Krystal Jones acabou tendo que amadurecer cedo demais e aprender a enfrentar não somente os seus problemas, mas os de seu irmão mais novo, Kevin. A vida não é fácil e isso a garota de olhos azuis aprendeu da pior maneira, seu passado é uma incógnita para a maioria das pessoas que a conhecem e o futuro seu maior desafio. Mas como nem tudo na vida pode ser planejado Krystal logo se vê cercada pelos olhos castanhos maliciosos de James Summers, que após uma terrível primeira impressão se vê cada vez mais atraído pelo mistério que ronda a garota. Despreocupado, charmoso e completamente apaixonado por música, James irá virar os sentimentos de Krystal de cabeça para baixo e de uma hora para outra eles se veem unidos pelo abandono e pela esperança de serem os donos do seu próprio destino.
Oi gente, eu andei sumida porque estava sem internet, mas ela finalmente voltou e prometo capitulo novo até terça porque só falta uns ajustes finais no capitulo. É isso, bjs!
Eu estou sentindo alguma coisa. Talvez seja ansiedade, talvez medo, talvez seja só a expectativa, mas convenhamos, quem não se sentiria estranho em reencontrar alguém que você ama depois de tanto tempo?! Eu sabia que iria encontrar ele a qualquer momento, sabia desde o momento em que criei coragem de finalmente voltar para o Brasil. Todos os meus amigos sabiam bem o que isso significava para mim, passei as duas últimas semanas me martirizando por ter demorado tanto. Talvez seja até tarde demais de voltar pra ele, mas eu precisava arriscar, dar minha cara a tapa. Sempre me falaram que a gente tem essa mania de perceber o que tínhamos quando a gente fica sem, e puta merda. Eu amo aquele garoto, aquele cabelo que sempre tá bagunçado, aquele olhos pequenos que ficam menores ainda quando ele sorri ou quando trava o maxilar, ah… Aquele maxilar travado… Porra, que falta ele me faz.
Os dois rapazes adentraram a casa, ouvindo um remix qualquer tocando no espaço pouco iluminado. Zachary olhou ao redor vendo as pessoas dançando e conversando pela sala de estar, antes que pudesse falar algo Nico lhe cutucou com o cotovelo enquanto olhava para o celular e avisou que seus amigos não demorariam a chegar.
- Vamos pegar algo pra beber.
Foi a única coisa que o rapaz de olhos puxados disse antes de encontrar alguns colegas do colégio que logo ofereceram algumas cervejas pra ele e Nico, o que lhe poupou o trabalho de ir até a cozinha atrás de bebidas.
- Vou dar uma volta. – avisou Nicolau, depois de tomar alguns goles e virando as costas e sumindo em direção a cozinha.
Mesmo contra sua vontade Zach continuou ouvindo as conversas daquele grupo, ele não ligava para aqueles garotos somente não gostava de ficar sozinho nas festas e por isso examinava a casa minuciosamente atrás de alguma garota que chamasse sua atenção e o livrasse daquela situação.
Após mais alguns goles o rapaz foi atrás de outra cerveja e no caminho até a cozinha viu um grupo de garotas conversando e não foi difícil identificar as longas madeixas castanhas de Hannah Benson o que o fez sorrir e mudar de caminho, indo até onde a morena e suas amigas conversavam.
- Oi garotas. – cumprimentou Zach sorrindo de lado, chamando atenção para si.
- Locke. – respondeu Hannah, e com um leve arquear de sobrancelhas fez um pedido mudo para que suas amigas se afastassem deixando os dois sozinhos. – O que faz aqui?
- Eu fui convidado, mas mesmo que não fosse eu viria.
- Claro que sim. – disse a morena sorrindo antes de levar um copo aos lábios. – O que quer comigo?
- Apenas vim te cumprimentar, nada demais Benson. – rebateu Zach.
- Se você diz. – comentou Hannah, jogando o cabelo sobre os ombros e se aproximando para beijar a bochecha do rapaz. – Preciso ir. Até mais Locke.
- Você sabe onde me achar Benson. – avisou Zach, vendo a garota sumir no meio dos jovens.
O rapaz seguiu até a cozinha encontrando alguns conhecidos pelo caminho e algumas garrafas de vodca e rapidamente ele começou a se divertir mesmo que aqueles não fossem seus amigos verdadeiros, Zach se sentia bem com seu copo sempre cheio e uma loira grudada em seu braço.
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Cassie, Lucas e Stella caminhavam pelo jardim falando alto, tentando escutarem um ao outro por cima da musica alta que saia da casa de Dave, o jardim da casa do rapaz estava lotado, mas a festa dentro do local parecia bem mais animada. Luke virou na direção do melhor amigo falando algo que o moreno não conseguiu escutar e apenas concordou com a cabeça olhando para o lado e vendo duas íris azuis examinando-o.
- O quê? – perguntou o moreno, puxando a amiga pela sua regata escura.
- Nada. – falou Krys, rindo para o melhor amigo e voltando atenção para o loiro a sua esquerda e perguntou: – Você tá legal?
Matt assentiu, mas continuou com uma feição esquisita e suas mãos não paravam quietas deixando Krystal inquieta, o que fez com que ela agarrasse uma das suas mãos chamando a atenção do garoto que a olhou por detrás das grandes lentes dos óculos.
- É uma festa, relaxa.
- Não pensa demais cara. – disse Theo, dando de ombros. – E você tá ficando com uma cor esquisita.
Krystal bateu com o cotovelo nas costelas do melhor amigo num claro sinal de cala a boca o que o fez xingar alto e um pequeno sorriso surgir no rosto de Matt.
- Parece que ele gosta quando eu me ferro. – ironizou Theo, antes de desviar de um cara bêbado com um copo de cerveja.
Krystal riu o que só serviu para deixar o moreno ainda mais irritado, mas de alguma maneira fez com que o loiro relaxasse e parasse de pensar em todas as coisas ruins que poderiam acontecer com ele naquela festa.
Quando os três entraram na casa Cassie e Stella estavam rindo de algo que Luke havia dito perto da entrada da casa enquanto o rapaz apenas balançava os ombros. Theo passou um braço pelos ombros estreitos de Krystal e se inclinou para falar com o melhor amigo que assentiu e logo todos estavam se espremendo entre o mar de gente dançando na sala até a cozinha para que pudessem pegar umas bebidas.
A cozinha parecia ainda mais lotada que a sala de estar, as pessoas estavam lá por causa das bebidas e um grupo de rapazes falando alto chamou a atenção de Cass que franziu o cenho ao tentar identificar uma risada conhecida, mas não foi muito difícil pois logo o autor da risada sentou no balcão e levou uma garrafa de bebida aos lábios fazendo os outros caras ficarem ainda mais animados dando todo tipo de rugido.
- Aquele é o Zach? – perguntou Stella.
- Ele mesmo. – disse Theo, sem se importar com o rosto surpreso da loira. – Cerveja?
O moreno abriu a geladeira, empurrando algumas pessoas que reclamaram, mas Theo não se importou e depois de procurar fechou a porta com o pé, porque suas mãos estavam ocupadas.
- Você não precisa ficar surpresa, ele faz isso o tempo todo. – comentou Theo, começando a distribuir as bebidas. – Eu acho que você não bebe então. – continuou o rapaz oferecendo uma lata de energético para Stella.
Cass se afastou do seu grupo amigos para buscar uma garrafa de tequila que estava no balcão, mas no momento em que suas mãos se aproximaram outra pessoa agarrou a garrafa de tequila. Ao virar para ver quem havia lhe roubado a garrafa à moça encontrou dentes brancos iluminando o sorriso provocador de Zachary que a puxou para um abraço enquanto praticamente gritava seu nome na cozinha.
- Você finalmente chegou. – riu Zach. – Cadê o resto do pessoal?
Cassie apontou para o outro lado da cozinha enquanto retirava a garrafa de tequila da mão do amigo que não se incomodou com isso.
- Meus amigos! – cumprimentou o rapaz de olhos puxados indo junto a Cass até o grupo.
- Oi Zach – disse Krys. – Cadê o Nico?
- Preocupada com o amigo? – perguntou Zach ironicamente e vendo o olhar da amiga continuou: - Ele tá por ai.
- Alguém quer tequila? –perguntou Cass, balançando a garrafa.
- Enche um copo pra mim, lindinha. – falou o asiático. – Ah oi loira, você esta incrível.
- Você também, parece que entrou mesmo no espírito de festa.
Stella riu.
- Que tal sairmos daqui? A festa é na sala pessoal! – interrompeu Theo, já saindo do cômodo.
Cassie seguiu o irmão mais velho enquanto o remix de Animals enchia a sala e Krystal ria da animação da melhor amiga que balançava os braços sobre a cabeça e chamava as amigas para dançar. Theo estava sentado no sofá bebendo tequila e vendo as garotas conversando no meio da sala quando percebeu Nico sentado ao seu lado.
- Ei cara. – cumprimentou o moreno.
- Oi Theo, nem sabia que você já estava aqui. – falou Nico, com a língua enrolada graças a garrafa de vodca barata que ele já havia terminado.
Theo franziu o cenho.
- Você tá legal?
- Não. – respondeu o francês muito baixo, o que fez Theo se inclinar para poder ouvir melhor o amigo.
- O que aconteceu?
- Meu pai aconteceu. – falou Nico, passando a mão sobre a cabeça raspada como sempre fazia quando estava nervoso. – Mas não quero falar sobre isso agora.
Theo entedia o fato do amigo não querer falar do seu pai e das besteiras que ele fazia desde que seus pais se separaram e o francês havia se mudado pra Inglaterra ele evitava o máximo possível o pai, principalmente quando ele é um babaca que passou anos de sua vida mentindo para sua família ou suas duas famílias.
- Quer que eu chame a Krystal? – perguntou Theo, levantando do sofá e procurando a amiga com o olhar.
Nico negou. – Ela vai ficar no pé pra falar sobre o idiota e eu só quero beber.
- Então vamos beber e esquecer o merda que é o teu pai. – disse Theo sorrindo e tirando o copo das mãos do amigo.
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Fazia dez minutos que Matthew estava sozinho na cozinha apoiado no balcão e ele já estava começando a acreditar que ir naquela festa tinha sido a pior ideia da vida dele. Seus novos amigos haviam desaparecido depois de um tempo junto com sua irmã então ele foi parar no único lugar que achou vazio.
A música enchia a casa completamente e o rapaz de cabelo loiro se via cada vez mais entediado, ele estava procurando água na geladeira quando ouviu passos invadindo a cozinha e alguém entrou cantarolando, mas ele não ligou muito, pois os jovens bêbados iam o tempo todo lá para reabastecer seus copos e ao menos notavam sua presença.
Zach estava balançando os braços com um cigarro em uma das mãos enquanto cantava alto o rap que tocava, ele mal notou a presença de Matt, pegou copos no armário, uma garrafa de bebida em cima do balcão e começou a enchê-los de bebida. Depois de dar uma tragada forte no cigarro ele levantou a cabeça e então notou o garoto loiro encostado com um copo na mão.
- Ei! – exclamou Zach alto, cerrando os olhos escuros que estavam um pouco vermelhos. – Você é o irmão da Stella né?
- Sim. – respondeu Matt, ele havia pensado que as coisas seriam diferentes naquele lugar, mas ao que parecia ele sempre seria conhecido como “o irmão da Stella”.
- O que tá fazendo aqui? A festa é lá fora cara. – disse Zach, levando um dos copos que havia acabado de encher aos lábios.
- Eu tô bem aqui.
- Mas com isso você vai ficar muito melhor. – falou o asiático, empurrando um dos copos que havia enchido para o loiro.
- Não preciso disso, eu estou bem.
- Você não pode vir a uma festa e não beber nada é contra as regras. – comentou Zach, explicando enquanto segurava o copo na frente do rapaz.
- Se eu beber isso você para de me encher?
- Claro. – falou Zach sorrindo, ele não sabia o porquê, mas sentia que tinha que fazer aquele garoto se divertir um pouco. – Palavra de escoteiro.
Matt pegou o copo da mão do rapaz e por um segundo pensou em desistir de beber aquilo, mas ele estava numa festa pela primeira vez e não achava que um copo de alguma bebida estranha faria tão mal assim.
- Anda logo.
A bebida desceu queimando sua garganta somente com um gole, parecia fogo liquido. O incomodo foi tamanho que fez seus olhos arderem e ele não conseguia para de tossir enquanto Zach ria.
- Bebi mais um pouco que você se acostuma.
Não demorou muito para que Matt parasse de tossir, seus olhos ainda ardiam junto com sua garganta, mas não incomodava tanto.
- Melhorou?
Matt assentiu ainda sem saber como fazer sua garganta melhorar.
- Ótimo, agora vamos nos divertir. – disse o asiático, tirando o copo da mão do Matt.
- Você prometeu que ia me deixar em paz depois de um copo.
- Bem, eu nunca cumpro minhas promessas. – disse Zach, passando o braço direito pelos ombros estreitos do loiro enquanto o guiava para fora da cozinha. – Você já deveria saber disso Matthew.
- Pra onde nós vamos? – perguntou o loiro quando começou a ser levado para fora da casa.
- Nós divertir. – disse Zach sorrindo. - Quer um cigarro?
- Eu já comecei a destruir meu fígado não preciso fazer isso com os meus pulmões também.
- Você ainda tá falando demais precisa de mais uma dose.
O rapaz de olhos puxados empurrou a garrafa de bebida no peito do loiro e quando eles saíram para o quintal Matt viu sua irmã conversando com Cassie e um rapaz, eles estavam sentados e quando o loiro pensou que era para lá que eles estavam indo Zach empurrou seu ombro na direção oposto bem onde Nico e Theo estavam sentados bebendo.
- E aí? – disse Zach, se empurrando para sentar ao lado de Theo. – Esse é o Matthew.
- Já o conhecemos Zach. – disse o moreno revirando os olhos. - Senta aí cara.
- Que bebida é essa? – Nico puxou a garrafa das mãos do loiro quando ele sentou na cadeira ao seu lado. – Eu não to conseguindo ler direito.
- O que aconteceu com ele? – perguntou Zach. - Tá parecendo mais bêbado que eu.
- Algo com o pai dele. – disse Theo dando de ombros.
- Isso é uma merda cara. – falou seriamente Zach, enquanto Theo enchia o seu copo. - Mas traidores são sempre uma dor de cabeça é por isso que eu sempre digo que relacionamentos são furada cara.
- Como assim? – perguntou Matt.
Theo balançou a cabeça negativamente. - Não pergunta isso pra ele.
- Que bom que você me perguntou isso Matthew.
- Ele tem uma teoria. – falou Nico, olhando para o seu copo cheio.
- É uma teoria bem inteligente. – falou Zach.
- Zach você já viu o quão gostosa a Ashley parece nessa saia preta?
Theo olhava sobre o ombro enquanto falava atraindo a atenção do rapaz de olhos puxados que rapidamente esqueceu o que ia falar quando viu Ashley saindo do jardim, Zach levantou da mesa depois de tomar o resto da sua bebida.
- Depois a gente continua isso agora eu tenho coisas a fazer. – falou o rapaz sorrindo enquanto arrumava a camisa cinza em seu corpo e saia em direção a casa.
Theo riu ao ver o amigo saindo e quando notou as sobrancelhas do loiro franzidas em confusão o rapaz explicou: - Quando ele começa falar ninguém para ainda mais se for uma das teorias malucas dele.
- E eu ainda não to bêbado o bastante pra isso. – resmungou Nico.
Os três rapazes continuaram bebendo em silêncio e depois de mais alguns goles Matt não se incomodava mais com a ardência em sua garganta, nem se sentia desconfortável, ele até mesmo balançava a cabeça no ritmo de uma das musicas que tocavam quando Krystal de repente puxou a cadeira ao lado de Theodore e se sentou, largando um copo na mesa.
- Vocês viram o Luke? – perguntou a garota, olhando para os rapazes e ficando feliz em ver Matt junto com seus amigos até notar o olhar no rosto de Nico.
- Pensei que ele estava com você. – falou Theo, dando e ombros.
Krystal negou.
– A Jennifer tá procurando ele. Alguma coisa aconteceu aqui?
Theo olhou de lado para o amigo francês e deu de ombros. - Nico tá precisando de um bom porre.
- Por quê? – indagou a moça de olhos azuis, levando sua mão até a do rapaz que segurava um copo e apertando. – Você tá legal?
Antes que Nico pudesse responder Theo se levantou e esfregou as mãos. – Eu vou vê se encontro meu amigo por aí, alguém precisa se dar bem essa noite.
- Eu vou com você. –disse Matt levantando rapidamente e forçando um sorriso para Krystal.
Quando os rapazes sumiram de vista a moça de íris azuis se levantou para sentar mais próxima do amigo, ela realmente se preocupava com Nico mesmo que não se sentisse da mesma forma em relação aos seus sentimentos.
- Você não parece bem. – comentou Krystal, mas sem obter resposta ela continuou: - O que aconteceu Nico?
- Podemos falar disso depois? – falou o rapaz, ainda sem olhar para a amiga.
- Não. – disse Krystal firmemente. - Você pode falar qualquer comigo Nico.
- Meu pai é o problema. – respondeu Nico, depois de um suspiro.
Krystal assentiu, esperando o francês continuar.
- Eu sempre quis ir para a les Beaux-Arts de Paris, desde que eu percebi que Artes era o que eu queria pra mim. – começou Nico, enchendo seu copo mais uma vez. – Eu só nunca percebi que meu pai realmente prestasse atenção nisso, mas quando eu fui visitar ele nas férias ele me apresentou a alguns amigos dele.
- O que ele fez?
- Ele disse que consegue me fazer entrar. – respondeu Nico dando de ombros, ele parecia calmo por fora, mas era o efeito do álcool o rapaz ainda sentia sua cabeça girar com esse assunto.
- Serio? – exclamou Krys surpresa.
- Ele me apresentou para um dos professores da universidade sem eu saber e agora ele ligou falando que eu tenho muitas chances de entrar que o cara me adorou e que meu boletim é ótimo.
- Isso é ótimo não é?! – perguntou Krystal confusa. – Então por que você está com essa cara?
Nico suspirou alto largando o copo de plástico na cadeira ao seu lado e virando para encarar as íris azuis da garota que ele tanto gostava.
- Quando me mudei para cá eu me conformei em deixar minha casa, deixar toda a minha vida em Paris e recomeçar e eu disse que não iria abandonar minha mãe, mas ele fez tudo isso de proposito ele está me deixando contra a parede, aquele idiota traidor.
- Calma. – disse Krystal, segurando o braço do rapaz para que ele pudesse se acalmar.
- Eu não vou abandonar ela Krys. – sussurrou o francês, segurando forte a mão de Krystal que apertava a sua.
- Eu sei e ela também sabe. – disse Krystal se levantando e puxando Nicolau. – Vem, você precisa de um pouco de água.
O rapaz se deixou levar pela moça que o guiou até a cozinha e lhe deixou encostado no balcão enquanto procurava por algo que não fosse alcoólico. Com duas garrafas de água Krystal se sentou no balcão e entregou a água para Nico.
- Toma um pouco. – disse a moça dando um sorriso de lado para o rapaz. – Você deveria pensar nisso Nico.
- Você tá falando serio? – exclamou o rapaz se afastando do balcão com a água ainda intocada nas mãos.
- Nico é seu sonho entrar nessa faculdade, você mesmo disse. Sua mãe vai entender. – falou Krys, estendendo a mão para agarrar o braço do rapaz.
- Eu não vou voltar para lá, não vou voltar a fazer as coisas que ele quer.
Nicolau falava mexendo as mãos nervosamente o que fez Krystal puxar ele em sua direção para um abraço. Ele enterrou a cabeça nos ombros da garota e suspirou antes de se afastar para beber um gole de água.
- Você pode conseguir por você mesmo.
- Você cheira bem. – comentou o rapaz tentando mudar de assunto.
- Nicolau. – repreendeu a moça, quando percebeu o rapaz aproximar seu rosto do dela.
Ela molhou os lábios ao sentir o hálito quente dele bater no seu pescoço, segurando seu rosto com uma mão a moça impedia qualquer aproximação mais intima do francês.
- Você tá muito bêbado Nico.
- Eu ainda quero beijar você com ou sem bebida. – falou Nico, segurando o pulso da moça.
- Eu sei. – disse Krys em um sussurro enquanto passava suas mãos pelo pescoço do rapaz para empurra-lo e antes que eles pudessem continuar aquela provocação, Dave surgiu na cozinha acenando para os dois fazendo Nico falava algo em francês.
- O que você disse? – Krys franziu a testa.
- Eu preciso mijar.
Krystal empurrou o francês. - Então vai.
- Ei Dave onde fica o banheiro? – perguntou Nico.
- Segundo andar ultima porta a direita, mas se forem transar lá tranquem a porta pelo menos. – disse o dono da festa rindo.
- Não vamos transar lá, idiota. – disse Krystal descendo do balcão.
- Melhor lá do que na minha cozinha.
- Nico riu.
- Você não ia ao banheiro? – indagou a garota.
- Quer ir comigo? -
- Vai logo Nico. – disse Krystal empurrando o rapaz para fora da cozinha enquanto ele ria.
- Sabe, aquela sua amiga é muito escorregadia. – falou Dave, encostado na geladeira.
- Talvez ela só não esteja interessada. - disse Krystal saindo da cozinha.
Se alguém aqui lê Corações Selvagens deixem um comentário por favor, porque cansa escrever e não receber ao menos alguma resposta positiva ou negativa a respeito do que eu escrevo. Então falem comigo gente!
Oi, tudo bom? Meu nome é Isabela Gomes. Eu estou voltando a escrever e vou começar a postar a Delirium Tremens esse mês. Gostaria muito se você pudesse me ajudar na divulgação! Obrigada desde já. bjs
Oi, to ótima e você? Que bom que você voltou a postar Isabela eu tbm escrevo então espero que você dê uma olhada na minha historia.
Minha cabeça estava explodindo. Meus olhos doíam de cansaço. Eles estavam vermelhos, inchados, assim como a minha boca e minhas bochechas estavam vermelhas. Chorar me deixava parecendo um tomate. Chorar a noite inteira, me deixava parecendo um tomate que foi esmurrado várias vezes.
Minha mãe saiu bem cedo para o trabalho, o que foi ótimo, pois eu pude andar pela casa sem me preocupar com ela me perguntando o que tinha acontecido.
Comi cereal, e me sentei no sofá. Coloquei no canal onde passava desenhos, e, querendo ou não, aquilo me lembrou do meu pai. Nós dois sempre fomos loucos por desenhos. “Maldição”. Desliguei a TV e joguei o controle para o lado.
Respirei fundo, e olhei pela casa, pensando em algo que eu pudesse fazer para me distrair de tudo aquilo. Olhei para a lata de lixo, e vi que a tampa estava quase voando de tanta coisa que tinha lá dentro. “Bom, vamos levar o lixo para fora então”.
[…] Era diferente vê-lo daquela forma. Felipe nunca estivera tão sereno e calmo. Suas feições suavizadas, seu peito subindo e descendo num ritmo lento. Suas pálpebras tão pesadamente fechadas e os fios loiros caindo desordenados sobre o rosto. Pouco lembrava o garoto falante e repleto de segundas intenções que constantemente soltava gracinhas para mim. Ele parecia um anjo, na forma mais literal e inocente da palavra.
Confesso que gostava daquela versão silenciosa. Ele bem que poderia dormir mais vezes.
Fui tirada de meus pensamentos ao sentir Felipe se remexer subitamente, virando seu corpo e diminuindo ainda mais o espaço que eu possuía no sofá. Seu cabelo tornara a cobrir sua face, desta vez quase tocando seus olhos. Ele parecia incomodado, e não pude conter uma pequena risada ao observá-lo.
De forma sutil, tentei afastar as mechas claras de suas pálpebras, notando que um sorriso discreto surgira em seu rosto quando toquei sua pele. Não sabia ao certo o motivo, mas não tinha coragem de tirar minha mão dali. Havia algo estranhamente doce em sua reação, que me fazia querer continuar acariciando seu cabelo.
E foi exatamente isso que fiz. Meus dedos brincavam de maneira suave com seus fios loiros, enquanto um semblante ligeiramente alegre se formava em minha face. Estava completamente dispersa naquela calmaria que abrangia todo o ambiente, e principalmente, que parecia consumir Felipe.
Pelo menos, até ouvir sua voz.
— Desse jeito fica difícil acreditar no seu ódio por mim, Fernanda.