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Me sinto em defeito. Não consigo me entregar pra ninguém. Tenho medo — e não consigo me sentir confortável. Eu tentei, mas parece uma montanha-russa: eu subo bem, mas na descida meu coração dispara, foge pela boca, e tudo perde o foco. Só sobra o medo.
Não acredito que amei de verdade, mas também não consigo dizer que foi tudo mentira.
Eu odeio esse sentimento. É como se eu nunca mais fosse inteira, como se tivessem roubado uma parte de mim. Eu confesso: vivo bem… mas não por completo.
Me tornei um quebra-cabeça — alguém que se esforça, que tem boa vontade, mas sempre falta algo. E não é sobre a pessoa… é sobre o que eu sinto.
Sinto que o Thom Yorke iria entender.
"Entre Pensamentos"
Entre pensamentos tumultuados, tentei me segurar em mim.
Senti grandes tremores percorrendo meu corpo,
meu coração palpitava tão forte que quase atropelava
a entrada de oxigênio nos pulmões.
Então, apenas parei.
Caminhei até um lugar seguro —
onde o silêncio prevalece.
Às vezes, me sinto como uma Fake Plastic Tree,
não pertenço a esse mundo, não enraizo.
Desdobrei sentimentos guardados no âmago do meu ser,
abrindo espaço para reciclar a dor, a angústia,
até mesmo a felicidade.
Filtrar tudo.
Gerar algo novo —
perspectivas positivas para memórias escurecidas.
São pequenos passos que, no fim, se tornam saltos.
Mas a minha experiência com o amor
ainda é a única que não consigo ressignificar.
É complexa...
como a morte de várias versões de mim.
A maior parte da minha vida eu sempre me senti sem um lugar, me sentia pior quando o pouco espaço que eu ocupava era tirado de mim, conviver sendo um peso deixa claro que eu não tinha lugar nenhum, só desperdício.
Então eu me fragmentei para tentar me encaixar em algum lugar mais nunca fui boa em nenhum desses lugares, eu tentava me excluir antes que notassem.
Mas viver com essa pedra me separar e desencaixa todas as partes que eu tentava segurar com todas as forças, eu sinto muitas vezes que sou odiada por tudo que eu sou.
Sem elogios, alguns pela aparência e isso é o que tenho de menos valioso.
Esse mês a música Cry baby da SZA foi a que eu mais escutei vou dissertar sobre alguns trechos.
"Maybe
That attitude took a backseat, Miss Know-It-All
You'd find a man (find a man)
You got no chill, you can't (ain't got no chill) "
** mesmo que estejamos andando por um caminho de autoconfiança o fato de ser solteira sempre tenta tirar o tapete que estamos andando (como se fossemos erradas)**
"If I stopped blaming the world for my faults, I could evolve
Maybe the pressure just made me too soft (oh)
'Cause all I seem to do is get in my way"
** viver sem um espelho tornaria a vida muito mais simples porém nada poderia ser simples assim, ter uma reflexão de como interna e externamente você é.**
"Then blame you, it's just a cycle, rinse, recycle
You so sick, I'm so sick of me, too"
**Eu vi o ex meu fazer isso, ele não começa algo novo ele apenas pega tudo que passou com alguém e recicla com outra pessoa, não tem como um ciclo terminar se você continua reciclando isso, quando voce descobre isso sabe porque era tudo tão pesado o peso dessa reciclagem caiu totalmente nos meus ombros a ponto de eu pensar que eu era algum problema.**
"Call me Miss Crybaby
It's not my fault (it's not my fault)"
**Já tentaram diminuir várias vezes a maneira que eu deveria viver minha vida, como se eu fosse literalmente um bebê precisando de um auxílio que eu nunca nem pedi. Tentam jogar a culpa das sua expectativas mas isso nunca seria minha culpa.**
"If it's Murphy's law (it's Murphy's law)"
**Tudo o que começa mal, acaba mal. Tudo que começa bem, acaba pior. Se parece fácil, é difícil. ***
É legal pensar que tem trilha sonora pra esse sentimento.
É cansativo se cobrar em ser perfeita é tão impossível controlar esse sentimentos, nunca é o suficiente.
Nunca serei o suficiente pra mim, sempre tentarei me cobrar mais pelo resto da minha existência, já me disseram que sou pouco ambiciosa mas se eu for mais, eu me consumo. Nada sobrará.
Tudo será sempre pouco, serei a própria corda sendo puxada até quase se romper pra conseguir algo sem qualquer serventia.
De que server tanta ambição? Pra ter um lugar melhor no planeta? Pra sentir uma significância que um dia ou outro irá sumir? Qual é o sentindo de tudo isso?
Tenho poucas ambições, tão íntimas que se tornaram vitórias diárias, eu consigo sentir o vento no meu rosto e me sentir viva em alguns dias, outros minha cama me abraça tão forte que dói de dentro pra fora.
Além da cobrança do tempo passando ao meu redor, eu criei algo pior dentro dos meus pensamentos chamado desesperança eu sigo o dia inteiro preso ao ciclo cinza e no final em culpo por ter perdido um dia. Não tem uma pausa e tudo constante.
Vejo os sentimentos como linhas imaginárias em volta da nossa existência, consigo sentir quando eu ultrapasso esse limite e atualmente quando estou abaixo do que seria considerado "saudável".
Alguns dias eu sinto que tudo que eu sou ou represento é tão momentâneo.
Um exemplo eu posso ser boas em várias coisas mas me recuso a vender essas partes, qual é o sentido de eu fazer tudo pra mim, entulhar ao meu redor não é pior?
EU ME ACUMULO DE SENTIMENTOS E ME ISOLO.
Eu sinto essa tal linha imaginaria chegar alinhado aos meus joelhos, eu suplico pra não sentir nada e seguro choros porque simplesmente eu cansei.
Meus sentimentos me assustam, o meu reflexo também me desanima e eu fico respirando fundo e contando até 54 pra tentar sacudir os pensamentos e continuar existindo.
Eu faço coisas pelo meu corpo mas o externo é meio insignificante quando por dentro tudo desmorona.
eu nunca me odeie e nem me odeio agora, eu só me sinto distorcida de como as pessoas me exergam, eu não preciso de autoafirmação.
Eu sou bonita, criativa e algumas outras coisas e não é nada disso faz eu me sentir menos distorcida, eu não me vejo.
Em alguns momentos sempre parece que eu tenho que ser uma versão boa pra todos e aguentar as pontas até meu reflexo mudar.
mas no fundo eu só quero gritar e chorar e depois tentar me sentir melhor colocando tudo isso pra fora.
Comission for @whateverotherpeople 💘
Trabalho impecável
31 de outubro de 2024
Eu quero me apaixonar de novo, tinha vergonha de admitir mas não nasci pra ficar sem me apaixonar.
O medo da decepção faz a gente não enfrentar os próprios pensamentos
É decepcionte que nunca irei me apaixonar tão cegamente por alguém de novo, eu não confio nas pessoas sempre cogito que é tudo mentira e que a maioria e distopia que eu inventei.
Chego a pensar que nunca vou conseguir amar alguém sem abrir mão de mim como fiz da primeira vez, tem um lado positivo conforme meu apego pela minha presença cresce e presença constante da segunda da parte é simplória.
Sempre choro quando lembro disso porque é triste, todo tempo que entregue pra alguém que eu nem gostava tanto assim mas como eu acreditava que era esse caminho, o trilhei até o fim.
Impactante pensar que eu não gostava da forma que me sentia porém sinto falta de ter alguém e carinho.
Eu sinto falta da intimidade descarada que alivia o peso das horas e minutos.
Alguém que eu posso apenas saber que vai estar aqui pra me ver e me receber e eu poder fazer o mesmo.
Sem tantos porquês forçados, apenas eu e alguém.
Nascemos solitários mas na vida adulta esse sentimento apavora, por quê?
As pessoas vivem pra baixo com desejos capitais pra esconder como se sentem, ninguém realmente se importa com seu dia ou com as ideias estranhas na sua cabeça. Elas correm contra o relógio pra conseguir suportar às 24 horas, ocupam dando 8 horas ao trabalho, 2 horas de ida e volta em um ônibus onde o silêncio prevalece, máximo de 30 minutos pra cada refeição e cada banho, o recomendado e 8 horas de sono e na minha contagem já se foram 20 horas do seu dia se forem duas refeições e duas duchas e ás 4 horas que sobram a maioria e gasta em um celular.
Se torna fácil se sentir solitário em um mundo onde sua vida é sugada pra sua sobrevivência eu optei viver de uma maneira mais flexível onde não tenho tempo definido pra essas coisas eu vivo avulsa à vida, eu trabalho no horário estipulado tem dias que ultrapasso ele, as vezes o horário chega a ser curto.
Eu me sinto sozinha mas comecei a fazer coisas pra esse tempo ser um pouco produtivo comigo mesma, tem dias que a minha cabeça parece pesada de acúmulo de indiferença e tento entender colocando isso pra fora em uma tela, escrita ou até com poesia.
Mas tem dias que eu só amante do silêncio ele me envolver e me conforta e tento viver meus dias como se todos eles fossem o último porque odiaria imaginar toda a minha vida sendo sugada pra sobreviver.
Não me sinto parâmetro pra outras pessoas, mas gostaria que todos conseguissem mais tempo para si, não apenas existisse pra sobreviver durante as suas 23 mil respirações diárias.
Se eu sempre olha a vida através da fresta da janela
eu nunca viverei de verdade
se eu me expor muito e o sol me queimar?
Não me sinto
E se apenas a beleza externa fosse apreciada?
todo o valor aos nossos sentimentos seriam desperdício de espaço e significado, eu sinto que as pessoas gostam mais de ver como sou por fora do que como sou por dentro. Sendo que consigo sentir tudo dentro de mim, cada folha de árvore que já vi pelo chão quando eu só sabia olhar pra baixo, ou o alvorecer quando decidia levantar minha cabeça, eu me sinto um quadro que não merece ser desvendado as pessoas olham, elogiam e se vão. Me pergunto até que ponto essa minha invisibilidade vai pesar tanto. Desisti de confiar em outras pessoas, eu confio no que sinto dentro de mim quando fecho os olhos e me afasto do mundo externo, seguro a verdade que eu encontrei através dos meus dias e não consigo abrir mão dela.
Sinto que seguir sendo autêntica é um caminho seguro porém solitário, pessoas são passageiras e os sentimentos também mas eu esqueci como é ter sentimentos bons, sigo aos pequenos prazeres que fazem sentido nos meus dias e finjo achar felicidade ali.
Sigo aprendendo sempre algo novo sobre mim e não tem nada relacionando com a minha aparência.
Gostaria de ser vista com o que eu sinto por dentro.
eu jurei que meu autorretrato
não seria apenas
uma desenho surrealista
de como tudo em mim é sem jeito
talvez até sem forma
mas meu autorretrato
teria um belo acabamento
imagino ele redondo
onde me vejo em um lugar sem cores
um lugar sem esperança
onde as cores não iram me acompanhar
seria uma incógnita em preto e branco
sem mapa ou orientação
mas quem realmente me conheça
possa me enxergar sem muita dificuldade
até porque meu quadro
seria a maneira mais
pura ou cruel
de como me vejo
nesse minúsculo borrão azul
conhecido como planeta terra.
A transparência é sentida
quando sua existência é ignorada
suas palavras voam com o vento
você acredita que seus sentimentos são insignificantes
sua perspectiva sobre a vida e seus impulsos
se torna vergonhoso partilhar
as pessoas não querem saber sobre você
querem saber se estão vivendo pior ou melhor que você
se torna raro
quando alguém vê tantas cores em você
que você nunca conseguiu ver
pelo costume de ser ignorado e ser transparente
depois que você também consegue ver esse cores
nunca mais consegue ser transparente
e jamais fará alguém se sentir também.