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bunnymund encarou a mão no peito de calcifer com certa preocupação . ❛ tá se sentindo mau ? ❜ os olhos pareciam atentos procurando algum sinal , a mente perdida tentando achar uma forma de ajudar e sendo distraída por aquelas sensações estranhas . ❛ então sempre é assim ? ❜ a pergunta parecia quase retrucar a fala do outro , um sorriso brincando nos lábios como quem tinha descoberto algo , afinal não se lembrava de ter sentido o demônio tão quente assim antes ou havia sido só impressão ? aproximou um dedo na ponta do nariz do mesmo mas era uma medida de temperatura estranha então tocou a palma da mão livre - enquanto a outra ainda o segurava - em sua bochecha . ❛ você é quente mesmo . ❜ comentou em confirmação rindo um pouco . ❛ um pouco , mas eu posso lidar com isso não precisa se afastar . ❜ havia a preocupação sobre o medo que o outro tinha sobre a água mas também será que só não queria que ele se afasta-se ?
esses shorts ? em uma expressão de confusão aster olhou pra baixo , para suas coxas . ❛ o que que tem ? meus shorts ? ❜ perguntou sem entender qual era o problema e porque calcifer parecia interessado neles . ❛ é . . . acho que sim . ❜ não conseguia pensar direito naquele momento para divagar sobre o assunto e saber que o demônio se sentia da mesma forma não ajudava muito na verdade fazia aster franzir o cenho em certa confusão , porque afinal o que deveria fazer com aquilo ? a resposta porém veio ao perceber para onde o outro olhava - seus lábios - o que fez com que bunnymund arregalasse os olhos e engolisse em seco , um arrepio percorrendo a espinha com a escolha de palavras que calcifer escolheu usar entre um tom estranhamente . . . bom não sabia dizer em palavras como se sentia sobre além de que claramente estava a beira de um colapso . ❛ a-apesar de-e eu... sercomestível . . . ❜ então seu rosto se contraiu em uma careta - porque diachos estava levando pro lado de canibalismo ? ❛ não é umato reco-comentado ou socialmenteito . ❜ e agora deveria beirar ao ridículo , mau conseguia falar corretamente e até que ficava meio óbvio pela forma como gaguejava ou atropelava as palavras que estava nervoso , porque afinal não tinha como ser inocente com a idade que tinha e aquele tamanho , ainda assim era inexperiente e isso era o bastante .
ser comido , havia um outro significado pra aquele tipo de coisa , uma linha de pensamentos estranhos e que fazia sentir certa agitação . queria ser comido por calcifer ? negou com a cabeça em resposta a própria linha de pensamento , era um pouco demais não ? mas e beijar ? a pergunta lhe martelou a cabeça , enquanto os olhos se distraiam em desenhar os lábios do outro na memoria , eles eram inchadinhos , pareciam macios como marshmallows e também eram rosados como chocolate com sabor de morango , acabando por se perguntar também : será que é doce ? podia sentir o rosto aquecer ainda mais com a ideia , ainda assim tomou certo impulso em direção ao outro e o roubando um selinho , sem jeito apenas fechando os olhos e se demorando no ato sem saber o que fazer , não parecia muito certo , mas tinha gostado da sensação dos lábios pressionados , eram mesmos macios .
“Não” Respondeu em voz baixa, mas pareceu esquentar um pouco mais com aquele toque repentino, fazendo com que o demônio ficasse paralisado, os olhos fixos na figura do outro como se isso fosse o bastante para entender o que acontecia ali. Não era algo tão novo para Calcifer, mas era esquisito, diferente dessa vez, e isso era novo para ele. “Ah, que bom” Falou em um alívio visível, coisa que era rara também, desde quando uma certa chapeleira invadiu o seu castelo animado, alívio era um sentimento raro para aquele ser de fogo, até o momento que seu corpo humano foi construído por ele. “Eu não quero me afastar”
Então quando comentou sobre os shorts, foi um pouco ousado, coisa que estava tentando não ser desde a última conversa que tiveram. A mão foi até a região e tocou a pele dele, uma parte que estava levemente fria tendo um contraste interessante com o toque da mão quente do demônio. “Você devia evitar de usar isso se não quer ninguém querendo te comer” Apesar das palavras, não estava dizendo no caminho do canibalismo, aquele mesmo que o coelho trouxe sem motivo nenhum e fez com que ele risse, pelos deuses, como poderia ser tão adorável? E por que estava tão encantado com um ser tão fofo? Não era o tipo de ser que lhe chamava a atenção, mas desde a primeira vez que trocou duas palavras com ele, tem ficado ainda mais interessado e querendo saber mais sobre ele.
E teria respondido se não tivesse recebido aquele beijo de maneira repentina, teria falado que não estava dizendo naquele contexto, mas seus lábios tocaram os deles e finalmente pode sentir o sabor, era doce, macio e viciante, o coração falhou algumas batidas e isso estava deixando-o muito agoniado, uma parte de si que não parava de bater tão forte quando estava com ele. Por que ele tinha esse poder sobre ele? Por que ficava tão vulnerável nas mãos daquele coelho? Fechou os olhos com o contato e ficou o tempo que ele deixou com os lábios colados nos dele, mas não quis interromper mais, a mão indo até a sua nuca e deslizaram os dedos nos fios escuros, macios e cheio de ondinhas.
Se afastou um pouco, milímetros de distância, o suficiente para que seus olhos azuis focassem no rosto bonito do guardião, uma das mãos lhe tocando o rosto, espalmada contra a pele macia enquanto se ajeitava sobre o coelho de uma forma que não ficassem desconfortável e não caísse na água, que era a última coisa que queria naquele momento. “Eu vou… te beijar… de novo” Disse em um sussurro, achou que deveria avisar antes e nem sabia explicar o porquê disso, apenas seguiu com o que foi dito, colando os lábios aos dele e, agora, com mais calma e sem medo de que acabaria sendo jogado na água como vingança, os olhos fechados e aproveitando cada segundo, iniciou um movimento sutil e delicado para que o contato se aprofundasse e aquele beijo durasse uma eternidade, não sabia quando iria conseguir beija-lo de novo, então era melhor não arriscar.
lowell apenas seguiu henri , os passos que tinham costumado a ser firmes e decisivos pareciam incertos , era como se fosse o mesmo de quando estava no instituto mas muita coisa tinha acontecido desde então , definitivamente nada era como antes , os olhos brilhantes e o sorriso radiante pareciam perdidos agora , perdido é talvez fosse uma boa palavra pra definir como o manwol se sentia naquele momento .
os assobios direcionado a henri arrancou um rosnado de lowell , os olhos tomando os tons intensos amarelo , os caninos expostos e as garras arrastando a madeira em um som tenebroso fazendo com que os idiotas se calassem com medo - é talvez não tivesse mudado muito - temperamental e esquentado , claro , uma característica enraizada em seus ossos . ❛ não deveria deixa-los te tratar assim . ❜ comentou em um tom irritado sinceramente sua mente parecia um cenário de assassinato pensando em tudo que era capaz de fazer pra acabar com aqueles babacas , não estava com ciúmes não , só não achava que ninguém merecia aquele tipo de tratamento e também podia notar que ainda havia resquícios do seu jeito protetor , aquele que não permitiria que alguém fizesse mau a qualquer um que se importava mesmo que ele mesmo já tivesse machucado henri .
ao entrar na sala se concentrou , ou melhor tentou se distrair , com a decoração . fique a vontade , como isso era possível ? logo vão trazer bebidas e petiscos , a fome parecia ter o deixado de qualquer forma mesmo . ❛ é suficiente , ninguém vai escutar a gente aqui . . . ❜ não com o barulho lá fora . pode explicar , como podia fazer isso ? eu quero saber , um riso escapou dos lábios de lowell pela sensação estranha de deja vu , sempre acabavam daquela forma tentando explicar as coisas sem êxito não era ? e pelo que se lembrava tudo acabaria pior do que já estava .
se sentou no sofá indicado pelo outro , as pernas um tanto abertas , as mãos entre elas tentando esconder o nervosismo que elas poderiam entregar . ❛ sabe a tríplice ? estou com eles agora . ❜ disse de forma direta , rodeios não iria ajudar não é ? os olhos fitavam henri de baixo tentando analisar sua reação , ele parecia tão tenso quando si o que fez com que um sorrisinho brincasse nos lábios do manwol . ❛ só queria que estivesse ciente que ficar perto de mim é problema . ❜ aquele era o jeito meio torto dele de dizer que se preocupava com a segurança e bem estar de henri ainda , mesmo que não devesse .
Ambos tinham mudado, talvez estivessem mais maduros e se conhecendo melhor, mas nenhum dos dois souberam como foi a vida um do outro para saber o que aquele olhar e a forma como agiam poderia significar, lógico que Henri percebeu a diferença no olhar dele, na forma de se portar, mas algo não tinha mudado e o rosnado foi o que lhe deu aquele sinal, lançando um olhar ladino para vê-lo roçar as garras contra a madeira e isso lhe arrancou um sorriso satisfatório, talvez não fosse ciúmes, mas sabia como ele era super protetor e tudo pareceu fazer ainda mais sentido quando ouviu o comentário que veio em seguida. "Eu não deixo e também tenho quem cuide de mim" E foi o que respondeu ainda que estivesse doido para falar como tinha gostado da maneira como ele reagiu.
Na sala, deu o tempo que ele precisava e o espaço também, observando-o fixamente até o momento em que ele se sentou, lógico que a frase inicial tinha lhe deixado curioso, ninguém vai escutar a gente aqui… e o que ele queria dizer com isso? Encostou-se contra a porta fechada, ainda que tivesse notado uma brecha ou outra, preferiu ficar assim, longe e perto o suficiente. A posição dele denunciava um certo nervosismo, pelo narrador, ainda o conhecia tão bem assim? E então ele começou, assentiu quando mencionou a tríplice e o complemento fez com que ele sentisse a garganta seca. "E quando foi que deixou de ser um problema?" Disse docemente, um sorrisinho brincando em seus lábios antes de simplesmente mordê-los, a cabeça pendeu um pouco e desviou o olhar.
"Era só isso?" A pergunta soou doce e atenciosa demais, a mão brincava com a maçaneta atrás dele enquanto voltava o olhar para o filho do lobo mau. "Está solteiro, Lowell Manwol? Se eu me aproximar de você agora… é um problema?" Perguntou no mesmo tom de antes, queria deixa-lo tranquilo sobre o fato de que não se importava muito com o fato dele estar com a tríplice, lembrava-se bem de ser um dos queridinhos e, sabia o risco e o perigo de estar associado a eles, mas não se importava com o risco que o próprio Henri corria, apenas com a segurança de Lowell. Infelizmente não tinha esquecido o seu ex e era impossível não querer coloca-lo dentro de um lugar seguro e afasta-lo de qualquer mal. Deu passos em direção dele que só se deu conta quando estava parado na frente do lobo, a mão indo até o queixo dele, deslizando o dedão na região de seu maxilar, ainda bem definido e muito bem desenhado, Lowell era um dos homens mais lindos que tinha conhecido em sua vida. "Se é perigoso para mim… é perigoso pra você, não é?"
as respostas do príncipe traziam certo conforto , podia ver que ele não tinha mudado tanto quanto parecia , assim como a risada de haewon que era tão gostosa de ouvir , ao menos para a princesa do japão . ❛ não sei , acho que consigo . ❜ semicerrou os olhos como se estivesse aceitado algum tipo de desafio que sequer havia sido feito , era só a forma como gostava de imaginar - que tinha o mesmo efeito sobre haewon .
sorte a sua que estou totalmente coberto hoje , não diria que era muita sorte não - espera , o que estava pensando ? - hirose então balançou a cabeça tentando afastar a linha de pensamentos ou a imagem de haewon totalmente não coberto , não parecia certo gostar tanto da ideia . . . será que era uma boa ideia acompanha-lo para o jardim para ficarem a sós ? mas isso nunca tinha sido um problema , porque seria agora ?
ter a tenção de haewon costumava deixar hirose nervosa e por isso acabava apenas desviar o olhar pra algum outro ponto do jardim , não era nem de longe por estar desinteressada , só parecia que não conseguiria manter a conversa se o olhasse de volta , as vezes ela queria pergunta porque ele sorria daquele jeito enquanto a olhava daquele jeito mas parte dela também tinha certo receio da resposta . ❛ foram os melhores dias da minha vida. ❜ o comentário a deixou entre um suspiro , era um tanto frustrante , mas os lábios se curvavam em um sorriso bobo entre as lembranças . ❛ eu não acho que foi a frança . . . pra mim foi você . . . eu me senti livre por sua causa . ❜ sempre sentia como se estivesse de fato vivendo quando estava com ele e não apenas sobrevivendo , por isso sentia certo peso em ver o rumo que tudo tinha tomado . ❛ e agora . . . ❜ fitou a mão dele coberta pela luva assim como o braço , talvez as pessoas vissem aquilo como um símbolo de maturidade ou seja lá o que , mas hirose tinha os olhos marejados com medo de que haewon estivesse vivendo sob a mesma prisão que ela cresceu . ❛ sabe eu sempre invejei você . . . eu queria ser como você . . . e agora você é como eu . ❜ acabou rindo sem muito humor . ❛ eu não posso permitir isso . ❜ seus olhos então se cursaram com os deles , perdendo o jeito de respirar de novo , um sorriso brincando nos lábios tentando disfarçar o silencio que se instaurou enquanto tentava ignorar o ritmo estranho das batidas do coração . ❛ é . . . é por isso que tô aqui ! ❜ ajeitou a postura um tanto confiante . ❛ podemos sonhar de novo não ? ❜ os olhos brilhavam em algum tipo de esperança que ele aceitasse sua proposta mesmo que fosse algo incerto .
a pergunta sobre casa e seu pai fizeram com que o sorriso desenhados nos lábios de hirose morresse , o olhar se tornou distante por um segundo ou dois , apesar de haewon ter conhecido mais de si que qualquer outra pessoa havia algumas coisas que não o contou porque não era certa ainda além de que era um assunto delicado pra si e ao qual ela queria esquecer por isso havia focado apenas em se distrair e se divertir , mas uma hora ou outra teria que conta-lo não ? ❛ não o chame assim . . . ❜ não se sentia confortável de chamar aquele homem de pai depois de tudo . ❛ quero dizer , pode chama-lo de imperador do japão ? ❜ poderia parecer formalidades mas havia certo ressentimento no tom de voz de hirose , algo enfatizado por ela respirando fundo e com as mãos agitadas , estava tentando encontrar as palavras certas , mas naquele momento nada parecia bom , não quando haewon já estava passando por tanta coisa . ❛ bom , digamos que não é seguro pra mim voltar pra casa . . . e não tem casamento nenhum pra mim . ❜ a maioria das realezas temiam esse acontecimento mas hirose não sabia dizer como se sentia quanto a isso porque os motivos não era por liberdade mas porque não era aceita , mas era melhor do que ser infeliz ao lado de alguém pelo resto da vida certo ? ❛ e você ? imagino que seu pai deve tentar te casar o mais rápido possível . ❜ e claro que estava perguntando apenas como uma amiga curiosa , não havia nenhum incomodo em imaginar haewon com alguém apenas se preocupava com a felicidade dele e isso era difícil em casamentos arranjados .
A expressão de Haewon se tornou mais divertida, fazia muito tempo que não dava um sorriso daquele, se tinha algo que gostava muito era de ser desafiado e Hirose parecia conseguir isso tão facilmente que, de fato, sentiu saudades disso. Queria poder segurar a mão dela como foi na França, puxa-la para longe daquele lugar e rir de tudo o que faziam como se fosse a arte mais bem elaborada que tenham feito na vida, mas sabia que tinha que se portar adequadamente. E, agora, no Jardim, ainda que tivessem olhos sobre eles dos guardas que ficaram no portão do lugar, estavam mais livres de olhares mais pertinentes e incômodos, como a de seus pais, por exemplo.
"Os melhores dias das nossas vidas" Complementou com um sorriso doce nos lábios desviando o olhar, foi antes da morte de seu irmão, foi em um momento que não se importava em mostrar suas tatuagens, que podia viver com mais liberdade e quase, por pouco, não tinha dado a ela o mesmo. Tinha colocado ela no mesmo mundo que ele e estava realmente com saudades daquela época… Ouvir que tinha sido ele a pessoa trazer isso pra ela fazia o seu coração falhar batidas que, bem, já acontecia antes, só que agora ele sentia medo de estar sendo muito errado sentir isso. E agora… apertou a mão coberta pela luva em um punho, mostrando com esse gesto como ele estava incomodado com aquela peça. Voltou o olhar para a princesa com aquele desabafo, de fato, era uma prisão e nunca gostou dessa coisa de estarem presos a tradições e conservadorismo.
As palavras dela chamaram a sua atenção e agora encarava as íris escuras da mulher, não se incomodou com o silêncio e nem em como o seu coração pareceu seguir um ritmo quase enlouquecedor, Haewon não desviou o olhar em nenhum momento, pelos deuses… o que era aquilo? E demorou um pouco para sair daquele choque, não demorando para que o sorriso voltasse e assentisse de leve com a cabeça. "Podemos, claro. Você tem algum plano, minha heroína?" Brincou um pouco.
Lógico que a tensão voltaria, sabendo onde pisava naquele momento, ele sabia muito bem o sentimento que dominava o peito da mulher. "Desculpa" Sussurrou um pedido sincero, as vezes se esquecia desse detalhe e tinha um sentimento de arrependimento. "Imperador do japão ou aquele idiota, o que você preferir" Brincou mais uma vez, tentando manter o sorriso nos lábios para que ela ficasse mais a vontade. "Então fique aqui o tempo que precisar, princesa. Temos muitos quartos vazios, posso escolher um bem perto do meu" Deu uma piscadela com a proposta, e falava sério, não se importaria de colocar a mulher no quarto de uma das concubinas, até porque elas só dormiam ali por causa das tais tradições que ignorava. "E de fato tentou, mas ainda tenho a lei do meu lado para escolher a minha noiva e até agora neguei todas" Graças aos deuses, lógico, odiaria a ideia de se casar com alguém que não conhecia ou que odiasse. "Eu estou com uma pessoa na lista, mas não sei se ela vai me querer" Riu mais uma vez, ainda que soubesse a dificuldade por ser um país que dificilmente seu pai aceitaria, mesmo depois de séculos, o Japão ainda era um inimigo para os coreanos devido aos diversos crimes de guerras cometidos no passado. "Já que eu acabei de descobri que ela está livre…"
a resposta pegou donna de surpresa, fazendo-a rir antes que pudesse pensar em tentar conter sua reação. uma coisa que não acontecera dentro do relacionamento deles. nunca tentou esconder o quanto ele a divertia, mas só o fazia agora porque parecia errado, de alguma maneira, que ainda se sentisse tão confortável com ele. não errado, tinha ciência disso. no entanto, ainda parecia estranho e sempre vinha ela sensação de que estava se rendendo a ele de novo. então, ele fazia aquele tipo de coisa e a tinha se questionando se não estava mesmo.
as pessoas tendiam a achar que a beleza ele tinha sido um fator decisivo para a filha de circe abdicar dos ensinamentos e estilo de vida de sua mãe, afinal ele era filho de afrodite. e ela certamente não era a única pessoa rendida aos charmes de christie acampamento. mas era justamente pelos ensinamentos da mãe que jamais se renderia a algo tão superficial quanto a aparência alguém. o que realmente tinha feito com que se entregasse ao que sentia por ele era um conjunto de coisas. incluindo como ele a fazia se sentir segura, por confiar no caráter dele. como ele a divertia, como a deixava confortável, como a respeitava. e também a parte física, que veio depois.
com o pedido silencioso, acompanhou-o até aquela árvore e parou à frente dele. com os braços cruzados a frente do corpo, mordeu o lábio inferior com a menção ao memorial. e com aquele comentário, entendeu o motivo de ter sido procurada. não podia dizer se era uma decisão consciente ou não, mas agora sabia que ele estava precisando distrair a mente. de todo jeito, não a incomodava. na verdade, era bom saber que ele ainda se sentia bem em procurá-la quando precisava de conforto.
assentiu brevemente, para mostrar que entendia e sorriu de maneira solidária. ━━ é doloroso, mas é bom que tenha ido. bom para os dois. ━━ tomou a frente e esticou a mão esquerda para ajeitar uns fios dos cabelos dele que a brisa suave tinha tirado do lugar. o tempo de recuar o braço foi o bastante para que seu coração já tivesse subido algumas batidas. ━━ sobre nós? ━━ perguntou só para ganhar tempo. ━━ o que tem para falar sobre nós?
A naturalidade com que podia dividir esses sentimentos faziam com que tudo valesse a pena, Christopher pensou muito sobre a vida depois do trono de ouro e quando se deu conta do que carregava com ele, então tudo aconteceu e aquela morte veio para fazer com que ele ficasse cada vez mais sombrio. E só tinha uma pessoa que fazia o jovem filho de Afrodite voltar para o garoto cheio de sorrisos e com um charme quase inabalável, e essa pessoa estava ali, parada na frente dele com os cruzados na frente do corpo pronto para mandar alguma ordem no qual ele acataria sem reclamar. Só esperava conseguir falar tudo dessa vez, dizer todas as palavras que escolheu e que treinou diversas vezes na frente do espelho. Respirou fundo, imitando a mulher e cruzando os braços na altura de seu peito, enquanto deixava que as palavras simplesmente deixasse os seus lábios. “Bem, talvez seja só sobre mim então” Riu baixo, abaixando o olhar apenas para desviar o constrangimento que sentia naquele momento. “Eu sempre soube que era platônico, então não entenda que é alguma pressão ou coisa parecida”
E começou pelo fim, a justificativa era a sua introdução porque já esteve naquele papel diversas vezes e a confusão poderia causar uma enorme dor de cabeça. Voltou os olhos de cores diferentes até a figura feminina para criar coragem. “Semideuses nascem para serem sobreviventes, ouvi isso diversas vezes de minha mãe” Disse um tanto pensativo que não durou muito, pois logo estava rindo de novo. “Nos últimos dias tem sido ainda mais certeiros nessa questão, tudo o que fizemos até agora foi sobreviver… enfim…” Deu uma pausa mais uma vez, apenas para jogar os cabelos para trás e voltar a pose de antes. “Eu achei melhor falar antes de morrer, sabe-se lá quando vai acontecer isso…” Deu de ombros e então soltou os braços, levando uma mão até a cintura dela, o dedo passando pelo cos da peça inferior de sua roupa e puxando-a levemente para se aproximar mais.
“Você foi a primeira pessoa por quem me apaixonei na minha vida toda… que eu amei intensamente… e que eu continuo amando, então se por acaso eu morrer nessa brincadeira de deuses tentando matar seus próprios filhos… bem…” Desviou o olhar e continuou. “Eu ia te chamar para um encontro no dia da brincadeirinha da Afrodite, ia te chamar pro baile e lá eu ia dizer isso, depois de treinar muito na frente do espelho… mas como tudo aconteceu e eu acabei… enfim…” Riu de nervoso e negou com a cabeça. “Então já tá sabendo”
this is an closed starter with akk pakin / @mabsverse
A rotina de Damon era uma coisa bem incomum, o fato de ter uma casa noturna servia como uma boa desculpa, mas sempre ouvia o comentário de seus vizinhos de como ele estava pálido e como parecia precisar de um pouco de sol. Mal sabiam eles que o sol poderia simplesmente destruir o seu corpo inteiro. O jovem vampiro deixou o seu apartamento e seguiu até a casa noturna naquele caminho que conhecia muito bem, o prédio onde ficava o seu estabelecimento iniciava as atividades assim que o sol sumia do céu e só fechava quando sol dava os primeiros sinais da volta, sendo o vampiro o primeiro a deixar o lugar e confiando em seu gerente de que fecharia tudo mesmo sem ele por lá.
Ao chegar, fez a primeira conferência da noite, as bebidas na adega, se a cozinha estava funcionando bem e se todos os funcionários do quadro estavam na ativa, gostava que o local fosse um dos melhores e tudo deveria estar funcionando bem. E então percebeu a falta do seu melhor go go boy, se dirigindo até o vestiário a procura da figura que fazia muitos irem até lá só pra vê-lo tirando a roupa ou dançando seminu. "Senhor Pakin..." Chamou docemente enquanto caminhava pelo corredor onde ficavam os armários com as roupas e os pertences de seus funcionários. "Espero que esteja vestido..." Olha, essa coisa de chefe envolvido com funcionário era algo que não era bem visto pela sociedade, mas Damon achava aquele cara um gostoso e adorava vê-lo rebolando em cima do palco, só não precisava dizer isso em voz alta, ainda mais que os dois não tinha uma boa relação e as provocações de Damon não eram muito bem vindas. "Ou bem... não me incomodaria se não estiver também" Sorriu de canto.
this is an closed starter with denali dawson / @velvctsky
No mundo mágico, Philip não tinha muitos hábitos heroicos para ser explorado, na verdade, a sua rotina era até mesmo tedioso. Isso até conhecer Aurora Briar, se envolver na aventura que foi conquistá-la e na forma como tudo aconteceu, sequer se lembrava de como conseguiu desperta-la com um beijo de amor verdadeiro, mas logo estavam noivos e não demorou para se casar. Bem, isso até o momento em que foi obrigado a ser levado até aquele mundo sem magia. Dormiu como Philip e acordou como June em Storybrooke, herdeiro de um haras e uma fazenda de lavanda.
Ou apenas um dos solteiros mais cobiçados daquela cidade. Apesar de se envolver facilmente com qualquer ser que apareça na sua frente, principalmente as mulheres, ninguém conseguiu despertar qualquer interesse que seja, fazendo com que todas as pessoas se tornem apenas aventuras e isso não foi muito favorável para a fama que tinha e acabou se transformando apenas em um mulherengo. De qualquer maneira, o homem acabou sendo colocado naquele jantar, no qual June não estava muito interessado, seria só mais uma pr’aquela lista no qual não se orgulhava nem um pouco.
Estava bem vestido, bem penteado e cheiroso, detalhes difíceis de ver na figura de June, que está sempre com os cabelos desalinhados, suado, com roupas sujas de terra, jeans e peças rústicas, apesar de tudo, não falava como as pessoas da roça e nem agia como elas, apenas gostava de ficar na terra com os animais ou no meio das plantações de lavanda. Não estava nem um pouco preocupado, sentado na cadeira da varanda da casa, observando o céu bonito que tinha ali, foi então que viu o carro chegando e ele já sabia o que viria a seguir, mais uma tentativa frustrada de um possível casório. "Chegou alguém"
━━ não é estupidez. ━━ indigo não costumava se prolongar em suas colocações. nem explicar o que dizia. naquele caso, por exemplo, não achava que era estupidez se era algo que parecia estar fazendo bem ao mais velho de alguma maneira. qualquer coisa que trouxesse um pouco de paz em meio a tudo o que estavam vivendo e o que estavam passando era bem-vindo, da forma que fosse. mas pensava na cicatriz agora, em como andrea estava se sentindo com ela. alguns semideuses se sentiam muito bem com suas cicatrizes de batalha. poderosos até, como se fosse um testemunho de seus grandes feitos. e indigo gostava bastante daquele tipo de pensamento, na verdade. era uma boa maneira de lidar com o inevitável e até comemorar que sobreviveu a algo que podia facilmente ter resultado em um fim trágico. no entanto, obviamente que nem todo mundo se sentia bem com suas cicatrizes. sabia de lynx, ex de andrea - e lembrar disso sempre trazia um gosto amargo à boca -, que cobrira as suas com tatuagens.
o comentário sobre sua companhia fez com que indigo se sentisse mal por estar ali, não tinha como negar. um peso enorme na consciência, a noção de que tinha magoado o outro e agora estava ali sendo particularmente sonso em ter assumido que queria vê-lo, depois de estragar tudo entre os dois. mas ainda assim sorriu. um sorriso sem graça, sem humor. por essa razão, optou por se manter atrás de andrea durante o trajeto até a cachoeira. porque poderia evitar o olhar dele e dar a si mesmo algum tempo para se preparar para ter que encará-lo de novo. no entanto, nem todo tempo do mundo o teria preparado para o quão direta tinham sido aquelas perguntas.
quando o encarou, tinha os olhos negros bem abertos, revelando a surpresa trazida pelas palavras. mas foi questão de um segundo para que a expressão suavizasse e um suspiro escapasse por entre os lábios dos mais novos ao desviar o olhar para as águas límpidas e convidativas até. não era algo para ficar surpreso. inclusive, devia ter esperado por isso em algum momento. ele merecia uma explicação e não só mais das meias palavras que normalmente verbalizava.
━━ você não fez nada errado e não enjoei de você. ━━ sua vontade era de parar por ali, mas passou a ponta da língua pelos lábios e prosseguiu: ━━ acho que nunca seria capaz de enjoar de você. ━━ disse enquanto evitava olhá-lo. os olhos presos aos movimentos sutis das marolas na água. indigo foi mais para a beira, sentando-se cuidadosamente em uma das pedras. tirou os tênis e deixou-os de lado, puxou as barras da calça até o joelho e colocou os pés na água. estava fria no primeiro contato, mas logo se tornou agradável o bastante para permanecer.
━━ acho que não sou bom o bastante para você. ━━ confessou por fim. era difícil verbalizar aquilo, mas precisava ser honesto com ele e também consigo mesmo. mesmo que fosse particularmente doloroso. ━━ você é… crescido, entende? você é mais velho, mais forte, mais inteligente. você tem uma vida lá fora, tem suas conquistas tanto como humano quanto como semideus. você é lindo e tem uma personalidade maravilhosa. ━━ podia continuar a lista, podia rasgá-lo de elogios com uma facilidade que era impressionante até para o próprio indigo. ━━ mas todas as coisas que me atraem em você são os mesmos motivos pelo qual acho que é uma perda do seu tempo ficar comigo. ━━ novamente a risadinha sem humor. indigo molhou as mãos e passou-as pela nuca e então pelos cabelos, tirando-os do rosto.
━━ mais da metade das pessoas desse acampamento nem sabem que eu existo. ━━ e aquilo não o incomodava, mas precisava colocar em perspectiva para que andrea entendesse seu ponto. ━━ a maioria está presa aqui pelo chamado de dionísio, mas eu estou aqui porque não tenho para onde ir. não tem ninguém esperando por mim depois que o verão acaba… não sou um grande herói, não sou forte, nem tão inteligente também… sou só um garoto… ━━ deu de ombros. não conseguia nem mesmo pensar em um adjetivo para si mesmo. ━━ com a ideia do baile, de todo mundo ver que estávamos juntos mesmo… acho que entrei em pânico, um pouquinho… fiquei com medo do que as pessoas iam dizer pra você. ━━ a metade das pessoas que sabiam da existência de indigo marcavam isso com provocações. tinha crescido com elas e se habituado, por isso não podia deixar de pensar no tipo de aborrecimento que andrea teria que passar para defendê-lo. e não queria que ele acabasse em problemas por sua causa. ━━ não valho a chateação que você passaria me levando àquele baile.
O respeito era importante para o filho de Apolo, foi algo que aprendeu com o seu pai e que observou durante os anos que o acompanhou em reuniões casuais de trabalho, a imagem do homem sempre com um olhar tranquilo e um sorriso enquanto ouvia a sua companhia falar e falar, independente do assunto e que tipo de reação lhe causaria. E foi assim que decidiu dar esse espaço para Indigo, queria entender e não podia fazer isso se fizesse questões ou o interrompesse, cada vez que ele se sentia mais a vontade, o homem tentava manter o seu semblante mais calmo possível, mas era impossível conter aquele sorriso de alívio enquanto ele explicava tudo.
Na cabeça de Andrea, tudo parecia uma enorme bobagem e queria gritar com ele de que estava sendo um estúpido em pensar assim, mas também não podia ignorar os sentimentos que o garoto parecia ter alimentado por muitos dias, meses até. Não esperava sentir o seu coração acelerando a cada palavra dita por ele, aquele desespero quase doentio de ouvir um garoto tão incrível se diminuir daquela forma. “Eu posso ser o seu lar, Indigo” Foi o que conseguiu dizer assim que ele terminou. “Eu posso ser o lugar para você voltar quando sairmos daqui, eu quero ser”
Os passos que deu até ele foram rápidos porque temia que o mais novo desaparecesse como fumaça, que não conseguiria toca-lo novamente e, por mais que tivesse aliviado por não ter ido ao baile com o mais novo, ainda sentia a mágoa de não ter colocado todos os seus planos em prática, definitivamente, nada disso anularia os sentimentos do menor e a compreensão pareceu cobrir qualquer tristeza que o filho de Apolo poderia sentir naquele momento. As mãos do semideus foram, cuidadosamente até o rosto do menor, enquanto uma se prontificava a levar os fios escuros para trás de sua orelha, a outra deslizava pela extensão de seu pescoço, definitivamente uma parte do corpo que amava em Indigo. “Eu posso fazer uma lista interminável do quão incrível você é, mas não vai adiantar se não conseguir acreditar em mim. E eu não me importo nem um pouco com o que vão falar sobre nós dois…” De fato, nunca se importou com as coisas que falavam sobre ele.
Andrea foi colocado em jornais e revistas como um pequeno milagre, com mil teorias e até histórias mirabolantes sobre como ele conseguiu sair vivo daquele acidente horroroso que aconteceu em um dos maiores parques do mundo. E nunca se importou com isso, continuou agindo como se nada tivesse importância e tentando sobreviver com os traumas que carregava. Indigo não sabia das suas fraquezas e de como poderia ser esquisito, no acampamento era uma pessoa e fora dele, era invisível tanto quanto ele, então chegava a ser ridículo ouvir tanta qualidade ligada a ele quando Indigo era fascinante. “Eu queria ter te levado ao baile, dançado com você, tive muitos planos pra nós aquele dia… mas confesso que estou aliviado por isso, não consigo imaginar como eu ficaria se tivesse se machucado naquele lugar” Disse docemente enquanto deslizava a mão delicadamente na lateral do rosto dele, os cabelos escuros entrelaçados ao dedo. “Nunca mais pense que você não é o suficiente pra mim, quem decide isso sou eu” Falou docemente enquanto procurava decorar cada detalhe do rosto dele, com medo de não poder mais chegar tão perto. “Pelos deuses, Indigo, eu te amo, você é mais que o suficiente pra mim… eu sinto muito que você tenha pensado tudo isso”
por uma pequena fração de segundos hirose poderia dizer que viveu no paraíso , os dias na frança tinham trazido para si uma leveza que nunca pode se permitir ter e ela até mesmo desejou abdicar do trono apenas para poder continuar vivendo em paz daquela forma pra sempre . então aquilo aconteceu com haewon fazendo com que precisasse colocar seus pés no chão novamente e pensar claramente com a cabeça , as coisas jamais poderiam ser como foram não era ? naquele momento entendia que seu amigo precisaria de não só sua amizade mas seu poder e influência , era por aquele motivo que tinha ido até a coreia . tinha se perguntado diversas vezes desde que não o vira mais como ele estava - preocupada e nervosa - porque claramente nutria um imenso carinho pelo outro o que fazia com que fosse fácil um sorriso largo tomar-lhe os lábios ao ver o mesmo caminhar em sua direção . aproximar e aquele era o real motivo para estar ali - na coreia - mesmo que todos achassem se tratar de apenas formalidade política .
respirou fundo , quase como se até aquele momento não tivesse o feito direito , então um riso escapou a japonesa ao ver o príncipe coreano desviar de possíveis conversas , ele ainda parecia o mesmo e isso trazia certo conforto a seu coração . ❛ alteza ! ❜ retribui a reverencia , as mãos apertava o tecido da própria roupa tentando conter a vontade de abraça-lo já que não seria nada apropriado publicamente . ❛ está tudo bem , não me importo com isso . ❜ negou com a cabeça enquanto dava de ombros , era estranho não se incomodar com a ideia das pessoas deduzindo que tinham um caso ? ❛ quem te fez acreditar que eu negaria qualquer uma dessas opções ? ❜ indagou quase indignada que ele pensasse aquilo , hirose costumava ser muito seria mas haewon sempre trazia a tona um lado seu mais descontraído , esperava poder fazer o mesmo por ele naquele momento e distrai-lo um pouco do quão imaginava que poderia estar sendo dificil pra ele . ❛ mas devo dizer que você não vai estar ajudando com os boatos em nenhum dos cenários . ❜
Era bom ver que não tinha mudado nada entre eles, sabia que a barreira que provavelmente existia ali, era por parte do príncipe e tinha seus motivos para isso, claro. De qualquer forma, não foi proibido de se aproximar de seus amigos ou colegas da vida na monarquia, só que Hirose era diferente, sempre foi, ia além de uma simples amizade e não tinha como negar que o seu coração parecia mais leve e aliviado só de estar respirando o mesmo ar que ela. "E você acha mesmo que alguém consegue me convencer de algumas coisa nessa vida?" Riu baixo, sendo esse tipo de sinal que precisavam ter para que a amizade ficasse ainda mais fortalecida. "E quando é que eu não ajudo com essas coisas mesmo? Sorte a sua que estou totalmente coberto hoje" Riu mais uma vez, uma leveza que não tinha fazia alguns dias, acenou com a cabeça para que os dois mantivessem a formalidade.
E cada um do seu lado, com as mãos ocupadas com tecidos ou apenas entrelaçadas atrás do próprio corpo, como Haewon fazia naquele momento, já que estava muito incomodado com aquela luva que cobria as tatuagens de sua mão. Ele guiou a mulher em direção ao jardim, porque queria privacidade, estar sozinho com ela e se sentir mais livre no que diria e no que iria fazer. Os olhos castanhos pareciam presos na figura feminina e o sorriso, definitivamente, esse era o que as revistas de fofoca estavam insanos para capturar, era impossível não estar completamente encantado com a mulher ao seu lado. "Como é chata a nossa vida depois da França, não acha? Estávamos tão livres naquele lugar que parece até que estávamos apenas sonhando" Riu mais uma vez, agora um pouco tímido, já que os dois conseguiram ver um lado de cada um que pouquíssimos conseguiriam. "Como ficaram as coisas na sua casa depois daquele evento? O seu pai já encontrou alguém pra você casar ou ainda estão na procura?"
não era eu christopher era bem-vindo, em algum ponto havia se tornado uma maneira de donna jo superar o término. podia ser amiga dele, gostava de ser amiga dele, mas precisava manter uma distância segura. precisava dar limites justamente porque sabia como o filho de afrodite era, além de ser filho de quem era. se queria seguir em frente, não podia se deixar levar pelo enorme charme dele toda vez. mas os deuses sabiam como aquela tarefa parecia mais difícil toda vez que ele fazia aquele tipo de coisa.
a represália não mexeu com a filha de hécate, mas o motivo da tal urgência fez o coração subir algumas batidas. era justamente daquele tipo de coisa que tentava fugir. como podia não se derreter por completo? fechou a porta atrás de si, o que a obrigou a dar um passinho para frente. consequentemente, ficando mais perto do homem e inevitavelmente fazendo com que seu olhar fosse para a cicatriz no rosto dele por um segundo ou dois. não gostava dela. do motivo pelo qual ela estava destoando de um rosto tão lindo, na verdade. porque ela não afetava em nada no quanto ele era bonito. resistiu a urgência de erguer a mão e tocar o rosto dele.
━━ nos vimos no almoço hoje, não foi? como está com saudades? ━━ provocou, contendo um sorriso. tinham se visto brevemente, sem tempo para conversar. e, depois disso, donna esteve ocupada o dia inteiro. ━━ não faça promessas que não pode cumprir, garoto. ━━ acrescentou em tom mais baixo, mas divertido. ━━ tá bom, temos vinte minutos. do que quer falar? ━━ rendeu-se por fim. uma coisa que fazia com frequência, mesmo com tanto esforço.
Nos vimos no almoço… se viram no almoço? Lógico que Christie se lembrava do momento, mas sempre tinha a sensação de ter sido no dia anterior e nunca no dia em questão, então a saudade era válida. "Talvez o meu coração tenha esse negócio de perda de memória recente" Deu de ombros com a explicação e sorriu, não era como se fosse a intenção dele de colocar o seu charme todo em algo tão simples como sorrir, mas acontece de forma tão natural como o simples ato de acordar pela manhã, enquanto os outros estavam desgrenhados e com a cara inchada, Christopher sempre estava impecável, até com os cabelos desalinhados e a cara de sono, ainda que não tenha nenhum inchaço debaixo dos olhos, nunca. "É, por isso que eu tenho uma maldição e você não" Riu mais uma vez, levando o dedo indicador até a ponta do nariz dela com a brincadeira relacionado ao olho dourado e ao fato de nunca conseguir cumprir promessas que eram difíceis demais para ele. Como o fato de não fazer nenhum jogo sujo, quando queria fazer naquele momento e ceder mais uma vez aos lençóis da filha de hecate.
Com a concordância dela, fez um aceno com a cabeça para que ela pudesse se afastar um pouco do chalé só para que pudessem ficar mais a vontade. Caminhou até uma árvore não muito longe dali, porém não era tão perto e encostou ali, sem tirar os olhos da mulher. "Fui no memorial do Brooks, deixei algumas flores lá, conversei um pouco com ele e sei lá, não quero ficar pensando nessas coisas de novo" Franziu os lábios, pressionando um contra o outro, enquanto enfiava as mãos nos bolsos da calça, porque era melhor manter as mãos ocupadas já que a vontade que ele tinha era de tocar na mulher… devia mesmo cumprir a promessa que fez. "Mas… é inevitável… não querer falar sobre nós… de novo"
a quantidade de vezes que ouvira a risada do outro fizera com que sirius o fitasse por alguns instantes. era um som que gostava bastante, impossível negar. mas dificilmente conseguia fazê-lo rir tanto assim. james e peter? fácil. os outros dois marotos pareciam sempre se divertir com qualquer bobagem que saía da boca de black. mas remus sempre parecia mais perto de achá-los absurdamente ridículos do que engraçados. ao menos era isso que sirius sentia, por isso tamanha surpresa naquele momento. ━━ está soltinho hoje, não é senhor aluado? ━━ provocou-o levemente, mas com um de seus sorrisos de canto. ━━ será que é você que está saindo com alguém?
━━ ou é esse livro que está lendo? ━━ perguntou, aproveitando para puxá-lo debaixo do braço do outro. abriu-o e folheou as páginas, mas não leu uma palavra que fosse. ━━ por que trouxe isso? acha mesmo que vou te levar a um lugar onde vai poder sentar e ler, bicho? ━━ havia uma nota de indignação em sua voz. sirius já não era mais tão bagunceiro quanto nos tempos de escola. podia não perceber, mas tinha amadurecido também. talvez não tanto quanto james ou remus, mas tinha crescido sim. por isso, não saía o tempo todo, mas quando saía queria aproveitar bem seu tempo na rua.
━━ peter saindo com alguém?! ━━ exclamou, incapaz de conter a risada. ━━ se ele arrumar alguém antes de mim, deixo um dementador me beijar! ━━ ninguém disse que sirius era moralmente correto ou que tinha um ego fácil de aguentar. ━━ não… acho que ele está aprontando alguma coisa e vou descobrir o que é. ━━ sirius era bom em tirar as coisas das pessoas. não deveria ser difícil descobrir o que peter estava tentando esconder. e se aquela palavra estava sendo mencionada, valia a preocupação. até onde podia se lembrar, não escondiam as coisas uns dos outros.
a resposta do outro o fizera rir, absolutamente satisfeito com a ideia de estar no controle dos planos para aquela noite. sua ideia era um lugar agitado, com música alta. onde pudessem se misturar e se perder entre as pessoas. sabia que não era o tipo de coisa que normalmente seria a primeira opção do amigo, mas gostava de tirá-lo de sua zona de conforto quando podia. ━━ sei de um lugar... mas tem que confiar em mim. prometo que vai se divertir.
O comentário do outro serviu como um alerta ao homem, pois logo Remus estava mudando a sua postura e o sorriso, ou as risadas soltas, agora parecia sumir aos poucos. "Soltinho? Como assim?" E então veio a provocação seguinte, ok, dificilmente ria das piadas e comentários de Sirius, lógico, estava em um dia atípico, em um bom humor fora do normal e uma distração comum, mas definitivamente não era por causa de um motivo tão tolo como aquele. "Sirius Black, estou saindo com você agora e só" Disse sem medir muito as próprias palavras, tentou impedi-lo de pegar o seu livro, mas não foi rápido o suficiente.
Após um suspiro cansado, ele voltou a rir totalmente incrédulo das palavras do amigo. E sim, Remus lia um romance, estava totalmente envolvido naquelas páginas para não morrer louco de tanto estudar. "Para de pegar no meu pé" Disse rapidamente pegando o livro da mão dele, primeiro conferindo se as páginas estavam amassadas e quando viu que não, voltou a coloca-lo debaixo de seu braço. "Eu realmente achei isso" Deu de ombros e voltou a olhar para o amigo. "E não reclame, logo você vai tá enrolado em alguém e eu vou ficar sozinho, ou você vai tá desmaiado de bêbado, então eu trouxe algo para me distrair"
Quando o assunto voltou para Peter, o rapaz ignorou a dramatização em relação a isso, revirando os olhos com a forma boba do outro de falar algo assim e então sorriu. "Não é impossível, até eu posso conseguir alguém antes de você" E aquele papo mais uma vez deixou o jovem lobo apenas cansado, não gostava da ideia de investigar os próprios amigos, não se sentiria a vontade se seus amigos começasse a fuçar demais a sua vida. "Só tome cuidado para não magoá-lo com essa coisa de xeretar a vida dele"
Confiar, era como se Sirius estivesse lhe ofendendo com aquela possibilidade de não haver confiança, apenas sorriu diante daquela proposta mal colocada e assentiu, de fato confiava no outro e poderia arriscar uma noite escolhida por ele, estava ali pra isso, certo? "Me leve pra esse lugar e eu prometo que não vou ler uma frase que seja desse livro"
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Estava no ateliê já fazia algumas horas, recebeu aquela encomenda da rainha Snow White e não entendeu que ela não tinha ido até lá para a prova, obrigando o jovem estilista a, simplesmente, exigir que essa prova fosse feita ou o vestido não poderia sair. E então lhe foi confessado que era um presente surpresa e que planos seriam modificados por isso, Yves ainda foi legal em mudar a data para o mais próximo possível do fim do vestido. O homem estava apoiado contra a mesa, observando os croquis e desenhos técnicos com todos os números que lhe foi entregue, se desse algo errado, a culpa não era dele que seguia as medidas que não tinha sido tiradas por ele.
Ouviu a porta atrás de si e suspirou, virando-se rapidamente enquanto falava. "Pelas barbas de Merlin, eu já falei que só quero que me incomodem se for pra avisar que ela chegou" E então deu de cara com uma figura belíssima, ok, qualquer mulher faz com que Yves fique trêmulo e aceso, não é como se ele precisasse de pontos específicos para se sentir atraído por uma, mas Crystal parecia despertar algo nele que diferenciava dos demais: o enorme desejo de simplesmente irrita-la, porque ela ficava ainda mais sexy e atraente quando desejava esfolar o seu corpo inteiro.
"Ah, então essa surpresa é pra você, Snow?" Sorriu no cantos dos lábios, com uma postura superior e uma risada soprada que sabia que poderia causar o ranger dos dentes de qualquer pessoa. "Eu espero que esteja pronta para usar uma roupa digna de uma senhora de 80 anos, bem a sua cara..." Se aproximou levemente e curvou-se para dizer em um tom doce e suave. "Apática e desengonçada"
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Quando finalmente viam em Klaus aquele jovem sorridente e adorável que estavam começando a se acostumar, ele descobriu a sua verdadeira origem. O timing parecia perfeito para o universo caótico que o homem da lua tanto prezava, o filho de North com um ser místico das águas agora estava descobrindo que tudo o que lhe foi dito antes, era mentira. A sua escolha como legado tinha sido mentirosa. Por isso o ovo eclodiu e o rapaz passou a carregar com ele aquele dragão, sempre houve aquela dúvida sobre filhos não legítimos ou apenas legados escolhidos, tinham mais dificuldade de ter o seu reptil gigante.
O rosto dele estava vermelho, já tinha chorado tanto que nem tinha mais lágrimas para derramar, caminhava apressadamente para ver bublegum quando deu de cara com uma pessoa saindo do lugar, dando uma olhada rápida para ver, atrás dele, portas da baías onde uma delas carregava a figura explosiva da princesa jujuba. "É, blá blá blá desculpa blá blá blá não prestei atenção..." Começou de um jeito bem irritante antes de olhar para o, visível, homem mais velho. "Então.." Fez dois com os dedos, o indicador e o do meio, para reforçar uma possível má resposta que daria. "Eu vim pra ver a bubblegum... porque me sinto melhor com ela" Suspirou, como se realmente precisasse dar alguma justificativa, levou a mão até o rosto limpando qualquer possível resquício de lágrima e sorriu. "Com licença" E então desviou do príncipe.
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Após a morte de seu irmão, Haewon parecia ter mudado de maneira tão intensa que até mesmo os seus apoiadores estavam percebendo. Era notável que seu semblante era mais carregado e os seus movimentos mais robóticos, roupas que lhe cobriam mais, sempre buscando não mostrar os 'erros do passado', como o seu pai gostava de dizer. Porém, ainda sim, era notável que algumas pessoas traziam o jovem e rebelde príncipe da Coreia, de volta a sua forma mais livre e desprendida. Hirose era a pessoa que despertava no homem uma vontade de fugir daquele mundo e viver da forma mais simplória que pudesse, talvez fosse um sentimento muito intenso para alguém que o conhecia muito bem.
E claro que pensou muito nisso quando tiveram sozinhos na França, todas as vezes que saíram juntos e curtiram aquela vida sem pressão, Haewon parecia ter de prendido a fantasia romântica que criou na sua cabeça, naquele sentimento totalmente platônico que nutriu e em como se sentiu esperançoso em um desejo de aliança entre os país só para que pudesse arriscar um pouco. Porém, logo em seguida, veio a notícia e o seu sonho se desfez por completo.
Ainda sim, era impossível não sorrir com os olhos só de vê-la. "Alteza!" Curvou-se em um cumprimento formal, após atravessar elegantemente o salão e seguir diretamente ao seu alvo, ignorando qualquer outro tipo de aproximação dele. "Eu já lhe peço desculpas pelos possíveis rumores que vou causar em só atravessar esse salão para falar com você" Riu baixo, ainda mais por conhecer tão bem as fontes de notícias sensacionalistas daquele país. "Eu vou fazer duas perguntas e você me diz para qual vai dizer sim ou apenas se vai negar todas elas. Gostaria de dançar comigo ou caminhar até o jardim?"
acabou apenas rindo , incerto do porque , talvez tivesse sido por notar o quanto ainda pareciam o mesmo, receosos , com medo de se aproximar mas ainda assim não se afastando também , a mão de henri em seu pulso enquanto sentia como se seus pés estivessem presos no chão , sentia certo dejavu , já havia visto aquela bagunça antes , sempre seriam aquela daquele jeito ? sem saberem como o outro se sentia porque não falavam porque não sabiam o que sentiam . ❛ tá tudo bem . ❜ o cenho franziu porque não tinha certeza , tinha a própria mão sobre o pulso agora no local onde a mão de henri estivera segundos atrás , fazia muito tempo que algo parecia acontecia e parecia uma brecha que não deveria dar , não no cenário em que se encontrava , não com tudo que havia acontecido mas não podia evitar sentir um pingo de alivio em se sentir como o antigo lowell na presença de henri , um tanto tímido e inseguro , se divertindo em ver os tons de vermelho que causava no outro por nada . . . sentia falta de como as coisas eram antes . ❛ senta comigo ? ❜ murmurou pra si mesmo , pela surpresa da oferta , apesar de não ser tão estranho , eram amigos no passado e já tinham sido mais que isso também , talvez ele estivesse curioso pra saber o que aconteceu ou como estava ? será que seria uma boa ideia ? estava disperso nos pensamentos quando ouviu a seguinte frase . ❛ não . . . quero dizer . . . seria legal . . . mas . . . seria melhor em um lugar privado . . . ❜ não dizia aquilo como se tivesse segundas intenções , na verdade parecia apreensivo , ser visto com henri poderia ser um problema , não queria coloca-lo em perigo desnecessário . ❛ sei que é estranho , mas posso explicar , se você quiser . ❜ talvez ele tivesse ouvido seu envolvimento com a tríplice , talvez por isso estivesse o recebendo bem ou talvez não o julgasse pelo feito , ele confiaria nas suas decisões agora mesmo quando já havia as julgado no passado ? de qualquer forma queria explicar por si mesmo os motivos , sua versão da historia se tivesse a chance - ninguém nunca quis saber do lado do lobo mau afinal . ❛ então eu vou embora se mudar de ideia . ❜ sorriu de volta , em algum tipo de promessa , não queria fazer mau a henri , não iria repetir os mesmos erros de novo .
Sentar comigo? Eram só duas palavras mas pareciam ter um poder ainda maior, aquele de despertar mais uma vez os sentimentos que Henri tinha, parecia tão errado e extremamente assustador, mas inevitável. Cogitou em se afastar, pedir desculpas e seguir com o seu trabalho, mas o que veio em seguida pareceu aliviar um pouco as coisas. E de fato era estranho, não imaginou que tivesse alguma intenção além da privacidade, Henri já não acredita que era capaz de atrair os olhos de Lowell mais uma vez, de fato, ele estava desacreditado, ainda que sentisse a chama da esperança começar a lhe incomodar no peito. “Não, eu tenho um lugar, é só me seguir” Foi até o balcão, falando rapidamente com o bartender e recebendo uma chave dourada, acenou com a cabeça para que o filho do lobo mau lhe seguisse.
Subiram juntos dois lances de escada, passando pelo segundo andar do bar que estava cheio, com jogos e brincadeiras, até algumas pessoas soltando assobios nada discretos para Henri que apenas ignorou. E então chegaram a porta que ficava no final do pequeno corredor, aquele andar sendo a parte administrativa do estabelecimento, ele entrou em uma sala com sofá, uma escrivaninha, estante de livros, quadros e uma replica de um navio. “Fique a vontade, logo vão trazer bebidas e petiscos” Disse assim que Lowell passou pela porta e fechou logo atrás. “Esse é o lugar mais discreto que poderia estar no momento” Sorriu timidamente e indicou o sofá para ele, mas não se sentou ali, ficaria de pé e esperaria uma brecha, ainda inseguro se realmente deveria continuar ali. “Bem, pode explicar… eu quero saber”
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Jochem ter recebido um cargo diplomático do, agora, rei da Grécia era ainda mais propício a novos inimigos, já que rapidamente foi afastado de seu protegido para ser colocado a caminho da Coreia. Entendia toda a explicação de ser, além de uma pessoa nascida da Coreia, um antigo queridinho da família real alemã e só isso foi o suficiente para ele ser enviado até o seu país de origem junto a corte alemã como um presente de casamento aos futuros monarcas, mas era impossível não achar estranho todo esse movimento. E lá estava ele representando o rei em uma tentativa de ajudar a família real alemã novamente, pois a primeira missão que lhe foi dada foi: descobrir tudo o que fosse possível do herdeiro ao trono coreano, a pedido de sua futura esposa.
Estava em uma de suas intermináveis noites de insônia em mais uma cozinha real a procura de alguma comida que acabasse com aquela dor no estômago que sempre surgia as três da manhã, uma rotina esquisita porém nada anormal para a pessoa com a vida completamente não saudável que Jochem nutria. A carteira de cigarros com o seu famoso isqueiro estavam esquecidos sobre a ilha naquela cozinha enorme, enquanto esperava o seu lanchinho da madrugada ficar pronto na air fryer. Não foi criado na Coreia, mas tinha certas tradições familiares que poderiam aproxima-lo de qualquer coreano nato, isso incluía a sua paixão por mandus e como sempre dava o seu jeito de comer, independente do horário.
Com o apito do eletrodoméstico, Jochem se virou para pegar o pote onde colocaria os seus bolinhos e levou um susto de semi infarto com a silhueta de alguém ali, dando um grito quase silencioso junto com um salto que fez ele dar dois passos para trás e se apoiar no balcão de um jeito bem desajeitado. "Puta que pariu, que susto da porra... perdão pelo palavrão, alteza" Fez um aceno breve com a cabeça enquanto tentava acalmar o coração que agora batia em um ritmo descontrolado. "Mas caralho, tu tem pés de pluma por acaso?"
o sorriso , só ele tinha sido suficiente pra bunnymund prender o ar , estava a beira de ter um treco ou algo parecido , era aquela sensação estranha em seu peito de novo ficando mais forte , quase como um aviso de que estava correndo perigo e deveria fugir mas não conseguia se mover , na verdade tudo que fez foi congelar , assistir a movimentação de calcifer e sentir o corpo todo tremer com o sussurro , porque aquilo tinha o afetado daquela forma ? porque ele lhe afetava tanto ?
o rosto foi até as mãos , os cotovelos apoiados nas pernas , inclinando o corpo levemente pra frente , se sentia um pouco de tontura e muito calor , será que estava passando mau ? os dedos agarram o véu o puxando para deixar seu corpo , como se isso fosse ajudar mas o tecido era fino , não parecia que iria adiantar mesmo que tirasse toda a roupa e definitivamente aquilo não seria uma boa ideia , porque ficaria sem roupa na frente de calcifer ? que cenário esquisito . ❛ o-o q-que vo-você disse ? ❜ não tinha conseguido prestar atenção o que indicava que definitivamente algo estava errado , mas talvez não fosse a única pessoa a se sentir daquela forma . ❛ porque fica quente ? ❜ a pergunta não era apenas por curiosidade em calcifer mas sobre si mesmo talvez pudesse achar uma resposta para tudo aquilo através do outro , ele podia ajudar como fez a primeira vez .
que coisas estranhas ? - prendendo o lábio inferior entre os dentes e apertando as próprias mãos em punho , os olhos vagavam pelo túnel entretanto pareciam distantes como se buscasse uma resposta que não vinha , não sabia explicar e por isso apenas acabou negando com a cabeça , talvez se sentisse um pouco de medo de só pensar sobre aquilo em meio a uma incerta de realmente queria saber o que aquelas coisas estranhas significavam , era curioso mas medroso também .
havia certo conforto em saber que calcifer também era inexperiente em algo . ❛ você é bem velho . ❜ deixou o comentário escapar entre um pensamento alto escapar acabando por rir da própria constatação , não era como se fosse novo também com alguns séculos . ❛ bom eu sempre tive um corpo . . . dois na verdade . . . ❜ era também um coelho afinal . ❛ mas . . . ele sempre foi só uma ferramenta útil ao meu trabalho . . . ser pequeno e fofo porque as crianças gostam . . . ser grande e forte porque é pratico . . . quase tudo sobre mim sempre se resumiu a ser um guardião então quase tudo é novo pra mim também . . . então eu entendo . ❜ sorriu um tanto cumplice , tentando confortar calcifer , a declaração seguinte porém fez com que sua expressão voltasse a ficar seria , talvez parecesse conter certo incomodo mas não era com calcifer mas com o que sentia .
o coração acelerado , as mãos inquietas porque não sabia o que fazer , parecia como se sempre estivesse a beira de um colapso na presença do outro . ❛ porque você faz isso comigo ? ❜ resmungo , sabia que estava sendo incoerente afinal o que ele calcifer estava fazendo consigo ? ❛ é . . . é como se . . . se meu coração fosse explodir . . . ❜ levou a mão até o próprio peito , mas não doía , era só como se ele estivesse tentando lhe dizer alguma coisa que não sabia decifrar .
Deveria ter essa conversa com Howl, definitivamente precisava aprender com ele sobre como agir naquela situação, no momento em que estavam dividindo e nas diversas confusões que aconteciam dentro dele, mas se tinha uma coisa que ele entendia era sobre desejo, pois tinha experimentado de todas as formas possíveis e com pessoas diversas. Ok, era diferente agora, havia algo a mais e ele não sabia como agir diante disso, mas a pergunta dele fez o seu coração bater tão forte que chegou a doer, Calcifer precisou colocar a mão na região na procura de acalma-lo, poderia ouvir a voz de seu mestre dizendo como ele parecia ansioso, que se acalmasse e depois a risada de quem sabia demais sobre uma pessoa que sabia nada. “Eu fico quente porque sou… quente, oras” Será que era sobre isso mesmo? Observou o outro se livrar do véu e em como tudo parecia quente ali, mas ele realmente não entendeu por ser um demônio de fogo, será que era ele que estava causando tudo aquilo? “Você está com calor, coelho? Eu posso me afastar se quiser”
A conversa não parecia muito racional entre eles, tudo era tão vago e confuso que parecia estar conversando com a velha bruxa das terras abandonadas, com todo o mistério por trás de sua figura majestosa. O que não diferenciava muito daquele que estava sob ele, Bunny era adorável, de fato, mas também era majestoso e concluir isso fez os seus olhos correr pelo corpo dele, ok, não era só majestoso e adorável, mas definitivamente ele estava sensual e atraente demais naquela roupa. Por que diabos ele tinha que se vestir daquele jeito? “Esses shorts…” Sussurrou, apesar de ter sido para si mesmo, o tom que usou acabou soando alto o suficiente para que o coelho também escutasse, de alguma maneira.
“Isso é um elogio?” Falou docemente ao ouvir sobre ele ser muito velho, nunca entendeu que aquelas palavras pudessem soar como uma ofensa, aprendeu com Sophie que não deveria pensar dessa maneira. Assentiu com as palavras ditas por ele, compreendendo sobre a forma como se viam, já que Calcifer também se entendia como alguém que sempre serviria a alguém, mesmo com todo o poder que tinha em seu corpo pequeno. E como eram parecidos, se compreendiam facilmente e se complementavam de alguma maneira, será que o seu interesse partia disso? Calcifer nunca tinha conhecido alguém assim, o mais próximo de sua devoção partia de Howl por diversos motivos, mas o guardião estava despertando isso nele novamente. Só que… Calcifer ama Howl… assim como ama Sophie… será que estava…
“Você também faz isso comigo, é… tipo…O meu também, não sei porque. Nunca senti esse pedacinho de mim bater tão forte…” Disse rapidamente, os olhos azuis se desviando até o par escuro dos olhos gigantes de Bunny, pareciam imensos sendo vistos de tão perto. E os seus lábios… ainda mais atrativos e lhe causava aquele desejo quase absoluto de saber como era o sabor deles… “Será que tem gosto de chocolate?” Sussurrou, agora que seus olhos se prenderam aos lábios dele.