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Palácio do Catete
A edificação localizada na Rua do Catete, um exemplo da arquitetura neoclássica no país, tem uma história de tirar o fôlego.
Para quem imagina que o seu maior triunfo seja ter abrigado a sede do Governo Federal de 1897 a 1960, quando a capital e o Distrito Federal foram transferidos para a recém-construída Brasília, nem pensa que o palácio foi cenário de eventos históricos como a morte do presidente Afonso Pena, a assinatura da declaração de guerra contra a Alemanha na Primeira Guerra Mundial, a hospedagem do cardeal Pacelli, futuro papa Pio XII, ou o suicídio do presidente Getúlio Vargas. Tanta história teve início através do cafeicultor luso-brasileiro Antônio Clemente Pinto, Barão de Nova Friburgo, que em 1866 finalizava as obras de construção do palácio que abrigaria a sua família, na época batizado de Palacete do Largo de Valderato. Hoje, além de um museu, o espaço abriga um café, um cinema e jardins abertos à visitação.
Saara
Todo carioca que se preze conhece ou ao menos já ouviu falar sobre o Saara, porém, muito distante de uma referência ao deserto africano, o nome do centro comercial é uma abreviação de “Sociedade de Amigos das Adjacências da Rua da Alfândega”. A região inicialmente ocupada por imigrantes muçulmanos e judeus, no início do século XX, hoje abriga um dos maiores centros de comércio popular do Rio de Janeiro. A história do Saara, como polo de consumo, tem seu início oficial em 1962, quando os comerciantes da área, diante da ameaça de demolição das casas da região por conta dos projetos urbanísticos da cidade, se organizaram em uma sociedade com o objetivo de defender as características da região. Hoje com aproximadamente 1,2 mil lojas, o Saara ocupa 11 ruas do centro do Rio de Janeiro e movimenta diariamente uma população ávida por novidades, variedade e preços baixos.