vc arrasou na ultima one. volta logooooo....tati
Obrigada, amore <3
Estou ansiosa pra postar logo... Semana que vem chegam os primeiros capítulos...

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Obrigada, amore <3
Estou ansiosa pra postar logo... Semana que vem chegam os primeiros capítulos...
Nem acredito.. Você voltou!!! Seja bem vinda de volta!
Obrigada querida :)
Estava morrendo de saudades, tô feliz que não me abandonaram...
Sei que já faz um tempo q a fic " A parceria" está parada, mais eu gostaria tanto q vc a terminasse. Eu adoro essa fic.
Então, eu tenho muito carinho por essa fic, foi a minha primeira. Mas estou meio perdida com ela, as coisas que planejei não aconteceram, sem falar que tô achando ela tão comunzinha. Não sei se tenho pique pra terminá-la...
HEEEYY GAROTAAAS!!!
(Percebam que estou só um pouquinho elétrica, haha...)
Estou sem internet em casa, mas estou com vontade de postar minhas histórias... Sem falar que a saudades daqui tá enooorme...
Então pensei em escrever uma minific, com uns 15 caps, e postar toda em duas vezes. O que acham??
Seria JuDrigo, mas num contexto diferente desse de atores e mundo global, e nem sei se teria final feliz. E aí, posto ou não??
Ai meu Deeeeeus, Gabi, que saudadeeees! Tão feliz de olhar o tumblr e ver que tinha um conto seu! Amei demais! Muito lindo! Bom te ver por aqui, nem que seja rapidinho! Valeu muito! Apaixonada pela one!
Eu também estava com sdds de passar aqui, principalmente de falar com vcs <3 Dá um vazio ficar longe do fandom...
Obrigada querida... Olha o próximo post, espero que vocês gostem....
Meu Deus que on foi essa adoreiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii arrasou beijos Cris
Eeei Cris, vc tem um insta não tem? Sempre vejo uma menina com esse nome comentando em fotos judrigos, mas fico com vergonha d add errado, haha...
Obrigada querida. Vem ai mais novidades. Espero que tbm goste...
Oiii, não sabe como fiquei feliz que você voltou a escrever.. Conheci seu tumblr há pouco tempo,você já tinha parado de escrever, mas ainda sim eu entro aqui direto na esperança de ter algo novo e que fiquei super feliz hoje quando vi.. Simplesmente ameeeei esse conto <33 Escreva mais por favor!!!!
Oieee... você nem tem ideia de como fiquei feliz em saber que tem alguém que ainda acompanha aqui o blog...
Seja bem vinda, querida!!!
Obrigada *--* Acho que todas ficamos ainda mais iludidas depois desse carnaval haha <3
Então, estou pensando em voltar aos poucos...
Oneshot JuDrigo: Mil e Uma Noites de Amor Com Você.
Juliana chegou já sem fôlego no camarote da Boa. E isso nem era por causa das várias entrevistas e fotos que precisou fazer antes de conseguir entrar de fato (ela era simpática o suficiente para não se importar com isso). Mas porque seus dias de folia estavam muito corridos.
Ela marcou presença não só em vários trios elétricos de Salvador, como em camarotes no Rio. E isso nem tinha a ver com a visbilidade que ela receberia na mídia, nem com o quanto lhe pagariam para usar determinado abadá, a questão é que ela amava festas, o carnaval então, ainda mais. Aproveitar era seu lema.
- Eita mulher, achei que você não ia sair mais de lá. - Nathalia comentou, dando uma cotovelada carinhosa, seguida de uma risada levemente alterada.
- Pra você. - Wanessa lhe entregou uma bebida. As meninas entraram por volta de meia hora antes, mas a festa (para elas) tinha começado bem mais cedo, com direito a bebidas e música. Só que nenhuma estava realmente bêbada, elas tinham uma tolerância boa.
As gravações de Totalmente Demais estava tomando bastante tempo de Juliana, por isso ela aproveitou a folga para curtir na companhia da prima e da amiga. E diversão era o que não faltava, parecia que quanto mais dias passavam, mais empolgadas elas ficavam.
- Ei Ju, não é aquele seu amigo gostoso? - Nessa sussurrou ao pé do ouvido, ou melhor, gritou, já que os shows lá dentro tinham começado.
- Qual deles? - ela perguntou, sem se importar muito. Suas amigas sempre queriam conhecer algum amigo dela, seja da época de atriz ou de modelo. Ontem mesmo ela tinha ajudado uma amiga a fugir para um canto sem paparazzis para aproveitar mais.
- O Simas! - Nath deu um berro animado, assim que o localizou. Por mais que Juliana falasse para ela que os dois eram apenas amigos, a prima tinha uma leve suspeita de que tinha algo a mais, não é possível que toda aquela química fosse nada. Por melhor atores que eles fossem, não tinha como fabricar tanto sentimento, sem falar dos momentos fora das câmeras, aí era tanta parceria e carinho, que ficava feio para os casais assumidos.
- Aonde? - Juliana começou a procurar, agora empolgada. Mas não pelos motivos que as amigas achavam. A questão é que Rodrigo realmente virou um grande amigo, e ela sentia falta das várias horas passadas juntos, seja batendo o texto, gravando, de carona, nas baladas da vida, ou simplesmente em silêncio. Estarem juntos era especial, ele era uma companhia e tanto. Sem dúvidas, Rodrigo era fora do comum.
Antes que as meninas lhe apontassem, ela mesma o enxergou. Simpático como poucos, Rodrigo irradiava animação por onde quer que passasse, isso sem falar da (óbvia e estonteante) beleza.
Juliana acabou dando um suspiro, e se assustou consigo mesma. Desde quando ela reagia assim a ele? Devia ser saudades. Só isso. Claro. Um amigo querido, do qual sinto saudades - tentou se convecer.
Por sorte, suas amigas estavam bastante distraídas, e nem perceberam seu deslize. Senão, iriam encarnar nela para o resto da vida. Nem todas achavam que eles tinham algo, mas só a oportunidade de aporrilhá-la um pouco já valia a brincadeira.
- Puta que pariu, ele tá muito gostoso! Vocês nunca se pegaram mesmo? - Nessa perguntou, analisando o rapaz descaradamente. Por sorte, as várias pessoas ao redor, disfarçavam um pouco. Se bem que ela não tinha nenhum problema em demontrar interesse.
- O Rodrigo é meu amigo! - Juliana disse rindo um pouco, ela já tinha perdido as contas de quantas vezes teve de repetir isso. As vezes ela nem reparava o que estava falando, apenas negava, como se o disco já estivesse posicionado automaticamente no repeat. Ela não se dava conta de que as vezes as coisas podiam mudar. Já estavam mudando.
- Não tem nada de colorido nessa amizade? - Nath pilhou, também encarando o rapaz. Mas rapidamente mudando de foco - Huuum, quem é aquele ali com ele?
- O Bu? É o irmão dele. - Juliana respondeu de imediato, depois que viu quem a amiga realmente apontava, corrigiu - Aquele é o Ycaro. Quase um irmão também.
- Me apresenta? - ela pediu já arrumando os cabelos.
- Osh mulher, você já conhece ele. Já saímos todos juntos. - Ju percebeu que a amiga não devia se lembrar porque fazia muito tempo, ou talvez porque já estava bastante bêbada; optou por alertá-la, já que sabia que ela não curtia aparecer em blogs de fofoca - Enfim. O Yca é ator e modelo. E aqui tem paparazzis. Vai querer arriscar?
- Ih, aqui nem tem lugar pra se esconder. - Nessa analisou, já fazendo bico; mas logo depois soltou uma gargalhada - Mas vamos mesmo assim, contato é tudo na vida.
- Espera um pouco. Deixa eu ver quem tá na mesa. - Juliana ficou pediu, a procura de uma certa garota. A única que estava lá era Mari, que ela amava, e se dava super bem. Mesmo assim ela resolveu esperar, não seu santo não batia com o de Ramos. O desprezo da xará por ela era quase palpável, de tão óbvio, e a loira não queria estragar a noite lhe encontrando. Sempre que isso acontecia, ficava um climão péssimo entre elas, que demorava a desanuivar (geralmente com alguma brincadeira de Rodrigo, que parecia se manter alheio a isso).
- Tá procurando a Coruja? - Nath perguntou, já pegando outro drink. Era um pouco assustador a semelhança de pensamentos entre elas, mas é que foram criadas praticamente juntas, tinham idades próximas, dividiam segredos, era natural que fosse assim.
- Na boa, você tem que acompanhar menos as judriguetes. - ela gargalhou. Não queria dar ainda mais motivos para a prima não gostar da outra, mas negar também não era uma hipótese, Juliana não gostava de mentir (e nem era boa nisso; já que era totalmente transparente em suas reações).
Juliana não era boba, sempre lhe pareceu bem clara as investidas de Ramos - que deram certo por algumas vezes, mas nada realmente sólido. Parecia que o moreno só cedia aos encantos da garota quando não estava sóbrio o bastante para perceber o erro.
Quer dizer, não que Juliana fosse dizer sua opinião para ele, o amigo já era crescidinho o suficiente para tomar as suas decisões com base no próprio julgamento. Na verdade, tomar uma iniciativa dessas só iria estabelecer um clima de rivalidade entre elas, e piorar ainda mais a situação.
- Só disse verdades. - Nath deu de ombros - Além do mais, acho que ela não vem.
- Sobra mais homem gostoso. - Nessa estalou a língua, sem nem perceber sobre o que elas realmente estavam falando.
- Ela quer um só. - Ju disse toda séria, encarando Rodrigo. E nem ela mesma se entendeu. Desde quando ela tinha ciúmes de seus amigos? Quem era ciumenta e superprotetora era Ramos, não ela. Não tinha que fazer diferença o que ele fazia com as outras garotas. Mas a questão é que fazia. Já tinha um tempo desde que ela passou a ficar incomodada com a ação de outras mulheres ao redor dele, sem falar das reações que ele formava.
- Uh, isso foi ciúmes? - Nath cutucou, com os olhos brilhando de animação. Ok, sua prima era judriguete assumida. Quando ela e Alice se juntavam era praticamente um fã-clube montado.
- O que? Você tá com ciúmes do Rodrigo? Gata, do jeito que ele te olha, é só você dizer sim, que ele já te pega. - Nessa soltou a língua. Ela não gostava de enrolação, e sabia como Juliana tentava calcular tudo, até mesmo seus relacionamentos. Nada melhor que desencanar no carnaval, qualquer coisa era só culpar a bebida ou o clima de festa. Mas ficar sem testar, para ela, não era uma opção.
- Ele tá me olhando? - Juliana disse ficando subitamente tímida, e fixando seu olhar no palco. Oi? Juliana e tímida nunca couberam na mesma frase! Porque ela ficaria assim justo com um de seus melhores amigos?
Bom, a resposta martelava em sua cabeça. Porém ela estanha empenhada em ignorar isso. Nunca ela estragaria uma grande amizade por causa de uma atração súbita. Ainda mais quando era com Rodrigo, que se tornou parte fixa e importantíssima de sua vida, o risco não valia. Quer dizer, pelo menos era o que ela achava.
- Eu tava dizendo de modo geral, mas agora ele realmente olhou pra você! - Nessa gritou espantada - Isso foi meio assustador. Você disse isso e ele olhou pra cá, direto, como se você estivesse chamando.
- Isso é parceria! Eles se falam no olhar. - Nath disse com a voz mais meiga que conseguiu, o que não foi grande coisa, já que ela já tinha bebido (só nesses poucos minutos no camarote) três doses de um destilado qualquer que estava passando.
Foi inevitável Juliana olhar na direção dele, era com se um imã tivesse lhe atraindo. Tudo que ela conseguiu foi dar um tchauzinho com a mão, e um leve sorriso. Um calor subiu em seu corpo, e ela soube que estava alterada demais para se aproximar.
- Vamos dançar. - Juliana puxou as duas, tentando (na maior cara de pau) mudar de assunto. Apesar de que ela estava tão distraída com a conversa sobre Rodrigo, que nem tinha bebido o primeiro copo que lhe entregaram, acabou deixando-o no balcão. E se esforçando a se distrair com a música. Depois ela falaria com ele, de preferência num momento em que não estivesse louca para se jogar em seus braços.
*****
Rodrigo também amava carnaval. E nesse ano, como não estava trabalhando, pôde aproveitar durante mais dias ainda. Viajou com os amigos, participou de bloquinhos, e para fechar com chave de ouro iria para o camarote da Boa ver suas escolas do coração.
Pra ser bem justo, não eram só as escolas de samba que ele estava esperando, mas também (e principalmente) uma certa loira - que fazia muito tempo que não saia de seus pensamentos. E que ele sabia que a paixão por carnaval, também a levaria pra lá. Ele só torcia pra que fosse o mesmo camarote. Como faz com uma saudade tão desproporcional assim? Eles sempre trocavam mensagens, só que não era o bastante. Depois de anos grudados (na seguinha das novelas Malhação e ADH) ficaram acostumados a terem muito um do outro.
Geralmente Rodrigo tinha um grupo de amigos bem maior, mas acabaram se dividindo, já que não chegaram num consenso de onde ficar. Sem falar nos que optaram por ficar babando no lindinho do Joca, que a cada dia parecia mais encantador. Em sua mesa, no momento, estava seu irmão, Yca, e Mari - que contavam alguma história muito engraçada, ou pelo menos parece, já que todos riam.
A questão é que desde que ele colocou os olhos em Juliana, era como se todo o resto ficasse silencioso, e toda multidão desaparecesse, só existiam eles dois. (Parece brega. E realmente é. Entretanto, ele não se importava mais com isso. Há muito que parou de se preocupar em desvendar o que sentia por ela.) Mas ela não gastou nem dois segundos olhando em sua direção, e logo foi para a pista junto com as amigas. Ele não podia julgar, essa era outra paixão da qual dividiam.
Desde que gravavam Bruno&Fatinha, Rodrigo já tinha percebido sua fixação (óbvia) por Juliana. Mas sabia que não podia continuar assim, na época a loira namorava, e qualquer impressão de que ele queria algo a mais, a levaria pra longe dele. Depois disso, eles já estavam amigos demais para que algo pudesse mudar, na verdade, isso só aumentava o medo de ter algo, e depois a situação estragar a sintonia e familiriadade que eles já conquistaram.
A questão é que ela realmente era uma grande amiga para ele. Mas ela também era a garota mais interessante que ele conheceu. A mais divertida. A mais espontânea. O que era realmente uma merda, se formos bem sinceros. Se ela fosse só mais uma que se jogava pra cima dele, facilmente ele desencanaria, mas ela ser tão especial só prejudicava tudo.
- Juliana. Só pode. - Bruno constatou, respondendo a pergunta de alguém, que Rodrigo evidentemente não ouviu, visto que estava perdido em seus pensamentos.
- O que? - ele voltou a atenção para a mesa, sabia que não era nada simpático que ele ficasse fora do ar desse jeito. Efeito Juliana.
- Para você ficar com essa cara de tonto, só pode ter visto a Paiva. - o irmão repetiu, gargalhando da cara de abismado que o outro fez. Os dois tinham tanto empenho em negar tudo, ela absurdo que negassem até mesmo as pessoas mais próximas, sendo que qualquer um ao redor (desde que fosse mais atento) podia captar a interação entre eles.
- Onde ela tá? - Yca perguntou, se balançando exageradamente no banco, para conseguir enxergá-la.
- Que raio de coisa que você tá fazendo? - Mari perguntou rindo da reação excessiva dele, motivada provavelmente pela bebida.
- Para com esse pescoço de ganso. - Bruno brincou, dando um tapa em suas costas.
- Irmão, Juliana tá sempre top. Eu a vejo, ela me vê. Vai que hoje é meu dia de sorte. - esfregou as mãos, e depois encarou Rodrigo levantando uma sobrancelha. Só a expressão que ele fez já foi suficiente para o moreno entender que era uma brincadeira. Não que isso o deixasse particularmente feliz. Seu amigo estava brincando, mas todos os caras ao redor não estariam.
As vezes ele se convencia de que não estava atraído por ela, que estava apenas confundindo os sentimentos. Mas bastava uma troca de mensagens, uma conversa por telefone, um olhar, e ele percebia que não tinha como confundir. Ele nunca sentiu isso por ninguém, era mais que uma fixação boba.
Quantos planos ele já tinha feito, seja para esquecê-la, ou para provar para ela que eram um bom par. E quantas vezes os primeiros não davam nem ligeiramente certo, e ele desistia dos segundos e os transformava em só mais uma das brincadeiras.
- Viu Rod, é tão lerdo que perdeu. - Bruno continuou a provocação.
Ele finalmente encontrou Juliana naquele mar de gente dançando na pista. Ela continuava com as amigas, mas não só com elas. Parecia que um outro grupinho tinha se unido a elas. Ele reconheceu algumas pessoas que faziam Totalmente Demais, até porque tinha sido apresentado à parte do elenco por Fi. Mesmo assim não foi suficiente para acalmá-lo.
Isso porque, Juliana estava dedicada à uma dança com Raphael. E por mais que comparado a outras danças que existiam ao redor, essa não fosse grande coisa. Para Rodrigo era uma situação terrível, quase como se estivessem se agarrando.
- Bora pra pista. - ele chamou, já se levantando, quer dizer, pareceu quase uma ordem para os amigos. Não que eles fossem se opor, também amavam música, mas o moreno se levantou de forma tão resoluta e repentina, que ele parecia numa missão.
- Ei, vai com calma. - Mari pediu, dando uma leve corridinha para chegar ao seu lado, e segurando seu braço com força, para chamar sua atenção.
- Ué, não posso dançar? - Rodrigo deu um sorriso falso, que foi tão tenso que não passou despercebida pela amiga, que lhe encarou por mais alguns segundos, mostrando que não ia lidar com confusão naquele dia.
Os rapazes já estavam mais pra frente, não tinham sensibilidade, nem paciência para tanto drama. Na verdade, a única vez que Bu falou sério com Rod sobre o assunto mandou ele "parar de palhaçada, e se decidir logo, ou toma uma atitude ou desencana". Sábias (e sucintas) palavras - mas que não tiveram efeito algum.
Rodrigo respirou fundo, tentando se acalmar. Ele não era violento, nunca se envolvia em brigas, a menos que fosse para defender alguém querido. Mas ele também não queria fazer um escândalo ali, envergonhando à ele e a Juliana.
A questão é que ele nunca tinha sentido ciúmes de ninguém antes, só com a loira, e ele não sabia ainda como lidar com esse misto de sensações. No seu interior ele compreendia que não tinha direito de impedí-la de nada, mas na prática tudo que ele queria era que ninguém encostasse dela. De preferência nem olhasse também.
- Buuu! - Rodrigo se aproximou por trás dela, segurando seus ombros, e lhe dando um leve susto.
- Heey Bu! - foi tudo que Juliana conseguiu responder, com seu coração batendo mais acelerado do que as baterias das escolas de samba.
Bom, se seu ego estava um pouco ferido por ela ter escolhido ir dançar ao invés de se aproximar dele, foi completamente restaurado assim que a garota virou. Ela abriu o maior sorriso do mundo, daqueles que os olhos quase se fecham tamanha felicidade. E ignorou o rapaz com quem dançava, enrolando seus braços no pescoço do moreno, que automaticamente a prendeu pela cintura, dando um daqueles seus fortes braços.
- Se a montanha não vai a Maomé. - ele deu de ombros, assim que o abraço terminou, mas ainda lhe prendendo a ele com as duas mãos.
- Você me chamou de montanha, seu abusado? - a loira gargalhou, dando um tapinha brincalhão em seu peito.
- Sem drama, você sabe que está linda. Que é linda. - Rodrigo soltou sem querer, fazendo carinho em seu rosto.
Normalmente ele não era tão direto assim, e seus elogios sempre eram seguidos por alguma palhaçada para descontrair. Mas ele estava tão cansado de fingir, de se esforçar para parecer que ele não sentia nada, quando na verdade sentia tudo.
Nos últimos tempos, quando o moreno dava algum deslize, ela dava uma rebatida rápida, com alguma piada ácida ou brincadeira que só a dupla entendia. Só que ela estava tão descompensada com a avalanche de sensações que (finalmente) vieram a tona, nos últimos minutos, que mal sabia como reagir.
Eles ficaram apenas se encarando, a música tocando alta e agitada, mas parecendo só fundo para tudo aquilo. Foi preciso só um olhar para eles entenderem que tudo tinha mudado, ao mesmo tempo que continuava muito igual.
O grupo que estava com Juliana cumprimentava o que estava com Rodrigo, então mal notaram o clima entre os dois. Ou isso ou prefiririam ignorar. Pelo menos até Ycaro enxergar os dois ainda relativamente abraçados, ele não podia perder a oportunidade de brincar com a situação.
- Poxa brother, você pode dividir a Juliana só um pouquinho? Nem que seja só o tempo de dizer oi. - provocou, arrancando risadas de Nath.
- Oi Yca. Quanto tempo! - a garota, toda simpática, foi cumprimentá-lo.
Por mais que ela tivesse dado mais palavras de carinho para seu amigo, Rodrigo não se importou com isso, ele sabia que a relação entre eles era diferente, eles não precisavam falar da saudade, eles sabiam e pronto. Era tão natural quanto respirar.
Além do mais, agora Rodrigo estava concentrado em cumprimentar Rafael da forma mais máscula possível, com a maior intenção de demarcar território, a la macho dominante. Não que isso passasse na cabeça dele dessa forma, a única coisa que o moreno queria era deixar claro que ele seria a companhia para ela. Não que ele precisasse reafirmar nada, assim que ela o viu, já sabia que sua atenção fora roubada.
*****
Algumas pessoas acabam passando para cumprimentá-los e dançar um pouco, mas logo se afastavam. No final o grupo ficou sendo só o trio de Juliana e o quarteto de Rodrigo, que se davam muito bem, tanto que várias fotos deles juntos foram tiradas.
Na verdade, os amigos já tinham percebido que algo no ar estava diferente entre os dois, então procuraram não implicar muito. Talvez essa fosse a grande chance de um algo a mais para eles, não queriam estragar.
Rodrigo e Juliana se divertiam muito, dançando, se provocando, bebendo, naquela sintonia que era só deles. O clima constrangedor passou, mas as faíscas continuavam fortes, lhes preparando para uma noite que terminaria pegando fogo.
Em algum momento, Juliana decidiu que precisava de água, e (claro) ganhou escolta do moreno para chegar até o bar. No caminho, um fotógrafo se aproximou para pedir uma foto dos dois juntos, e espantosamente foi uma só mesmo. Apesar de servir para surto das fãs, fofocas (que os jornalistas julgavam serem mais) bombásticas estavam acontecendo naquele camarote, então eles teriam a sorte de não serem importunados.
- Nossa, não tô mais me aguentando de pé. - Ju procurou uma poltrona, e literalmente se jogou nela, fazendo uma pausinha, já que o sapato estava lhe castigando um pouquinho.
- Vem cá, vou te fazer uma massagem. - ele sugeriu, se sentando na poltrona na frente da dela, e já colocando seus pés no seu colo.
- Aqui? - perguntou rindo, e olhando ao redor.
- Por que não? - respondeu enquanto a descalçava.
Quando propôs a massagem, não tinha nenhum intuito, a não ser aliviar o cansaço dela (tinha um pouco de dó das mulheres usarem salto alto). Contudo, assim que apertou o centro do pé dela, fazendo Juliana gemer de olhos fechados, ele já tinha se arrependido da ideia. Não que não fosse instigante, era sugetivo até demais, mas era muita maldade fazer isso, ainda mais quando ela era tão inatingível.
Ele continuou a massagem num misto de raiva de si próprio por se submeter a isso, e tentativas de se controlar, afinal todos aqueles suspiros dela estavam jogando todo seu sangue pra baixo. Ele já tinha imaginado muitas coisas entre eles, mesmo assim os sons que ela fazia (numa simples - mas nem tão inocente assim) massagem, eram muito melhores do que ele poderia fantasiar.
Juliana estava perdida nas sensações que ele a proporcionava, ele era muito bom com as mãos, e ela se perguntava quais truques mais ele poderia lhe mostrar. Quando ela sentiu a unha de Rodrigo deslizar suavemente por sua panturilha ela não teve como não arfar. Ao abrir os olhos ela deu de cara com o sorriso malicioso do moreno. Se ela já estava pegando fogo antes, agora então nem se fala.
- Tá gostando? - ele perguntou com a voz rouca.
- Hum-hum. - foi tudo que ela conseguiu manhosamente responder.
Em algum momento eles tinham chegado ao acordo de sair fora dos limites, talvez o alcool foi o suficiente para lhes dar coragem, ou apenas eles mesmos não aguentavam mais tanta tensão sexual no ar. Mas eles sabiam que iria acontecer algo, daquela noite não podia passar.
Ela respirava com dificuldade, sentindo a mão dele apertá-la, até as partes que não eram especialmente erógenas, ele conseguia transformar com seu toque. Sem falar que o moreno já se remexia desconfortavelmente na cadeira, se demorasse mais um pouco, se levantar da cadeira seria um pouco constrangedor.
- Juuuu, a Betânia vai passar aqui daqui a pouquinho!! - Nath chegou pulando, as duas tinham comentado que queriam muito ver uma das rainhas da música brasileira ser homenageada. (Essa também era a razão para o espaço em que os dois estavam estar tão vazio, não que eles tivessem se importado em se perguntar o motivo.)
Na hora, a loira afastou os pés dele, e tentou disfarçar. De fato, fez isso bem mal, só que a amiga estava bêbada e empolgada demais para notar qualquer coisa.
- Vamos lá. - ela chamou Rodrigo, um pouco coroada por causa da situação em que estavam.
- Claro. - ele apenas a seguiu, ele faria qualquer coisa para não se afastar dela naquela noite.
*****
Eles viram suas escolas preferidas desfilarem, comentando, cantando, tirando fotos. Mas a troca de olhares entre eles indicava que nenhum dos dois estava disposto a esquecer dos minutos breves que tiveram em particular. A ansiedade só servia para deixá-los ainda mais excitados. Coisas boas vem para aqueles que esperavam.
Depois de um bom tempo olhando a avenida, voltaram para o camarote, outros shows ainda estavam acontecendo. Sem falar que não era muito seguro ficarem muito tempo perto, não queriam correr o risco de que algum fotógrafo conseguisse um furo.
No meio das várias pessoas que dançavam na pista do camarote, eles se sentiram um pouco mais livres para dançar mais próximos. Movimentos ousados. Toda hora se tocando. Apenas flashs de amostras rápidas do que pretendiam ainda mais.
Não pergunte que horas Juliana decidiu que arriscaria, a única coisa que ela sabia agora é que entraria de cabeça. A noite inteira ela teve provas da cumplicidade e da atração deles - era difícil negar ou resistir. Já Rodrigo, assim que viu o olhar intenso dela durante a massagem soube que aquela era a oportunidade deles.
A loira pegou o celular para fazer um daqueles pequenos vídeos para guardar de recordação sobre a noite. Assim que sentiu a barba do moreno roçando levemente em seu rosto, ela soube que o camarote tinha terminado naquele momento para eles. Tentou disfarçar, girando e mostrando algumas amigas, mas aquela seria a última música da noite. Era tortura demais esperar tanto.
Alguns conhecidos também estavam saindo no momento, então eles aproveitaram a deixa para não dar nenhuma pista para a mídia.
- Eu me sinto uma adolescente, me escondendo assim. - Ju deu um sorrisinho bobo, percebendo o quanto estavam se esforçando para passarem desapercebidos.
- Já que você já tá se sentindo assim. Vem cá um minutinho, Xole. - Rô chamou, e o brilho dos seus olhos já apontavam que ele tinha uma ideia em mente.
Ela o seguiu atrás de uma muro, e antes que pudesse perguntar o motivo, teve os lábios arrebatados pelos dele. O primeiro beijo real entre eles. O primeiro em que eles podiam ser apenas Rodrigo e Juliana, e se preocuparem apenas em curtir o momento.
Era mel. E fogos de artifício. E chocolate. E estrelas. E toda uma mistura das melhores coisas do mundo, e que se resumiam e ampliavam quando está com quem se ama.
Risos trocados, lábios desesperados, mordidas famintas. O mundo podia acabar, desde que eles tivessem aquela noite pra eles. Porque finalmente o amor estava no ar.
- Desculpa, queria esperar pra criar uma lembrança especial, mas... - ele começou a se desculpar, mas foi silenciado pelo dedo indicador dela, que pousava sobre seus lábios.
- Foi o melhor momento. Porque foi nosso. - ela sorriu docemente, mudando para um olhar lascivo, quando ele mordeu seu dedo.
- Não me olha assim, senão não respondo pelos meus atos, e não vamos mais sair daqui. - ele avisou, com as mãos subindo e descendo entre a cintura e quadris de Juliana.
- O muro me parece uma ótima opção. - ele sussurrou, fazendo um carinho sensual em sua nuca e em seus cabelos.
- Vamos correr. - ele a puxou pelo braço, usando todo seu autoocontrole. Não queria só esses momentos roubados, queria um tempo para eles.
O destino seria o apartamento dele, mas o caminho teria que ser feito de táxi, eles não estavam muito bêbadas, mas já era mais do que o permitido por lei.
O caminho foi um martírio, a subida do elevador (com outros vizinhos) foi ainda mais terrível. Entraram na casa aos trancos e barrancos, fechando a porta de qualquer jeito, e esbarrando em todos os móveis pela frente.
Eles estavam num beijo frenético, como se quisessem compensar todo tempo perdido. Rodrigo ficou cansado de precisar de inclinar, e levantou Juliana pelas coxas, colocando-a sobre a bancada, e se posicionando entre suas pernas.
O encaixe maior serviu para aumentar o contato entre eles, que a cada movimento mínimo se friccionavam, gemendo ainda mais. As mãos passeavam em seus corpos, e os lábios inchados não paravam de se devorar, por mais que o oxigênio começasse a faltar.
Até chegarem no quarto demoraram bastante, e mesmo lá não foram direto ao ponto. Por mais que o desejo gritasse, eles queriam que fosse especial. Se bem que a paciência de Juliana já estava inexistente.
- Para de me maltratar, vem logo! - ela pedia toda manhosa.
- Estou dando toda atenção que cada partezinha de você merece. - ele explicou, continuando suas carícias.
- Você tá é me deixando louca. - ela reclamava, sentindo o corpo todo dolorido, de antecipação pelo que estava por vir. E puxando a boca dele em sua direção.
- E você acha que eu me senti como esperando por meses? - gemeu, enquanto lambia e mordia o pescoço dela, deixando com certeza um chupão como lembrança.
- Mas valeu a pena? - Juliana perguntou finalmente percebendo o quanto eles já estavam envolvidos, mesmo quando ela se dedicava a negar.
- Não trocaria nenhum minuto. - Rodrigo afirmou, com o beijo mais intenso que já trocou.
E o amanha? Ah, isso eles decidiriam depois, a noite seria bem longa.
Era uma parceria incrível. Mas tinha como ficar ainda melhor.
----------------------------------------
Hey girls, sei que estou há muito tempo sumida, mas deu vontade de passar aqui.
Admito que estava meio desiludida de JuDrigo, e por isso sem inspiração. Mas esse carnaval foi (beeeem) favorável, e teve vídeo, teve foto, teve amor.
Na verdade, nem acho que alguém está passando nesse tumblr, mas caso esteja, vim postar esse conto, que na verdade quase virou uma fic de tanto que surtei. (Eu sei, foi só um beijinho na bochecha, mas pra bom entendedor meia palavra -ou beijo- basta.)
Espero que vocês gostem. Estou com saudades <3
Meninas, eu nem sei como dar esse aviso, por isso serei direta: eu não sei se vou continuar a postar/escrever minhas fanfics.
Eu vou parar com Persuasão por um tempo indeterminado; só vou postar os contos/one-shots que já foram pedidos nas asks; e com A Parceria eu não sei o que fazer, provavelmente vou postar em espaços hiper longos entre um capítulo e outro...
Entendo que é super chato começar a ler uma história e não saber o final (ou não ter uma postagem regular), mas é que realmente está difícil... Estou frustrada por não cumprir o combinado, só que realmente não está mais dando. Desculpa...
Nos meus planos, eu usaria as férias para terminar essa fic, mas tudo deu errado. Sem falar nos problemas financeiros (que cortaram minha internet, e me fizeram ter que procurar um emprego urgentemente), tem os problemas familiares que estão me atrapalhando totalmente. E a faculdade volta semana que vem, e vai tomar meu tempo.
É claro que eu continuo amando JuDrigo e acreditando com todas as minhas forças nesse casal, mas terei que dar uma pausa no tumblr. Vou sentir saudades de vocês e de compartilhar o que escrevo... Sinto muito...
Me passa o link de A Parceria ,pq estou pelo celular 😘
Aqui querida: http://webjudrigo.tumblr.com/tagged/web
Oi, parabéns pela história e pelas ones. Vc escreve super bem. Bjos :)
Oi, amore…
Muito obrigada :)) sei que ainda tenho muito o que aprender, é JuDrigo que ajuda, inspirando demais da conta…
Bjss <3
Gabi, você é maravilhosa cara! Os capítulos demoram um pouco para sair, mas valeu a pena a espera, estão todos PERFEITOS....
Obrigada Amanda <333 você acompanhou a história desde o começo, me sinto muito feliz por você ainda estar por aqui…
Esse período em hiato, se possível, vou tentar melhorar minha escrita, pra pelo menos tentar compensar os sumiços…
Meu dia se fez muito mais feliz graças a sua fic e aos contos, não para de postar não, eu amoooo seus contos assim como sua fic, que venha mais capítulos 🙏 a história está maravilhosaaaaa, tô louca pra ver eles assumindo este amor, beijoos amore
Poxa querida, eu fico muito feliz de saber que vocês gostam tanto assim das minhas histórias, mas acabo me sentindo ainda mais culpada com isso…
As vezes as coisas saem de controle… e mesmo contra nossa vontade temos que renunciar algumas coisas…
Dona Gabriela nem pense em parar as ones, "ñ deixa o samba morrer ñ deixa o samba acabar..." ñ pode tem q ter one hoje, One amanha, One sempre... hahaha bj May
Ai May, as coisas estão difíceis…
Eu vou postar um avisinho (depois de responder as asks), não sei se vai agradar muito…
Mas eu postando ou não, o samba continua, afinal cada dia mais parece que não é apenas ilusão :))
Contos Lindos 💙 Capítulos Lindos 💙 Tudo Lindo 😍💙 Amei 👏💙
Obrigada querida *————*
É muito shipper pra pouco eu, por isso tento caprichar… Ultimamente tem tantos apegos que tá até complicado, haha…
Faz uma one sobre o aniversário do Rod no barco?? Se puder, claro. Obrigada. :)
Faço sim, amore…
Eu não vi muita coisa sobre a festa, só umas fotos, mas vou tentar sim… A próxima vez que eu voltar já é com a one…
Obrigada pela sugestão :)
Web: A Parceria – Capítulo 74 e meio.
Voltamos para aquela conversa de que todos são protagonistas de suas próprias histórias. O que não deixa de ser uma verdade, e se encaixa nesse capítulo extra que aparece no meio dos capítulos convencionais. Afinal, todos amam os cupidos fofos e destemidos que aparecem nas histórias. E nessa não poderia ser diferente, e Alice – melhor amiga da protagonista, primeira shipper do casal, e dona de um carisma gigantesco – não poderia ser diferente.
- Lice, quero falar com você. – Juliana avisou, impedindo que a amiga se sentasse e a puxando pra outra mesa – O assunto é só entre nós duas.
- Você e o Rodrigo não se acertaram? – perguntou, verdadeiramente chateada, já fazendo uma carinha de choro.
- Ih, o assunto nem tem a ver com ele. – explicou, balançando a mão e mostrando desdém.
- Mas vocês estão bem? – insistiu, só por desencargo de consciência.
- Sim. Eu resolvi seguir seu conselho, e deixar as coisas fluírem. No tempo certo, eu falo tudo. Obrigada. – sorriu, verdadeiramente agradecida pela ajuda gigantesca.
- Obrigada nada, depois eu te mando a conta pela consulta. E como foi em domicílio fica mais caro. – brincou com a situação.
- Ué, virou psicóloga agora? – começou a rir.
- Querida, eu ataco em todas as frentes. Atriz, cantora, dançarina, psicóloga matrimonial,... – começou a falar, desandando a gargalhar.
- Eu e o Rodrigo não estamos casados. – avisou, tentando voltar a respiração normal.
- Você não me deixou terminar, eu também sou vidente. – terminou a frase mandando um beijo, foi o suficiente para as duas desatarem a rir ainda mais alto.
- Você só me faz passar vergonha, Lice. – balançou a cabeça, e depois tampou (com as mãos) o rosto vermelho devido a muita atenção repentina.
- Ju, meu brilho chama atenção. Se acostume, amiga. – avisou, começando a almoçar.
- Ai Lice, você não existe. – suspirou. Continuaram o almoço em meio a brincadeiras, e quando Alice terminou, ela tomou coragem para entrar no assunto – A Ag me contou que você não ficou ontem estudando texto, e sim foi pedir colo pra ela.
- Ágatha linguaruda. – reclamou, já com a expressão mais séria – Eu estudei o texto sim, fiquei na casa dela só uns minutinhos, e só contei da situação porque ela insistiu.
- Por que você não me disse? – perguntou, dando ênfase ao ‘me’, afinal sempre achou que as duas fossem bem próximas.
- Ah Ju, não era importante. E você tava mal. – falou, mas sua expressão desolada provava o contrário.
- Claro que é importante, se te envolve, é importante. – insistiu, saindo da frente de Alice e sentando ao seu lado – Você não tem que ser a super-mulher. Não precisa ajudar todo mundo e se colocar em segundo plano.
- Eu só... não sabia o que fazer. – falou com a voz embargando um pouco.
- Ô Lice. – falou a puxando para um abraço, ficaram um tempo assim, com a caçula recebendo cafuné da amiga.
- Podemos ir lá pra fora. Não quero que me vejam assim. – pediu, mostrando que apesar de toda sua suposta segurança, ela era apenas uma garota.
- Vamos. – concordou, saindo do lugar de braços dados; foram se sentar em baixo de uma das árvores.
- A gente deu um tempo. – começou a contar, e as lágrimas já caíam, acompanhando o relato – Sabe, eu sempre gostei muito do Arthur, mas devia ter ouvido o Guga, quando ele falou que não daria certo. A diferença de idade nem é mais um problema. As fãs dele são tão terríveis comigo, umas não gostam de mim porque acham que eu fiz o namoro dele com a Lua terminar, e outras simplesmente implicaram comigo. Eu não agüentei todas aquelas provocações e xingamentos no twitter e no instagram. A gente brigava tanto por isso, na verdade a gente brigava tanto por tudo. Dessa última vez eu disse que me arrependia de ter começado o namoro, foi sem querer, você sabe que eu sou impulsiva. Mas ele levou pro literal, e falou pra darmos um tempo, pra eu ver se ainda queria alguma coisa com ele.
- Você ainda gosta dele? – foi tudo que Juliana conseguiu perguntar, ela entendia que essa situação era bem complicada: idade, ex namorada, fãs, ciúmes; ficou ainda mais chateada por não ter percebido antes, e conseguido ajudar a amiga a passar por isso.
- Não sei. As vezes eu acho que não. As vezes acho que sim. Mas mesmo que eu goste dele, não seria o suficiente pra agüentar essas coisas. – admitiu, secando as lágrimas com o guardanapo que a amiga lhe deu – Porque você tinha com você?
- Achei que você ia precisar. – Juliana explicou.
- Você é ótima! Obrigada por me ouvir. – agradeceu dando outro abraço na amiga.
- Lice, eu sempre vou estar disponível pra te ouvir, pode me contar qualquer coisa, sempre que quiser. – avisou, ainda segurando nas mãos dela – Você precisa falar com ele.
- Falar? – perguntou ainda sem entender.
- Falar que quer sim continuar o namoro. Mas não como está, e aí conta tudo que está te incomodando. – explicou.
- Você tem razão. Se ele não quiser mudar nada, pelo menos eu sei que estou com um cara que não vale a pena. Não pra mim. – concordou, observando os carrinhos brancos (parecidos com os de golfe) passando e levando os artistas.
- Nossa, eu não pensei nessa possibilidade. Só vi vocês juntos naquela festa da Ag, ele parece gostar de você, a ponto de mudar algumas coisas. – disse totalmente positiva.
- Eu espero que sim. – sorriu – Ai ai, nós duas demos conselhos totalmente diferentes para a mesma situação, e vamos seguir. Isso não é confuso.
- Como assim? – não entendeu sobre o que ela se referia.
- Tanto o meu problema quanto o seu se refere a falar. O seu a falar seus sentimentos, o meu a falar os problemas. Eu te aconselhei a esperar, e você concordou. E você me aconselhou a falar, e eu concordei. – gargalhou.
- A gente não é normal. – Juliana riu da situação.
- E você ainda não sabia?! Esquece meu consultório, não sei dar conselhos.
- Nem eu. Mesmo assim, não sei o que eu faria sem você por perto.
- Nem eu sem você, loira. Nem eu. – Alice falou, fazendo cócegas em Juliana.
- Posso me aproximar? – Ágatha perguntou, do outro lado da rua.
- Ih, o bichinho verde do ciúmes já atacou?
- Não sua boba, é só pra avisar que temos que ir pro camarim gravar. – mostrou a língua.
- Ah sim. – se levantaram com pressa.
- Ag, você tava certa. – Juliana falou, dando um abraço apertado, ao se aproximar dela – Você pode ser meio brava, ou direta demais, mas você é ótima.
- Que dengo!! – Alice disse animada abraçando as duas – Sabe o que isso pede? Uma noite das garotas!!
- Ok. Pode ser no meu apartamento. – Juliana disponibilizou – Tenho umas cenas até tarde com o Rod, mas vocês podem ir antes, que ele me leva.
- Eu já disse que eu amo vocês? – Alice gritou, com uma voz esganiçada, talvez imitando um bêbado.
- Credo, que carência. – Ágatha gargalhou, já puxando as amigas para entrarem.
- Podem ir vocês, eu já vou. – Juliana avisou, pegando o celular do bolso – Tenho que resolver umas coisas.
E foi naquela hora que Juliana tomou coragem de ligar para sua mãe (que fazia o papel de sua assessora) e pedir que ela conversasse com o assessor de Guilherme para saber se ele concordava em contar sobre o término. Repetiu para a mãe tentar convencê-lo, mas mesmo que não conseguisse, era para soltar a nota. Ela precisava de liberdade, ela precisava ficar livre para mostrar seus sentimentos. Sem empecilhos, sem culpa.
(...)
- Juliana, eu tô me sentindo uma anã. – Alice apontou para a calça que vestia, de um pijama da loira, e que ficava muito maior nela.
- Tem vários shorts no guarda roupa, não sei porque você escolheu uma calça. – gargalhou, ao ver a imagem da amiga, que estava realmente engraçada.
Ela tinha deixado a chave com elas, que terminariam de gravar mais cedo, e já iriam para o apartamento. Como não passariam em casa, pegaram emprestado pijamas da amiga, e esse era o tópico da conversa. Juliana seguia depois, já que gravaria algumas cenas a mais com Rodrigo.
- Esqueceu, Alice é um pouco loira. – Ágatha falou, no automático – Opa, foi mal.
- Tudo bem, você é a prova de que nem todas morenas são inteligentes. – Juliana respondeu, deixando a risada pro final.
- Podia ter ficado sem essa, hein? – Alice ria sem parar da situação.
- Essa noite não era para falarmos mal de homens? – reclamou – Então parem de me atacar.
- Eu tô aqui quieta, me conformando com meu nanismo.
- Nossa, duas loucas dramáticas. – riu – Tô indo tomar banho, já volto.
Juliana terminava de se trocar quando ouviu uma quase discussão na sala, com as amigas se perguntando se atendiam ou não a ligação, mas não se preocupou. Quando começou a pentear os cabelos, recebeu seu celular de Alice, avisando que era Rodrigo. Assim que terminou foi para a sala.
- Olha, gostaria de reclamar que ninguém mais respeita os combinados. – a morena já começava a fazer drama – Sem homens hoje, lembra?
- Mas se o Pedro te ligasse você não atenderia? Então, deixa a Ju atender o Rod. – Alice comentou, sem maldade nenhuma, mas depois que abriu a boca percebeu o que soltou.
- O que você quer dizer com essa comparação?! – perguntou com os olhos brilhando, e uma voz maldosa.
- Nada, nada. É a Alice, lembra? Completamente maluca. – justificou, já tentando mudar de assunto.
Foram dormir quando já era tarde da madrugada. Passaram o tempo comendo besteiras, conversando e vendo filmes bobos. Um momento para respirar, em meio a complicação, de dois dos três relacionamentos.