Emotionally drunk || Open
marjorie-fitzroy:
O chá de bebê foi um martírio, Marjorie não estava preparava para a avalanche emocional que aquilo despertaria em si. Forçar um sorriso e uma alegria que não sentia, foi doloroso e lhe cobrou forças que não imaginava ter. Claro que estava feliz pela a amiga e seu bebê, o problema era com ela mesma e com sua própria vida. As constantes mensagens de Connor também não a ajudaram muito e ao final ela já estava a ponto de jogar o aparelho telefônico na parede.
Suspirou longamente enquanto caminhava pela praia com um copo de marguerita na mão esquerda, a direita se ocupava de segurar o celular para que pudesse continuar berrando com Connor. - Você sempre foi meu melhor amigo e me traiu dessa forma! Nós tínhamos um acordo, estava tudo acertado! Você está jogando nossa amizade no lixo por causa de um bofe, pelo amor de Deus! - Exclamou irritada antes de desligar o telefone e atira-lo no mar, algumas poucas lágrimas de tristeza e raiva escorriam pela sua face e um pequeno suspiro escapou ao constatar o que tinha feito com o celular. - Droga. - Murmurou pesarosa enquanto terminava de beber a marguerita de uma só vez.
No fim da tarde as águas cristalinas de Bora Bora ganhavam um tom misto de laranja e azul esplêndido quando o sol se punha. Aquele sempre havia sido o maior apelo do local para William. Aquele momento simples e efêmero, mas o qual sempre lhe trazia uma tranquilidade inigualável. Se para alguns a meditação ajudava a esvaziar a mente, para Will o que fazia esse trabalho era o pôr do sol. Por isso, sempre que tinha um dia particularmente difícil, saia de seu escritório no bar e caminhava pela praia, deixando as ondas que alcançavam seus pés levar todo o estresse.
Claro, aquela caminhada tinha que ser feita sem seu celular, o qual tocava de 10 em 10 minutos com alguém esperando para tirar duvidas com ele. Caso contrario, de nada adiantaria a maresia e o sol para lhe acalmar. Se estivesse com o moderno dispositivo, provavelmente o atiraria na água como fizera a mulher parada a alguns metros dele. Ela parecia atordoada, triste. William gostava de pensar que não era tão intrometido quanto seus funcionários alardeavam, para ele a palavra correta a se usar seria prestativo, mas sua opinião de nada valia no assunto. A morena parecia precisar de algo, embora ele não estivesse certo sobre o que. Porém, por ser tão prestativo, aproximou-se. “Aquele foi um ótimo arremesso.” comentou olhando para o lugar onde o celular havia desaparecido. Sua postura era relaxada -- mãos nos bolsos, pernas sutilmente afastadas, ombros sem um pingo de tensão -- enquanto esperava uma reação da desconhecida. Provavelmente seria ignorado, mas pelo menos havia tentado fazer algo sobre o que quer que aquilo fosse.













