VERENA MONDENSCHEIN é uma VAMPIRA, do conto DRÁCULA, tem 180 23 ANOS e atua como NECROPSISTA no HOSPITAL.
PERSONALIDADE.
Verena é muito agitada, instável, caótica. O que tem de mente brilhante, tem de inquietação na alma. Excêntrica como só ela sabe ser, é espirituosa, falante, comunicativa, quase inconveniente com suas opiniões não solicitadas e, vez ou outra, bastante cruéis. Por conta de seu comportamento, além de sua baixa idade se comparada aos seus semelhantes, é tida como o elo mais fraco do Conselho de Irmãs, mas engana-se quem acredita nisso.
Afinal, ser uma mestra em poções, como ela já foi, requer muita disciplina e sabedoria. Sendo assim, é dona de uma mente bastante maquiavélica e afiada, ainda que seu lado racional seja comumente soterrado pelo seu emocional e por seus impulsos. Subestimá-la é realmente pedir pelo pior lado de uma jovem vampira que, no final das contas, possui lá um coração bom e alguns sentimentos, esporadicamente entregando-se a um lado mais humanizado também.
Dentre as Irmãs, Verena era a especialista em poções, com uma maestria muito mais direcionada a fabricação de venenos, tendo sido essa habilidade a responsável por colocá-la sob tutela de Carmilla e suas semelhantes, ainda que muitas pessoas não acreditassem muito no potencial dela.
Fabricar poções desemboca na habilidade de Botânica que, por sua vez, leva também à perícia dela para com venenos. Para tanto, possui um jardim em sua casa, sendo a responsável por fabricar boa parte das poções disponibilizadas no Grey’s Room, cuidando também de um jardim nas dependências secretas do estabelecimento, para estes fins.
𝖒𝖆𝖎𝖘 𝖉𝖊𝖙𝖆𝖑𝖍𝖊𝖘 (+)
PASSADO.
Artes ocultas sempre foram o negócio central da família Mondenschein que, como aponta o sobrenome em alemão que carregam, viveram por séculos e mais séculos realizando suas tarefas sob a luz da lua, na calada da noite mais sombria e escura que poderia permear os vilarejos vampiros da Germânia e, posteriormente, Alemanha, além da Romênia e Rússia. A linhagem, bastante específica e conhecida por carregar parte da supremacia de magia negra e da aristocracia vampirista no continente europeu, nunca deu muitos frutos, contudo. Foram poucos os descendentes de Eora Mondenschein e Jören Kleinschafz, que acabaram resultando por fim na união de Magnus e Schlange, que, por sua vez, deram vida à preciosa Eora, que veio ao mundo quase ao mesmo tempo que o casal se instalou em Tenebris.
A infância da garota foi permeada por aprendizados e cobranças. Como os Mondenschein possuem uma cultura matriarcal, criaram-na para ocupar uma posição importante no futuro, ainda que ela não demonstrasse muito interesse em assumir responsabilidades: Eora parecia muito mais ocupada com seus sumiços e andanças pelas florestas, caçando, distraindo-se com os fluxos dos rios e lagos próximos de sua casa… O que, certamente, não agradou em nada seus pais.
Assim, ela começou a ser educada com muito mais rigor, dentro de uma superproteção doentia e sufocante, quadro que diminuiu apenas quando uma nova membro chegou à família: a irmã mais nova de Eora, com dez anos de diferença. A partir daquele momento, toda a atenção se voltou para a bebê e ela finalmente pôde respirar aliviada outra vez.
Ainda que isso significasse lidar com a negligência por parte de seus genitores que, ao que tudo indicava, realmente agiam como se Eora não fosse mais prioridade. A primogênita passou a ser deixada de lado uma vez que seus pais passaram a forçar os valores que ela havia resistido tanto em absorver, em sua irmã que, com o passar do tempo, passou a responder positivamente aos estímulos que recebia para que se tornasse uma membro valorosa dos Mondenschein. No final das contas, a convivência com eles se tornou insustentável e foi quando Eora caiu no mundo, sabendo exatamente onde gostaria de estar.
Viveu em exílio voluntário, aprimorando seus conhecimentos de outrora. Apesar de muito nova, tornou-se uma exímia pocionista, posteriormente demonstrando ser uma membro valorosa da comunidade de vampiras apoiadoras de Carmilla. Sua perícia em poções e, sobretudo venenos, garantiu a ela uma vaga no Conselho de Irmãs, ao lado daquelas que opunham-se a Drácula, pouco antes da maldição se instaurar.
ATUALMENTE.
Fazia pouco tempo que Verena se juntara à causa de Carmilla quando a maldição assolou a todos. Por conta disso, ela não pôde cultivar muito de sua fama por Tenebris, sendo vista quase que única e exclusivamente como a novata no Conselho de Irmãs, digna de pouca credibilidade por parte dos membros mais conservadores da sociedade vampiresca.
Em Storybrooke, passou a atuar como auxiliar de necropsia no necrotério local, localizado abaixo do Hospital, tendo se “formado” em Enfermagem antes disso, atendendo por Verena.
A starter where my muse drunkenly confesses their true feelings about your muse to them. @dxrivngray
Sua situação com Dorian nunca havia sido exatamente boa e só fizera se agravar quando não puderam mais estar juntos devido às vertentes de lados opostos naquela guerra entre os vampiros. Agora, entretanto, Verena havia conferido um voto de confiança inconsciente a Keanu, quando permitira-se falar sobre seus sentimentos após algumas doses junto dele no Gray's Room fechado naquela parte do dia. Horário no qual ela estava disponível somente porque Vincent a afastara de suas funções, tendo testemunhado de perto como a Mondenschein estava à beira de um colapso emocional devido àquelas combinações perigosas envolvendo drogas mundanas e poções alucinógenas. Naquele momento, contudo, estava se satisfazendo somente com aquelas porções de álcool, porque a companhia de Keanu a ajudava a lidar um pouco melhor com suas questões pessoais, por mais que seu estado, debruçada sobre aquele balcão, fosse realmente preocupante. "Eu nem deveria estar aqui, mas olha só... Eu 'tô. Simplesmente porque não tenho o menor controle sobre minha vida." Disse num tom baixo, o olhar perdido sem fitar nada em especial num ponto qualquer do bar atrás de Keanu. "Nada nunca vai ficar bem por muito tempo, não é? Como não ficou quando eu estava com você. Por mais que eu te amasse. Por mais que eu nunca quisesse que você fosse embora." As lembranças que chegaram num gesto efêmero, apesar do impacto, fizeram com que seus olhos se tornassem levemente marejados enquanto ela sentia o choro vindo e ficando preso em sua garganta. "Eu não aguento mais olhar pra sua cara e pensar em como eu só estrago tudo, Keanu. Vá lá atrás e me traga qualquer uma das plantas venenosas... Quero misturar nesse uísque e tentar a sorte de não acordar amanhã de manhã."
4 - a starter where my muse protects yours from a fight. ( add + reverse for your muse to protect mine. ) @luccrd
Sair com Verena andava sendo uma manobra muito arriscada. Ainda assim, ali estava Luke, exercendo sua função como um bom amigo e a acompanhando em uma caminhada noturna, quando um pequeno grupinho se aproximou, destilando ofensas contra o filho do prefeito ao reconhecê-lo. E por mais exausta mentalmente que a Mondenschein pudesse estar, naquele instante, o pouco sangue vivo que tinha nas veias passou a correr mais rapidamente por elas, ao que se enfiara no meio de um brutamontes específico que estava pronto para avançar em Luke. Felizmente, aqueles três caras desocupados pareceram perder o interesse após tentarem provocá-la dizendo que ele era defendido pela namoradinha. Assim, quando se afastaram e ela pôde voltar a olhar para Luke, ajeitou o capuz que usava sobre a cabeça, respirando de maneira consideravelmente ofegante, demonstrando como chegara muito próxima de seu limite de socar todos e até pior: quebrar alguns ossos do braço ou perna deles. "Eu queria saber de onde é que sai tanta gente desocupada nessa cidade." Resmungou, relaxando os ombros, antes de retomar sua caminhada; sentindo uma súbita tontura, que achou melhor não comunicar ao outro, ainda que tivesse cambaleado um pouco por causa da sensação. "Não liga... Pra eles. Eu nunca deixaria que fizessem nada com você."
Sua sorte é que, como vampira, não sentia a necessidade de dormir como os outros humanos. Caso contrário, aqueles pesadelos que tinha com mais frequência agora, mesmo quando apenas cochilava, poderiam ser mais intensos e ainda piores para ela sendo que, naquela noite em especial, estava ao lado de Lenore, tendo adormecido após algumas trocas de carícias e conversas que colocavam os assuntos em dia. Agora, sentia-se incomodada por ter tido mais uma daquelas visões terríveis sobre muitas das coisas que foram colocadas em sua cabeça nos últimos dias, tendo despertado com um grito seguido de uma onda de choro compulsivo. "Me desculpa." Murmurou, encolhendo-se um pouco mais na cama, virada de lado, observando a Irmã de Conselho. O choro havia cessado, mas a ponta de seu nariz ainda estava avermelhada. "Eu devo ter te assustado."
Verena poderia possuir uma essência extremamente anárquica, mas, ainda assim, ela sabia como se portar na presença de pessoas influentes, uma vez que seu clã pertencia à elite vampírica germânica. Isso significava que ali, no escritório de Alvah, após ter sua chegada anunciada pelo conselheiro e assistente pessoal do feiticeiro, manteve algum diálogo básico com Jafar antes de adentrar no assunto de seu interesse, remexendo-se um pouco na poltrona confortável onde estava, encontrando alguma postura mais altiva para poder soar um pouquinho menos inexperiente, evitando transparecer ser nova demais se comparada às eras de poder e conhecimento do grão-vizir de Agrabbah. "Vim fazer uma oferta." Começou, abrindo a mochila que havia sobre seu colo, para retirar de lá um livro pesado, todo encouraçado e com um cheiro muito característico de sangue, já que havia um pequeno recipiente de diamante na lateral dele, que abrigava o seu próprio. "Um livro que herdei da minha família, com informações sobre o culto da lua e como maximizar magia de acordo com rituais lunares..." Explicou, deixando o item sobre a mesa. Não se abriria a menos que ela derramasse o próprio sangue sobre a peça. Em seguida, retirou da mochila um recipiente de vidro de tamanho considerável, com uma flor de aspecto pouco amigável em seu interior, cuja visão era parcialmente nublada por algo como uma névoa. Um dos maiores orgulhos botânicos de Verena. "Ou uma Flor Mortal da Montanha. Eficaz para poções de cura ou envenenamentos que matariam até o mais forte dos lobisomens ou vampiros." Explicou, finalmente deixando os dois itens sob o campo de visão de Jafar. "É o que ofereço em troca de ter o Gênio sob meu domínio duas ou três vezes. Preciso resolver algumas coisas com ele e preferi vir falar com o senhor antes. Prometo devolvê-lo inteiro." Uma leve mentira, já que só estava ali porque acharia mais prazeroso ter Gohar subjugado por ordens de Jafar, do que por livre e espontânea vontade. "Também posso negociar qualquer outro item da minha coleção."
Insira o NÚMERO do starter que você quer + a url (ou nome) do seu char e eu abrirei a interação. Se você vier falar comigo no chat pra desenvolvermos melhor o plano de fundo dela, eu amaria isso! Até porque muitas das ideias abaixo envolvem certa necessidade de proximidade/coleguismo dos nossos personagens.
CLOSE FRIENDS
1 - a starter where our muses have to share one bed.
2 - a starter where my muse is comforting your muse after a nightmare. @vampiraemogostosax
3 - a starter where my muse drunkenly confesses their true feelings about your muse to them. @dxrivngray
4 - a starter where my muse protects yours from a fight. ( add + reverse for your muse to protect mine. ) @luccrd
MOOD
5 - [ BETRAY ] for your muse to reveal to my muse they’re not who they think they are (or add reverse)
6 - [ TOUCH ] My muse gently touches a bruise on your muse’s body @toulovse
7 - [ DEFEND ] sender verbally defends and protects receiver from an enemy. (i.e. "if you want them, you'll have to go through me." @averyvik
Sentence starters.
8 - You're the peace I crave in this caotic world.
9 - If you take care of everyone, who takes care of you? @bloodsweatnmagic
10 - I don't want you here. Just go. @cowardlylicn
O cheiro dele era diferente. Um rastro muito mais difícil de ser seguido, talvez por conta de propriedades mágicas diferenciadas que corriam por suas veias... Mas ali estava Verena. Aguardando na sala de estar pomposa de @boogeymcn, ao que seu filho, Ryujae, um velho conhecido da Mondenschein, havia permitido sua entrada. Assim, quando finalmente ouviu a chegada de Russo, identificando a essência dos cheiros dele, uma frequência cardíaca bastante peculiar, Verena ergueu os olhos brilhantemente azulados, isentos da maquiagem pesada tradicional, na direção da figura esguia e quase tão pálida quanto ela que irrompeu pelo portal do cômodo. Não temia o Rei dos Pesadelos, por mais que devesse. Estava ali apenas no caráter de cão de guarda de Carmilla, terrivelmente preocupada com o que aquela aliança poderia significar, já que Breu não parecia ser exatamente confiável. Sendo assim, não promoveu rodeios ou apresentações, considerando que já haviam se topado antes em outras ocasiões a ponto de se apresentarem superficialmente: muito antes de Storybrooke. Isso se dava pois o nome original dele era um velho conhecido das tradições registradas dos Mondenschein, uma vez que sua família viera da noite e alguns ancestrais seus, de outros territórios, haviam cultuado a imagem do Escuro, do Breu; claro que ela havia sido a exceção à regra, considerando como era o diamante e o sol do clã mondenscheiniano, fugindo das regras há muito fundadas por ele, sendo ela a sua própria religião e crença. Estava ali para tratar do que havia visto no Halloween, além das fantasias combinando e uma aproximação sorrateira demais que fora o motivo de sua preocupação. "Não me leve à mal... Breu. Mas o que uma criatura como você quer com a Carmilla, exatamente?"
A maneira convicta como Verena se referia ao sobrenatural poderia incitar que milhões de pessoas acreditassem naquela conversa, menos a Maddox. Quanto mais ela falava, menos sentido tinha, e, ainda assim, dedicava uma boa parte de sua atenção para ela, escutando-a como se realmente estivesse levando a sério. Contudo, quando a mesma mencionou a existência de outras criaturas e espécie, o rosto de Maddox torceu em uma careta em uma tentativa falha de reprimir uma risada debochada, não acreditando em uma palavra sequer. Seja lá a droga que Verena estivesse usando, não era nenhuma porcaria, não. “Porra, Verena… Você realmente abusou nas drogas hoje.” Comentou, incrédulo. A destra a segurou pelo queixo, erguendo ligeiramente o rosto dela para observar melhor os olhos alheios, e o estado dos mesmos. “Tsc.” Balançou a cabeça, reprovando a ação da outra; mesmo que não tivesse um pingo de moral para aquilo. “Vampiros e lobisomens em Storybrooke?” Largou outra risada completamente desacreditada. “The Vampire Diaries versão falida.” Caçoou. “Você não é uma vampira. Repita isso para o seu cérebro sequelado de drogas.” Recomendou com um sorriso em seus lábios divertindo-se com a versão da Verena sobre as outras pessoas. “Não tenho amigo lobisomem, e Ruby não é um peixe e nem cheira como tal, posso te garantir.” Maddox teve de rir mais uma vez com a sua afirmação desprezível sobre a mulher que estava saindo. Saía e entrava ano, e Maddox continuava o mesmo idiota de sempre. “E, cara, um anão? No fantástico mundo de Verena… eu sou um anão?! Nah, já chega! Me passa o número do seu traficante. Vou dizer para esse cara nunca mais te vender nada.”
A forma como Maddox segurou seu queixo a desnorteou um pouco. Verena chegou a prender parte da respiração sem sequer reparar nisso, até suspirar levemente e desviar os olhos por alguns segundos; não se envergonhava de sua condição, apenas não sabia lidar tão bem com todo aquele contato por parte de Woods, já que era naturalmente apegada a toda e qualquer demonstração de afeto. Ainda assim, ao ouvi-lo zombar de suas palavras, ela voltou a reagir, rindo baixo novamente e se livrando do toque dele apenas para sua própria segurança.
"Por que você acha que sou tão alta, tão gelada e não como absolutamente nada? Com exceção da maneira como você acordava todo roxo depois dos desmaios repentinos enquanto estávamos fodendo, porque eu estava te mordendo. Aquilo não era só meter com força, Maddie." Balançou a cabeça em negação, dando mais uma tragada em seu cigarro, sentando-se ao longo do sofá, mas mantendo as pernas encolhidas e os joelhos contra o peito, em outra tentativa de evitar os toques do rapaz. "E como acha que eu uso tanta coisa e nunca nem sofri nada com isso? Três, cinco vezes mais cocaína e heroína do que qualquer um que você poderia ter conhecido cinco anos atrás. E ainda tenho essa pele de boneca, hm?" Brincou, apontando para seu próprio rosto; com exceção dos olhos avermelhados, era de fato, dona de uma beleza singular, que facilitava em seu processo de enganar suas vítimas: seus olhos azuis costumavam fazer todo o trabalho. "Mas continue não acreditando. Vai ser melhor pra mim." Uma risada baixa antes de dispersar a fumaça para cima, baixando os olhos para o cigarro entre seus dedos agora. "Porque eu estou numa crise fodida de abstinência de sangue e eu nunca quis tanto rasgar o seu pescoço quanto agora." Completou num tom de voz bem mais baixo, quase em um sussurro, como se, de fato, estivesse agindo como a adicta que era; não em drogas, mas em sangue. "E não é no sentido figurado e nem enquanto você 'tá dentro de mim, acredite."
Gritinhos nada masculinos voltavam a escapar pela garganta. Cada movimento mais brusco e incisivo retirando ar de seus pulmões e expelindo em sons de arrepiar todos os pêlos do corpo. Por que era assustador? Não. Porque tudo parecia impossível demais de ser associado a si, um gênio tão poderoso e dono de si. “Aladdin!” Foi o nome que gritou em resposta, o corpo trêmulo dos pés a cabeça parando no mais estático estado de espírito. Talvez assim, fingindo-se de tão morto quanto a fantasia, a vampira perdia o interesse. (Ou acreditava naquele estado insano de se proteger do ataque que parecia menos possível de esquiva). “Merlin! E confiar em mulher me levou a lugares tão melhores, não é mesmo?” Enfim, a hipocrisia. Gênio tinha desses arroubos de coragem quando estava com medo demais, um mecanismo parecido com o dos gatos. Arrepie o pêlo e se faça bem maior do que é. Dê medo triplicando de tamanho. “Pede a Alvah. Isso, pede a Alvah. Se ele deixar, eu vou sem problemas, mas aquilo que eu prometi ainda vai estar na mesa. Me morda e acabe nossa amizade. Vou cortar o dedinho e tudo” O vilão era uma incógnita nos seus planos, mas a mudança de cenário daria algum tempo para pensar em como contornar. Tentar convencer Jafar de que um tratado assim, seu sangue como prêmio, não era nem um pouco favorável ou proveitoso.
Tão patético, que seria delicioso dilacerar o pescoço dele e deixá-lo escorrer pelos paralelepípedos das ruas apenas por prazer, sem se alimentar, de fato, dele. Contudo, sabia que ele era um dos soldadinhos de Jafar e ela já fora instruída a não provocar o feiticeiro; o que fez com que Verena apenas risse baixo, enquanto o segurava com ainda mais força por entre seus dedos, antes de soltá-lo, então. Em seguida, um sorrisinho divertido tomou conta de seus lábios pálidos, antes de pregar um beijo rápido numa das bochechas de Gohar. "Você vai se arrepender tanto disso..." Uma gargalhada mais voltada para dentro, referindo-se ao fato de que Alvah provavelmente acabaria por cedê-lo a ela. "Você não tem valor algum na maldição além de moeda de troca, gênio. Deveria reconhecer seu lugar." Disse em tom pouco amistoso, antes de passar as pontas dos dedos por uma das curvas do pescoço dele, como se estivesse mapeando a região, antes de se afastar por fim. "A gente se vê." Foram suas palavras finais antes de recuar e desaparecer na escuridão que envolvia parte daquela tenda bizarramente macabra.
NOME: Stern Mondenschein. Posteriormente, Stern Mondenschein-Shobu.
IDADE: Dezenove anos.
ALINHAMENTO: Mocinha.
Filiação: Verena Mondenschein e um suposto vampiro, que na verdade era @dxrivngray, mas foi criada por @corpseyugo.
FACE-CLAIM: Josefine Frida.
SOBRE.
Imagine você, ter sido criada como membro de um dos maiores clãs vampíricos, como manda a tradição matriarcal Mondenschein, mas nunca ter demonstrado o menor tino para a coisa, bem como a própria mãe nunca demonstrou. O que acontece é que Verena tinha um combinado com a família, de que viria a deixar qualquer criança que tivesse futuramente, com sua mãe e suas tias, no intuito de criá-la para dar continuidade a um ciclo que a própria Eora interrompeu e, como bem se sabe, também não teve continuidade em Stern. Mais uma frustração para o clã Mondenschein, mas um motivo de orgulho para Verena que, assim que recebeu a notícia de que poderia ter a filha de volta (quando ela tinha aproximadamente dez ou onze anos), não pensou duas vezes e tratou de resgatá-la.
No caso, Stern nunca teve a figura de um pai, já que em seu primeiro ano de vida, além de ter sido deixada com sua avó e suas tias, sua mãe também matou o suposto parceiro, como manda a tradição Mondenschein ao que uma vampira se depara com um parceiro que não se mostre digno dela; ainda que, o que tenha realmente acontecido, não tenha passado de uma forma de Verena, à época, se livrar do casamento arranjado que seus pais haviam arrumado para si após o fim da maldição, para que pudesse ficar junto de Victor Van Dort ou Yugo Shobu, um velho interesse amoroso da época de Storybrooke.
E é aqui que a história piora: além de tudo, a gravidez era, na verdade, fruto dela com Dorian Gray, com quem Verena deixou a outra criança: um menino, gêmeo de Stern, chamado Draco, com a intenção de protegê-lo de seu clã.
Foi Yugo então, quem ajudou Verena a criar Stern e serviu como grande mediador da relação extremamente complicada das duas, fruto da sensação de abandono que a filha criou para com a mãe, ao ter sido jogada como responsabilidade de seu clã anterior antes de ser devolvida como um objeto defeituoso, à Verena, que vive em Auradon desde que se desculpou com Merlim e o Feiticeiro, podendo então viver junto do marido e de Kento, seu filho com Shobu, tendo se reaproximado consideravelmente de Draco, que sempre viveu com o pai e que acabou por ser um choque e tanto para Stern quando descobriu que possuía um irmão gêmeo.
NA ESCOLA PREPARATÓRIA.
É do tipo introvertida, vendo todo mundo, mas sendo vista por pouquíssimas pessoas. Muito observadora, estudiosa, focada em ser uma das melhores alunas da turma e estando prestes a se formar com muitas honras e méritos. Não gosta de ser notada em absolutamente lugar algum e mesmo com suas conquistas, opta por ficar mais na sua; comportamento que é consequência do tratamento absurdamente rígido que teve quando conviveu com seus avós sob tutela do clã Mondenschein, sentindo-se uma completa farsa por não ter atendido as expectativas dele, estendendo este tipo de sentimento sabotador para a convivência com sua mãe, acreditando que também não é a filha favorita dela.
Justamente por tudo isso, é que Stern se voltou tanto para outras formas de ocupar sua mente: o que justifica sua participação no Clube de Teatro, de Música, de Xadrez e, mais recentemente, de Literatura. Literalmente, qualquer coisa que possa ocupá-la ao longo de seus dias na escola, além da companhia de seus poucos, mas fiéis amigos.
PERSONALIDADE.
Absurdamente inteligente, com uma capacidade invejável de absorver conteúdos muito facilmente. É gentil, delicada, de fala mansa e baixa, mais interessada em ajudar do que ser ajudada; o completo oposto de Verena, o que torna a convivência com a mãe algo realmente complicado, para além do senso de responsabilidade gritante que Stern possui e que a faz enxergar a mulher como uma pessoa que, definitivamente, ela não gostaria de ser. No mais, Stern é muito protetora, carinhosa, mas com problemas de confiança que podem interferir em suas relações, independentemente de quais sejam: acha que ninguém nunca quer ouvi-la, que não gostam de sua presença ou que ela não é bem-vinda no espaço onde está.
PODERES.
Herdou as características vampíricas da mãe, sendo a primeira Mondenschein, em algumas gerações, que possui uma conexão muito forte com a Lua, a primeira Alta Sacerdotisa na crença de sua família. Isso significa que, além do charme que facilita que ela abata suas presas (o que ela não gosta, mas faz, já que é como se alimenta), da superforça e da imortalidade, também se sinta mais forte e renovada em noites de luar e excepcionalmente mais revigorada em noites de eclipse.
Ademais, herdou também a habilidade e a delicadeza da mãe em se tratando de botânica e poções, sendo estas duas de suas áreas favoritas na grade curricular e a área para onde ela pretende seguir após se formar na escola.
CONEXÕES.
Poderia ser namorada de Lumens, filho de Asabi e de Galahad (@svndmxn), mas não. Os dois se deram bem desde o dia em que se conheceram e Stern acredita que Lumens é uma das únicas pessoas no mundo que a entende realmente bem, mas não é capaz de confessar a ele os sentimentos que nutre pelo mesmo porque teme perder a amizade dele. O que ela não sabe é que Lumens sente o mesmo e os dois, por serem tranquilos demais, estão apenas perdendo tempo e oportunidades.
Inacreditavelmente, se dá muito melhor com o padrasto, @corpseyugo, do que com a própria mãe, já que a personalidade de Shobu é muito mais próxima da sua. Confia a ele segredos que não contou à própria Verena e é grata por tê-lo como pai.
É meia irmã (mais velha) de Kento. Ele também é o completo oposto de Stern, mas, mesmo assim, ela o ama profundamente, por mais que queira esconder a cabeça em um buraco quando Kento aparece causando nos corredores ou faz algo que a constranja em público.
Irmã gêmea de Draco. Descobriram sobre a existência um do outro pouco depois de Stern ter sido resgatada das dependências do castelo Mondenschein e desde então, por mais que o ame também e seja compreensiva com toda a história de rejeição dele por parte de sua própria família, não compactua com suas confusões ou comportamento que, em muito, a lembra de sua própria mãe.
Se dá bem com Dorian, mas não é muito próxima dele, seu verdadeiro pai. Novamente: acredita que tem tudo o que precisa em Yugo, não tendo desenvolvido muita proximidade com Gray.
Melhor amiga de Albert, filho de @vinccent e @odila. Stern pode ser calma num geral, mas se alguém tenta mexer com Albert, ela pode se transformar rapidamente na essência de uma vampira poderosa e potencialmente perigosa; aproximando-se mais da personalidade colérica da mãe.
Seu reencontro com Cornélia parecia ter lhe devolvido uma espécie de energia que não sentia há muito tempo. E ela precisava de algo no que investir tudo aquilo. Claro, grande parte já estava sendo gasta na amiga. Ela queria comprar um presente para Connie e levá-la a um bom restaurante, mas ainda assim sobrava muito que precisava ser focado em algo, ou em alguém. No passado, Nessa e a própria Cornélia foram suas protegidas, agora não tinha ninguém e sentia muita falta de ensinar. O que a levou para o café de livro naquela tarde. Talvez encontrasse um aluno novo, mas precisava escolher.
Verena gostava de estar ali. Todo mundo podia achar que ela só podia ser encontrada aprontando ou cuidando de suas poções e plantas, mas a verdade era que ela também possuía seus períodos de calmaria. E por isso estava sentada naquele café, com um livro muito grande específico em mãos, lendo sobre como clãs vampiros eram majoritariamente patriarcais ou inseridos num contexto paternalista. Mais a frente, havia uma seção sobre bruxaria, onde, como ela havia imaginado, sua família constava, arrancando dela uma risada ao ler no registro apenas metade das torturas às quais as Mondenschein submetiam suas vítimas. Além do que acabara de ler, sobre a relação delas com algo que sequer cultuavam: Satanás. Pelo menos as ilustrações salvavam, bem gráficas e explícitas, como Verena apreciava que fossem.
Se conheciam há pouco tempo, isso não era surpresa ou novidade para ninguém. Pois desde que a conhecera, há uns dois meses atrás, eles não pararam de se ver. Todas as vezes que saíam, a diversão era garantida. E a verdade era que Nathaniel gostava de se sentir assim: leve. Normalmente era uma pessoa animada na presença dos outros, mas por dentro acabava sendo um pouco rabugento. Não que ele não tivesse motivo, até porque a vida não fora gentil com ele ao longo dos anos. Mas naqueles momentos que ele podia descansar? A sensação sempre era boa. Se dava a liberdade de não pensar demais, não se preocupar. E Verena era sempre uma boa companhia para isso. Depois da festa que estavam, o after era na casa da loira. Ele tinha um sorriso ladino enquanto embaralhava as cartas do baralho pela terceira vez consecutiva. “Ok, conhece as regras de poker, certo?” Ele arqueou as sobrancelhas enquanto entregava duas cartas para ela e duas para si mesmo. “E ai? Vai entrar?” Perguntou, uma vez que segundo as regras, ao receber suas cartas o jogador pode escolher dar a aposta mínima e participar ou apenas sair. Se ela topasse, ele viraria a primeira carta e perguntaria de novo. E assim o fez, mais duas vezes, até ter as três cartas viradas. “E então? Quanto estamos apostando?”
A pior parte de ter sido transformada antes dos 21, era que ninguém, absolutamente ninguém, levava Verena a sério. Até por isso ela usava maquiagens tão pesadas, acessórios que carregavam mais seu visual, piercings na orelha, no umbigo, na língua... Mas nada parecia colaborar para que a vissem como realmente era: no caso, uma mulher, com quase duzentos anos de vida, ainda que aparentasse ter vinte e três no presente momento. O que a frustrava om frequência, como se frustrava na presença de Nathaniel, que nunca havia lhe dado muita condição, uma vez que a conhecia desde que ela tinha "dezenove". O que não significava, todavia, que ela aceitava passivamente aquele tipo de rejeição, tendo tentado se aproximar dele por várias vezes, até que tivessem começado a sair de fato. Agora estavam ali, no chão de seu apartamento, jogando cartas, enquanto Verena lamentava pelo efeito do álcool ter durado tão pouco em si a ponto dela já estar completamente sóbria, havendo apenas rastros de suas bochechas coradas. "Eu entro." Concordou, ajeitando a postura ao que pensava um pouco no que poderiam apostar. No momento em que chegou a uma resposta, um sorriso divertido tomou conta de seus lábios levemente rosados pelo batom que já sairá dali há um tempo. "Podemos jogar strip poker..." Iniciou, fazendo-se de despretensiosa, tombando levemente a cabeça para o lado. "Ou apostar doses de tequila e vodca que tenho por aqui. O que te interessar mais, grandão."
Verena estava péssima. E este termo, quando aplicado a uma vampira como ela, só deveria ser usado em casos extremos, como o do presente momento, onde, mesmo em uma festa, acompanhada de @scftpaws e com todos os elementos de agitação que ela apreciava em demasia, estava sobre um dos sofás dispostos, agarrada a uma garrafa de vodca que já havia sido consumida para quase além da metade.
Álcool era a única coisa que andava amenizando aquela sede incontrolável de sangue, enquanto suas poções desenvolvidas para isso não ficavam prontas com o potencializador elaborado para aquela nova condição que passara a acometer os vampiros. Então, a bebida atrelada a doses muito altas de entorpecentes e outras substâncias ilícitas, acabava resultando em uma Verena mais estática, com o olhar perdido, como se encontrava agora. Que demorou um pouco até processar a voz de Léa, irrompendo entre aquela multidão de vozes, cores e, principalmente, cheiros.
E mais uma vez, lá estava ela. A cidade tinha um certo número de pessoas que parecia de algum modo achar bem divertido a prisão — talvez porque parecia que Storybrooke não oferecia consequências tão sérias naqueles casos. Não com tantos idiotas no topo daquela hierarquia local, que pareciam sempre achar brechas capazes de inocentar tanta gente que fazia coisa errada. Não que a mulher que agora algemava fosse também um exemplo de crimes hediondos, não. O que era uma pequena violência física contra um idiota folgado? A própria Kit adoraria fazê-lo, mas era difícil quando Verena parecia fazer questão de agir daquela forma em público. “Na próxima vez, Mondenschein, tente chamar menos atenção para você, e ligar para nós para denunciar um caso desse. Assim não só você evita esse circo, como nos ajuda a prender imbecis como o que está no chão” Porque ela sabia que, naquele contexto, o homem poderia simplesmente se fazer de vítima e sair ganhando. Apertava o punho dela sem muita delicadeza, até porque estava irritada com a situação como um todo. “Claro. Assim que chegarmos até a delegacia, soltarei e verificaremos o seu caso. Mais uma vez.”
(VERENA)
“Eu adoraria ligar pra você, se você tivesse me dado seu número logo na primeira vez que te vi.” Debochou, resmungando baixo ao constatar que as algemas estavam um pouco mais apertadas que o habitual. Nada que a machucasse tanto considerando sua condição enquanto vampira, mas, mesmo assim, era algo desconfortável. De qualquer maneira, ao ser conduzida para a viatura, não fez mais nada além de permanecer quieta, conhecendo bem todos os trâmites daquela coisa toda. Assim, uma vez na delegacia, diante do delegado, não foi difícil usar seu charme usual e, como de praxe, se livrar daquele caos todo sem uma única bronca mais séria. “Agora que você já mostrou serviço e bancou a chefona, será que aceitaria ir jantar comigo?” Riu, sendo direta ao dizer aquilo no momento em que encontrou Kitana andando pela delegacia outra vez, enquanto Verena rumava para a saída. “Eu pago, pra compensar a milésima dor de cabeça que te dou.” Uma nova brincadeira enquanto prendia os cabelos loiros de qualquer jeito sobre a cabeça, apenas para tornar seu decote mais visível e, propositalmente, atrair os olhares dos policiais mais próximos; mas, sobretudo, o de Kit. “E aí? O que me diz?”
RAIVA era um sentimento muito pequeno para o que o Deus dos mortos estava sentindo quando soube que Perséfone tinha sido atacada por vampiros. Desgraçados, achava sua natureza ENOJADA, parasitas que precisavam de SANGUE para sobreviver. Patéticos. Sua expressão de raiva permanecia até quando Verena finalmente adentrou sua própria casa que fora INVADIDA pelo próprio Hades, encarando de volta a vampira. Apenas o seu OLHAR abespinhado de coloração VERMELHO escuro conseguia passar-lhe a sensação de que podia a queimar viva, queimar sua alma, apagar sua existência em UMA simples batida de palma com seu fogo infernal.
Não tinha tempo ou PACIENCIA para arrodeio, queria ir logo ao assunto que o tinha levado ali. O ar do ambiente parecia mais gelado, com uma energia pesada, como se as paredes tivessem muitos OLHOS, observando-os. Com uma velocidade sobre-humana, os pés do Deus chegaram perto do corpo da mulher, seus dígitos fazendo um CAMINHO maldoso para sua garganta, onde apertou levemente com a mão a pele mas suas intenções não era as da melhores, não queria machuca-la sem antes questiona, empurrando-a contra a parede. - Eu quero saber QUEM PORRA FOI O FILHO DA PUTA DO VAMPIRO RESPONSAVEL POR ATACAR HYACINTH. É isso que eu gostaria de saber e rápido. - sua voz aumentou ficando grave por um momento, deixando a raiva PINGAR nas suas palavras. Queria matar toda aquela raça agora. - Eu quero nomes, senão eu vou tacar fogo em TODOS vocês. - disse e estava falando a verdade, já que um das fraquezas das criaturas noturna era o fogo e o dele era ainda mais eficaz por ser do Submundo.
Soltou por fim o pescoço da outra, afastando-se dela e passando as mãos pelos fios, bagunçando-os. Estava no seu semblante sua preocupação e sede de VINGANÇA. - Por um momento eu pensei que ela tinha morrido e… Eu não consegui respirar, eu não consegui pensar em absolutamente nada, eu também estava sentindo que estava morrendo naquele exato momento. - desabafou mais para ele mesmo do que para Verena. Não fazia da sua personalidade demonstrar seus sentimentos mas por ser um humano agora, suas emoções eram CONFUSAS e o pior ainda, incontroláveis.
(VERENA)
A Mondenschein era capaz de farejar problema a quilômetros de distância, até porque, ela própria era um chamariz para aquele tipo de coisa. Contudo, não esperava, de forma alguma, o que se sucedeu; e ainda que o aperto em sua garganta não a incomodasse, bem como a forma como suas costas foram de encontro à parede mais próxima, ela pôde identificar que havia algo de muito errado ali. Ela só não sabia ponderar o quê; e temia que acabasse morrendo antes que descobrisse a real razão para que Hades estivesse tão possesso com o que quer que fosse.
“Eu não faço ideia do que você está falando.” Respondeu da maneira mais sincera que podia, tentando suspirar enquanto tinha seu pescoço apertado; uma de suas mãos subiu pelo pulso dele, a fim de tentar contê-lo. Forças que poderiam ser equiparadas, mas não se Lúcifer decidisse usar seus poderes; o que fazia Verena pensar em como agir sem se mover bruscamente a ponto de tirá-lo ainda mais do sério. “Eu lamento por qualquer coisa que tenha acontecido com a Perséfone...” Pigarreou, arqueando as sobrancelhas enquanto mantinha os olhos azulados na expressão masculina. E falava sério: já havia conversado com Hya em outras situações e duvidava que qualquer uma de seu clã quisesse fazer mal a ela. Até porque, seria estupidez provocar o deus do submundo àquele ponto.
Até que foi solta, engolindo em seco, mas de alívio, por tê-lo se afastando temporariamente de si. Verena carregava em seu rosto uma expressão de genuína confusão, porque não fazia a mínima ideia do que havia acontecido; mas diante da menção de Hades, de atacar seus semelhantes, a Mondenschein sentiu um gosto amargo na boca. Não se importava com os vampiros solitários; que morressem, por ela. Mas suas irmãs? Callidora? A mínima possibilidade de ver um conflito se iniciando a partir disso, simplesmente porque algum vampiro havia atacado Perséfone e ela desconhecia a origem de quem poderia ser, assombrava Verena de uma forma que já fazia muito, muito tempo, que ela não se sentia assombrada.
“Eu realmente não faço ideia de quem possa ter feito isso. Mas coloco a minha mão no fogo pelas minhas irmãs e posso garantir que não foi nenhuma delas.” Nem mesmo Carmilla, tão poderosa como era, teria feito isso sem contatá-la. Certo? “E eu posso tentar encontrar quem atacou sua esposa... Só me dê um tempo e eu posso resolver isso para o senhor.” Normalmente, Verena não se importava com nada que acontecia a seu redor; contudo, sua voz estava tomada por desespero e preocupação, já que ela estava realmente disposta a encontrar o responsável por aquele tipo de coisa; já que, aparentemente, era o certo a se fazer se quisesse manter Hades longe de seu clã. “Posso conversar com algumas pessoas e tentar encontrar a criatura. Contanto que me prometa que não vai encostar na Artemísia, na Saturno ou na Cathrin e na Calli enquanto tento resolver essa merda toda.”
A CULPA ERA DO CIRCO. De início tinha sido uma experiência incrível. A fantasia do Michael Jackson em Thriller caindo como luva naquela ambientação mais dark e cheia de magia. As feras gritando, o mundo se acabando e ele rebolando a raba ao som dos sucessos do seu artista preferido. Mas foi só entrar naquela tenda maldita para ver que as coisas não eram tão simples assim. E ele tentava escapar, arrastando os pés muito moon walk para dar de costas com a parede. Agitar os quadros imperturbáveis, encolher porque morreria se um desses caísse e quebrasse. “NÃO VERENA. VERENA NÃO PODE. FEIO VERENA.” Qual era a reação mais aceitável? Essa mesma, o de gritar as instruções de Dora a Aventureira para uma vampira que não tinha nada da cara do Raposo. Se bem que… Se olhasse bem… Talvez tivesse uma fuinha ali embaixo da maquiagem. Não é o momento. A repreensão veio rápida, os olhos ficando claros com a adrenalina correndo nas veias, o obrigando a pensar numa solução para o que parecia… O que isso parecia? A mente quebrando-se e jogando um pequeno Gohar para todos os lados. “Para da me olhar assim! Jafar jogou um feitiço em mim antes de sair de casa!” Uma pequena mentirinha, mas com o mesmo efeito. Quando tinha pedido alguns doces muito específicos naquela barraca nova, pediu outros para ajudar a aliviar a angústia e dor de lutar contra a maldição que restringia suas palavras. “Eu tô falando sério, Verena. Eu vou entrar em modo lacraia e espernear e remexer e minhocar até sair daqui. Se você me morder eu nunca vou te perdoar! Isso! Não vou mais olhar para você ou ou ou É o fim!” Gohar choramingou, preso como estava, a cabeça apoiando na parede de trás. “Já basta ontem Gerard me jogando embaixo do ônibus e passando quinhentas vezes por cima. Eu tô na merda, Verena. Na merda.”
Havia uma chavinha que girava muito rapidamente no humor de Verena. E esta deu o ar da graça quando ele começou a se tornar esquivo demais, fazendo com que ela avançasse sobre o corpo volumoso do outro, empurrando-o contra o canto mais próximo. As irises azuladas queimando tanto de raiva, quanto devido às suas impressões de sua sedução vampírica, causando nele, em breve, o atordoamento característico que suas vítimas sentiam antes de serem atacadas por ela. “Se continuar me tirando do sério, eu vou pedir ao Jafar que me empreste você e aí eu não terei misericórdia alguma, porque você vai ser a porra do meu brinquedo sem ter escolha nenhuma.” Rosnou, usando um tom muito mais baixo; a Verena divertida, brincalhona, contagiante, havia sido substituída por uma vampira essencialmente Mondenschein, sem vontade alguma de lidar com homens patéticos e medrosos. “Eu quero que você e o Gerard se fodam. Quando vai aprender que confiar em homens é a pior merda que poderia fazer, Flor de Agrabbah?” O rosnado permaneceu ali, enquanto ela movia sua destra até o rosto alheio, segurando-o pelo maxilar e certificando-se de fazê-lo manter-se virado para si. “E aí, como vai ser? Peço ao Alvah para me emprestar você por uma noite em troca de qualquer coisa que ele queira ou você vai parar de dar chilique?”
Adonis não esperava visitas. Ponto final. Seja de manhã, à tarde ou à noite; e muito menos quando trazia trabalho para casa. Enfurnado no escritório do Grimm’s Ammo desde que largou do serviço oficial, a garrafa de whisky era sua companhia mais do que perfeita. Folheando ali e virando a garrafa sobre o copo, uma anotação no bloco pautado e o líquido empurrado garganta abaixo. Elas não se misturavam, as almas desperdiçadas no último incidente, mas causavam um frio na espinha. Uma lembrança de remorso e saudade do tempo em que importava e queria fazer justiça com as próprias mãos, sempre que pudesse. “Não lembro de tê-la convidado para entrar, @mondenscheinverena.” A voz monocórdia combinava com a expressão apática, desinteressada; bem diferente da tensão que dava nós nos músculos em que os dedos da vampira passavam. As linhas avermelhadas do pescoço, rastros da cicatriz que se formava embaixo, latejaram com o sangue sendo bombeado com mais força pelas veias estufadas. Constritas. “Se importa de sentar? Não vai crescer mais do que isso.” Amém. Ainda teria aquela pequena vantagem de tamanho sobre a loira e faria muito bem olhá-la nos olhos quando receber as notícias que estivera aguardando.
“Não precisamos mais deste tipo de formalidade agora que tenho seu sangue no meu banco de dados, hm?” O sorriso foi inevitável enquanto mantinha as mãos sobre os ombros largos, apertando a região, tentando dar alguma massagem ali, ainda que a única resposta que obtivesse do corpo alheio, fosse a rigidez daqueles contornos tal qual um animal herbívoro que se tornava rijo sob as presas de seu predador. “Então... Relaxa. Eu prometo que não vou fazer nada que você não queira.” Riu baixo, antes de se inclinar e deixar uma trilha de beijos sobre a nuca de Adonis, aproximando-se da lateral de seu pescoço. Conseguindo sentir com ainda mais precisão, o cheiro do sangue dele, que, há pouco mais de um mês, encontrara-se com sua língua e seus dentes. “Mas tudo bem. Já que pediu com tanto jeitinho.” Suspirou pesadamente, relaxando os ombros antes de aceitar o convite, mas não sobre a cadeira diante deles: na verdade, optou por se sentar de frente para o Caçador, impedindo que ele continuasse examinando aqueles documentos e prestasse atenção totalmente em si; ou, pelo menos, em suas coxas pálidas que estavam na altura dos olhos claros do outro, praticamente. “É o seguinte: não consegui achar seu coração. Ele deve ‘tá muito bem escondido, porque foi impossível achá-lo.”