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@velhaspalavras
The Worship, 2019 Pencil and gouache
Dave - Marianne Muggeridge, 1980
New Zealand b.1952-
Oil on canvas
Graça Santos
Gustav Klimt, Water Serpents II, 1907
+ff ❤
oi, chuchu. bem-vinda!
[…] muitos destes momentos excepcionais acarretaram um horror peculiar e um colapso físico; pareciam dominantes; e eu passiva. Isto sugere que, à medida que envelhecemos, adquirimos, graças à razão, uma capacidade maior para encontrar explicações; e que estas explicações atenuam a força violenta do golpe sofrido. Penso que isto é verdade, porque, apesar de manter aquela peculiaridade de sofrer choques repentinos, estes são agora quase sempre bem-vindos; passada a surpresa inicial, sinto que são particularmente valiosos. Chego assim à conclusão de que sou escritora devido a esta capacidade de sofrer choques.
Virginia Woolf, “Momentos de Vida”; trad. de Eugénia Antunes.
THE MIRROR (1975)
Directed by Andrei Tarkovsky
Cinematography by Georgi Rerberg
Sunday Afternoon - William Brooker ,n/d.
British,1918–1983
Oil on canvas, 39 x 49 cm
Romeu e Julieta
(Ato III, cena V)
JULIETA: Por que partir tão cedo? inda vem longe o dia… Ouves? é o rouxinol. Não é da cotovia Esta encantada voz. Repara, meu amor: Quem canta é o rouxinol na romãzeira em flor. Toda a noite essa voz, que te feriu o ouvido, Povoa a solidão como um longo gemido. Abracemo-nos! fica! inda vem longe o sol! Não canta a cotovia: é a voz do rouxinol!
ROMEU: É a voz da cotovia anunciando a aurora! Vês? há um leve tremor pelo horizonte afora. Das nuvens do levante abre-se o argênteo véu, E apagam-se de todo as limpadas do céu. Já sobre o cimo azul das serras nebulosas, Hesitante, a manhã coroada de rosas Agita os leves pés, e fica a palpitar Sobre as asas de luz, como quem quer voar. Olha! mais um momento, um rápido momento, E o dia sorrirá por todo o firmamento! Adeus! devo partir! partir para viver… Ou ficar a teus pés para a teus pés morrer!
JULIETA: Não é o dia! O espaço inda se estende, cheio Da noite caridosa. Exala do ígneo seio O sol, piedoso e bom, este vivo dano Sé para te guiar por entre a cerração. Fica um minuto mais! por que partir tão cedo?
ROMEU: Mandas? não partirei! esperarei sem medo Que a morte, com a manhã, venha encontrar-me aqui! Sucumbirei feliz, sucumbindo por ti! Mandas? não partirei! queres? direi contigo Que é mentira o que vejo e mentira o que digo! Sim! tens razão! não é da cotovia a voz Este encantado som que erra em torno de nós! É um reflexo da lua a claridade estranha Que aponta no horizonte acima da montanha! Fico para te ver, fico para te ouvir, Fico para te amar, morro por não partir! Mandas? não partirei! cumpra-se a minha sorte! Julieta assim o quis: bem-vinda seja a morte! Meu amor, meu amor! olha-me assim! assim!
JULIETA: Não! é o dia! é a manhã! Parte! foge de mim! Parte! apressa-te! foge! A cotovia canta E do nascente em fogo o dia se levanta Ah! reconheço enfim estas notas fatais! O dia! … a luz do sol cresce de mais em mais Sobre a noite nupcial do amor e da loucura!
ROMEU: Cresce… E cresce com ela a nossa desventura! ……………………………………………………..
Olavo Bilac
A Grande Esfinge do Egito
A Grande Esfinge do Egito sonha por este papel dentro… Escrevo — e ela aparece-me através da minha mão transparente E ao canto do papel erguem-se as pirâmides… Escrevo — perturbo-me de ver o bico da minha pena Ser o perfil do rei Quéops… De repente paro… Escureceu tudo… Caio por um abismo feito de tempo… Estou soterrado sob as pirâmides a escrever versos à luz clara deste candeeiro E todo o Egito me esmaga de alto através dos traços que faço com a pena… Ouço a Esfinge rir por dentro O som da minha pena a correr no papel… Atravessa o eu não poder vê-la uma mão enorme, Varre tudo para o canto do teto que fica por detrás de mim, E sobre o papel onde escrevo, entre ele e a pena que escreve Jaz o cadáver do rei Quéops, olhando-me com olhos muito abertos, E entre os nossos olhares que se cruzam corre o Nilo E uma alegria de barcos embandeirados erra Numa diagonal difusa Entre mim e o que eu penso… Funerais do rei Quéops em ouro velho e Mim!…
Fernando Pessoa
365 dias
não escrevo, não vivo, não sinto, consinto, existo, sobrevivo, são novos caminhos.
ndr
Sandro Botticelli, The Birth of Venus, 1483-85
Oskar Kokoschka, Marcel Duchamp, Piet Mondriaan,
Gustav Klimt, Claude Monet, Paul Gauguin,
Vincent Van Gogh, Henri Matisse, Pablo Picasso
Bebia para afogar as mágoas, mas as malditas aprenderam a nadar.
Frida Kahlo