"— Por que eu aceitaria uma maçã de um Wintra?" Ele gostava de pensar que não era tão burro assim, porém agora que pensava era bem sua cara fazer a burrada de pegar uma maçã de Leon, comer e ainda dizer que tava bom. Agora ele começava a se questionar sua facilidade em aceitar coisas de estranhos, isso definitivamente era um problema. "— Ah, bem....sabe que planos e eu não é ...é. Não sou tão pensante." Riu nervoso, geralmente costumava ser assim quando falavam sobre isso. Quando escutou a sugestão, ele fez uma careta. Parecia tão...cruel. "— Mas...ela já não confia tanto assim, se eu fizer isso....ela é tão ruim pra merecer isso?" Perguntou, mais pra si mesmo. Com um olhar pesado, respirou fundo. "— Você acha que eu consigo? Não seria....tão cruel?"
❝Não quer que eu responda essa questão.❞ Deu de ombros, não por que achava que o irmão fosse burro, mas por que ele era genuinamente bom, coisas que ele não deveria falar em voz alta considerando que estava com o espelho. ❝Você só precisa de um pouco mais de prática e tempo.❞ Ele deu de ombros, mesmo que não fosse uma exata verdade, era melhor pensar daquela forma do que pensar que o loiro não tenha jeito. ❝Willy, ela te amaldiçoa sempre que pode e nunca pensa duas vezes antes de te fazer mal... Acha mesmo que ela não merece?❞ E bem, não era como se o próprio Valentin soubesse medir muito a dor emocional e o quanto era merecida também, mas não achava que isso importava naquele momento. Respirou fundo, tentando ajustar as ideias para que conseguisse o convencer de que estava fazendo o melhor. ❝Pense comigo, Willy, ela é uma bruxa em uma família que a repudia, acha mesmo que ela está feliz com eles? De certa forma você estaria a salvando das garras deles... Você não percebe como ela anda sempre tão coberta? Não me surpreenderia se fosse para cobrir alguma marca de agressão.❞ Konrad não fazia ideia de nada sobre isso, mas ele tinha como presumir, sempre esperava o pior das pessoas em especial das que pareciam carregar tanto ódio no coração. Ele havia presenciado isso em primeira mão. ❝E ela não vive dizendo por ai que quer um príncipe? Você é um, fora que com toda certeza é um dos únicos que a aceitaria com todos aqueles chiliques dela. Não seria difícil para que você conquistasse a confiança dela, ela é nitidamente carente. Você estaria salvando ela de quem realmente a faz mal, tenho certeza de que ela vai fica grata por isso... E por mais que nossa mãe a deteste, ela teria o deleite de ter uma arma contra o resto dos Wintra, uma que eles não veriam chegando. Todos ganham, afinal, quer ver a mamãe feliz, não é?❞
Foi inevitável que fizesse uma cara ofendida, mesmo que soubesse a mais pura verdade de que ele realmente aceitaria. Sobre prática e tempo, ele também preferia acreditar que sim. Era melhor que pensar que era um caso perdido, esfolado, escorraçado. "— É só que...ela faz isso porque eu provoco! Ela não é...." Ele parou por algum tempo, racionando que o espelho estava ali. Não podia decepcionar sua mãe. Com as palavras ditas, a cabeça vazia de Willhelm começava a funcionar e o fazia respirar fundo para contornar a situação. "— Você acha que ele a bate? Isso seria cruel....se eu corrompesse ela, ela ficaria... livre? Na realidade, seria alguém do nosso lado, sem chances de se voltar contra nós, né?" Era poucas vezes que usava o cérebro, mas tinha seus momentos. "— Você acabou de confirmar que sim.....hum. Okay, faz sentido. E claro que quero ver a mamãe feliz! A mamãe é tudo que importa." Disse com convicção e verdade, Will amava a mãe mais do que tudo no mundo, nunca iria deixar isso de lado. Com uma cara meio derrotada, voltou a se aproximar para abraçar Valentin com força, precisava de um acalento. Mesmo que fosse um falso. "— Eu vou fazer tudo isso, ela vai me amar e depois...depois ela fica acabada. Eu vou conseguir, certo?" Perguntou, porque ele em si, não tava nada certo não.













