make me bleed, i like it raw
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A pele do pescoço já estava arrepiada antes mesmo do toque frio acariciar a pele, e subir para seus cabelos. Daqueles dedos que tinha feito o estrago na sala principal assumirem uma gentileza que causava mais medo do que alívio. Mais terror incapacitante do que a natural rapidez que tinha voltado ao ritmo anterior. Jisoo perdeu o compasso por um fragmento de momento, mas não parou até ter a cabeça puxada para trás e a boca esvaziada. Lábios entreabertos vermelhos e inchados, o fio de saliva ligando ao membro de Blade e um brilho mais evidente ao redor da boca. A garganta e a boca deixaram de ficar secas quando a mente entrou naquele transe, este quebrado quando os olhos vermelhos estavam perto demais de novo. Reais, brilhantes e sem um único sinal de que eram lentes muito realistas. Não era um vampiro. Era o que tentava se convencer ainda, o sangue seco em seu torso e o cheiro metálico salgado enchendo as narinas contribuindo para o estado caótico que estava o seu espírito. Jisoo precisava de uma boa noite de sono, de se afastar e ficar sozinho com seus pensamentos. Traduzir e compartimentalizar em justificativas científicas o que estava passando, o que estava vivenciando, o que o estava consumindo de dentro para fora. Fechou os olhos quando ele se aproximou, tremeu sob o beijo rápido e já tinha a boca aberta quando sentiu o puxão e a trajetória de onde estava indo. Só deu tempo de proteger os dentes com os lábios e pegar o último fôlego antes de desistir de vez da respiração.
A garganta reclamava do abuso, vibrava ao redor do invasor no engasgo e na ânsia quando ele ia longe demais. Jisoo se viu oferecendo resistência, mexendo e retorcendo, tentando colocar um pouco de limites ao deixar o pescoço duro. Mas não adiantava. A força dele era mil vezes maior que a sua, e sem as mãos para o auxílio, sua luta era perdida no mesmo segundo. Ele conseguia se ouvir, arfando e ofegando ao redor do membro, o ruído molhada de sua boca, e sentia escorrer pelo queixo a saliva e algo mais. Menos insosso e mais pungente, salgado. Recusável. Ele tossiu quando sentiu ser mudado de posição, as pernas se atrapalhando e agitando para reganhar o equilíbrio, tudo para ter a garganta invadida de novo, descendo além do considerado seguro e fazendo as lágrimas escorrerem com ainda mais força. Mas eu não consigo me mexer! O grito interno não conseguindo ganhar o ar preenchido daquele cheiro deturpado e diabólico, de sexo e sangue e medo. Muito medo. Os dedos de Jisoo procurando uma parte sólida, o pé da cama, para poder ir de encontro às investidas pateticamente. Engasgar sumindo tão imediatamente à ameaça, e só parecendo em ecos tão fracos que podiam ser confundidos com as manobras delirantes de um excelente deepthroat. O atendente transformava o engasgo em engolido, as arfadas em gemidos desesperados e o choro vindo das entranhas como a vibração; os três para salvar e acelerar o fim. O fim. O misericordioso fim do líquido preenchendo sua boca, batendo na garganta adormecida e escapando um pouco junto da saliva ao passo que o membro destampava sua boca. Tremia, os lábios bem fechados no rosto representação perfeita do seu medo sem tamanho de morrer. Morrer.
Gulp. Dolorido e revoltante, agitando o estômago irritado e estranho. E era só o primeiro, o gosto forte sendo demais para aguentar por mais tempo. Gulp. Foi tudo, tudo, garganta abaixo. Tudo dentro da boca, porque dava para sentir o que tinha sobrado dos lábios, ameaçando pingar longe demais do alcance de sua língua. Gulp. Uma varredura pelo interior, como garantia, e a respiração tão pesada como se tivesse prendido a respiração por muito tempo – o que tinha acontecido. — Me desculpa. — Murmurou, a voz incerta e engasgada, grossa pelo estado em deterioração da garganta. No dia seguinte estaria pior, bem pior. Jisoo tentou pegar aquele restinho do gozo nos lábios, a língua despontando, mas não chegou a sair da cavidade bucal. O rosto caindo para frente, a testa pressionada contra a bochecha de Blade. — Eu engasguei, me desculpa. Por favor, me desculpa. — Não me mata dito numa voz morta, só os lábios se mexendo sem som. — Me desculpa. miane miane miane. — Forçou os pulsos, reassegurando do aperto incômodo dos braços na posição dolorosa para trás, e cada respiração fazia as correntes da coleira tilintarem. — Me deixa ir para casa. Por favor. Eu quero ir para casa. — O corpo sacudiu com o soluço, o estresse ganhando a guerra sobre si na entrega para o choro de cortar o coração. Um coração que apelava e que não se condoía para com sua situação.
Observá-lo era para Blade como observar uma obra de arte, uma obra de arte hipnoticamente bela em sua base e estrutura, mas ainda inacabada. Blade poderia tocá-lo, destruir sua garganta e seu corpo, o fazer correr pela mansão, ameaçá-lo, amedrontá-lo, mas ele sabia que havia uma parte dentro dele que não podia tocar, um refúgio onde o outro poderia deslizar para e entrar em um estado de catatonia, longe de de seu alcance e aquilo o irritava, fazia sua garganta apertar e sua falta de sangue ferver. Existiam partes na mente de Jisoo que lhe eram inacessíveis e isso era algo que não podia aceitar em sua forma de ser perversa e cruel. Aquele garoto era seu, pertencia a si e assim deveria se comportar, nem que tivesse que forçá-lo a isso. Assim tinha sido criado para acreditar. Vê-lo engolir seu sêmen o deixava completamente preparado para outra rodada, a pele macia e perfumada de seu pescoço trabalhando contra sua vontade de ingerir diante de suas ameaças, seus lábios rosados e levemente abertos deixando escapar sua respiração ofegante e seu brilho neles, ressaltados pelas luzes fracas. Sua expressão era aterrorizada ao mesmo tempo que suave, as linhas perfeitas de seu rosto acompanhando os tremores de seu corpo. Queria tocá-lo, tocá-lo até perder a sensibilidade de seus dedos, queria fincar seus dentes em sua carne macia e vê-lo ceder à medida que sugava seu sangue doce e delirante, fios vermelhos escorrendo até seu peito nu e intocado. As marcas deixadas adquirindo uma cor esverdeada e roxeada e seu gemido débil próximo de si conforme tomava cada vez mais dele.
Sorriu exatamente naquele momento em que ele implorava por sua vida, sua liberdade, implorava para que retornasse àquilo que um dia fora antes de entrar naquela mansão que selara seu destino definitivamente. Roçou seus lábios na testa dele, depositando um beijo suave e voltou a encostar seus narizes, o encarando bem no fundo de seus olhos, os seus próprio já voltando ao seu tom escuro habitual. -- Vou lhe explicar algo, bloodbag, então presta muita atenção. -- sua voz era tênue e transparecia uma calma congelante, era quase... carinhosa. Mas se enganava quem pensasse ser real não ainda hehehe -- A partir do momento que pisou aqui, você se tornou meu. Seu nome não é mais Jisoo, é bloodbag, e é para isso que serve, para me servir, para eu te usar como eu quiser... -- ergueu a mão e acariciou sua mandíbula -- Você não vai para casa, porque não tem mais casa. É aqui que vive e aqui vai viver até morrer. Mas não vou te matar, não... Eu não vou, então não se preocupe com isso. -- as mãos subiram até seus cabelos, onde massageou seus cabelos -- Será muito pior que isso. Eu vou te destruir, te arrebentar, te torturar e prender até não aguentar mais. Te abusar, exibir como meu, e arrancar todo fio de esperança que já teve até hoje. Eu vou te quebrar inteiro, queimar sua pele, marcar lenta e dolorosamente cada pedacinho seu, pra que você se lembre a quem pertence. -- seus dedos foram lentamente na direção de seu pescoço, onde pousaram sem aplicar pressão -- Eu vou te foder de todas as maneiras possíveis, até não sobrar nada. Te pendurar nas correntes do meu porão e te castigar, te machucar com minhas mãos até você sangrar, até sua bunda latejar e ficar tão vermelha quanto seu sangue. Você entendeu? Eu não vou te matar, mas vou matar tudo que você foi e tudo que vai ser e quando eu cansar de você, vou te jogar em um canto onde vai definhar de fome e sede. -- nesse momento começou a apertar seus dígitos contra sua garganta judiada -- Mas eu vou te dar uma escolha, bloodbag. Se quer morrer, aqui, agora. Apenas diga. Implore. -- cada vez apertava mais, cessando a passagem de ar -- Peça pra eu te matar, e eu faço. Você não vai ter que passar por tudo isso. -- seus olhos voltaram a adquirir sua coloração avermelhada. -- Peça... -- sibilou, quase como uma serpente.












