A última vez. Não perdoei. Não quis de volta. Não foi bom. Não foi uma decisão fácil. Algumas certezas só farão sentido depois. Lembro bem do dia em que coloquei um fim no amor mais amargo que provei. Lembro do meu coração apertado e das lágrimas transbordando em meus olhos. Lembro que fui um tanto faz. O café morno na mesa da cozinha. O olhar indiferente nas manhãs de domingo. A falta de afeto nos dias nublados. A culpa. A imperfeita. O apoio quando tudo dava errado e a esquecida logo que tudo dava certo. Existiam marcas em mim, marcas por toda a Alma. Minhas tentativas de ser a melhor na vida quem só me dava o pior fracassaram. Não tinha paz. Não tinha colo. Não tinha café quente. Não era amor. Era abusivo. Era um peso. Um pesadelo. Hoje eu respiro em paz. Existem flores no jardim. Cheiro de café fresco vindo da cozinha. Paz interior. Sonhos realizados. Casa limpa. Doeu muito. Mas, doía muito mais quando eu estava lá, quando era um tanto faz, o café morno. Agora eu estou bem, inteira, em paz.
Uma Nordestina Citou
















