Glenn Close, Vanity Fair Oscar Party 2019.
by Justin Bishop

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Glenn Close, Vanity Fair Oscar Party 2019.
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Atlanta
Desde que obteve um emprego como escritor para 30 Rock em 2006, Donald Glover usou seus diversos talentos e sua assinatura humorada tanto na televisão, como na música. Ele criou, produziu e escreveu Atlanta. A série que retrata a vida de dois primos tentando fazer sucesso na indústria musical do rap. Glover é quem interpreta o protagonista da série, Earn, que tenta tornar-se agente do primo Alfred, mais conhecido como Paper Boi (Brian Tyree Henr), um rapper que busca a ascensão musical através de um hit de sucesso periódico. A partir do reencontro desses dois personagens, a trama desenvolve-se sobre a vida de Earn e a sua relação com Vanessa (Zazie Beetz), mãe de sua filha.
Earn é um jovem inteligente que se esforça para cuidar e prover um futuro melhor para a sua família, que se desaponta com Earn por ele ainda ser dependente financeiramente dos pais e da namorada. O futuro idealizado por Earn se encontra bem longe de Atlanta, cidade que ele considera extremamente racista. O arco dramático do Earn é de uma simetria singular, digno de um grande protagonista. Um cara simpático, empático, perdido, imaturo e extremamente pobre. Ele é um personagem muito real com a sua situação, sua educação e seus arredores, que quer provar para si mesmo e para o mundo que é capaz de lidar com os problemas de uma pessoa adulta. Nós seguimos os seus esforços e torcemos para que algo positivo aconteça na sua vida, enquanto ele lida com o lado obscuro de Atlanta.
A trama de Earn é cercada de outros personagens interessantes. Keith Stanfield é Darius, o melhor amigo do rapper Paper Boi. Darius é um visionário, bem-intencionado e que passa a maior parte do tempo drogado, fazendo com que ele queira se livrar das situações incômodas da forma mais esquisita possível. As cenas mais nonsenses da série sempre acabam por envolvê-lo. Vanessa, a namorada de Earn, possui bastante destaque. Ela trabalha como professora em uma escola pública e está criando praticamente a filha sozinha, enquanto que para ela, Earn está tentando viver um sonho impossível com Paper Boi e Darius, ao invés de assumir a responsabilidade do relacionamento e da filha.
A trama de Atlanta (ou falta de) é outro destaque. Não estamos tratando aqui de uma série convencional, não há eventos extremos, nem de muita tensão ou de ganchos para o próximo episódio. Não acontece muito, na verdade. A falta de drama dá uma sensação realista, e é por isso que apesar de ser classificada como uma comédia, Atlanta é amarga e em diversos momentos polêmica. O humor é apenas um pano de fundo para um tom sério. Atlanta brilha é na sua relevância, a série aborda questões que prevalecem na sociedade americana, desde as classes sociais, drogas e desigualdades raciais até a expressão musical e a pobreza. Boa parte desses dramas envolvem diretamente Paper Boi, que questiona a indústria da rap por impulsionar somente músicas sobre sexo e reprimir letras sobre o tráfico de drogas, por não serem politicamente corretas. Destaco o episódio magistral que ele chega a participar de um programa de debates na TV, por ter enviado alguns tweets falando sobre não querer transar com a Caitlyn Jenner, ele é confrontado pelos outros debatedores por sua transfobia. Continuamos assistindo o episódio esperando que o talk show seja interrompido e a “história real” volte, só que isso nunca acontece.
São essas ironias que diversificam a série. Atlanta venceu dois Globos de Ouro em 2017, como melhor comédia e como melhor ator em comédia para Donald Glover. E mesmo se não tivesse levado nada eu estaria aqui te indicando.
A trilogia da season finale de Girls
O final da quinta temporada da série teve um desfecho poderoso: um quadro congelado de Hannah correndo pela ponte de Williamsburg após ter lido seu texto triunfante (Em perpetuidade, Hanna) no The Moth e deixado a cesta de frutas na entrada do apartamento de Jessa e Adam. A personagem está surpreendida com seus novos sentidos de vigor, eloquência e maturidade, e parte em direção a um destino desconhecido. A cena faz alusão ao final clássico de Os Incompreendidos (Le 400 Coups) de François Truffaut, em que o último plano é o momento em que o protagonista, Antoine Doinel, está correndo sozinho na praia com a imensidão do mar ao horizonte. O final estava refletindo algo triste, porém, sábio sobre a natureza humana: todos teremos que tomar decisões determinantes para o resto das nossas vidas sozinhos. Teria sido perfeito e tragicamente poético deixá-lo suspenso no ar assim para sempre. Mas Truffaut, assim como Dunham e seus colegas, simplesmente não conseguiu deixar de lado e fez uma série de filmes sobre Doinel.
O adeus da série Girls, parecia que iria chegar ao fim com as quatro amigas curtindo a companhia uma da outra pela última vez. Talvez fosse esse o grande final desejado pelos fãs da série, mas na montagem de encerramento do penúltimo episódio da temporada derradeira, Hannah já decidiu se mudar para o subúrbio, bem longe do Brooklin e das suas amigas, e está pronta para embarcar em sua nova vida. Marnie está finalmente livre de Desi, Jessa ainda é um pouco egoísta e sozinha, mas muito mais disposta a admitir o que realmente é. Shosh está noiva de um antigo namorado, que nenhuma das garotas conhecia e nem o público até ele ser superficialmente apresentado. Girls se encaminhou para um final distante de tudo aquilo que era o esperado, o fato de Hannah levar em frente a sua gravidez sozinha, parece ser o crescimento escolhido para a personagem. Hannah chega ao final da sexta temporada em um ponto da sua vida em que ela tem que ser muito mais pensativa e cuidadosa, sobre quem faz parte do seu sistema de apoio, e Jessa e Shoshanna definitivamente não são as pessoas para chamar em uma emergência. E é dessa forma, que o quarteto âncora das últimas cinco temporadas de desfaz, Shosh e Jessa deixam a série antes do “episódio final”, e de fato, amizades realmente nem sempre duram para sempre. Dunham deve se orgulhar de ter a coragem de escrever um final que atende o que esses personagens precisam, e não o que o público ansiava em ver.
O último episódio da série, “Lettering”, começa com Marnie observando Hannah acordar. Como Marnie logo aponta, ela é a única pessoa que ainda está ali. “Eu sou sua melhor amiga”, Marnie diz a Hannah, enquanto se propõe a se mudar com ela e ajudar a criar o bebê. Hannah tenta negar a ajuda, mas percebe que de fato ela está sozinha e que talvez precise de alguém. Cinco meses depois, ela está no médico com o bebê Glover e isso se torna o conflito central do episódio: ele se recusa a mamar, e faz Hannah sentir que ele a odeia. Isso resulta em algumas sequências sobre Hannah tentando entender a maternidade. Marnie se obriga a chamar a mãe da amiga para tentar ajudá-la, pois sozinha não consegue lidar com a situação. Loreen aparece na manhã seguinte, armada com bom conselhos sobre a vida pós-gravidez. Ela promete a filha, que tudo o que vem a seguir será muito pior e que em breve ela vai esquecer tudo sobre esse estágio aparentemente complicado da sua vida.
A última cena da série é Hannah orientando o seu corpo para uma direção e finalmente conseguindo amamentar Glover. Girls se encerra sem concluir objetivamente nenhum personagem, mas isso não é um problema, já que a proposta era acompanhar a vida de quatro meninas dos 20 aos 30 anos. Tivemos o penúltimo episódio como final e o último episódio virou um epílogo da vida de Hannah como mãe. Nada parecia ser suficiente e do modo como foi colocado pareceu. É como Lena já tinha deixado claro no final da quinta temporada, estamos todos presos - em perpetuidade, dentro de nós mesmos.
Atlanta alternative TV poster
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Düsseldorf-Hafen and love white
july 2014
Huisje hoor! Garage van Bricks Amsterdam.
Friday <3
I think that everyone should take a look at these gorgeous drawings representing Women and their accomplishements in Science, by Rachel Ignotofksy - a fantastic illustrator and graphic designer. She also has a lil Etsy shop where she sells her prints here!!!
Jan Mayen Island, Arctic Ocean. Photos by Stian Sølversen
amar mar
como diz a música: "mãe é mar". é mar, jangada, que navega em calmaria ou maremoto, mas nunca perde o norte. que leva seus filhos para navegar por um oceano imenso. é a certeza do cais mesmo sabendo que a âncora nem sempre será atracada. é uma, duas, três mães. mãe é um coração cheio de água salgada, corrente, que cura. é todo dia, é todo peito, é todo amar, todo mar. toda mãe.
2015, pfvrzinho, seja linda!