˗ˏˋ 👑 ❛ i love the name of honor more than i fear death. ❜
Tá esperando o quê? ME SERVE, VADIA, ME SERVE! E eu quero ver só se ninguém beijar os pés do REI CAESAR DE THE MUSKETEERS. Em Storybrooke ele se chama SETTRIGH COLLINS, de apelidinho Sett, e é um fazendeiro ricaço, o maior e melhor - até porque ele rouba seu gado se não for. Não tem uma fivela mais gelada que a dele, se liga, ein?! Tem 43 anos e está acordado porque é um vilão. Sua meta é reencontrar e reunir os seus mosqueteiros, pois pretende governar Storybrooke já que não teve tempo de aproveitar o reinado na Floresta Encantada. Outra coisa que importa para ele mais do que dinheiro e poder, é sua filha.
⠀⠀⠀ ⋘ ──── ∗ ⋅ 𝑴𝑨𝑰𝑺 𝑫𝑬𝑻𝑨𝑳𝑯𝑬𝑺 ⋅ ∗ ──── ⋙
CURIOSIDADES :
Morre de pena de gastar dinheiro e se gasta é com a filha porque tem pretensões de virar a casaca dela. Por conta disso também acha que dinheiro compra tudo, até fidelidade - e felicidade também, afinal mais vale chorar de férias no Havaí do que sorrir em Storybrooke.
O homem é extremamente ambicioso, não tem nada que ele vá querer de alguém ou pedir pra alguém sem antes querer algo em troca ou vislumbrar um futuro onde ele sempre saia ganhando. Tem que ter coragem pra se envolver com ele sem ficar de olho. 👀
Fala em tiny font. Sett tem a fala super mansa normalmente, raramente se exalta, mas também quando se exalta é uma gritaria fina e exageros sem tamanho. Ele com certeza quase nunca mostra esse seu lado, apenas em casos muito específicos de estresse, e certamente nunca em público.
ATUALMENTE…
Divorciado e sem pretensões de se prender, Settrigh é um homem que não tinha nada e cresceu com tudo. Muito embora seus pais fossem pobres, ele sempre se esforçou o bastante para lhes dar o bom e o melhor. Logo cedo começou a trabalhar, mas muitos locais proibiam o trabalho infantil e por isso ele pecou várias vezes na procura de um novo espaço para render a economia em casa, mas não desistiu.
Sua insistência lhe levou bem longe, na fazenda de uma família rica da época. Sendo acolhido por estes, Sett foi considerado um filho para a mulher idosa matriarca daquela família e causou inveja nos filhos ausentes dela, que pouco a pouco passaram a visitá-la mais, com medo de que o jovem desconhecido roubasse sua herança. Contudo, mesmo que por direito os acres fossem dos herdeiros diretos da mulher, ela escreveu um testamento na presença de seu advogado e dedicou o restante de sua vida para ensinar Sett a lidar com tudo aquilo. Anos depois, ela faleceu, mas ele já era maior de idade e pouco lembrava da vida que tinha antes.
Por debaixo dos panos o rapaz era uma víbora. Ele nunca repartiu os bens com os “irmãos” e pouco se importava com eles, causando reviravoltas jurídicas e tudo mais; pena era que era tão rico e capaz de comprar quem quer que fosse para limpar sua barra. E então, seu novo império começava - tal qual aquele que Caesar não pode governar por muito tempo.
A ambição do homem lhe levou a ter o que quisesse, mas, claro, ainda era humano e também se rendeu aos prazeres da paixão quando, por equivalência ao ato, acabou gerando uma filha e à ela seria capaz de dar tudo. No entanto, o atrito com a esposa aumentou, fazendo com que anos em seguida se separassem, mas ela ficasse com a filha. E longe da fazenda em Storybrooke ela cresceu, para desgosto de Sett.
Pouco tempo depois, retornou já uma grande moça e mal sabia ela os planos que Sett tinha para a filha, visando manter sua Anneliese sempre próxima e sob sua proteção. Mas, mais do que isso, ser capaz de tomar mais partes de terra e, quem sabe, até mais poder do que já tinha das mãos dos vilões urbanizados. Ainda que tenha sua fazenda distante da cidade, frequenta muito o centro afim de sustentar seus laços com aliados e também averiguar o rendimento daquilo que fornecia: grãos de café, leite e queijo, todos criados de sua fazenda, além de outros condimentos advindos de tal.
O rei Caesar mirava não apenas no crescimento de sua economia na cidade amaldiçoada como também no poder. Ele queria governar, queria ser o maior, e se ele queria, teria. Bastava, agora, reencontrar seus aliados de antigamente, seus mosqueteiros, e arrumar um jeito de sobressair dos maiorais.
INSPIRAÇÕES :
Júlio César (na maioria de suas vertentes de filmes e séries)
“O que disse?” perguntou com um arquear de sobrancelhas ao se virar para ele. O que diabos estava falando? Que tipo de boi era dançante? Devia estar maluco. Com os olhos meio semicerrados de quem obviamente desconfia do que está acontecendo, Frederick Balthasar analisou a pessoa ao seu lado, tentando entender o que é que ela queria ou se representava uma ameaça. Não. Parecia tolo demais. “Estava observando os patos.” ele disse apontando para o lago um pouco mais adiate, onde dois patos mergulhavam. Se o outro fosse bem atento, perceberia que não era exatamente naquela direção que ele apontava o binóculos, mas Balthasar colocaria a mão no fogo para a mentira ser bem sucedida se precisasse. “Mas já que está aqui e claramente desocupado, se importa de me ajudar? Estou procurando alguém, na verdade.” ele pegou seu celular - aparelho curioso e extremamente cheio de boas funções, pelo que percebia - e colocou em uma foto de August Benett. “Você o conhece? Sabe onde posso encontrá-lo?”
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“Ah, sim... os patos...” Comentou com deboche, evitando o risinho que queria sair por entre os lábios. Contudo, Sett não tinha muita carência de saber da vida alheia para que ele lhe explicasse melhor, até porque não era tão fofoqueiro assim - só era intrometido quando estava sem nada para fazer, no caso: ali e agora. “Mas é claro.” Deu de ombros, pois realmente estava ali por tanto faz. “Depende. Por que eu te daria informações assim de graça sobre alguém, sendo que nem sei das suas intenções?” Sett era o perfeito exemplo de quem concordava para depois negar alguma coisa por bel prazer. Por quê? Bom, ele não precisava se explicar. Era um rei, fazia o que queria - muito embora ali em Storybrooke não passasse de um morador comum, o que o irrita imensamente. “Vai ficar curiando os patos desse rapaz, por acaso?” Zombou, dando outra mordida no sanduíche para que só então voltasse a falar, sem ligar propriamente para o bem alheio ou para as intenções de outrém. “Todo mundo o conhece, esse é August. Ele é dono do museu da cidade, o Dupont, que, inclusive, também é onde ele mora. Rico, se quer saber,” Começou, apontando para o celular. “mas não tanto assim também.” Logo a cabeça vacilou a contragosto, e tudo porque a ideia de ter alguém mais rico ou poderoso que ele mesmo era péssimo, o deixava inconformado.
“É as pessoas são meio maldosas de vez em quando, ao sair por aí falando coisas das quais não sabem se é de procedência verdadeira. Onde já se viu, fazer ritual com os corpos dos mortos que chegam na nossa funerária? Somos profissionais, isso jamais aconteceria! Mas está tudo bem, eu nem me importo tanto, geralmente acho muito engraçado. Esses jovens hoje em dia estão bem criativos, não acha?” Abaddon riu bem-humorado, puxando seu copo de whisky. “Só fico um pouco preocupado com as crianças, sei o quanto sofri quando tinha a idade deles por conta dos boatos que criavam sobre mim e minha mãe, não quero que passem pelo mesmo.” comentou após dar seu longo gole na bebida forte. “Mas e você? Já foi vítima de algum boato por aqui?”
“Você quer que eu seja sincero?” Embora fosse uma pergunta retórica, Sett esperou milésimos de segundos antes de balançar a cabeça, soltar um suspiro e lhe dizer: “Não seria a primeira coisa bizarra que acontece em Storybrooke, deve ser por isso que esperam tanto isso de vocês. Louco, né?!” Estreitou os olhos com curiosidade diante do outro. Sett também não era o poço de normalidade que pensavam, mas certamente que antes fossem os outros do que ele mesmo. “Não só os jovens como os próprios adultos também sempre procuram uma razão pra justificar os próprios receios com relação a uma pessoa. É maluco o que conseguem fazer com só uma palavra...” Coçou a barba na lateral da bochecha, em seguida suspirando e balançando a cabeça. “Se quer saber, eles estão no lucro, na minha época vocês seriam mandados pra forca só por esse boato, seja verdadeiro ou não.” E eu quem teria mandado, concluiu mentalmente, com um sorriso despretensioso nos lábios. “O único boato que já fizeram sobre mim creio que foi só o de que eu tinha mais filhos além da minha garota, a Chariya, e isso na verdade ainda corre, não sei porquê. Todo mundo tem um doppelgangger solto por aí.” Brincou ao encolher os ombros. “Se não me engano um dos seus filhos é da idade dela, inclusive.”
evento: valetine’s day, cenário 2 - storybrooke high
com: @hexgirlx
Assim que acordou naquele dia, sentiu que as coisas estavam... estranhas. Para dizer o mínimo, Sett não tinha qualquer conhecimento da capacidade dos vilões daquela realidade, mas às vezes tudo virava de cabeça para baixo. Ele, simplesmente, amanheceu com o canto do galo, mas de uma forma diferente: estava andando em seu boi na direção da escola. Por quê? Bom, isso era algo para o Settrigh do futuro descobrir.
Sabia que Olivia estaria ali, então, para certificar de que estava tudo bem com ela, de que aquela realidade maluca não tinha feito nenhum estrago em sua menininha, estacionou seu boi parrudo próximo do gramado escolar. Os olhares julgadores sobre si nunca foram problema, afinal, Sett era o fazendeiro do pedaço! Quando notou uma das amiguinhas de Olivia por perto, rapidamente acenou para ela. “Êpa, bão?”
A morena sempre aproveitava os momentos de menos movimento da tarde para limpar um pouco o local e organizar a área de trabalho. Apesar de não parecer, os frequentadores do bar não se envergonhavam de ir até lá no meio do dia beber um pouco - ou muito, dependendo de quem fosse. Durante os meses, aprendera bastante sobre como socializar com os outros, como lidar com bêbados, pessoas paqueradoras e faladoras, e a lista se estendia. Hoje em dia agradecia a lábia que tinha desenvolvido quando mais nova, já que agora ela se fazia muito útil no trabalho. Mas fora dele… Bom, a prova de que nem sempre conseguia convencer a todos estava em sua frente, com uma cara emburrada que fez a mulher segurar um sorriso ao percebê-lo. Não tinha dado muita opção ao pai quando simplesmente avisou a ele de seu primeiro emprego, e ele devolveu aquilo com muitos suspiros de insatisfação. Por mais que o sentimento de que não poderia decepcionar mais alguém - além de sua mãe - martelasse em sua mente decidiu ser firme naquela decisão. Iria convencê-lo de que era apta para continuar ali! “Tô indo! Estava guardando umas últimas garrafas e avisando ao outro funcionário pra vir me substituir.” E passou pelo mesmo, entregando seu avental de cintura para a pessoa. Contornou o balcão e andando na direção do mais velho ela lhe deu um abraço, já que ainda não tinha começado a cheirar a álcool. “Hoje eu servi muito de uma bebida, o que foi até engraçado porque ela tem um cheiro meio estranho de metal.” E deu de ombros, sem perceber as implicações que aquilo poderia ter. “Cada um com seu gosto, né? Mas então, onde quer ir almoçar?” Se afastou um pouco e segurou no braço do pai, para que assim começassem a caminhar para fora dali. “To surpresa de que tenha conseguido um tempo pra mim hoje.”
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Um singelo alívio percorreu sua espinha quando ela já estava se preparando para sair dali. Dentre muitas coisas que Sett pensava de Storybrooke, uma delas era o receio de que algum mal acometesse à filha, e não era tão difícil assim que isso realizasse. Os perigos de se estar na presença de criaturas obscuras como aquelas era, no mínimo, preocupante, mas que nada pudesse passar aquela carcaça pronta para proteger a menor. Lhe retribuiu o abraço e então deu um beijo no topo da cabeça dela, puxando-a para perto até que a mesma se enlaçasse em seu braço. “Cheiro... meio estranho?” Mal poderia começar a explicá-la o que aquilo significava, por isso manteve a garganta umedecida após engolir a tensão que borbulhou no céu da boca, diante da vontade de lhe falar o que era. “Não sei como você aguenta sentir esse cheiro ruim todos os dias. Eu poderia te ajudar a arrumar qualquer outro trabalho, você sabe.” A pontuação foi clara, porém, Sett odiava ter que ficar falando aquilo sempre. Olivia não era uma criança, ele não gostava de se dar o luxo de se importunar com isso e muito menos ela, afinal, ela estava se virando muito bem mesmo após a mudança. “Mas não quero te aborrecer com isso.” Custava admitir em voz alta que era por preocupação, mas talvez ficasse muito óbvio em suas ações e reações, além das falas, pois nem mesmo tentava esconder. “Vamos para o Granny’s. Lá é sempre o melhor lugar. Sanem é muito gentil e oferece os melhores descontos se você elogiar o cabelo dela.” Piscou para a mais nova assim que começaram a se dirigir para o local citado. “Por que diz isso? Sempre tenho tempo para você. Às vezes sei que falho, mas é por culpa do gado. Sabe, eu tive problemas esses dias com uns vírus que estão se espalhando, mas já contive. Só pode ser culpa do vizinho imprudente. Eu não duvido que essa mudança repentina dele para a fazenda ao lado tenha interferido na saúde do nosso gado, mas isso é algo a se tratar depois. São negócios, não precisamos falar disso, certo? Vamos começar por como foi seu dia até agora, não te vi saindo.”
Ter Anneliese em sono profundo naquela realidade era, no mínimo, nada gratificante. Sua audácia de tê-la deixado da última vez havia se repetido também em Storybrooke, porém, em termos onde ele quem parecesse o bom moço da história. E, claro, isso não apagava o fato de que ele também se lembrava do que havia acontecido antes, mas não por isso sentia-se com a consciência pesada. Na verdade, não tinha sequer consciência de que seus atos sempre refletiram na filha, só que aquela não era uma conversa para se ter mentalmente, não agora...
Mais uma vez entrava no Gray’s Room. Para seu desgosto e preocupação, Anneliese-... Olivia, melhor dizendo, tinha um papel importante na ansiedade do homem: o de fazer da vida dele um pleníssimo inferno. Por quê? Por ela não saber que tipo de pessoas frequentavam aquele local; de não saber o mínimo sobre os perigos que a sondavam vez ou outra; de imaginar que estava segura naquele fim de mundo, como a ex-mulher provavelmente tinha lhe pintado de vilão - não que não fosse, óbvio! - e que seria um tédio completo. Contudo, havia muito mais por trás do que ela pensava, e isso, o fato de ela poder ser ameaçada a qualquer momento, o deixava inquieto. “Olivia.” Quase choramingava, suspirando em alto e bom som para que ela tivesse noção do quão frustrado ele sempre ficava por vê-la trabalhando ali. “Eu achei que você ia almoçar comigo, já está quase no horário. Não vai sair?”
Ter um rival perto de seus acres era inconcebível, a problematização maior de seus dias se assim poderia considerar. Havia uma parte dentro de si que clamava pela boa civilização, mas- foda-se aquela parte! Já estava com seu trator chegando perto do acre vizinho, os de Victor, e com seu machadinho já sabia o que fazer. Procurou pela cerca próxima e estacionou um pouco mais atrás, a fim de que não desse para ver da casa alheia, e então começou a descer o cacete na madeira que cercava e impedia as vacas de saírem dali.
À medida que ia macetando, as bichinhas iam se assustando e se afastando da cerca, e Sett só foi prestar atenção na presença de Victor se aproximando quando em um susto rebolou a machadinha para trás, cravando-a na árvore próxima. “Olha aí, amigão... Algum bicho veio aqui e comeu seu cercado. Não me admira muito porque é meio pobre esse tipo.” Cutucava a madeira como quem não sabia de nada. “Que foda...”
“Cara, eu sou pediatra, né e eu adoro a minha profissão” começou a contar para muse que estava ao seu lado. Tendia a ser bem falante quando tinha oportunidade e não podia esperar para contar sobre aquilo, porque realmente fora um fato que a assuntou um pouco, não podia negar. “E sempre acontecem coisas bizarras, porque afinal é um hospital, mas isso foi arrepiante” continuou, engolindo em seco enquanto se lembrava da cena que se desenrolou nos corredores do hospital naquele dia. “Bom, eu atendo uma paciente que é gêmea desde quando as duas eram recém-nascidas, até aí ok. Uma delas faleceu no começo do ano por pneumonia. Nesta manhã eu fui atender a outra gêmea sobrevivente, que tem 4 anos. Estava a examinando e quando terminei ela olhou nos meus olhos e perguntou ‘você não vai examinar a Claire?’ fiquei em choque por um momento, mas ela continuou, ‘ela está sentada bem ali’ e apontou para trás de mim” terminou de falar e sentiu um arrepio passando por sua espinha e tremeu um pouco. Geralmente não era uma pessoa medrosa, mas coisas como aquelas lhe davam certo arrepio, ainda mais porque acreditava em espíritos. “Agora estou com medo do fantasma da menina estar no hospital.”
Ouvir aquele tipo de histórias nunca nem o afetava. Tão focado em viver em seu próprio mundo, César nunca se preocupou com ninguém mais além de si após uma monarquia ditatorial regida pelo mesmo - e com orgulho até. Certamente, para os demais, nunca tomou decisões tão boas e nem sempre foi o mais amado, mas com certeza providenciou respeito, mesmo que na base do medo. Então, o conto da gêmea há pouco citado só lhe fez balançar a cabeça e ombros com desdém. “Provavelmente sim, até porque ela morreu no hospital. Mas não sei porque está com tanto medo. O que uma menininha de quatro anos pode fazer contra você? Desamarrar seus cadarços?” Zombou até com uma risadinha pela reação da outra, mas não parou por aí. “Se você tivesse que ficar com medo de algo, seriam de aparições que já morreram e querem tomar o seu corpo pra se vingar na Terra mais uma vez...” Comeu seu salgadinho logo após dizê-lo, com a seriedade no olhar. E em menos de um minuto a esperar pelo surto alheio, Sett riu e desmanchou-se falando: “Era mentira! Não existem fantasmas. Se existissem, eu estaria internado na ala psiquiátrica de tanta aparição que ia se mostrar pra mim.” Falava aquilo rindo, mas não era uma mentira no fim das contas...
Olhava para o mar apreensiva: Kaimana se sentia atraída por ele, mas o medo de acabar passando por um acidente traumático mais uma vez acabava a deixando extremamente receosa antes de entrar. ❝ Ui, tá gelada. ❞ Exclamou para muse com uma expressão de desconforto ao colocar o pé na água brevemente. ❝ Tá, vamos fazer o seguinte: a gente joga jankenpon e quem perder vai ter que mergulhar primeiro! ❞
Como alguém que tinha de zero a um por cento de paciência com qualquer que fosse a coisa, assisti-la daquela forma lhe rendeu um semblante meio desgostoso, impaciente. No entanto, a sugestão alheia foi pior. “Ahn?” Balançou a cabeça em desaprovação, rindo. Como ela tinha coragem de falar assim com um rei? Ainda mais exigindo - porque na cabeça dele sugestões que não partissem de si mesmo, eram exigências alheias que não poderiam ser toleradas - que ele jogasse aquele jogo ridículo. “Mergulhar no mar congelado? Você não tem muito o que fazer, né?!” Replicou ao se aproximar dela. Não, eu nunca faria isso!!!! E lá estava ele esticando a mão em punho para esperar que ela fizesse o mesmo. “Você cantarola.”
Já tinha perdido a conta de quantas vezes tinha prometido parar de beber. Ou ao menos não beber até ficar naquele estado. A cabeça pesada pendeu, o acordando, no momento exato em que sentiu a aproximação de alguém. “ Não precisa chamar a polícia. Já estou saindo” se defendeu, sem fazer esforço algum para se levantar.
Aquele rosto, aquela voz... Se não fosse tão self-centered certamente não teria reconhecido Athos à sua frente. Contudo, seu sucesso em Storybrooke dependeria dele nem que fosse por uma última vez - de novo. “Que polícia, rapaz?” Mesmo seu tom ainda carregava desgosto pela última vez que o vira em termos menos amigáveis; não considerando que ali estavam naqueles termos, é claro. “Eu sou a polícia aqui nesses acres. Se fizer alguma coisa aos meus porcos, vai ter que se entender comigo mesmo.” Estava prestes a pegar a espingarda, mas apenas afastou mais a porta até que se inclinasse ao lado dele; a escuridão da noite impedia que visse com clareza o rosto de um de seus mosqueteiros favoritos. “Como foi que diaxo você chegou aqui? Não me lembro de ter te convidado pra dar uma volta no meu rancho. Bora, seu folgado, vá logo se levantando daí.”
No centro da praça, Evelyn cantava para um pequeno grupo de pessoas que lhe assistiam. Haviam alguns que estavam sempre ali e outros que pela primeira vez, estavam presenciando a apresentação da jovem. Em frente a ela, deixava uma latinha de alumínio onde as pessoas podiam depositar a quantia que desejassem para incentivar o trabalho alheio. Estava quase finalizando a canção quando uma pessoa entrou no meio e chutou a lata da garota para longe, soltando algumas palavras rudes que fizeram com que Evelyn sentisse o sangue subir quente. Era por motivos como esse que ela não sentia vontade alguma de tentar a arte e preferia seguir com seus furtos. “GO FUCK YOURSELF!” Exclamou, enquanto enviava o dedo do meio para o responsável pelo ato. As pessoas que assistiam a apresentação se afastavam, enquanto Eve ainda xingava e tentava recolher o que conseguia do dinheiro do chão. “E você quer o que?!” Perguntou de forma grosseira para uma que se aproximou. “Não preciso de ajuda.”
A semelhança com a própria Anneliese foi tamanha que fez com que Sett se aproximasse bruscamente do entorno àquela garota que tocava. Sequer prestava muita atenção no que acontecia, pois ainda pairava os olhos sobre a outra. Meu Deus, por pouco não achou que fosse a filha! Agora sentia que era tão péssimo pai que até confundir sua princesa havia feito. No entanto, o xingamento alheio lhe fez arregalar os olhos. Anneliese jamais agiria daquela forma. “Que tom é esse?” Foi automático falar daquela forma. Odiava ser contestado, que dirá por plebeus - porque sabia bem que qualquer um dali era plebeu aos pés dele. “Se não precisa de ajuda por que diaxo está aqui tocando na rua, então?” A grosseria trocada de volta não era nada para César, que jamais se abaixou para ajudá-la de fato. Oras, ele era um rei! Não tinha porquê se dobrar daquela forma por tão pouco. Claro, estava minimamente comovido com a situação, mas não era o caso. “Memorizei o rosto dele caso queira ir atrás e dar o troco.” Sim, porque por mais moderno que agora fosse, nunca havia perdido a parte de si mandona e ditadora. Mesmo na Floresta quando entortavam a boca para sua filha, ele mandava costurar prontamente e sem piedade. “É algum fã seu, suponho?”
Observava de longe, é claro. Haviam muitos desacordados que não podiam saber sobre a magia que estava bem debaixo de seus narizes. Idiotas, era o que ela pensava. Idiotas demais. Como é que não se perguntavam sobre tudo que acontecia ao redor deles? Como tudo era tão esquisito? Estava cercado de pessoas incompetentes e isso não o chocava, sinceramente. Pegou seu binóculos, discretamente, observando de longe um vampiro. Tinha de tomar cuidado com esses, sabia muito bem que poderia ser um alvo. Não que ele não tivesse curiosidade em saber como seria a mordida de um, ou até mesmo como seria ser um. Teria que estuda-los, provavelmente. De toda forma, quando viu uma movimentação bem próxima de si, abaixou o binóculos discretamente, enfiando-o dentro do casaco. Queria manter as aparências, claro. Um médico comum, quieto. Mas seu ego lhe dizia que de comum não tinha nada. Na verdade, ele era extraordinário - porque sempre estava disposto a aprender mais e mais, nunca se contentava com a mediocridade, como a maioria dos que estavam ao seu redor.
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"Tão discreto quanto um boi dançante.” Replicou assim que viu o infortúnio alheio de tentar esconder o binóculo dentro das roupas. O fazendeiro até estalou algumas vezes a língua no céu da boca para que reprovasse a atuação deste, mas tão logo o fez, tão logo sentou-se ao lado. “E então, o que é que estava fuxicando ali?” Tentou imitar o olhar do outro para que pudesse entender o que ele olhava, mas mesmo que fosse extremamente metido na vida alheia, Sett esperou que ele o respondesse antes. Enquanto isso, retirou o sanduíche da sacola para dar uma mordida generosa, esfomeado do jeito que era. “É alguém que eu conheço?”