Sabia muito bem quem estava ali ao seu lado e talvez tenha sido por isso que havia tentado ajudar a menina. Porém, mesmo doente, parecia ser uma garota bem independente que nem uma simples gentileza era fácil de aceitar. E isso ficou claro em suas palavras. As próximas fizeram o garoto abaixar a cabeça e focar sua a atenção em seus pés. “Na verdade eu apenas estava tentando fazer uma gentileza… Nem ao menos sei se tenho poderes.” Sua frase final saiu quase como um sussurro. Halt tinha vergonha dessa pequena parte de si; não saber quem era seus pais verdadeiros ainda o machucava.
— Gentilezas são legais. — Sua voz passeava entre o audível e o menos doloroso para seus pulmões. Seus olhos se abriram o suficiente para conhecer o rosto que acompanhava a voz. Seus olhos fecharam-se à medida que sua mente captava características. Olhos claros. Pele pálida talvez pela doença, talvez característica marcante de si. Expressão abatida, novamente, talvez devido ao mal que acometera todos. — Mas você não precisa se matar para que faça um gentileza ao próximo. Ao menos, por enquanto não. — As palavras foram jorradas para fora de seus lábios secos que se manterá unidos para preservar-se. Por que continua a falar, Amélia? — Vai chegar uma hora em que teremos de escolher sobre nossas vidas e a vidas dos outros. Então aí você poderá fazer algo com relação a isso. Por enquanto, mantenha-se aquecido. — Soou o mais autoritária que pôde, mesmo com a voz quebradiça. Em parte, o orgulho a impedia de aceitar aquela ajuda. Em outra, era conhecimento de todos que quase todos no Instituto estavam sofrendo dos mesmos sintomas. E ele não era imune, aparentemente, o que o caracterizava como alguém que estaria sofrendo mesmo tentando esconder. — Ah, isso não é um problema. Eu também não tenho nenhum poder. — Sorriu gentilmente. Alguns acreditavam que para ser poderoso deveria ter algum poder. Bishop acreditava que poder nada tinha relação com sua capacidade física. Mas ainda assim, ela não se sentia tão poderosa. Principalmente naquele momento. — Eu sei usar armas. E lutar. Mas não posso voar. Engraçado, não?












