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@waldyrious
Not sure if this is commendable, scary or outrageous. Maybe all of the above.
Powerful words. Now that the model of the industrial era (which demanded hyper-specialization for a life-time in a single-track career) is becoming less and less relevant, perhaps returning the mandatory education years to the classical system, with the trivium of grammar, logic and rhetoric (input, processing and output, to use more modern terms), would make for a better fit to our world -- by providing generic tools for becoming an effective member of the knowledge economy we live in today.
I suppose one could compare the classical system to the cliché "teach a man how to fish", as opposed to the current "pre-cooked recipe" model of education, which consists mostly of a generic, predetermined body of knowledge -- which, to make matters worse, is poured over the learning brains at a steady, unadjusted rate, which obviously will frustrate some and bore others, whose rhythm or interests differ.
Couple that with the "buffet", "self-service" model of linked-but-autonomous knowledge units popularized by the likes of Khan Academy, the youtube edutainment community, interactive digital tools and games, and the exploration-based learning systems like the Montessori schools, and we'd certainly end up with much better educated adults (and crucially, still curious ones!)
Palavras bonitas, é certo; resta saber quanto destas intenções se materializam no dia-a-dia de atividade política desta pessoa e do seu partido. Mantenho-me entre cético e cautelosamente optimista; vamos ver como as coisas evoluem.
Transcrição do discurso (incluido aqui em vez de submetida ao vídeo, já que o YouTube obriga a que os videos sejam ativados para contribuições da comunidade manualmente, um a um, em vez de tornar o caminho da colaboração o mais fácil... </rant>):
Senhor Presidente da República, senhor Presidente da Assembleia da República, ilustres Deputadas e Deputados, senhor Primeiro-Ministro e demais membros do Governo, senhores Presidentes do Tribunal Constitucional, do Supremo Tribunal de Justiça e demais tribunais superiores, antigos Presidentes da República e da Assembleia da República, Demais autoridades civis, académicas e militares, minhas senhoras e meus senhores: comemorar o aniversário do 25 de Abril é uma responsabilidade e um orgulho para a Assembleia da República. E fazê-lo não é, nem pode ser, um mero cumprimento de um dever, uma formalidade sem significado. Comemorar o 25 de Abril é prestar homenagem a todos aqueles que lutaram e resistiram a um regime ditatorial e que naquele dia, em nome do povo português, libertaram o povo, para devolver ao povo a condução dos seus destinos. [Aplausos] É também tempo de agradecer aos militares que lutaram na guerra colonial independentemente de concordarem ou não com a política ultramarina. Aos muitos que pereceram, e aos que sobreviveram, agradecemos. Agradecemos especialmente aos que quebraram o ciclo da guerra colonial, dando esperança à criança que dizia "quando for grande não vou combater". Comemorar este aniversário é honrar o regime democrático em que vivemos, fundado nas revoluções de abril de 74, e de novembro de 75. Provámos que o liberdade é mais forte do que o medo. Vivemos num regime democrático se concretizou com a aprovação da constituição de 76, e se consolidou com a revisão constitucional de 82. E honrar este regime é afirmar que Portugal é uma república que reconhece o primado à dignidade da pessoa humana, que Portugal é um estado onde o respeito e a garantia dos direitos e liberdades fundamentais não são negociáveis. Quarenta e quatro anos depois, importa perguntar o que conseguimos, e o que está por fazer. E conseguimos tanto: Nas últimas décadas, 21 governos foram cumprindo os desígnios constitucionais de garantir um estado social com saúde, educação e igualdade de oportunidades para todas as pessoas, procurando que Portugal seja cada vez mais um país onde não importa quem somos, quem são os nossos pais, de onde viemos, no que acreditamos, quem amamos. As novas gerações olham, por isso, com gratidão para o que as gerações que nos precederam nos deram. A elas, a muitos de vós, se deve o sistema educativo, o serviço nacional de saúde e a independência da justiça como existem, e tantas outras conquistas nas mais diversas áreas da governação. Nós, os mais novos, temos tido, desde que nascemos, acesso oportunidades que gerações anteriores apenas puderam sonhar. Somos por isso o produto de um Portugal sonhado. O facto de a minha geração ter nascido e sempre vivido em liberdade, não significa que a minha geração prescinda de defender essa liberdade; ou que esqueça que o nosso país nem sempre a teve. Porque a liberdade funda-se num dia, mas não se constrói uma noite. Recupera-se uma data, mas conquista-se todos os dias: tem que ser conquistada, e reconquistada, e reconquistada, todos os dias. [Aplausos] Uma liberdade que é minha, que é tua, que é nossa. É do senhor deputado Jerónimo de Sousa, que eu aqui cumprimento, e pode ver o seu partido sair da clandestinidade e entrar num parlamento eleito pelo povo; é da senhora deputada Catarina Martins, que eu aqui cumprimento, e que nunca teve de encenar uma peça censurada a lápis azul; é do senhor deputado Carlos César e do Partido Socialista, que eu aqui cumprimento, e que nesse dia puderam ver os seus fundadores regressar a casa; é da senhora deputada Assunção Cristas, que eu aqui cumprimento, que pode ser mãe de família e ter uma vida profissional de sucesso, também por causa desse dia; e é do meu partido, do Partido Social Democrata, que, fundado no dealbar da democracia, nunca mais largou o sonho de reformar Portugal para melhor, para amanhã, para o futuro. [Aplausos] É do doutor Rui Rio, que eu aqui cumprimento, e que pode ser dirigente estudantil em liberdade, também por causa desse dia; é de todas as mulheres, a quem aqui presto os meus cumprimentos, para quem Abril significou um passo largo na direção da igualdade entre homens e mulheres através da efetivação do direito a voto, à liberdade de movimentos, entre muitas outras conquistas. Há muito por fazer, e o público espera e reclama de cada responsável político que se faça mais; que se faça melhor. Senhor Presidente da República, senhor Presidente da Assembleia da República: a política portuguesa tem-se fragmentado cada vez mais numa repetição de divisões entre nós e o "eles": nós os políticos, e eles o povo, ou nós o povo, e eles os políticos; nós os jovens e eles os mais velhos; os da capital, e os do resto do país; os do interior e os do litoral; os da cidade ou os do campo; os da Madeira ou dos Açores, e os do continente; os do nosso partido, e os dos outros partidos. A política e a democracia não podem continuar a alimentar estas divisões. A atividade parlamentar não é um campeonato onde os nossos ganham ou perdem, e as vitórias de uns são as derrotas de outros. [Aplausos] A atividade parlamentar tem de exigir que as pessoas ganhem, que o país ganhe. Porque demasiadas vezes, para que os partidos ganhem, são as pessoas que perdem. E digo sem rodeios: há assuntos em que não ouvimos suficientemente o que o povo reclama. É talvez o mais central desses assuntos o combate à corrupção, e a defesa do estado e do erário público da captura por interesses particulares. Temos de ter a coragem para reformar o sistema político, introduzindo transparência, para que sejam conhecidos todos os interesses em causa em todas as decisões tomadas pelos poderes públicos. A transparência tem ser a regra do funcionamento democrático; importa recordar que o exemplo vem de cima. A opacidade só serve os prevaricadores, os menos sérios, os corruptos, debaixo de um manto que os encobre: a generalização "são todos iguais". Mas não, não são todos iguais. Não somos todos iguais. Devemos por isso garantir, em geral, que qualquer pessoa deve ter o direito a saber quem, quando, como, e porquê os poderes públicos decidem o que decidem, quanto nos custa hoje e quanto custará amanhã. Senhor Presidente da República, senhor Presidente da Assembleia da República, e o que está por fazer? Um Portugal por fazer na educação: mais de 30 anos após a aprovação da lei de bases do sistema educativo, importa refletir sobre a educação do futuro que queremos. Um Portugal por fazer na saúde: com o serviço nacional de saúde a assinalar 40 anos em 2019, temos de garantir, sem exceção, a cobertura universal dos cuidados de saúde, em tempo razoável, e com recursos suficientes, independentemente da condição económica, geográfica ou etária. Um Portugal por fazer na cultura: não é aceitável que a cultura seja o parente pobre da governação; a cultura não tem esquerda na direita; deve ser livre e não programada politicamente. [Aplausos] um Portugal por fazer na coesão territorial: porque o Portugal a construir tem de ser um país inteiro e não um país dividido; dividido entre quem vive nas grandes áreas metropolitanas ou no resto do país. E hoje, não nos esquecemos daqueles que não se lembram connosco o 25 de abril 2018 porque perderam a vida ou perderam os seus familiares em 2017. Um Portugal por fazer no emprego e no combate à precariedade: num país dividido em que para defender os direitos adquiridos de uns se sacrificam os direitos básicos de outros; a todos os que trabalham devem ser garantidos os mesmos direitos. [Aplausos] Um Portugal fazer na segurança social: porque um país que propositadamente esquece as novas gerações é necessariamente um país por construir. Um Portugal por fazer para os jovens: por um país que aproveita a força, a criatividade, a energia, a imaginação e a iniciativa dos seus jovens, e a quem são dadas condições e oportunidades para que possam provar que são capazes que fazem coisas novas, e que as fazem bem. Muitos lamentam que para os jovens é tudo urgente, mas neste caso, é-o de fato: o Portugal por fazer não pode esperar. Um Portugal por fazer na solidariedade intergeracional: porque numa mão, a inovação tecnológica não pode produzir novos excluídos nas gerações mais velhas, que perdem acesso aos serviços e direitos fundamentais quando eles são mediados eletronicamente, e porque na outra mão, o endividamento limita a liberdade de escolha das novas gerações; não se pode aceitar um fardo tão pesado para as novas gerações. Um Portugal por fazer na inclusão: todos nesta sessão somos responsáveis por aquelas pessoas a quem não são plenamente reconhecidos ou garantidos os seus direitos fundamentais. A pobreza, o género, a etnia, a raça, a nacionalidade, a ascendência, a fé, a orientação sexual ou convicção política. Temos de garantir a igualdade de oportunidades e inclusão de todos quantos cá vivem; iluminar todos os fatores de discriminação e intolerância, todos os grilhões que aprisionam a liberdade. A geração que sonhou e concretizou as revoluções de 74 e 75 conseguiu que nós, os seus filhos, vivêssemos no Portugal sonhado. Eu nasci no ano em que caiu o Muro de Berlim e o povo português merece que nós, os seus representantes, sejamos capazes de realizar este Portugal por fazer, de derrubar os muros da injustiça e da desigualdade injustificadas. E a todos os que nos ouvem: aqui, no parlamento; em qualquer canto ou recanto de Portugal; pela televisão, pela rádio ou pelas redes sociais; a todos os portugueses que nos ouvem espalhados pelo mundo, em qualquer metrópole ou isolados da civilização, em qualquer um dos continentes: Cada um de nós tem a sua história: é singular. Mas o nosso destino é coletivo, é partilhado: é voltar a sonhar e fazer um Portugal para as próximas gerações. A força do nosso país não se mede pela força das suas armas, mas pela convicção dos nossos ideais; não se mede pela força dos mais poderosos, mas pela esperança, e pelo sonho de cumprir Portugal. Como escreveu Torga: "Livre não sou, que nem a própria vida mo consente; mas a minha aguerrida teimosia é quebrar dia a dia um grilhão da corrente. Livre não sou, mas quero a liberdade; trago-a dentro de mim, como um destino." Viva Portugal. [Aplausos]
This is one of those songs that make me feel that some musical pieces are discovered, rather than composed. A delightful experience from start to finish!
"If things are transparent, not just internally, but, literally, public, how do you differentiate, prototype or otherwise get the element of surprise, so skillfully deployed by Apple and others? Well, you don’t. You accept that your goal is to be seen and copied, ... shared, ... and remixed."
Yes! Embracing transparency can indeed be liberating, and is nowhere near as scary as people tend to think -- quite the contrary. I'm proud to be part of this culture, and make my best to transfer these principles to the spheres in which I'm active.