é entrar num avião e bater aí na sua porta, olhar pra você, matar a saudade de cada detalhe que não sai da minha cabeça desde março. Mostrar que você tem uma namorada SIM, encher essa cabeça de feno de coisas, esquentar esse clima frio e juntar as partes que estão quebradas entre nós como quem brinca com um quebra-cabeça. Te beijar, sentir sua boca na minha de novo e dizer que você foi o melhor erro que eu cometi na vida. Se eu fizesse isso, por menos tempo que durasse, ainda seria o melhor dos meus dias... Mas eu entraria de novo no avião. Eu voltaria mais despedaçada, como alguém que cedeu de novo ao vício, alguém que sabe que aquela felicidade momentânea vai trazer consequências muito piores à longo prazo. E o pior de tudo: faria o mesmo com você. Te arrastaria de novo pra esse abismo que é a impotência. Impotência de viver tudo que a gente planejou. Impotência de mudar a espera. Por mais que eu deseje de um jeito tão árduo, eu guardo. Eu escondo. Eu fujo. Eu cedo. Eu faço o que é melhor pra nós dois. Eu faço o que é certo. Eu abro mão.... Eu penso em você e me afogo de novo nesse mundo onde pra estar perto eu só preciso fechar os olhos.
InDIRETAS sem leitor. (Bruna Paiva)

















