ㅤ 𓂅 ㅤ . RUBY CRUZ? não! é apenas WILLHELMINA HAZEL PARRISH, ela é filha de HADES do chalé 13 e tem VINTE E CINCO. a tv hefesto informa no guia de programação que elu está no NÍVEL III por estar no acampamento há TREZE ANOS, sabia? e se lá estiver certo, WILL/MINA é bastante Perspicaz mas também dizem que ela é Desafiadora. mas você sabe como hefesto é, sempre inventando fake news pra atrair audiência.
Willhelmina Hazel Parrish, conhecida como Mina, nasceu em uma manhã nublada em uma pequena cidade na costa leste. Sua mãe, uma mulher misteriosa com olhos profundos e cabelos escuros como a noite, morreu tragicamente quando Mina era apenas uma criança pequena. A perda prematura deixou Mina órfã, lançando-a em um mundo de tristeza e incerteza.
alinhamento; chaotic good.
signo; escorpião.
traços positivos; determinação resiliente, habilidade estratégica, inteligência mística e empatia com os mortos.
traços negativos; sarcasmo afiado, reticência e reserva, teimosia oculta como determinação, perfeccionismo implacável, experiências traumáticas, propensão a isolamento
Foi durante seu tempo em um desses orfanatos que Mina teve seu primeiro encontro com o mundo mágico. Um sátiro, disfarçado como um cuidador, percebeu as sombras peculiares que pareciam dançar em torno de Mina. Atraído pela aura especial que ela emanava, o sátiro revelou a verdadeira natureza de Mina como uma semideusa, filha de Hades. A notícia de sua herança divina foi inicialmente difícil de aceitar para Mina, mas a promessa de um lugar onde ela poderia pertencer e desenvolver seus poderes foi irresistível. Juntamente com o sátiro, ela partiu em direção ao Acampamento Meio-Sangue.
No acampamento, Mina encontrou um lar e uma nova família entre os semideuses. Seus poderes sobre as sombras se desenvolveram, tornando-se uma extensão natural de sua personalidade melancólica. A engenhosidade que ela adquiriu durante seus anos difíceis a destacou como uma líder entre seus companheiros, enquanto sua mordacidade desafiadora era sua defesa contra as memórias tristes que a assombravam. Ao enfrentar o desafio da Caixa de Pandora e a profecia que a envolvia, Mina encontrou-se mais uma vez diante de um destino imprevisível. Sua jornada, marcada por tristeza, solidão e encontros improváveis, moldou-a em uma semideusa resiliente e única, pronta para enfrentar o que o futuro reservava.
𝒉𝒆𝒂𝒅𝒄𝒂𝒏𝒐𝒏𝒔 .
Líder da equipe azul de arco e flecha.
Will ocasionalmente experimenta visões e sonhos que parecem se desdobrar nas sombras do Submundo. Essas visões muitas vezes carregam mensagens ou prenúncios, conectando-a sutilmente ao reino de seu pai, Hades.
Tem uma coleção de cristais de obsidiana, que ela acredita conterem uma energia vinculada ao Submundo. Ela utiliza esses cristais em rituais e meditações para fortalecer sua conexão com o reino de seu pai.
Usa um anel especial dado por Hades, que tem a capacidade de criar uma névoa sombria ao seu redor. Essa névoa não apenas a protege de olhares curiosos, mas também serve como um sinal de sua herança divina.
Will tem a capacidade de atenuar o medo da morte em outros semideuses. Sua presença tranquilizadora e compreensão única da vida após a morte oferecem conforto àqueles que enfrentam a inevitabilidade da guerra e dos perigos no acampamento.
Como filha de Hades, Will desenvolveu a habilidade única de se comunicar brevemente com almas sombrias que residem no Submundo. Ela usa essa habilidade para obter informações valiosas ou orientação espiritual quando necessário.
PODERES: Necromancia.
HABILIDADES: previsão & vigor sobre-humano.
ARMA: A arma de Willhelmina Hazel Parrish é uma foice sombria; A foice de Willhelmina Hazel Parrish é uma arma singular, impregnada de uma aura sombria e imponente. Seu cabo é feito de um material escuro e resistente, proporcionando uma empunhadura firme e confortável para a semideusa. A lâmina da foice é forjada a partir de um metal desconhecido, emitindo um brilho fosco que parece absorver a luz ao seu redor. O design da lâmina é intrincado, com detalhes que evocam a estética do submundo. Marcas rúnicas, quase imperceptíveis, adornam a superfície, sugerindo uma conexão mística com os domínios de Hades. A borda da foice é afiada como a lâmina de uma guilhotina, capaz de cortar com precisão e eficácia. A foice de Willhelmina não é apenas uma arma física; ela carrega consigo uma essência sombria que parece reagir às emoções e intenções da semideusa. Em momentos de intensidade emocional, a lâmina pode pulsar com uma energia enigmática, refletindo o estado de sua portadora e aumentando sua potência durante o combate. Além disso, a foice é hábil em canalizar e manipular sombras, proporcionando a Willhelmina habilidades únicas durante as batalhas. Seu uso habilidoso da arma não apenas a torna uma oponente formidável, mas também adiciona um toque enigmático e imprevisível ao seu estilo de combate.
BENÇÃO: Aura Curativa: ( Uma bênção divina dotou Willhelmina com uma aura curativa. Sua presença irradia uma energia que acalma ferimentos físicos e emocionais, proporcionando alívio aos que estão próximos. Essa capacidade a torna uma fonte de conforto e cura, fortalecendo os laços entre ela e seus companheiros ).
starter 𝒂𝒃𝒆𝒓𝒕𝒐 APÓS OS ACONTECIMENTOS DO PLOT DROP !!
ㅤ 𓂅 ㅤ . Willhelmina emergiu do turbilhão da batalha, os vestígios da energia mágica ainda cintilando em sua foice. Seu olhar, perscrutando os arredores, encontrou MUSE, uma figura conhecida em meio à confusão. Aproximando-se com passos calculados, sua expressão revelava a inquietação que ecoava nos recessos de sua mente. "Hey, MUSE, chega aqui." Sua voz ressoou com uma cadência medida, apesar da urgência subjacente. "Você testemunhou o advento do novo semideus? Ele... esse garoto que apareceu na batalha. Ele 'tá na enfermaria, não é? Já teve a oportunidade de vê-lo?" Seu olhar buscava nos olhos de MUSE uma compreensão compartilhada, uma exploração conjunta dos enigmas que afrontavam o acampamento. Willhelmina, por detrás da determinação, almejava decifrar os enigmas que pairavam no ar, buscando em MUSE um aliado na busca pela compreensão transcendental.
starter 𝐟𝐞𝐜𝐡𝐚𝐝𝐨 durante o evento de natal durante o plot drop com @inclementic !!
ㅤ 𓂅 ㅤ . Percorria o acampamento com passos decididos, a expressão séria refletindo a tensão do momento. Os recentes eventos haviam deixado marcas visíveis no local, e cada olhar ao redor buscava sinais de seus colegas e, em especial, de sua irmã mais velha, Inclementia. Ele conhecia bem a força e a determinação que emanavam dela, mas a preocupação fraternal o impelia a procurá-la e garantir que estivesse bem diante dos desafios que assolavam o acampamento.
A filhe de Hades avançava entre os destroços, mantendo os sentidos aguçados para perceber qualquer indício que o conduzisse até Inclementia. A lealdade familiar era uma força motriz para Will, e a ideia de proteger e apoiar sua irmã era intrínseca a sua natureza. Em meio ao caos, ele buscava o encontro que não apenas solidificaria os laços sanguíneos, mas também reforçaria a unidade necessária para enfrentar os desafios iminentes
À medida que Will avançava pelos caminhos do acampamento, finalmente avistou Inclementia em uma área parcialmente desobstruída pelos estragos recentes. Seu coração pulsou com um misto de alívio e preocupação ao vê-la ali, erguendo-se como uma figura imponente em meio ao caos. A voz de Will rompeu o silêncio tenso enquanto ele se aproximava, uma mistura de determinação e afeto em suas palavras.
"Inclementia," chamou ele, a fala carregada de preocupação contida. "Estava procurando por você. Como está? O que você viu por aí?" Seus olhos buscavam os detalhes do rosto dela em busca de respostas, enquanto sua postura denotava a prontidão para enfrentar qualquer desafio que se apresentasse. A conexão fraterna ecoava na atmosfera, um laço que se fortalecia diante das adversidades do acampamento.
Nikolas olhou ao redor mais uma vez, como se buscasse confirmação de que as mesmas coisas que havia visto antes ainda estivessem ali. Elas estavam. Por um momento, ele tentou processar tudo o que a garota até então misteriosa tinha dito. Coisas sobre semideuses, empousas? O que diabos era aquilo? Um breve desespero tomou conta de si, como se fosse um recém nascido que acabara de respirar pela primeira vez. Ele tentou levantar rápido demais e logo caiu sentado novamente na maca após a visão escurecer. Ele olhou para Will e tentou sorrir o melhor que pôde. "Prazer, Will. Eu gostei do nome, bem... incomum." Nik girou o anel no dedo, tentando se distrair um pouco, visivelmente ansioso.
Ele percebeu que havia algo estranho sobre ela, mas não no sentido ruim da palavra. Era como se a presença dela ali fizesse com que ele fosse melhorando mais rápido, como se ela possuísse o poder de acalmá-lo apenas com a voz ou algo do tipo, e além disso, até as dores físicas iam melhorando junto. "Eu sou Nikolas, mas pode me chamar de Nik. Ou Olas." Brincou no tom mais leve que a situação conseguia - ainda era muito cedo pra esquecer as coisas que tinham acabado de acontecer. Ele tentaria não demonstrar, mas praticamente metade de seu cérebro estava concentrado em não dar replay nas suas últimas - e trágicas - memórias. "Eu acho que a parte da luta não teve muito da minha participação, viu..." Ele riu. Se sentia confortável com ela, por alguma razão.
❝ ✦ ⊰ Sua rotina, meticulosamente delineada por uma estrita regularidade autoimposta, era um testemunho do preço físico e mental inegável imposto pelo treinamento severo de Parrish. A intensidade fervorosa que ela infundia em cada momento se revelava horas mais tarde, quando finalmente buscava a privacidade, obscurecida por uma solidão quase latente. Entretanto, a presença do semideus mais jovem naquele cenário parecia exercer uma influência salutar sobre ela.
"Pois bem, eu reconheço que é uma quantidade substancial de informações para esse cérebro tão encantador", tentou injetar uma nota de humor na conversa. Afinal, ela própria já havia ocupado aquele mesmo espaço, perdida e perplexa, tentando decifrar a presença de monstros e criaturas que, agora, constituíam parte integral do cotidiano dele. "Ops, opa. Cuidado aí, campeão!" alertou, notando sua tentativa súbita de se erguer da cama, um gesto que sempre indicava uma possível adversidade iminente. "Peço desculpas se minha franqueza parecer indelicada, mas... Filho de Thanato, hm? Quíron, aquele indivíduo lá..." fez uma leve careta ao mencionar o nome do mentor do Acampamento, ciente de que Nikolas compreenderia a complexidade. "Ele compartilhou alguns detalhes sobre sua linhagem. No entanto, nada excessivamente revelador. Acredito que, pelo fato de eu ser aprendiz de um dos irmãos dele e possuir uma idade mais ou menos próxima à sua, ele me incumbiu de explicar-lhe o funcionamento das coisas aqui no Acampamento Meio-Sangue."
"É uma satisfação conhecê-lo... E quando menciona 'incomum', quer dizer algo próximo de 'inusitado', não é mesmo?" Concedeu-se a uma leve brincadeira por breves momentos. "Afinal, quando se diz 'incomum', estamos nos referindo ao inusitado, não é verdade?" Deu uma leve risada descontraída antes de prosseguir. "Sabia que eu nunca tive a oportunidade de conhecer outro descendente de Thanato que não fosse meu instrutor? Certamente, você deve possuir habilidades e poderes extraordinários." Seu entusiasmo irradiava uma energia rara, uma vivacidade que raramente era associada a sua personalidade. "E vamos despertar e aprimorar todas elas. Sabe, já se passaram apenas três anos desde que cheguei aqui, e já consigo me camuflar com as sombras, manter diálogos com os mortos... Ah, hora de enfrentar a questão mais espinhosa." Aproximou-se da cama do rapaz, respirando fundo. "Meu pai... é Hades, o tal senhor do submundo. Mas, isso não é relevante agora; vamos concentrar-nos em você, Nik." Queria dispor toda a sua atenção no rapaz, realmente confortável com a presença dele.
"Então, qual é a última lembrança que você tem, Nik? E, por acaso... Seu pai... ele já reivindicou você como um dos seus?" Fez a pergunta com uma franqueza que não buscava agradar, mas que se mostrava necessária. "Enfim, bem..." A jovem pareceu um tanto desconcertada com suas próprias palavras. "Esse anel tem algum significado especial para você?" Acompanhou a risada melodiosa dele, contente por constatar que nada grave havia ocorrido durante os anos em que ele esteve fora dos limites de proteção do Acampamento. "Sente-se apto para um passeio? Imagino que o ar livre possa contribuir ainda mais para a sua recuperação, e, ao mesmo tempo, poderei aproveitar para apresentar-lhe alguns lugares importantes no Acampamento, além da enfermaria, é claro." Um leve rubor coloriu suas bochechas, algo que nunca antes a semideusa havia presenciado.
starter 𝐟𝐞𝐜𝐡𝐚𝐝𝐨 durante o evento de natal após o plot drop com @pips-plants na enfermaria !!
ㅤ 𓂅 ㅤ . A expressão palpável de apreensão de Will em relação à sua amiga tornava-se inegável, evidenciando-se de forma incontestável à medida que ela se encaminhava com determinação em direção à enfermaria. Will, embora ciente de que sua amiga recebia o tratamento mais diligente possível, reconhecia que sua própria intervenção poderia prover benefícios adicionais; sua bênção divina, como uma dádiva celestial, poderia transformar-se em um auxílio inestimável. Ao finalmente chegar ao local onde a filha de Hecate estava sendo atendida, o desabafo de Pips ecoou pelo ambiente, permeando a atmosfera com uma declaração simples e crua de exaustão. "Por favor, Pips, por favor, não pronuncie tais palavras." O apelo de Will reverberava com uma mistura de preocupação e compaixão, enquanto ele se via diante da vulnerabilidade expressa pela amiga. "Está tudo bem agora, Pietra. Tudo... está bem agora."
depois de toda a confusão que rolou no acampamento, beatrice ainda estava em choque com tudo que tinha vivido. até aquele momento apenas tinha visto poucos monstros, um deles foi o que lhe trouxe até o acampamento, mas nenhum pareceu tão horrível quanto aqueles dois, além de que ainda era nova no acampamento o que a fazia ter umas desvantagens. não sabia por onde começar, se ajudava as pessoas que estavam caídas, se socorria as que gritavam por auxílio, se simplesmente se arrastava até seu próprio chalé, o que sabia era que ela mesma poderia entrar em choque em qualquer momento. então veio o ultimato, o sumiço de dionísio. o que seria do acampamento sem o seu diretor? claro que ainda tinham quíron, mas alguma coisa em tris estava se desesperando. "precisa de ajuda com isso?" perguntou vendo alguém se aproximar, talvez ajudar uma pessoa era melhor do que não ajudar e poderia lhe fazer bem, pela sua saúde mental.
Percebeu a expressão de choque nos olhos de Beatrice e, mesmo que sua própria mente estivesse repleta de preocupações, ela sabia que era importante oferecer apoio. Com um aceno compreensivo, Will se aproximou, colocando-se ao lado de Beatrice. "É uma situação difícil para todos nós, Beatrice. Se precisar de ajuda, estou aqui. Podemos enfrentar isso juntos. Às vezes, a melhor maneira de lidar com o caos é apoiar uns aos outros e fazer o que estiver ao nosso alcance. Se tiver alguma ideia ou preferência sobre como gostaria de contribuir, estou aberta a sugestões. Vamos trabalhar em equipe para superar esses desafios." O silêncio pairava no ar, mas a presença de Will era reconfortante, transmitindo a ideia de que, mesmo em meio à adversidade, eles poderiam encontrar força uns nos outros.
Ouvir aquelas palavras foi como uma overdose de estímulos. Silenciou-se avaliando a postura mantida por Will e, como em um filme, sentiu as memórias correrem perante seus olhos, retornando para quando havia iniciado nas aulas de necromancia sob os cuidados de uma antiga instrutora. Naquele período era um jovem tímido e solitário, ao invés de comer com os demais semideuses ele escolhia diariamente divertir-se sozinho no chalé, invocando personalidades históricas para tirar dúvidas que ninguém haviam respondido antes. Naquela época, os gritos de guerra eram cheios de esperança, assim como as palavras que Will entoou. Grande parte dos jovens que cantavam os gritos de guerra naquele tempo distante não estavam mais ali.
Que a morte era um elemento presente em toda a vida existente Flynn já sabia. Sentia a morte como um toque gélido em suas costas, como alguém que se anuncia em profunda intimidade. A esperança, normalmente, era vista por ele como um combustível para a morte. A esperança havia levado inúmeros semideuses em missões suicidas. A esperança havia levado seus amigos em uma missão que fora denominada de resgate, mas também era suicida. A sobrevivência era vazia, repleta de angústia. A esperança era uma dádiva.
"Eu gosto de ouvir palavras bonitas após um confronto." Rompeu o próprio silêncio, notando o olhar vazio que direcionava ao piso do pavilhão. "Eu gosto pois são como um vislumbre de um mundo ideal. Vocês são obrigados a serem aguerridos desde o nascimento, quase como uma sentença sem possibilidade de apreciação. Nós crescemos assistindo os imortais, em suas grandes cadeiras, relatando as incríveis façanhas do passado e as divulgando como forma de alerta. Tememos enfurece-los, não desejamos uma maldição se enrolando por nossos pescoços e arrancando nosso fôlego." A cabeça se ergueu ao encarar Will nos olhos, transmitindo toda a sinceridade que tinha acerca do assunto. "Mas, na verdade, sempre acreditei que estavam condicionando as feras em pequenas jaulas, mostrando um chicote que conseguiríamos arrancar facilmente. Eles é quem deveriam temer a nossa santa raiva. A raiva que esfria o nosso estômago quando estamos perante aos monstros que eles criaram, a raiva que nos faz correr na direção do perigo mesmo quando os nossos pés querem romper na direção contrária. Nós somos as feras Will, e precisamos entender isso enquanto ainda estamos pisando neste pavilhão, ao contrário de tantos semideuses que passaram por aqui e que diziam palavras bonitas, mas foram vitimados pelo medo, os que acreditaram até o último segundo que algo ou alguém poderia intervir por suas vidas."
A pausa, um tanto dramática, veio com um suspiro ruidoso. Estava realmente exausto da noite que passou em claro, assim como estava exausto de ver os rostos aflitos, banhados em uma falsa sensação de tranquilidade por confiarem demais na intervenção amigável dos deuses.
"Eu fico feliz em saber que vocês continuem se reerguendo, apesar de saber que isso não seria um problema para você." O elogio, ainda que disfarçado, escapou por entre os lábios. "Mas espero que a sua força seja a ira e não a esperança."
Will ouviu as palavras de Flynn com uma expressão atenta, absorvendo cada pensamento que o filho de Thanato compartilhava. As palavras de Flynn eram como notas de uma sinfonia sombria e, ao mesmo tempo, poderosa. Ela podia sentir a intensidade e a sinceridade nas palavras dele, reconhecendo a complexidade de seus sentimentos em relação à esperança e à ira. Quando Flynn mencionou a diferença entre a força da ira e da esperança, Will ponderou por um momento, e então respondeu com uma serenidade contida em sua voz, carregando a experiência de alguém que viveu muitas batalhas e viu a dualidade dessas emoções. "Flynn, compreendo sua visão e a respeito. A ira pode ser um catalisador poderoso, uma chama que nos impulsiona a enfrentar os desafios mais sombrios. No entanto, a esperança, quando usada com sabedoria, não é apenas uma ilusão. Ela pode ser a luz que guia, a chama que mantém acesa a vontade de lutar, mesmo quando tudo parece perdido. Às vezes, é a esperança que nos dá forças para continuar quando a ira já não é suficiente."
Will olhou nos olhos de Flynn, transmitindo não apenas suas palavras, mas também a experiência e as cicatrizes que moldaram sua compreensão única da vida no Acampamento Meio-Sangue. "A dualidade entre esperança e ira é uma dança complexa. Ambas têm seu lugar e sua importância. Talvez, ao unirmos essas forças, possamos encontrar um equilíbrio que nos guie adiante, mesmo nas sombras que enfrentamos. Afinal, somos semideuses, criaturas moldadas por destinos entrelaçados e desafios que desafiam os deuses."
Will inclinou a cabeça levemente, como quem reflete sobre as próprias palavras antes de continuar. Seus olhos, tingidos com a sabedoria acumulada ao longo dos anos, buscaram encontrar uma conexão mais profunda com Flynn. "A esperança pode ser como uma poção mágica, uma fonte de inspiração que nos faz acreditar no impossível. É uma centelha que, mesmo nas noites mais escuras, nos lembra que há algo maior além das sombras. No entanto, compreendo a cautela diante da esperança, pois ela pode, de fato, ser frágil diante das ameaças do mundo que habitamos." Ela fez uma pausa, como se estivesse revisitando suas próprias experiências e os momentos em que a esperança a sustentou. "Mas, Flynn, é na combinação sutil desses elementos que encontramos nossa verdadeira força. A ira nos dá coragem para confrontar os horrores diante de nós, enquanto a esperança nos dá a persistência para continuar, mesmo quando a batalha parece interminável. Juntas, essas forças nos moldam e definem, forjando uma determinação que desafia até mesmo o destino mais sombrio." Seus olhos, agora refletindo a dualidade das emoções que discutiam, buscaram uma compreensão mais profunda entre eles. "Nossa jornada é repleta de desafios, Flynn, mas é a forma como respondemos a esses desafios que define quem somos. Talvez, ao aceitar tanto a ira quanto a esperança como aliadas, possamos encontrar uma resiliência que transcende as adversidades. Que cada um de nós, em meio às trevas e à incerteza, encontre um caminho iluminado pela chama da esperança e fortalecido pela fúria justa que reside em nossos corações."
˚。 ㅤ ㅤ ㅤ ㅤlynx suspirou diante da resposta alheia. balançou a cabeça vagarosamente, em sinal de entendimento, mas também de alívio. ━━ isso é bom… estava com medo que a lista fosse maior do que eu lembrava. ━━ comentou baixinho, quase como se não quisesse dizer nada. ━━ não sei. acho que não estou. só… estou aliviado que meu irmão está vivo. ━━ só de pensar que o pior poderia ter acontecido ao outro, suas entranhas se contorciam. ━━ e você, como está lidando com tudo? chegou a ver o garoto que chegou?
Diante da resposta de Lynx, Will notou a complexidade das emoções que permeavam o semideus. Ela podia sentir o alívio genuíno ao mencionar a segurança de seu irmão, mas também percebia a sombra de preocupações mais profundas que ainda pairavam sobre ele. Assentindo com empatia, ela respondeu com voz serena: "O alívio de saber que seu irmão está bem é compreensível. Esses laços familiares são âncoras poderosas em nossas vidas, e a preocupação por aqueles que amamos muitas vezes transcende as palavras."
Ela fez uma pausa, permitindo que a seriedade do momento ecoasse entre eles antes de continuar. "Quanto a mim, estou aqui para apoiar e curar, dentro das minhas possibilidades. Vi o jovem que chegou, percebi a marca do caos em seus olhos. A jornada para se reconectar com a realidade pode ser árdua, mas tenho esperança de que, com o tempo e a ajuda certa, ele possa encontrar a paz que procura." Os olhos de Will capturaram os de Lynx, buscando uma conexão mais profunda.
A mantícora estava distraída, ocupada lutando contra outros semideuses que tentavam derrotá-la. Héktor investiu contra o a fera bestial empunhando suas adagas com força o suficiente para deixar as juntas dos dedos esbanquiçadas. Os pés descalços fincavam no chão gramado lamacento e os olhos castanhos procuravam por Will em seu encalço.
Sem demora, e quando estava próximo o suficiente, lançou uma de suas adagas que a acertou na costela. A besta deu um alto guincho quase ensurdecedor, mas ainda assim não foi o suficiente para fazê-la vascilar ou ao menos levá-la ao chão com poucos suspiros de vida. Ainda correndo, se jogou por baixo do animal, deslizando com a ajuda da grama molhada e da água que escorria no chão terroso concentrando a enrgia vermelha da sua magia em ambas as mãos, não tardando em descarregá-la na barriga da mantícora.
Do outro lado, estendeu a mão contra a besta atraindo de volta sua adaga, que se desprendeu do grosso couro do animal direto para a sua destra, cujos dedos se fecharam no punho. Às pressas voltou a procurar por Will, ao passo que viu uma terceira semideusa se aproximar da mantícora. Agindo no impulso, brandiu uma das suas mãos que brilhou num vermelho vivo e criando um emaranhado de magia de mesma cor formando um escudo entre a semideusa e a mantícora enfurecida. - Cuidado! - Gritou para ela, uma jovem que não conseguiu reconhecer com a distância que detinha.
Observou a cena se desenrolar, vendo Héktor investir contra a mantícora com destemor. Ela sentiu uma mistura de admiração e preocupação enquanto buscava uma abertura para agir. Ao notar a semideusa desconhecida se aproximar da fera, Héktor emitiu um aviso, e Will reconheceu a oportunidade de contribuir. A sua foice brilhou com uma luz dourada enquanto ela se movia rapidamente em direção à mantícora. A lâmina reluzente cortou o ar antes de atingir a criatura na lateral, onde o couro era mais vulnerável. Will empregou toda a sua força e habilidade, buscando causar o máximo de dano possível. O metal afiado encontrou resistência, mas a semideusa persistiu, desferindo golpes precisos e rápidos, como se dançasse uma dança mortal. Enquanto atacava, Will manteve um olho em Héktor e na semideusa desconhecida, certificando-se de que estavam protegidos e dando o suporte necessário. A batalha era feroz, mas ela estava determinada a superar a mantícora e proteger o acampamento.
Will, com a foice ainda em mãos, dirigiu-se a Héktor enquanto a mantícora estava momentaneamente distraída pelos ataques combinados. Seus olhos demonstravam uma intensa concentração, mas também um respeito mútuo. "Você é impressionante, Héktor! Trabalhamos bem juntos. Precisamos manter a pressão. Vamos acabar com isso!" Enquanto falava, Will preparou-se para um novo ataque, girando a foice habilmente e observando cada movimento da mantícora. Sabia que a coordenação entre eles era crucial para derrotar a besta, e confiava na parceria que estava se formando com Héktor. "Quando eu der o sinal, ataque novamente. Vamos pegar essa criatura de surpresa. Estamos mais perto de vencê-la!" Com essas palavras, Will ficou atenta, esperando o momento certo para agir em conjunto com Héktor, visando enfraquecer ainda mais a mantícora e, finalmente, derrotá-la.
, the dissection of a body infected with parasitic godhood, the spread of a self - made ailment ─ incurable / to mean﹕ left festering and seething, a spillage of ichor tainted red ( godsblood mixes with humanblood and the result is﹕ ANSWER UNKNOWN ), an ancient rite invoked beneath full moons and certain comets / a cry for help wrapped in a prayer that will go unanswered.
A voz de Quíron ecoou por horas dentro da mente conturbada de Nikolas. Era como se por um momento ele tivesse se tornado apenas uma casca de carne e onde deveriam estar seus pensamentos, agora existia somente um turbilhão de ideias, pensamentos negativos e positivos, dúvidas e tudo o mais que você puder imaginar que se passar na cabeça de um semideus quando ele acaba de descobrir que é meio homem, meio deus grego. Filho de Thanato. Filho de Thanato. Filho de Thanato. Tentou por alguns minutos buscar esse nome na memória, buscando referências. Não tinha muitas, pra ser sincero, sabia apenas que Thanato era a personificação da morte na mitologia grega; sabia que tinha ligação com Nix e com outros deuses "do submundo", mas não muito mais que isso.
Assim que sua mente permitiu, Nik "acordou" como num estalo, aproveitando uma breve brecha daquele amontoado de pensamentos aleatórios. Olhou ao seu redor, finalmente se dando conta de onde estava: parecia uma enfermaria nada igual as que estava acostumado a ver nos hospitais por aí. Ela parecia encantada de certa forma, como se cada colchão, fronha e lençol fosse mágico e extremamente confortável. Conseguia ver alguns frascos com líquidos de cores engraçadas, mas o mais o surpreendeu foi que seus cortes, escoriações e perfurações da luta contra a empousa estavam quase completamente curados. Infelizmente seus músculos ainda doíam - ninguém mandou ser sedentário. Próximo a entrada da enfermaria percebeu a presença de uma garota, como se ela se camuflasse na pouca sombra que havia ali. Será que ela estava ali faz tempo? "...Oi?"
Ela se encontrava incumbida de outras responsabilidades naquele momento e seria desonesta caso indagada sobre sua satisfação em assumir o encargo de zelar pelo recém-chegado à Morada dos Desbravadores. Indubitavelmente, existiam numerosas outras personalidades devidamente mais qualificadas para orientar e explanar ao jovem sobre sua recém adquirida realidade; entretanto, ao tomar ciência de que o jovem era descendente direto de Thanato e destinado a ocupar o ilustre Chalé Dez sob a tutela de seu estimado mentor, tudo se esclareceu. E, com efeito, não seria ela a pessoa a recusar um pedido formulado pelo venerável Quíron.
Não demorou para que Will se fizesse presente na enfermaria, onde o jovem rapaz jazia ainda em estado de inconsciência. Interrogações como "O que terá acontecido a ele? De onde terá vindo?" e diversas outras assomavam na mente de Will, enquanto aguardava ansiosamente o despertar de Nik. Movida por um ímpeto corajoso, a jovem semideusa conduziu sua mão esquerda até o rosto dele, os dedos de sua própria pele buscando compreender a condição da derme alheia, como se o efêmero contato pudesse desvendar os mistérios que envolviam o infortunado rapaz. Entretanto, ao perceber o despertar de Nik, ela recuou para junto de uma das paredes, valendo-se de sua habilidade inata como filha de Hades para fundir-se às sombras. "Olá", saudou ela, emergindo das sombras e assumindo uma postura mais relaxada. "Menino, você anotou a placa do caminhão?" Dada a novidade de sua chegada ao Acampamento, ele provavelmente ainda não compreenderia a existência dos monstros e criaturas que agora o cercavam.
"Você lutou contra uma Empousa e se saiu relativamente bem." Aproximou-se mais da cama onde ele repousava, não querendo encher ele informações logo enquanto se conheciam. "O meu nome é grande hein, não vale rir. Mas me chamo Willhelmina, prazer. Mas, pode me chamar só de Will ou Mina. Qual o seu?" Ofereceu um sorriso gentil. Will assentiu, esperando que ele tivesse forças para lhe falar o nome dele. "Bem, de qualquer forma, parece que você acabou de entrar no mundo um tanto peculiar dos semideuses. E, pelo que vi, você não é um novato quando se trata de lidar com os perigos que rondam nosso caminho." Will soltou uma risada suave. " Acredito que você esteja um pouco... desorientado. Mas não se preocupe, estou aqui para guiar você neste novo capítulo da sua nova vida." Willhelmina expressou tranquilidade em suas palavras, oferecendo a Nik uma sensação de conforto diante das incertezas que o envolviam.
˚。 ㅤ ㅤ ㅤ ㅤo dia depois da confusão, para lynx, estava sendo pior que a confusão em si. isso porque, sem o efeito das alucinações bagunçando seu cérebro e fazendo-o perder o controle de seus próprios poderes, o que sobrava era um sentimento estranho de falha. o coração seguia apertado, comprimido pela sensação de que tinha falhado em tudo a que sempre dedicara sua vida. falhara com o irmão, falhara com os amigos, com o título de patrulheiro. tinha feito uma bagunça grande e a destruição marcada ao redor do acampamento era a lembrança viva de tudo o que tinha dado errado. assim, depois de assegurar-se que styx estava vivo e tão bem quanto podia estar depois de ser envenenado, lynx buscou se afastar do olhar de todo mundo.
estava no lago, sentado no píer com os pés dentro da água. ponderava se deveria entrar para um mergulho, se isso o faria sentir-se melhor de alguma forma. foi quando ouviu seu nome. ainda assim, demorou mais um segundo ou dois para virar-se na direção de MUSE. ━━ veio me dizer que eu te ataquei ontem também? ━━ perguntou, visivelmente chateado com a ideia de tê-lo feito. lynx realmente não tinha problema em partir pra violência, mas nunca o fazia sem um bom motivo. então, ter machucado alguém "de graça", por assim dizer, era algo que o perturbava.
Will se aproximou do píer onde Lynx estava, observando-o por um momento antes de falar. Ela percebeu a expressão chateada no rosto dele e a atmosfera pesada ao redor. Ainda assim, decidiu abordar o assunto com cuidado. "Oi, Lynx," começou ela, mantendo uma distância respeitosa. "Não, não vim para te dizer isso. Na verdade, nem lembro muito do que aconteceu durante as alucinações, só que foi caótico. Não se preocupe, você não me machucou." Ela fez uma breve pausa antes de continuar. "Como você está lidando com tudo isso? A noite passada foi... difícil para todos nós." Will sabia que cada semideus estava processando os eventos de maneira única, e ela queria oferecer apoio da maneira que pudesse.
Desde quando decidiu começar com as aulas de curandeiro, Juno passou a viver praticamente disso, estudar e se tornar mais um membro da equipe era importante pra ele. E as suas habilidades como enfermeiro tem ajudado bastante no processo, dessa forma, em meio ao caos que se tornou aquele festival, o rapaz não teve muito tempo para pensar e sequer foi pensado em ajudar os seus colegas em ação, foi rápido em seguir até a enfermaria para deixar os materiais preparados, leitos prontos e tudo o que fosse preciso para receber possíveis feridos. Nessas horas, o rapaz tinha que ser frio, mas não conseguia ser tão habilidoso ainda e sempre cometia algum erro quando estava assim, por isso que acabou recebendo aquela missão de preparar as poções para os que estavam exaustos pelo uso de magia. Estava seguindo para a saída da enfermaria quando deu de cara com a Willhelmina, os olhos correndo pelo corpo da mulher na busca de alguma coisa, mas talvez estivesse com a visão turva de tanto que estava se esforçando naquele momento, nervoso e tenso. “Você precisa de alguma coisa? Quer que eu pegue algo pra você?”
Will observou Juno, percebendo o empenho e a seriedade em suas ações para manter a enfermaria organizada e pronta para receber os feridos. Ela agradeceu interiormente por ter alguém tão dedicado na equipe. Ao ser abordada por Juno, seu sorriso amável mostrou gratidão pela preocupação dele. "Oi, Juno. Obrigada por toda a sua ajuda aqui na enfermaria," respondeu Will, sua voz suave transmitindo calma. "Estou bem, mas agradeço pela oferta. Se precisar de algo, estou por aqui. Como estão as coisas do seu lado? Parece que estamos todos nos esforçando ao máximo para lidar com a situação." Ela fez uma pausa, avaliando o colega. "Se precisar de ajuda com alguma coisa, pode contar comigo."
☾ㅤㅤㅤㅤㅤㅤParecia demais estar sentada na porta de seu chalé, sem fazer nada, depois de tudo o que aconteceu na noite anterior. Apesar dos esforços para arrumarem tudo, muitos campistas estavam machucados, então a mão de obra era pouca e ainda havia uma bagunça aqui e ali. Que sensação horrível.
ㅤEunwol olhou na direção em que a filha de Eros a atacou, na hora não sentiu a dor da adaga entrando em sua mão, mas naquele momento sentia nitidamente o corte horizontal latejar. Estava bem melhor, quase curado, mas ainda assim doía. Mudou o olhar de direção e lembrou de quando foi para cima do filho de Ares, céus, por que...? Não! Ela não pensaria nisso agora, pois no momento em que o atacou estava fora de si. E, pra piorar, o semideus que, na alucinação, foi dito para que ela matasse, foi envenenado. Não tinha muitas esperanças na sua situação.
ㅤNormalmente preferia ficar na sua, momentos como aquele eram propícios para que ela enfiasse a cara nos livros de magia e procurasse sanar suas dúvidas na biblioteca, mas daquela vez ela só queria sentir que alguma coisa era real. Por isso, optou pelo frio. Ficar do lado de fora de seu chalé com as roupas grossas, sentindo a chuva fina e o vento frio lhe fazia acreditar que algo era de verdade, porque depois de quase se perder no mundo da alucinação, queria ter certeza que estava no mundo real de novo.
ㅤFoi então que escutou passos e se virou, ficando de pé na defensiva. Sua mente ainda estava bagunçada e tinha medo de ser mais uma das alucinações, apesar de ter sido tratada na enfermaria e, antes disso, o efeito ter sido quebrado pela espada do filho de Ares em sua cintura. Mas nunca se sabe, não é mesmo?
"Quem tá aí?", perguntou puxando o pregador de cabelo, pronta para se defender com a adaga, se necessário. "Por favor, seja quem for, aparece!", pediu, porque de nada adiantaria ser mandona e grosseira, estavam todos no mesmo barco do desespero.
Ao ouvir a voz cautelosa de Eunwol, Will se aproximou lentamente, emergindo das sombras da noite. Seu rosto expressava uma mescla de compreensão e empatia, ciente dos desafios e traumas recentes que assombravam o acampamento. Ele levantou as mãos de maneira pacífica, mostrando que não representava ameaça. "Calma, Eunwol. Sou eu, Will." Sua voz era suave, transmitindo tranquilidade. "Não estou aqui para problemas, apenas para verificar como você está. A noite foi intensa para todos nós, e eu entendo que cada um está lidando com isso à sua maneira." Will deu alguns passos cuidadosos na direção dela, mantendo uma distância respeitosa. "Se precisar de espaço, estou aqui para conversar, ou só para fazer companhia, se preferir. Ninguém está sozinho nisso, e todos estamos tentando superar o que aconteceu." Ele observou atentamente, respeitando o estado emocional delicado que a filha de Apolo podia estar enfrentando naquele momento.
dizer que a enfermaria estava movimentada após o acontecido na colina meio-sangue era um eufemismo. felizmente, especialmente para os enfermos, violet era uma curandeira experiente, logo, ela sabia exatamente o que fazer: engolir o pânico e manter a calma o máximo possível enquanto fazia seu trabalho. ela corria de um lado para o outro, atendendo às ordens e orientações de will ao passo que, também, cuidava das necessidades dos semideuses ali presentes de um a um. pelo menos o pior já havia passado e os casos mais graves já haviam sido tratados. vi cruzava a enfermaria, carregando uma cesta com bandagens, álcool, néctar e mais alguns itens importantes que haviam sido pedidos quando descuidadamente esbarrou em alguém, virando a cesta em direção ao chão. — ô, meu santo apolo! — disse exasperada enquanto imediatamente se ajoelhava para pegar o que havia caído. — pelo menos não derramou nem quebrou nada... — sussurrou para si mesma ao avistar os frascos de néctar.
— desculpa, você tá precisando de cura? — indagava sem olhar para a pessoa ao recolocar os itens na cesta o mais rápido que conseguia. — eu já vou ajudar, s-só... me dá um instantinho... — a loira sequer deixou o outro responder e já foi se prontificando a ajudar sem tirar os olhos do que estava fazendo, afinal, se estava na enfermaria devia ser mais alguém doente ou machucado.
Will observou o caos controlado na enfermaria, onde Violet se movimentava com destreza e eficiência para atender às necessidades dos semideuses feridos. A preocupação pairava em seu olhar, mas ele confiava na habilidade da curandeira em lidar com a situação. Enquanto supervisionava o ambiente, uma colisão inesperada chamou sua atenção. Ao ver Vi derrubar a cesta, Will se aproximou para ajudar a recolher os itens espalhados. Ele sorriu, tentando dissipar o desconforto da situação. "Não se preocupe, Vi. Estou bem, na verdade." Will fez um gesto para acalmar a curandeira enquanto ela se apressava em juntar as coisas. "Você está fazendo um trabalho incrível aqui. Acho que ninguém esperava que o dia fosse tomar esse rumo." Will se ajoelhou ao lado de Vi, ajudando-a a recolher os objetos com cuidado. "Se precisar de mais alguma coisa, estou por aqui. Parece que todos vão precisar de um pouco de cura e conforto depois dessa confusão toda." Ele lançou um olhar solidário para os semideuses ao redor, cientes de que a recuperação física e emocional seria um processo desafiador para muitos ali presentes.
Com o eco da batalha ainda pairando no ar, Elena percorreu o acampamento com passos apressados e um olhar ansioso estampado no rosto pálido. Seu coração batia acelerado, em uma clara mistura de exaustão por usar seus poderes além do limite enquanto ajudava os patrulheiros a lutar contra um dos monstros, uma manticore, e preocupação enquanto buscava freneticamente por sinais de sua irmã entre os semideuses que se recuperavam e os que recebiam atendimento imediato por estarem em um estado mais crítico. Seu olhar varreu todo o acampamento, mas ainda assim não havia nem sinal de Will, o que deixou a ruiva ainda mais ansiosa e consequentemente irritada. “Por Zeus Will! Onde você está droga.” murmurou baixinho consigo mesma, tentando ignorar ao máximo a dor latejante advinda de um corte em sua barriga. Sabia que se eles estivessem muito machucados ou algo parecido ela sentiria, sabia que sim, mas ainda assim queria vê-los e ter certeza.
A trilha sonora da batalha ainda ressoava nos ouvidos de Will enquanto ela emergia do turbilhão da luta, seus membros parecendo pesos mortos após a intensidade do combate. Os ecos da manticora ainda reverberavam na sua mente, e a visão dos filhos de Hades trabalhando arduamente para repelir a ameaça ainda se desdobrava diante de seus olhos fechados. A dor era uma companheira constante, mas ela sabia que não se comparava ao tumulto emocional que atormentava sua irmã. A preocupação emanava dela como uma aura palpável, misturada à exaustão de ter estendido seus poderes ao limite durante o confronto. As feridas físicas eram testemunhas silenciosas da batalha travada, mas a verdadeira angústia residia na incerteza do paradeiro de Elena. A morena sentia a inquietação palpitando em seu peito, uma sinfonia de emoções que contrastava com a calma superficial que tentava manter. Seus lábios sussurravam o nome da irmã mais velha como uma prece, um chamado silencioso na esperança de que a resposta viesse como um eco reconfortante. Cada passo era uma busca, uma peregrinação pelos corredores do acampamento que, sob uma luz lúgubre, revelavam as cicatrizes da recente luta. O instante da reunião entre irmãs, um encontro que transcendia a dor e a incerteza, permanecia pendente no horizonte do destino, aguardando a conclusão desse capítulo sombrio.
A canhota de First segurava o cajado com força, pensando que gostaria de ter auxiliado mais campistas do que desejava. Sabia que, no entanto, ainda estava explorando os limites dos poderes novamente, principalmente quando tinha perdido tanto tempo desacordada no sono de recuperação. O sangue escorria para a madeira escura, os espinhos perfurando a pele e fazendo com que o cajado parecesse que respirasse as gotas que saíam da pele da mulher. Tinha sido atingida, mas ainda sim conseguia caminhar até um local que fosse um pouco mais seguro para que pudesse verificar a extensão dos seus ferimentos. Encostou a arma em uma árvore, apoiando-se também para que pudesse checar como a própria perna estava. Quando percebeu a presença alheia, juntamente com o olhar sobre a mão ensanguentada de First, um pequeno sorriso apareceu nos lábios da mulher. "Não se preocupe com isso." Depois de tanto tempo tendo magia do sangue, sequer se preocupava mais com a dor que sentia na pele, que era salpicada por mais cicatrizes que poderiam ser contados. O arrepio percorreu a espinha quando apertou a perna machucada, mordendo o lábio devido à dor sentida. "Por acaso você não teria alguma bandagem por aí, né?"
Os olhos de Will, avistando First na cena de sua própria batalha solitária, refletiam uma mistura de preocupação e admiração pela resiliência da colega. Com passos cuidadosos, ele se aproximou, seu olhar analítico capturando cada detalhe da situação. Diante da cena de sangue que pintava o cajado e as mãos de First, um lampejo de inquietação cruzou seu semblante.
Will, contudo, permaneceu silencioso, deixando que seu gestual comunicasse o respeito e a compreensão. Observou-a encostar o cajado na árvore, sustentando-se em busca de estabilidade, enquanto ela própria avaliava os danos infligidos. O silêncio preenchia o espaço entre eles, interrompido apenas pela respiração ligeiramente acelerada de First.
Quando ela finalmente rompeu o silêncio, Will ergueu uma sobrancelha em resposta ao sorriso que se desenhou nos lábios da mulher ferida. Uma expressão fugaz de ternura deslizou por seus olhos antes que ele pudesse controlá-la. "Não se preocupe com isso," respondeu First, e Will assentiu com uma inclinação suave da cabeça, como se aceitasse o pedido de autonomia que ela implicitamente comunicava.
Contudo, diante do pedido por bandagens, uma centelha de determinação brilhou nos olhos de Will. Ele não proferiu palavras imediatamente, mas seu olhar inquisitivo buscou nos arredores. Com gestos medidos, começou a revirar sua bolsa, em busca de recursos que pudessem aliviar as feridas de First. Ações deliberadas e precisas, uma dança silenciosa de cuidado sendo oferecido em meio ao campo de batalha.