“Não existe hora errada. Não acredito nisso. Não acredito em encontros que não tenham acontecido – exatamente – quando deveriam acontecer. Cada pessoa que surgiu em seu caminho, cada beijo, cada abraço, cada noite inteira de amor ou prazer, deveria ter acontecido para que você chegasse ao agora. Tudo faz parte da sua caminhada. Da sua escalada rumo à felicidade.
A vida é mágica. Ela age através de um disfarce chamado – acaso. O acaso, nada mais é do que a engrenagem do destino. Através dele, não percebemos que cada pessoa que esbarramos, estava no lugar certo, na hora certa. Não foi sorte. Deveria acontecer. Deveria mexer com você. Deveria te despertar um bilhão de sensações. Deveria revirar seu coração. Não duvide disso.
E, já me antecipo a sua pergunta – e por que encontramos algumas pessoas incríveis com as quais gostaríamos de ficar, mas não sentimos nada mais forte ou, simplesmente, quando ainda temos o coração ocupado pela pessoa anterior? – o motivo é óbvio: vocês não deveriam ficar juntos. Vocês deveriam, apenas, passar pelas vidas um do outro. Quem deve permanecer em nossa história, permanece. Mas nenhum personagem deixa de ser importante, mesmo que ele só apareça em uma página ou em dez capítulos do livro.
Ao invés de gastarmos tanto tempo relativizando, tentando entender o período de duração das coisas, o motivo dos encontros, se é ou não o momento certo para que cada pessoa surja, devemos aproveitar. Não se importe tanto com a eternidade. Ou melhor, vive um dia de cada vez. Deixe que aquilo cresça. Deixe que o sentimento tenha o tamanho que deve ter.
Só para encerrar o assunto, vou te trazer para uma mania minha que minha avó sempre repreendia: eu como muito, muito rápido. E sim, todos nós já sabemos que “apressado come cru”, mas não é esse o ponto. A questão é: ela sempre me dizia que, independentemente do tempo que eu levasse para comer, rasparia o prato. A diferença estava no sabor. Às vezes, nem sentia o gosto da comida. Só engolia. Foi aí que entendi que estar com alguém, tem que acontecer aos poucos. Senão, perdemos o prazer de degustar a companhia. Quando notamos, as histórias já acabaram.” (Matheus Rocha)











