⠀ ⠀ ☆ ⠀ ⠀ 𝒊 𝒍𝒊𝒌𝒆 𝒕𝒐 𝒌𝒊𝒔𝒔 𝒆𝒗𝒆𝒓𝒚𝒃𝒐𝒅𝒚 ⠀ ⠀ ╱ ⠀ ⠀ written by sonny.
⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ she/her, +25. ⠀ ⠀ multimuse blog. ⠀ ⠀
TMBGareOK. The Official They Might Be Giants tumblr
★

PR's Tumblrdome
official daine visual archive
"I'm Dorothy Gale from Kansas"

if i look back, i am lost

Origami Around
taylor price

Jar Jar Binks Fan Club
Interview Vampire Daily
art blog(derogatory)

@theartofmadeline
almost home
The Stonewall Inn
untitled

bliss lane
Claire Keane
h

oozey mess

Love Begins
seen from Türkiye
seen from Pakistan
seen from Mexico
seen from Latvia
seen from Bangladesh
seen from United States

seen from Türkiye

seen from South Korea
seen from Malaysia
seen from United States

seen from Italy

seen from United Kingdom

seen from Malaysia
seen from Italy

seen from Indonesia
seen from United Kingdom
seen from Brazil
seen from Vietnam
seen from United States

seen from Malaysia
@velvctsky
⠀ ⠀ ☆ ⠀ ⠀ 𝒊 𝒍𝒊𝒌𝒆 𝒕𝒐 𝒌𝒊𝒔𝒔 𝒆𝒗𝒆𝒓𝒚𝒃𝒐𝒅𝒚 ⠀ ⠀ ╱ ⠀ ⠀ written by sonny.
⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ she/her, +25. ⠀ ⠀ multimuse blog. ⠀ ⠀
A naturalidade com que podia dividir esses sentimentos faziam com que tudo valesse a pena, Christopher pensou muito sobre a vida depois do trono de ouro e quando se deu conta do que carregava com ele, então tudo aconteceu e aquela morte veio para fazer com que ele ficasse cada vez mais sombrio. E só tinha uma pessoa que fazia o jovem filho de Afrodite voltar para o garoto cheio de sorrisos e com um charme quase inabalável, e essa pessoa estava ali, parada na frente dele com os cruzados na frente do corpo pronto para mandar alguma ordem no qual ele acataria sem reclamar. Só esperava conseguir falar tudo dessa vez, dizer todas as palavras que escolheu e que treinou diversas vezes na frente do espelho. Respirou fundo, imitando a mulher e cruzando os braços na altura de seu peito, enquanto deixava que as palavras simplesmente deixasse os seus lábios. “Bem, talvez seja só sobre mim então” Riu baixo, abaixando o olhar apenas para desviar o constrangimento que sentia naquele momento. “Eu sempre soube que era platônico, então não entenda que é alguma pressão ou coisa parecida”
E começou pelo fim, a justificativa era a sua introdução porque já esteve naquele papel diversas vezes e a confusão poderia causar uma enorme dor de cabeça. Voltou os olhos de cores diferentes até a figura feminina para criar coragem. “Semideuses nascem para serem sobreviventes, ouvi isso diversas vezes de minha mãe” Disse um tanto pensativo que não durou muito, pois logo estava rindo de novo. “Nos últimos dias tem sido ainda mais certeiros nessa questão, tudo o que fizemos até agora foi sobreviver… enfim…” Deu uma pausa mais uma vez, apenas para jogar os cabelos para trás e voltar a pose de antes. “Eu achei melhor falar antes de morrer, sabe-se lá quando vai acontecer isso…” Deu de ombros e então soltou os braços, levando uma mão até a cintura dela, o dedo passando pelo cos da peça inferior de sua roupa e puxando-a levemente para se aproximar mais.
“Você foi a primeira pessoa por quem me apaixonei na minha vida toda… que eu amei intensamente… e que eu continuo amando, então se por acaso eu morrer nessa brincadeira de deuses tentando matar seus próprios filhos… bem…” Desviou o olhar e continuou. “Eu ia te chamar para um encontro no dia da brincadeirinha da Afrodite, ia te chamar pro baile e lá eu ia dizer isso, depois de treinar muito na frente do espelho… mas como tudo aconteceu e eu acabei… enfim…” Riu de nervoso e negou com a cabeça. “Então já tá sabendo”
donna esperou pacientemente pela explicação daquela justifica, optando por não esboçar nenhuma reação ainda. apenas seguia fitando o rosto que era possível que conhecesse tão bem quanto a palma da própria mão. não podia negar, no entanto, que o coração estava inquieto dentro do peito. sentia-se ansiosa com o rumo que a conversa poderia tomar e sequer conseguia imaginar exatamente para onde aquilo tudo estava indo, o parecia amplificar tudo o que sentia naquele momento, apenas dificultando que conseguisse manter a expressão limpa enquanto o olhava.
e, de fato, era difícil manter-se daquela maneira conforme o discurso dele avançava. a sensação crescente de um fim próximo era apavorante, sem dúvidas. estava simplesmente impossível tentar levar uma vida normal ou manter uma rotina quando um amanhã podia nem chegar. entendia o que ele queria dizer sobre estarem apenas sobrevivendo e o quanto isso era ruim. ninguém merecia apenas sobreviver, sem de fato viver a vida. por esse e outros motivos que ser semideus era um destino cruel.
não ofereceu resistência ao ser puxada daquela maneira. apenas desfez o cruzar dos braços e apoiou as mãos nos braços do maior. por fim, donna franziu o cenho. não tinha ideia que ele tivera aquelas intenções. esperança, talvez. mas não tivera nenhuma certeza de que ele realmente a convidaria para alguma daquelas coisas. e agora estava ali desejando que ele tivesse feito. ━━ é… estou sabendo. e agora o quê? ━━ perguntou, buscando pelo olhar dele novamente. ━━ o que eu vou fazer com essa informação, christopher? é só para ficar avisada, em caso de um de nós morrer de repente ou você ainda tem intenção de fazer algo sobre nós? não estou... te cobrando nada, só preciso entender o que esperar...
this is an closed starter with crystal snow von rosenfeld / @velvctsky
Estava no ateliê já fazia algumas horas, recebeu aquela encomenda da rainha Snow White e não entendeu que ela não tinha ido até lá para a prova, obrigando o jovem estilista a, simplesmente, exigir que essa prova fosse feita ou o vestido não poderia sair. E então lhe foi confessado que era um presente surpresa e que planos seriam modificados por isso, Yves ainda foi legal em mudar a data para o mais próximo possível do fim do vestido. O homem estava apoiado contra a mesa, observando os croquis e desenhos técnicos com todos os números que lhe foi entregue, se desse algo errado, a culpa não era dele que seguia as medidas que não tinha sido tiradas por ele.
Ouviu a porta atrás de si e suspirou, virando-se rapidamente enquanto falava. "Pelas barbas de Merlin, eu já falei que só quero que me incomodem se for pra avisar que ela chegou" E então deu de cara com uma figura belíssima, ok, qualquer mulher faz com que Yves fique trêmulo e aceso, não é como se ele precisasse de pontos específicos para se sentir atraído por uma, mas Crystal parecia despertar algo nele que diferenciava dos demais: o enorme desejo de simplesmente irrita-la, porque ela ficava ainda mais sexy e atraente quando desejava esfolar o seu corpo inteiro.
"Ah, então essa surpresa é pra você, Snow?" Sorriu no cantos dos lábios, com uma postura superior e uma risada soprada que sabia que poderia causar o ranger dos dentes de qualquer pessoa. "Eu espero que esteja pronta para usar uma roupa digna de uma senhora de 80 anos, bem a sua cara..." Se aproximou levemente e curvou-se para dizer em um tom doce e suave. "Apática e desengonçada"
crystal não era consumista, não tinha a necessidade de usar um vestido novo a cada ocasião. no entanto, alguns dos eventos do qual participava com a família pediam por algo que ninguém tinha visto antes. daquela vez, se tratava de um ato de confraternização, um jantar para manter as boas relações com reinos vizinhos. o que fazia com que a princesa precisasse estar de acordo com a ocasião. normalmente tinha um grupo de pessoas que cuidavam das vestimentas para a família real, mas daquela vez sua mãe quis fazê-lo pessoalmente. o que também não era raro de acontecer. desde pequena, sentia que sua mãe tendia a fazê-la de boneca de vez em quando. mas não era algo ruim, longe disso. era algo que aproximava muito as duas. inclusive, era para snow white estar ali também, mas um imprevisto na organização do tal jantar obrigou a rainha a ficar para trás.
o que já deixava sissy meio inquieta ao reconhecer onde estava. yves tendia a fazer bem menos gracinhas quando sua mãe estava por perto. consequentemente, dando menos nos nervos de crystal. antes mesmo de cruzar o batente da porta, respirou fundo na intenção de lembrar a si mesma do que estava esperando-a: o aparente gosto do outro em tirá-la do sério. sempre se perguntava de onde vinha, mas às vezes só dizia a si mesma para aceitar que aquela era parte da personalidade dele mesmo.
━━ aparentemente... ━━ respondeu com um suspiro, diante daquele maldito sorriso. já conhecia o outro a tanto tempo que não se importava que ele não usasse títulos para se referir a ela. apenas observou a movimentação dele, esperando o que viria daquela aproximação. e o resultado foi um rolar de olhos. ━━ bom, sendo obra sua, não dá para esperar algo melhor, não é? ━━ provocou de volta.
Nos vimos no almoço… se viram no almoço? Lógico que Christie se lembrava do momento, mas sempre tinha a sensação de ter sido no dia anterior e nunca no dia em questão, então a saudade era válida. "Talvez o meu coração tenha esse negócio de perda de memória recente" Deu de ombros com a explicação e sorriu, não era como se fosse a intenção dele de colocar o seu charme todo em algo tão simples como sorrir, mas acontece de forma tão natural como o simples ato de acordar pela manhã, enquanto os outros estavam desgrenhados e com a cara inchada, Christopher sempre estava impecável, até com os cabelos desalinhados e a cara de sono, ainda que não tenha nenhum inchaço debaixo dos olhos, nunca. "É, por isso que eu tenho uma maldição e você não" Riu mais uma vez, levando o dedo indicador até a ponta do nariz dela com a brincadeira relacionado ao olho dourado e ao fato de nunca conseguir cumprir promessas que eram difíceis demais para ele. Como o fato de não fazer nenhum jogo sujo, quando queria fazer naquele momento e ceder mais uma vez aos lençóis da filha de hecate.
Com a concordância dela, fez um aceno com a cabeça para que ela pudesse se afastar um pouco do chalé só para que pudessem ficar mais a vontade. Caminhou até uma árvore não muito longe dali, porém não era tão perto e encostou ali, sem tirar os olhos da mulher. "Fui no memorial do Brooks, deixei algumas flores lá, conversei um pouco com ele e sei lá, não quero ficar pensando nessas coisas de novo" Franziu os lábios, pressionando um contra o outro, enquanto enfiava as mãos nos bolsos da calça, porque era melhor manter as mãos ocupadas já que a vontade que ele tinha era de tocar na mulher… devia mesmo cumprir a promessa que fez. "Mas… é inevitável… não querer falar sobre nós… de novo"
a resposta pegou donna de surpresa, fazendo-a rir antes que pudesse pensar em tentar conter sua reação. uma coisa que não acontecera dentro do relacionamento deles. nunca tentou esconder o quanto ele a divertia, mas só o fazia agora porque parecia errado, de alguma maneira, que ainda se sentisse tão confortável com ele. não errado, tinha ciência disso. no entanto, ainda parecia estranho e sempre vinha ela sensação de que estava se rendendo a ele de novo. então, ele fazia aquele tipo de coisa e a tinha se questionando se não estava mesmo.
as pessoas tendiam a achar que a beleza ele tinha sido um fator decisivo para a filha de circe abdicar dos ensinamentos e estilo de vida de sua mãe, afinal ele era filho de afrodite. e ela certamente não era a única pessoa rendida aos charmes de christie acampamento. mas era justamente pelos ensinamentos da mãe que jamais se renderia a algo tão superficial quanto a aparência alguém. o que realmente tinha feito com que se entregasse ao que sentia por ele era um conjunto de coisas. incluindo como ele a fazia se sentir segura, por confiar no caráter dele. como ele a divertia, como a deixava confortável, como a respeitava. e também a parte física, que veio depois.
com o pedido silencioso, acompanhou-o até aquela árvore e parou à frente dele. com os braços cruzados a frente do corpo, mordeu o lábio inferior com a menção ao memorial. e com aquele comentário, entendeu o motivo de ter sido procurada. não podia dizer se era uma decisão consciente ou não, mas agora sabia que ele estava precisando distrair a mente. de todo jeito, não a incomodava. na verdade, era bom saber que ele ainda se sentia bem em procurá-la quando precisava de conforto.
assentiu brevemente, para mostrar que entendia e sorriu de maneira solidária. ━━ é doloroso, mas é bom que tenha ido. bom para os dois. ━━ tomou a frente e esticou a mão esquerda para ajeitar uns fios dos cabelos dele que a brisa suave tinha tirado do lugar. o tempo de recuar o braço foi o bastante para que seu coração já tivesse subido algumas batidas. ━━ sobre nós? ━━ perguntou só para ganhar tempo. ━━ o que tem para falar sobre nós?
Juno também tinha a sua rotina matinal diária, acordava cedo todos os dias pelo hábito mesmo e seguia até o jardim, onde gastava horas apenas cuidando das suas plantas, depois fazia a sua corrida e terminava o seu ritual na estufa, com uma xícara de café e observando o desenvolvimento das plantas do lugar, as vezes conseguia encontrar as suas amizades humanas, ou semideusas, conversava um pouco e logo estava conversando com as plantas de novo, porque elas pareciam ter um papo mais tranquilo. Naquela manhã, depois de visitar o memorial de seu amigo para renovar as flores, seguiu até a enfermaria onde ficaria até o fim do dia, foi no caminho que encontrou o filho de Poseidon, que conseguiu arrancar o seu primeiro sorriso do dia. “Oi, bom dia!” Disse docemente enquanto desviava um pouco o seu caminho para se aproximar dele.
Primeiro olhou para o pescoço dele, um pouco confuso sobre o que ele pretendia fazer, mas se encantou pelo objeto de forma imediata, o pingente era adorável e o tipo de cordão que gostava de usar, o que despertou um sentimento gostoso ao perceber que o homem de fato queria dar a ele. “No meu ranking de flores, a margarida fica em segundo lugar... só não fale isso pra elas” Disse com um riso sem jeito, pegando o cordão quando lhe foi entregue. “Eu gostei… muito mesmo... é lindo!” Riu novamente, olhando o pingente mais de perto e aumentando o sorriso. “Mas estava tão bonitinho em você também, tem certeza disso?”
notar a animação alheia diante do presente fez com que santiago sorrisse de maneira um pouco mais ampla, genuinamente feliz com a reação positiva. àquela altura, só restava esperar que ninguém reconhecesse o tal colar e resolvesse pedir de volta. todavia, acreditava que o objeto já devia estar perdido há tanto tempo que nem mesmo o dono se lembraria de como ele era. o que era bom, porque agora tinha outro dono. ━━ não vou contar. ━━ prometeu por entre uma risada suave. ━━ mas me diga, qual fica no número um? ━━ perguntou com visível interesse. era uma informação legal de se ter, afinal. um detalhe pequeno, mas importante.
━━ sim, tenho certeza. ━━ disse e também assentiu para reforçar a afirmação. ━━ ainda mais que você gostou, agora ele não combina com mais ninguém. ━━ para o filho de poseidon, as coisas só têm o valor que dão à elas. ━━ quer que eu coloque em você? ━━ perguntou, mesmo sabendo que juno poderia colocar e tirar sozinho, sem nenhum esforço. tal qual ele mesmo tinha feito bem ali na frente dele, mas ainda assim quis oferecer.
this is an closed starter with kim gyeomseong / @velvctsky
Jochem ter recebido um cargo diplomático do, agora, rei da Grécia era ainda mais propício a novos inimigos, já que rapidamente foi afastado de seu protegido para ser colocado a caminho da Coreia. Entendia toda a explicação de ser, além de uma pessoa nascida da Coreia, um antigo queridinho da família real alemã e só isso foi o suficiente para ele ser enviado até o seu país de origem junto a corte alemã como um presente de casamento aos futuros monarcas, mas era impossível não achar estranho todo esse movimento. E lá estava ele representando o rei em uma tentativa de ajudar a família real alemã novamente, pois a primeira missão que lhe foi dada foi: descobrir tudo o que fosse possível do herdeiro ao trono coreano, a pedido de sua futura esposa.
Estava em uma de suas intermináveis noites de insônia em mais uma cozinha real a procura de alguma comida que acabasse com aquela dor no estômago que sempre surgia as três da manhã, uma rotina esquisita porém nada anormal para a pessoa com a vida completamente não saudável que Jochem nutria. A carteira de cigarros com o seu famoso isqueiro estavam esquecidos sobre a ilha naquela cozinha enorme, enquanto esperava o seu lanchinho da madrugada ficar pronto na air fryer. Não foi criado na Coreia, mas tinha certas tradições familiares que poderiam aproxima-lo de qualquer coreano nato, isso incluía a sua paixão por mandus e como sempre dava o seu jeito de comer, independente do horário.
Com o apito do eletrodoméstico, Jochem se virou para pegar o pote onde colocaria os seus bolinhos e levou um susto de semi infarto com a silhueta de alguém ali, dando um grito quase silencioso junto com um salto que fez ele dar dois passos para trás e se apoiar no balcão de um jeito bem desajeitado. "Puta que pariu, que susto da porra... perdão pelo palavrão, alteza" Fez um aceno breve com a cabeça enquanto tentava acalmar o coração que agora batia em um ritmo descontrolado. "Mas caralho, tu tem pés de pluma por acaso?"
ainda que já soubesse que estava prometido em casamento desde que era criança, tudo aquilo sempre pareceu muito fora de sua realidade. algo para um futuro distante. assim sendo, gyeomseong nunca se preocupou realmente com o tal casamento ou com quem viria a ser sua futura esposa. cada um vivendo sua vida. todavia, o futuro distante bateu a sua porta com a chegada da corte dela à coreia, para os preparativos do grandioso evento. e desde então, o príncipe parecia não ter mais noites inteiras de sono. não sabia dizer se era estresse, nervosismo, preocupação ou tudo junto. talvez houvesse um pouco mais de sentimentos, mas não queria nomeá-los para não gerar em si mesmo o pânico. entretanto, em meio a tudo isso estava o conformismo. não havia nada que pudesse fazer, aquele casamento era parte de seu destino e aconteceria de qualquer maneira. agora se perguntava se deveria ter feito um esforço maior para conhecer sua futura esposa. talvez a resposta fosse positiva, mas isso já não mudava nada em seu futuro.
como em muitas outras noites inquietas, resolveu descer para a cozinha. talvez fazer um lanchinho, tomar um copo de chá ou leite, devorar uma sobremesa inteira… alguma coisa ali deveria ajudá-lo, não? os pensamentos foram interrompidos pelo sons que vinham da cozinha. antes mesmo que entrasse no cômodo, tinha o cenho franzido em curiosidade sobre quem estaria lá em um horário tão tardio. parou no batente com os braços cruzados a frente do corpo. o príncipe vestia um roupão de seda azul marinho sobre o pijama da mesma cor e tecido. os cabelos alinhados, o rosto desperto. sequer tinha feito algum esforço para pegar no sono naquela noite. apenas sentou-se na cama com um livro, até perceber que não estava se atentando às palavras.
reconheceu a figura como membro da corte de sua noiva. o susto dele arrancando uma risada discreta do príncipe, que ainda chegou a virar o rosto para que o gesto não fosse tão evidente. ━━ não, só conheço bem o lugar. ━━ deu de ombros, por fim passando do batente. apesar de também estar ali para fazer um lanche, não foi atrás de nada. sua atenção foi capturada pelo maço de cigarros na bancada. pegou-o, abriu-o, contou a quantidade dentro, aproximou-o do nariz para tentar descobrir se era um daqueles saborizados. e então colocou no lugar de novo. ━━ fumar faz mal. ━━ comentou brevemente, mas não podia soar menos interessado em dar qualquer lição de moral. sentou-se na bancada da ilha e voltou o olhar para o outro. a presença de todas aquelas pessoas era intrigante para o príncipe, afinal. ━━ o que vai comer?
Donna Jo era, definitivamente, o lugar para onde sempre voltava, o grande problema era que nem sempre era bem vindo por lá. As vezes se questionava se era tão trouxa a ponto de ser completamente submisso a uma pessoa que não o queria da forma como ele, um sentimento cada vez mais platônico e ele sabia disso, ao menos era o que ele tinha formulado na sua mente logo após o término. E o Christopher daquela época não era o mesmo que batia na sua porte naquele fim de tarde, e a cicatriz que sustentava em seu olho esquerdo era o sinal visível do quanto estava amadurecendo naquele lugar ou sendo forçado a isso. “Boa noite pra você também” Falou em falso tom de represália, o sorriso ainda sustentando em seus lábios mesmo com a recusa de que entraria no chalé dela e que ela não sairia, até porque ele sabia que não sustentaria por muito tempo. “Sim, aconteceu algo muito urgente. Eu. Estou. Com. Saudades” Suspirou dramaticamente e pendeu a cabeça até encostar no arco da porta, apoiando-se ali para que ela visse que não sairia dali tão cedo. “Faltam vinte minutos pro toque de recolher, não podemos conversar um pouco? Eu prometo que não vou fazer nenhum jogo sujo pra você me colocar na sua cama… de novo”
não era eu christopher era bem-vindo, em algum ponto havia se tornado uma maneira de donna jo superar o término. podia ser amiga dele, gostava de ser amiga dele, mas precisava manter uma distância segura. precisava dar limites justamente porque sabia como o filho de afrodite era, além de ser filho de quem era. se queria seguir em frente, não podia se deixar levar pelo enorme charme dele toda vez. mas os deuses sabiam como aquela tarefa parecia mais difícil toda vez que ele fazia aquele tipo de coisa.
a represália não mexeu com a filha de hécate, mas o motivo da tal urgência fez o coração subir algumas batidas. era justamente daquele tipo de coisa que tentava fugir. como podia não se derreter por completo? fechou a porta atrás de si, o que a obrigou a dar um passinho para frente. consequentemente, ficando mais perto do homem e inevitavelmente fazendo com que seu olhar fosse para a cicatriz no rosto dele por um segundo ou dois. não gostava dela. do motivo pelo qual ela estava destoando de um rosto tão lindo, na verdade. porque ela não afetava em nada no quanto ele era bonito. resistiu a urgência de erguer a mão e tocar o rosto dele.
━━ nos vimos no almoço hoje, não foi? como está com saudades? ━━ provocou, contendo um sorriso. tinham se visto brevemente, sem tempo para conversar. e, depois disso, donna esteve ocupada o dia inteiro. ━━ não faça promessas que não pode cumprir, garoto. ━━ acrescentou em tom mais baixo, mas divertido. ━━ tá bom, temos vinte minutos. do que quer falar? ━━ rendeu-se por fim. uma coisa que fazia com frequência, mesmo com tanto esforço.
No momento que ouviu sobre nunca ter falado aquilo para o mais novo, foi aí que percebeu que nunca tinha falado de si mesmo para o rapaz, que nunca tinha se aberto totalmente e falado sobre seus medos, suas inseguranças, ou até mesmo banalidades sobre a sua vida, seus gostos e desgostos, talvez tenha sido isso que causou o término, que não tinha de fato mostrado toda a confiança que o garoto poderia confiar nele. Se sentiu um grande idiota por breves segundos, não conseguindo conter o riso breve e incrédulo. “Bem, eu sou… ou eu era” Disse completamente incerto agora que carregava aquela cicatriz em seu torso, mais um suspiro escapou de seus lábios. Se deu conta de tanta coisa depois que Indigo simplesmente se encheu da cara dele, porque não havia motivos para um término se não fosse o fato dele ser um chato ou tedioso demais. E por que diabos estava pensando nisso agora?
“Eu vou lá todos os dias pra ver se ajuda a isso aqui sumir” Falou enquanto levava a mão até o peito e riu novamente. “É uma grande estupidez, eu sei, mas é o único lugar que me sinto mais calmo… e consigo organizar as coisas na minha cabeça” Sorriu timidamente, as vezes se achava meio ingênuo por acreditar demais nas coisas que eram contadas ali, quer dizer, ele conseguiu invocar uma carruagem em uma missão e ele usa da energia solar para queimar coisas e monstros, meio que não tinha como continuar sendo cético em um lugar assim. E, mais uma vez, a sua mente foi até o rapaz na sua frente, dois completos estranhos agora e precisava pensar em como deveria agir perto dele. “E não me incomoda… eu gosto da sua companhia”
Não esperou que houvesse alguma reação do mais novo, na verdade, ele temia o que poderia ver naquele par de olhos enormes e que fazia as suas pernas tremerem de nervoso. Incrível como tinha voltado a sua era adolescente com aquele rapaz, em como tinha voltado a contar horas e minutos para ver alguém, que ficava satisfeito só com um sorriso e se estremecia com um simples olhar. E se odiava um pouco por ainda sustentar aquele sentimento, se odiava por ser tão fraco perto dele e tão bobo, mas era impossível não alimentar essas coisas quando tinha o Indigo tão perto dele de novo. Apenas decidiu seguir o caminho, de forma literal, já que simplesmente seguiu até a saída daquele ambiente e foi na direção da cachoeira, sabendo que o mais novo o seguiria, já que tinha feito o convite. E se sentiu calmo apenas quando os olhos capturaram a imagem da água cristalina e agitada, naquele misto de uma batalha travada entre a queda d'água contra a tranquilidade da piscina formada em sua base, e talvez essa inconstância que tenha lhe despertado esse desejo de sempre ir até lá, de conseguir se organizar melhor naquele misto de caos e suavidade, de qualquer maneira, quando lançou o olhar para trás e observou a figura de Indigo, ele entendeu que um pouco daquela bagunça também era um pouco dele. "Por que você rompeu comigo? Eu fiz alguma coisa errada? Enjoou de mim?"
━━ não é estupidez. ━━ indigo não costumava se prolongar em suas colocações. nem explicar o que dizia. naquele caso, por exemplo, não achava que era estupidez se era algo que parecia estar fazendo bem ao mais velho de alguma maneira. qualquer coisa que trouxesse um pouco de paz em meio a tudo o que estavam vivendo e o que estavam passando era bem-vindo, da forma que fosse. mas pensava na cicatriz agora, em como andrea estava se sentindo com ela. alguns semideuses se sentiam muito bem com suas cicatrizes de batalha. poderosos até, como se fosse um testemunho de seus grandes feitos. e indigo gostava bastante daquele tipo de pensamento, na verdade. era uma boa maneira de lidar com o inevitável e até comemorar que sobreviveu a algo que podia facilmente ter resultado em um fim trágico. no entanto, obviamente que nem todo mundo se sentia bem com suas cicatrizes. sabia de lynx, ex de andrea - e lembrar disso sempre trazia um gosto amargo à boca -, que cobrira as suas com tatuagens.
o comentário sobre sua companhia fez com que indigo se sentisse mal por estar ali, não tinha como negar. um peso enorme na consciência, a noção de que tinha magoado o outro e agora estava ali sendo particularmente sonso em ter assumido que queria vê-lo, depois de estragar tudo entre os dois. mas ainda assim sorriu. um sorriso sem graça, sem humor. por essa razão, optou por se manter atrás de andrea durante o trajeto até a cachoeira. porque poderia evitar o olhar dele e dar a si mesmo algum tempo para se preparar para ter que encará-lo de novo. no entanto, nem todo tempo do mundo o teria preparado para o quão direta tinham sido aquelas perguntas.
quando o encarou, tinha os olhos negros bem abertos, revelando a surpresa trazida pelas palavras. mas foi questão de um segundo para que a expressão suavizasse e um suspiro escapasse por entre os lábios dos mais novos ao desviar o olhar para as águas límpidas e convidativas até. não era algo para ficar surpreso. inclusive, devia ter esperado por isso em algum momento. ele merecia uma explicação e não só mais das meias palavras que normalmente verbalizava.
━━ você não fez nada errado e não enjoei de você. ━━ sua vontade era de parar por ali, mas passou a ponta da língua pelos lábios e prosseguiu: ━━ acho que nunca seria capaz de enjoar de você. ━━ disse enquanto evitava olhá-lo. os olhos presos aos movimentos sutis das marolas na água. indigo foi mais para a beira, sentando-se cuidadosamente em uma das pedras. tirou os tênis e deixou-os de lado, puxou as barras da calça até o joelho e colocou os pés na água. estava fria no primeiro contato, mas logo se tornou agradável o bastante para permanecer.
━━ acho que não sou bom o bastante para você. ━━ confessou por fim. era difícil verbalizar aquilo, mas precisava ser honesto com ele e também consigo mesmo. mesmo que fosse particularmente doloroso. ━━ você é… crescido, entende? você é mais velho, mais forte, mais inteligente. você tem uma vida lá fora, tem suas conquistas tanto como humano quanto como semideus. você é lindo e tem uma personalidade maravilhosa. ━━ podia continuar a lista, podia rasgá-lo de elogios com uma facilidade que era impressionante até para o próprio indigo. ━━ mas todas as coisas que me atraem em você são os mesmos motivos pelo qual acho que é uma perda do seu tempo ficar comigo. ━━ novamente a risadinha sem humor. indigo molhou as mãos e passou-as pela nuca e então pelos cabelos, tirando-os do rosto.
━━ mais da metade das pessoas desse acampamento nem sabem que eu existo. ━━ e aquilo não o incomodava, mas precisava colocar em perspectiva para que andrea entendesse seu ponto. ━━ a maioria está presa aqui pelo chamado de dionísio, mas eu estou aqui porque não tenho para onde ir. não tem ninguém esperando por mim depois que o verão acaba… não sou um grande herói, não sou forte, nem tão inteligente também… sou só um garoto… ━━ deu de ombros. não conseguia nem mesmo pensar em um adjetivo para si mesmo. ━━ com a ideia do baile, de todo mundo ver que estávamos juntos mesmo… acho que entrei em pânico, um pouquinho… fiquei com medo do que as pessoas iam dizer pra você. ━━ a metade das pessoas que sabiam da existência de indigo marcavam isso com provocações. tinha crescido com elas e se habituado, por isso não podia deixar de pensar no tipo de aborrecimento que andrea teria que passar para defendê-lo. e não queria que ele acabasse em problemas por sua causa. ━━ não valho a chateação que você passaria me levando àquele baile.
E dividir as alegrias de uma amizade era tão mágico quanto a própria magia que eles sustentavam na ponta de suas varinhas, Remus estava visivelmente feliz e radiante pela vida escolhida por seu melhor amigo, não tinha como não ficar. Diferente de Sirius, o bruxo tinha se acostumado com as mudanças que aquela fase da vida poderia trazer, quer dizer, nem sempre poderiam manter aquela vida de adolescentes e, em alguma momento, teriam que lidar com as coisas que a vida adulta trazia. E tinha sido chamado por Sirius assim que terminou as suas aulas, sendo ele o único dos marotos que desejava ser professor, era meio óbvio que os estudos agora fizessem parte da divisão entre a vida adulta e a diversão. Os olhos do bruxo estavam focados em como a noite estava bonita, nem sempre Londres lhes proporcionavam momentos de admiração como aquele, ainda que estivesse em uma parte de sua amada cidade em que não haviam tantos prédios e carros, mesmo assim, era difícil observar tantas estrelas em meio a toda a iluminação do lugar.
“Excelentíssima?” Disse entre risos, voltando o seu olhar ao amigo e negando de leve, pois mesmo que ele tentasse não demonstrar o seu ciúmes, Remus sentia as coisas de longe, Sirius as vezes parecia muito mais claro e fácil de ler do que os livros que costumava levar com ele, igual aquele que tinha debaixo do braço que decidiu levar para que a sua leitura fosse colocada em dia, mas isso só aconteceria se estivessem os quatro juntos, tendo apenas um, era impossível dividir a atenção. Até porque Sirius lhe roubava a atenção facilmente. “E sim, Peter tem ficado esquisito demais e isso me preocupa um pouco, talvez ele esteja saindo com alguém?! Não sei...” Definitivamente não era isso, os amigos sabiam muito bem, mas não era impossível também. “Coisinha…” Voltou a dizer entre risos. “Você que me diz, oras. Foi você que me chamou, lembra? Estou aqui a seu serviço, Sr. Black”
a quantidade de vezes que ouvira a risada do outro fizera com que sirius o fitasse por alguns instantes. era um som que gostava bastante, impossível negar. mas dificilmente conseguia fazê-lo rir tanto assim. james e peter? fácil. os outros dois marotos pareciam sempre se divertir com qualquer bobagem que saía da boca de black. mas remus sempre parecia mais perto de achá-los absurdamente ridículos do que engraçados. ao menos era isso que sirius sentia, por isso tamanha surpresa naquele momento. ━━ está soltinho hoje, não é senhor aluado? ━━ provocou-o levemente, mas com um de seus sorrisos de canto. ━━ será que é você que está saindo com alguém?
━━ ou é esse livro que está lendo? ━━ perguntou, aproveitando para puxá-lo debaixo do braço do outro. abriu-o e folheou as páginas, mas não leu uma palavra que fosse. ━━ por que trouxe isso? acha mesmo que vou te levar a um lugar onde vai poder sentar e ler, bicho? ━━ havia uma nota de indignação em sua voz. sirius já não era mais tão bagunceiro quanto nos tempos de escola. podia não perceber, mas tinha amadurecido também. talvez não tanto quanto james ou remus, mas tinha crescido sim. por isso, não saía o tempo todo, mas quando saía queria aproveitar bem seu tempo na rua.
━━ peter saindo com alguém?! ━━ exclamou, incapaz de conter a risada. ━━ se ele arrumar alguém antes de mim, deixo um dementador me beijar! ━━ ninguém disse que sirius era moralmente correto ou que tinha um ego fácil de aguentar. ━━ não… acho que ele está aprontando alguma coisa e vou descobrir o que é. ━━ sirius era bom em tirar as coisas das pessoas. não deveria ser difícil descobrir o que peter estava tentando esconder. e se aquela palavra estava sendo mencionada, valia a preocupação. até onde podia se lembrar, não escondiam as coisas uns dos outros.
a resposta do outro o fizera rir, absolutamente satisfeito com a ideia de estar no controle dos planos para aquela noite. sua ideia era um lugar agitado, com música alta. onde pudessem se misturar e se perder entre as pessoas. sabia que não era o tipo de coisa que normalmente seria a primeira opção do amigo, mas gostava de tirá-lo de sua zona de conforto quando podia. ━━ sei de um lugar... mas tem que confiar em mim. prometo que vai se divertir.
Foi uma surpresa enorme ouvir aquelas palavras, foi como se a sua bateria tivesse sido desligada e religada naquele momento, um pane no seu sistema e então o filho de Apolo desviou o olhar mecanicamente até a figura atrás de si, encarando-o com a toalha na mão e, provavelmente, com uma cara de tacho enorme, levemente abobalhado. Ainda estava cedido aquele garoto, por mais magoado que estivesse no momento, era impossível não sentir seu coração saltar em um ritmo descompassado. Ele queria te ver, Andrea Ricci. Era como se pudesse ouvir o tom jocoso de sua mãe lhe lembrando como deveria agir naquele momento, melhore a sua postura, não dá muita pinta. Pigarreou e voltou a se concentrar em se manter sem nenhuma camada de suor que fosse, ainda mais que isso incomodava Indigo de alguma forma.
"Sendo sincero… confuso" Com você principalmente, completou em sua mente antes de largar a toalha e seguir até o rapaz mais novo, a blusa ainda estava úmida e era possível ver a marca da cicatriz por baixo, já que a peça ficava transparente quando estava molhada… outras coisas apareciam também, mas não vem ao caso. "Foi a primeira vez que me queimei em toda a minha vida, não era um fogo normal, definitivamente foi algo divino… sabe… sou imune a fogo e tal" Complementou um pouco incerto se já tinha falado sobre isso com ele antes, chegou a procurar algo no meio das inúmeras lembranças maravilhosas que tinha com ele. "Céus…" Sussurrou ao lembrar de coisas que não deviam, desviando o olhar, temendo ser pego em flagrante com isso, quer dizer, será que algum fantasma desses que se comunicam com ele, sabe ler mentes?
"Vai parecer estranho, mas…" Mordeu o lábio inferior por alguns segundos, ainda procurando saber se era uma boa ideia fazer aquele convite, mas não segurou por muito tempo e logo a voz saía em um tom baixo, quase sussurrado, por estar completamente inseguro com o que iria dizer. "Quer ir até a cachoeira comigo?"
indigo crispou os lábios por conta da resposta. entendia que sua presença ali, ainda mais depois de tudo, devia mesmo ser confusa. ele mesmo ainda se perguntava porque tinha ido até lá e porque tinha decidido falar com andrea, ainda por cima. mas qualquer coisa que pudesse dizer, qualquer explicação que pudesse tentar dar se perdeu completamente por conta da camisa que fazia um péssimo trabalho em esconder o corpo do homem e o fato dele estar se aproximando. parecia coisa demais para absorver em um curto período de tempo, então indigo lembrou a si mesmo de respirar. via a cicatriz, claro. mas via também o abdômen definido e não podia deixar de pensar na sensação da pele sob seus dedos, de como se sentia quando podia tocá-lo de um jeito que ninguém mais podia. ou talvez agora pudesse... balançou a cabeça positivamente para mostrar que entendia a explicação, mas não lembrava dele já ter mencionado aquilo. ━━ não... você nunca me disse que era imune a fogo. ━━ respondeu, seu tom era baixo e levemente hesitante porque estava tentando manter seus pensamentos sob controle. talvez - e só talvez - fosse coisa da sua cabeça, mas ele parecia fazer o mesmo? antes que um sorrisinho tomasse os lábios, também desviou o olhar.
sim, era estranho que tivesse pedindo por sua companhia depois de tudo. não queria que andrea se sentisse na obrigação de ser legal com ele, de ter qualquer consideração. não tinha mais nada e ele podia agir de acordo. indigo estava disposto a arcar com as consequências de seus atos. no entanto, ainda era andrea e não acreditava que ele pudesse agir friamente com quem quer que fosse. e isso era uma das coisas que sempre chamava sua atenção, que seu calor não era apenas físico, mas seu coração também era caloroso. pensou no convite, imaginou que devesse negar. mas seu coração batia tão forte naquele momento, empolgado com a ideia de passar algum tempo com ele de novo que nada do que passava em sua mente parecia importar. ━━ quero. se... não for te incomodar... eu quero sim. ━━ respondeu baixinho, erguendo o olhar para ele novamente. ━━ o que quer fazer lá?
⠀ ⠀⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ☆ ⠀ ⠀ 𝒄𝒍𝒐𝒔𝒆𝒅 𝒔𝒕𝒂𝒓𝒕𝒆𝒓 ⠀ ⠀ .
with⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ remus lupin .⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ @kiwxxtellation⠀
é claro que estava feliz por seu melhor. não havia ninguém no mundo mais feliz por james do que sirius. achava incrível estar presente em sua vida por tempo o suficiente para vê-lo construir algo sólido com a mulher que amava. tinham uma família agora, tinham responsabilidades muito grandes dentro e fora de casa. e entendia isso, realmente entendia e tudo bem que james colocasse sua família em primeiro lugar. no entanto, havia aquela parte de sirius, que ainda estava muito ligada ao que viveu nos tempos de escola com os melhores amigos, que não conseguia processar inteiramente que tinham crescido. isso porque trazia um outro peso junto: a sensação de estar ficando para trás, de certo modo. não tinha planos de casar e ter família, por conta de tudo o que passou com a sua, mas mesmo assim parecia algo em que deveria pensar, agora que o primeiro maroto tinha juntado as escovas de dentes. inevitavelmente, os olhos se voltaram para remus ao seu lado, semicerrados enquanto ponderava o quanto o outro estaria perto de se casar também. será que ele pensava nisso?
mas tinha também a carreira, casa, planos para o futuro. toda aquela estabilidade que parecia faltar na vida de sirius desde que decidiu se rebelar contra a família. ━━ não faço ideia de onde rabicho se meteu. ele anda muito estranho ultimamente, não acha? ━━ parecia que estava vendo peter cada vez menos e quando o via, ele parecia meio misterioso. no entanto, ele sempre tinha sido um tantinho estranho mesmo. ━━ e pontas... bom, ele disse que a excelentíssima sra. potter organizou uma noite da família para eles, agora que harry entende mais as coisas. ━━ inevitavelmente, havia uma pontinha de ciúme na voz. ━━ e nós somos o quê? elfos domésticos? somos tios daquela coisinha, oras! sou o padrinho dele! ━━ respirando fundo para não parecer muito alterado, enterrou as mãos nos bolsos da jaqueta de couro. ━━ seremos você e eu hoje, meu caro. o que quer fazer?
⠀ ⠀⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ☆ ⠀ ⠀ 𝒄𝒍𝒐𝒔𝒆𝒅 𝒔𝒕𝒂𝒓𝒕𝒆𝒓 ⠀ ⠀ .
with⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ yoon junho .⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ @kiwxxtellation⠀
santiago bate com muitos dos estereótipos de um filho de poseidon e nunca tentou fugir deles. tem lá suas diferenças com o pai, também não é muito de bater no peito e se dizer orgulhoso de alguém que abandonou a mulher que jurou amar. claro, era histórico, mas não podia evitar de pensar naquilo como algo pessoal. no fim das contas, sua mãe era a pessoa do outro lado daquela história. a questão é que é meio conformado. assim, não tenta esconder ou ignorar o que é parte de sua natureza, como a vontade de estar perto da água o tempo todo, dentro dela, se possível. assim, sua ida à praia era a primeira coisa que fazia ao iniciar o dia. seu mergulho matinal vinha antes mesmo do café da manhã. não havia cafeína no mundo que se comparava isso, para ele.
naquele dia não tinha sido diferente. foi até a praia, ficou por lá cerca de uma hora e voltou para o chalé para se aprontar para o dia e só então subiu para comer alguma coisa antes dos treinos da manhã. por sorte, encontrou justamente quem estava querendo no caminho até o pavilhão. ━━ ei, juno! ━━ chamou, mas mesmo assim apressou o passo para que pudesse alcançar o outro. ━━ estava na praia hoje cedo e encontrei isso aqui. ━━ indicou o colar que estava em seu pescoço. era prateado, com um pingente de flor. ele acreditava se tratar de uma margarida, mas era muito ruim nomeando flores e plantas. ━━ quero que fique com ele. acho que vai combinar com você. ━━ não só por ser uma flor no pingente, mas porque era uma peça bonita. coisas bonitas em pessoas bonitas. assim, tirou de seu pescoço e entregou para o outro. ━━ o que me diz?
⠀ ⠀⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ☆ ⠀ ⠀ 𝒄𝒍𝒐𝒔𝒆𝒅 𝒔𝒕𝒂𝒓𝒕𝒆𝒓 ⠀ ⠀ .
with⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ christopher bae .⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ @kiwxxtellation⠀ ⠀
depois do jantar, donna decidiu voltar direto para o chalé. não tinha acontecido nada, não estava se sentindo mal, nem tentando evitar outras pessoas. era apenas um daqueles dias em que estava particularmente entediada e sem qualquer intenção de ficar zanzando por aí procurando algo para passar o tempo até a hora do toque de recolher. assim, sua ideia foi voltar para o quarto e tentar dar continuidade àquele livro que sua irmã insistira que lesse, porque era o melhor livro que já tinha lido em sua vida. até onde tinha lido, não o colocaria tão alto em sua lista pessoal, mas serviu para prender sua atenção por algum tempo, até essa mesma irmã adentrar seu quarto para avisar que estavam a procurando na porta. ela não disse um nome, mas o sorrisinho persistente nos lábios da loira eram exatamente a resposta que precisava. ━━ ele é meu amigo. ━━ lembrou-a ao passar por ela, o dedo indicador erguido de maneira a reforçar seu ponto. parecia algo que precisava relembrar o tempo todo, inclusive para si mesma. ━━ o que está fazendo aqui uma hora dessas? ━━ perguntou, sem nenhum tipo de cumprimento antes. ━━ você sabe que não vai entrar e falta pouco pro toque de recolher, então também não vou sair... aconteceu algo urgente?
E desde a separação, Andrea parecia perdido, não era como se ele já não tivesse ficado solteiro em algum momento da vida dele, talvez estivesse exagerando sobre como estava reagindo diante daquilo ou só tinha um sentimento avassalador que dominava o seu peito e lhe quebrava em vários pedaços sempre que pensava que não teria mais nada daquilo. Confuso, era a palavra correta para explicar o que sentia naquele momento. Não tinha notado a presença do outro enquanto estava deixando o ar pesado deixar os pulmões que queimavam de tão cansado que estava, até o momento que decidiu se levantar e viu o reflexo dele em um dos escudos, cobrindo rapidamente a cicatriz antes de se levantar. É, outro ponto confuso dos sentimentos que tinha naquele momento, ainda não conseguia mostrar as feridas para o mais novo, independente de estarem namorando ou não.
O grande problema é que ainda gostava dele, na verdade, nem teve tempo de desgostar dele, estava amando de uma forma tão intensa que não conseguiu nem processar tudo direito, se preocupando da mesma forma, separando coisas que daria para ele como fazia antes, rondando o chalé de vez em quando, em busca de uma chance de dividirem a cama novamente.
“Está aí faz tempo?” Falou em uma falsa tranquilidade, enquanto conferia se tudo estava em ordem antes de buscar uma toalha para ao menos tirar um pouco do suor que ainda pregava em seu corpo. “Eu estou podre, desculpa” O que você tá falando, seu burro? “Está procurando alguém? Querendo tirar alguma dúvida?… treinar?”
mesmo que a pergunta tivesse o alcançado em um tom suave, indigo se sobressaltou e acabou engolindo seco, quase como se tivesse sido acusado de alguma coisa. balançou a cabeça em negativa, respondendo que não, não estava ali há muito tempo. não conseguiu sustentar o olhar do mais velho por mais que poucos segundos. sentia-se estranho. tinha ido até ali por livre e espontânea vontade, mas parecia que não merecia estar ali. não merecia estar a sós com andrea de novo. e talvez não fosse só uma sensação, mas a verdade.
acabou reunindo sua coragem de novo e voltou a olhá-lo. viu-o conferindo a sala e então pegando a toalha para se livrar do suor. e acabou se distraindo com aquele gesto. pessoalmente falando, achava-o atraente coberto de suor e ofegante, era uma visão bastante agradável. mesmo que não gostasse nem um pouco de ter contato com qualquer pessoa suada, por exemplo. não que fosse tocá-lo. não conseguia nem dar um passo mais para perto.
então, com um ligeiro estalo dos próprios sentidos, lembrou que deveria responder e não só ficar olhando-o. o que deveria dizer? deveria mentir, claro. dizer que estava procurando alguém. indigo tinha participado das aulas de andrea religiosamente, sabia de todos que faziam no mesmo horário que ele. todavia, naquele momento, não lembrava o nome de ninguém. plano b, deveria perguntar alguma coisa. mas nada lhe ocorria. plano c, deveria perguntar se ele se incomodaria se voltasse a participar das aulas. mas não conseguiu encontrar a própria voz para dizer o que quer que fosse.
━━ eu só queria te ver. ━━ soltou de repente. mordeu o lábio inferior no segundo seguinte, visivelmente arrependido de ter lembrado que sabia como falar bem daquela maneira. ━━ eu… fiquei sabendo do que aconteceu e… queria saber como… como você está. ━━ ele já sabia. tinha perguntado para outras pessoas, para os irmãos dele, para o pessoal da enfermaria. mas agora precisava falar alguma coisa plausível. não era estranho, certo? estavam juntos até pouco tempo atrás, era normal que se preocupasse com ele e seu bem estar. no fim das contas, não tinha terminado porque não gostava dele ou não se importava com ele.
resposta desse turno aqui.
@ghstchild
Era loucura, não tinha outra palavra pra descrever o que fez, chegou de missão e correu para a enfermaria, para depois correr até o chalé de melinoe. E devia ter pensado melhor, quer dizer, como poderia ter cogitado que era uma boa ideia aparecer na frente dele com a roupa suja de sangue, o sangue de seu companheiro de missão no qual deixou quase morrendo naquela enfermaria, só de pensar em tudo o que viu e o que aconteceu, naquele momento ele se deu conta, foi o momento que ele percebeu o que tinha acontecido. Quase perdeu o seu amigo de infância e o líder da equipe, Andrea deveria se sentir orgulhoso por ter conseguido concluir a missão, ter tido sucesso e conseguido chegar com o seu amigo a tempo, mesmo que não soubesse o resultado de tudo isso, Andrea só sentia vergonha e medo.
Deixou que o mais novo avaliasse a sua situação, mesmo que sussurrasse algumas vezes que estava tudo bem, ele deixou que Indigo fizesse uma análise detalhada de tudo. E então o seu coração se apertou quando recebeu o abraço e as palavras dolorosas dele, percebeu que ele estava em lágrimas, curvando-se um pouco para que ele pudesse colocar os pés espalmados no chão, mesmo que lhe causasse um desconforto na lombar mais tarde, ele só queria que Indigo entendesse que estava tudo bem. “Desculpa… Eu devia ter me lavado antes, perdão” Falou docemente, em uma falha tentativa de acalma-lo. E aquele olhar sobre ele, os olhos que tanto amava agora carregavam aquele brilho das lágrimas acumuladas, deslizou a mão pelo rosto dele tentando manter a pele livre de qualquer lágrima que fosse. “Pelo que?” Sussurrou de volta e então ele complementou, ainda que as palavras tenham morrido no meio do caminho.
E então um selar demorado em seus lábios, os braços de Andrea envolveram a cintura do mais novo fazendo com que o corpo dele se erguesse um pouco, fazendo-o ficar nas pontas dos pés de novo, só que dessa vez ele tinha a sua força como uma forma de apoio. Não deixou que o contato fosse interrompido, pois logo que os lábios foram separados, em uma distância milímetra, Andrea capturava novamente apenas para que o beijo pudesse durar a eternidade que queria, entre os pequenos intervalos entre um selar e outro, ele dizia: “Eu te fiz uma promessa…” E então depois voltou a esquadrinhar os rostos, agora Indigo mal podia tocar o chão porque Andrea ergueu o rapaz o suficiente para isso. “E eu sou bom em cumprir promessas, está bem?”
toda aquela reação era tão fora de sua personalidade que indigo estava assustado com o quão assustado estava. e não só isso, mas o fato de ter demonstrado com tanta facilidade. ele não era assim, nem mesmo perto de se abrir daquela maneira. indigo conseguia controlar suas emoções tão bem que chegava a ser conhecido por altos níveis de apatia. no entanto, era andrea ali. o homem que tinha mexido com todas as suas crenças sobre uma porção de coisas, obviamente que mexeria com suas emoções naquele nível também.
o suspiro frustrado que escapou dos lábios, não era pela maneira como ele se dobrava para que pudesse por as solas dos pés no chão, mas consigo mesmo. não deveria estar ajudando em nada agindo daquela maneira. provavelmente mais um item na lista de coisas que o outro deveria achar patético sobre ele. todavia, não era hora de fica acrescentando itens a uma lista que era fruto de sua insegurança, já que o outro nunca dera sinais de que, de fato, o achava patético. ━━ tá tudo bem… ━━ sussurrou para ele. entendia - agora - que ele só queria mostrar que tinha chegado bem e indigo agindo daquela maneira.
antes que pudesse procurar recolher as próprias lágrimas, o mais velho o fizera. o toque dele em sua pele o fizera suspirar de novo, mas agora era diferente. era porque tinha sentido falta da sensação dos dedos dele sobre sua pele. da boca dele na sua, de estar nos braços dele daquela maneira. era tão fácil de se render que deveria ser pecado.
os pés fora do chão do novo, mas daquela vez ele não hesitou em apenas envolver as pernas ao redor dos quadris do maior e ajeitar os braços ao redor dos ombros dele não querendo interromper os beijos que recebia. e, por isso, acabou não oferecendo uma resposta verbal logo de cara, apenas balançou a cabeça em um gesto curto, demonstrando entendimento. seria mentira dizer que seu coração não tinha subido uma boas batidas naquele momento. havia um alívio tão grande que ele tivesse conseguido cumprir sua promessa, mas ao mesmo tempo havia algo particularmente atraente na maneira como ele dizia isso.
infelizmente, não era o bastante para que ele ignorasse todo o sangue. assim, desceu do colo de andrea e desvencilhou-se de seus braços. acabou por recuar um passo também, só para garatir que não ia voltar atrás na própria decisão e voltar a se aninhar no peito dele, como se disso dependesse a vida. ━━ você deve estar cansado… vai tomar uma banho e vem pra cama comigo. ━━ ofereceu, buscando pelo olhar dele de novo. ━━ não precisamos falar da missão se não quiser.
@ghstchild
Depois da aula que tinha dado, Andrea parecia muito cansado, ordenou que algumas crianças lhe ajudassem a organizar todas as armaduras no lugar, recebendo o adicional de organizar as armas no arsenal, Andrea acabou perdendo a hora. A regata estava suja e úmida, era possível ver as curvas do corpo dele por baixo do tecido de tão grudada que estava na pele, com ela, também era possível ver a cicatriz que decidiu carregar com ele como um tipo de souvenir por ter sido atacado por um fogo mágico e ter ficado com a marca dele, em uma pele imune ao fogo, o que era no mínimo engraçado.
Quando terminou, se jogou no chão para ao menos descansar por alguns minutos antes de ir para o banho, subiu a regata até o limite de seus braços porque queria que um vento diminuísse um pouco a umidade. "É, estão abusando agora" Falou mais para si mesmo do que para qualquer outra pessoa. "Só porque fiquei puto e ameacei algumas pessoas? ... tsc, a maior bobagem que poderia existir"
desde a separação, indigo não tinha mais comparecido a nenhuma das aulas de andrea. na verdade, tinha evitado o mais velho tanto quanto possível. levando em consideração que tinha um dom natural para passar despercebido, teve sucesso em sua missão pessoal na maior parte do tempo. não é que não queria mais vê-lo, é que não tinha nenhuma ideia de como deveria reagir estando frente a frente com ele de novo. especialmente depois de tudo o que tinha acontecido no baile que ele não compareceu, porque preferiu ficar enfurnado em seu quarto. eventualmente, chorando de arrependimento pelo o que tinha feito, mas felizmente ninguém sabia dessa parte e podia seguir sofrendo sozinho por isso.
exatamente como tinha sofrido ao saber do que aconteceu com andrea, mas ainda assim não teve coragem de fazer mais do que visitá-lo na enfermaria quando sabia que ele estaria dormindo. naquele dia, no entanto, foi vencido pela saudade. precisava vê-lo pelo menos de longe. pelo menos um pouquinho.
não estava perto o bastante para ouvir o que ele tinha dito, mas via a cicatriz. e aquilo acabou arrancando um suspiro seu. sabia que não tinha o direito de estar ali, nem de tentar começar nenhuma conversa. mas também não era como se estivesse exatamente se escondendo. talvez, no fundo, quisesse que o outro o visse ali. nem que fosse para eventualmente expulsá-lo.