Mãe. Uma palavrinha tão pequena, mas que contém tanto significado. Não existe ser vivo, dentro das condições normais de pressão e temperatura, que não remeta a uma grande gratidão, amor e ternura quando se lembra da mãe. Mãe é chata, mãe pega no pé, mãe te faz pagar mico na frente dos amigos, mãe é dura demais muitas vezes, mãe te cutuca no ponto, aquele famoso “juízo”, ninguém diz como ela, e nós nunca entendemos o real significado disso tudo até nos tornarmos mães, ou pais. Eu passei a entender e compreender certas ações, aflições, vibrações, somente depois que me tornei mãe, e à medida que meu filho cresce e me coloca frente a certos obstáculos a transpor, admiro mais a mãe que tenho. Hoje, posso dizer sem medo de errar, que a grande bondade da vida é esta: Dar-te a oportunidade de reconhecer seus pais, enfrentando muitos desafios que eles enfrentaram por você, mas fazendo pelo seu filho. É algo que não existe “payback”. Não existe como devolver aos seus pais o que eles fizeram por você, e estas palavras só ganham o peso que realmente têm quando você é pai ou mãe, caso contrário, é só uma vaga ideia do que pode ser este amor incondicional. E me desculpem os pais, mas mãe neste momento ainda leva uma vantagem maior.
Ser mãe, esta forma tão arquetípica, é realmente viver com o coração pulsando fora do corpo. É querer dar sempre o melhor e colocar todas as melhores oportunidades para o seu filho, mas também observar o ponto de equilíbrio para que ele também saiba enfrentar a vida. Ah, mas e se pudéssemos livrá-los de todas as amarguras, criar apenas um universo divertido, cheio de amor e amizades? Seria tão bom! Mas se o mundo fosse amável, seguro e feliz, onde eles pudessem fazer suas próprias descobertas e nossa mente pudesse estar sempre descansada. Bom, mas não é assim. O mundo é desafiador, cheio de surpresas, aventuras e infortúnios também. E não tem mãe que não pense a todo tempo: “Será que fiz bem? Será que devia deixá-lo ir? Será que vai voltar bem? Isso realmente é o melhor para ele? Ele está crescendo bem? Tem bons valores e princípios? Quem são estes amigos?” É tão difícil. Equilibrar o “solta e prende”, ou saber apenas orientar sem interferir naquela pessoinha que pode já ser quem vai te ensinar, e não o contrário. Pelo menos eu, vivo me questionando até que ponto um medo meu pode ser egoísmo, ou realmente existe algo a temer. Difícil.
Ser mãe, realmente, não é tarefa fácil. Mas não há dia em que eu não agradeça por ser merecedora desta oportunidade diária de crescimento, de questionamento dos meus atos, dos passos que darei e se estou no caminho de onde quero chegar, por ter que andar por mim e por ele, ainda. Responsabilidade maravilhosa. A maternidade, definitivamente, me tornou uma pessoa melhor e não sei o que seria hoje de mim se não fosse mãe.
Mãe, eu te agradeço infinitamente por tudo que sempre foi e é na minha vida, você é uma parceira, guerreira e vencedora, que tem a minha mais profunda admiração. Obrigada, te amo!