São 16h15
A gente não sabe realmente qual o tamanho que a gente tem. Agora estou em um café da cidade, que nem gostei tanto, mas é o mais próximo que encontrei. Está tocando uma música que te mostrei a noite, te fiz ouvi e antes disso escrevi uma frase dela com teu nome. Mas o que importa agora, é uma moça de camisa azul, que estava com um livro nas mãos e depois que a música começou ela precisou tirar a máscara, pegou um lencinho e enxugou o rosto. Lagrimas ou suor? Não dá para saber. Estou em um ângulo que não consigo ver seu rosto. Ela tem tatuagens e usa o mesmo tênis que eu. Olha, acho que não eram lagrimas, não preciso mesmo e nem devo projetar no outro minha romântica e dramática imaginação. Falando nisso, essa é uma das cenas que me chamariam atenção na adolescência. Te mandei mensagem, mas ainda não respondeu, nem estranho mais. Meu ombro ta doendo, acho que preciso dar uma pausa. Na preguiça e voltar para os exercícios. Droga, até nos exercícios vou lembrar de ti.
















