Onda viajante
Um dia, a Sra. Loste, estava caminhando sob a luz do luar em um caminho de pedras até um farol. Enquanto caminhava, ela olhava os arredores que estavam sendo iluminados pela lua, e que grande admiradora ela é da lua, amante da astronomia e dos mares, sempre carregava dentro de si um imenso desejo de curiosidade e vontade de conhecer tudo sobre os dois e entrelaçar seus conhecimentos pois, para ela, tudo está altamente conectado.
Ela senta-se encostada na base do farol, sente a brisa que vem do mar, mar esse que não estava nada calmo, visto ao longo do horizonte onde havia nuvens tempestuosas que deixavam o mar agitado e violento.
Não demorou muito para que ela logo visse e refletisse sobre a vida até então vivida, percebeu o quão difícil foi chegar até ali, quantas tempestades teve que passar no barco da vida, que muitas vezes ficou sem rumo, a deriva por dias a fio, até o céu estrelado ficar visível novamente para ela poder usar seus conhecimentos astronômicos utilizando as constelações para seguir sua direção. direcionando sua visada do alvo com a bússola de bolso.
A cada tempestade tinha que novamente pegar a carta para traçar sua derrota até o ponto luminoso mais próximo, visando os possíveis perigos à frente, mesmo que fosse impossível prever quais perigos e desafios a aguardavam. Nunca perdeu seu sorriso, apesar de cansado de tanto traçar suas derrotas e ter que retraçá-las, já que a cada tempestade distanciava-se para mais de 10 milhas de distância da sua antiga rota.
E apesar de ter encontrado alguns portos em suas aventuras, nunca achou que devia parar ali, o instinto de desbravador habita no ser, anseio de ir sempre além, vontade de nunca parar, vivia para dizer que ela e o mar eram um só, pois assim como ele, a força da Lua também trazia altos e baixos. Como estava em sintonia, ela deixava seus momentos de reflexões mais profundas sempre que tinha uma baixa mar de sizígia.
A Sra.Loste, ao perceber para onde seus pensamentos fluíram por apenas sentar pela primeira vez na base de um farol, alegrou-se, ficou extremamente feliz por ver que nos lampejos do farol lançados mar adentro junto as nuvens tempestuosas, fez refletir sobre sua trajetória e decidiu que era hora de ir em busca dessa vez de um porto, não para parar de desbravar mas para ter seu primeiro porto seguro como ponto de referência.
Leve Caos
















