Por mais palavras que existam, sinto que elas não são mais capazes de demonstrar, traduzir ou explicar todo o caos que existe dentro de mim, e por isso eu não escrevo mais.
Larissa.S
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@xxibelieveinme
Por mais palavras que existam, sinto que elas não são mais capazes de demonstrar, traduzir ou explicar todo o caos que existe dentro de mim, e por isso eu não escrevo mais.
Larissa.S
Desinteresse, você soa desinteresse
Tive cavando, mergulhando e me arrastando
Mas eu só encontrei desinteresse
Por mais que negue, seu amor virou desinteresse
Meu coração ainda pulsa por você
Me encontro cansada de tanto desdém, de tanta covardia
Das sobrancelhas franzidas alheias, me identifico por agora
Já que o desinteresse é persistente em sua alma
Eu decido ir embora. (Larissa.S)
Você se afogou em meu transbordar. No começo tudo parecia ser raso como o começo de um mar imenso e com ondas fortes. Você caiu como uma pena leve que cai entre o céu e o inferno, e talvez isso seja caos demais para quem só esta de passagem. Mesmo eu parecendo flor, você deveria saber que flores tem espinhos. Te vi e logo quis afogar-me em sua alma tão multicolorida, que se mistura com os tons escuros que trago em mim. Eu tenho pavor daquilo que é fácil de entender. Eu tenho fome do sentir, do que me cativa, do que me faz querer cavar, roer as unhas, da um tiro pro alto, sangrar... Porém, ficar. (Larissa S)
Eu transbordo o tempo todo, cuidado para não se afogar.
Larissa.S
Talvez você nunca compreenda meus medos, e eu decida seguir sozinha. Eu cavei tantos buracos para conseguir chegar até você, mas ainda me sinto deslocada. Ainda gosto do seu barulho, seu silencio me afasta. Dei muitos passos falsos, eu sei. Mas saiba que talvez eu seja sempre assim. Eu preciso de alguém com o coração maior que o próprio corpo para suportar meu lado sólido e frustrado. Achar que alguém vai nos suportar para sempre é uma ilusão muito amarga e dolorosa. A paixão acaba na mesma intensidade que ela surge. - Larissa.S
Se ainda tem um coração virgem, saiba que o amor quebra. E antes vazia do que sentimentalmente destruída.
Larissa.S
Os sinais sempre me disseram algo, dentro de mim é como um furacão. Não dá tempo de se segurar. Equilibrada na linha, tento manter o equilíbrio. Eu estive esperando por você em um tempo de vida difícil, onde eu só sangrava. Em um estralar de dedos tudo escureceu, e você nunca esteve por perto para me segurar. Os sinos tocam, os pássaros cantam. Eu continuo rodando a cidade á busca das suas mãos. Você nunca precisou me olhar nos olhos para saber quando eu me sinto insegura. E agora, eu busco por suas mentiras. Talvez seja a única coisa que eu precise. Mesmo se mentir, diga que me amara para o resto dessa vida. Corações, não restam inteiros, o meu já nem bate. Estou equilibrada, meu tempo está acabando. Suas mãos nunca estão aqui para me manter em pé. Eu fui sua armadura por longos anos era o que te a segurava dessa vida, e o meu coração ingenuamente bom. Estou ouvindo corações debaixo da terra, uns deles é o meu, que um dia enterrei para salvar-te. Talvez as coisas tenham se afundado pelos nossos atos. Estamos em um tempo difícil, mas eu me encarregarei das nossas dores. Arrancar meu coração foi mais fácil do que arrancar-te de dentro de mim. Ninguém irá sentir a dor dá sua ferida sendo cicatrizada. Mas eu sei o quanto sofremos por um único amor. Afinal, alguns dizem que estamos na terra pra isso, para sofrer. (Larissa.S)
Leveza. Busco a leveza em seu interior, como busco a inspiração na ponta dos dedos. Volto a este mar de sentimentos, volto de cabeça, para me molhar dos pés a cabeça. Já não tenho casca, despertei, libertei e voei. Não sei voltar, mas também não sei se quero voltar. Com os pés no verde e com a cabeça no alto, eu encontrei o que eu precisava. Leveza nos dedos, leveza no olhar, leveza no riso, leveza na alma. Leveza no ponto, em cada ponto. Porque a vida são pontos, pontos de vista. E hoje eu to olhando com AR, com ar da leveza que encontrei na face da calma. Muitos não entendem a bagunça que coloco neste papel, mas a minha calma entende. A calma a que me refiro não é o sentimento, e sim o ser da alma calma, que me trouxe o ar da leveza. Deito-me em cima do que acho que me pertence, e deixo esse meu “achismo” tomar conta. Se vai me machucar ou não no final, o que importa é a leveza que sinto agora neste buraco de mundo, onde vejo tristeza, solidão e delírio. E espero que essas almas algum dia possam ter a sorte de se esbarrar com a calma como eu tive. (Larissa.S)
Me mostre o que queres de mim...
Da minha alma, da minha pele, da minha mordida molhada.
Deixe de ser pedra, me mostre o lado doce, me faça debruçar em seu ombro com a sua canção de ninar.
seja o fogo, seja a loucura, seja a saudade que invade meu coração inquieto.
Não me beije, me engula. Traz pra dentro o que você deixa escapar.
Quero ser sua armadura, sua força e fraqueza.
Sinta aquilo que da frio na barriga, que soa as mãos e invade o ser.
Sinta o amor, se sinta, Eliza.
- Larissa.S
Hoje eu to a fim de ficar no meio da bagunça. Das roupas jogadas do chão e dos sapatos espalhados pelo quarto. Com a alma solta, e com os medos a solta. Hoje eu to a fim de desapegar e libertar esses sentimentos rejeitados pelas pessoas alheias. Estou me sentindo um peixe fora d’ água, não me encaixo, não me acho. E quando penso que me achei, foi engano. Machuco-me, sinto, transbordo. Sou papel, sou algodão, sou porcelana. Sou aquilo que é frágil. E de toda essa fragilidade eu já quis que fosse dureza. Mas acho que prefiro a fragilidade a vazio. Tenho memória fotográfica, e tudo que eu queria às vezes era me esquecer dos seus olhos redondos e caídos olhando pra mim. Minhas mãos já foram as que você rejeitava em seu rosto, não quero que despreze o meu carinho. Hoje eu procurei por algo, algo leve e bom, tentei encontrar na bagunça do meu quarto e só encontrei objetos perdidos. Adoro a bagunça em que me encontro, e odeio a bagunça que deixas dentro de mim. Mas foi na bagunça que eu te encontrei. Aqueles tragos, aquele olhar disperso, a voz lenta e calma, é isso que eu procurei, à calma. Isso, em você eu encontrei a calma, a minha calma. (Larissa.S)
Eu já não sei se sou ou se já fui, já não sei nem das certezas que ontem eu tinha. Eu até quis ser, mas não sei se fui ou se sou. Eu quis ser a calma, mas eu sempre fui o caos. Não te contei, mas hoje você me fez chorar. Culpa minha sim, por sempre fazer isso… Ser o chão, ser o ar. O refúgio. Devoro-te todas as noites, me entrego de pele e alma. Estou ausentando minhas sensações e emoções para não causar enjôo. Estou bem pra baixo está noite, com a cabeça na escuridão da paranóia mais realista. Será que um dia irá me devorar como devora tuas unhas, será que um dia você dará o seu sangue por mim, assim como o dá para a luta. Já não sei se vale à pena, mas não me esqueça. Eu quis entrar neste mar de riscos. Estou tentando marcar, deixar lembranças e um pouco de saudade na sua gaveta. Não sou melhor que outros que passaram. Mas tento marcar mais que eles. Não sei se sou ou se já fui, mas tento ser. (Larissa.S)
Hoje eu queria me encontrar nos teus olhos, nos teus dedos, no som da sua risada, no seu toque. Queria me encontrar em você. Com você.
Larissa.S
Alguém para me puxar? Alguém para me ouvir? Alguém para tirar? Angustia, dor, tristeza, vazio, obscuridade… Alguém ta aqui para tirar isso daqui? Andando pelo escuro, não vejo, só sinto. Tapei meus ouvidos. Surda e cega. Estou caminhando pelo abismo. Não vejo, só sinto. Quero vomitar a vida, a vida que eu tive que suportar até aqui. Como eu faço? Acho que eu teria que reviver, e não só enfiar os dedos na garganta. Nada é simples, nem mesmo “sentir”. Conto até três, conto até três e puxo a minha angustia de dentro de mim. Interessando-me sempre pelo lado louco, ando meio louca essa noite. Rodando no escuro, bato minhas idéias em paredes, e elas voltam e batem em mim. Apanhando da vida, me encaixo no canto da parede. Eu não sei o que está por trás ou na frente, não vejo só sinto. Dessa vez levantarei mais de oito vezes, quando for me derrubar, abra meus olhos. Quero poder olhar na cara da ignorância. Conto até três, faltam 5 segundos para encher este copo. Ficarei tão louca, que abrirei os olhos quando eu estiver caindo do abismo. É assim que eu encaro a vida, com coragem e com loucura. 1,2,3… (Larissa.S)
Confusa deveria ser meu sobrenome. Nunca sei para que direção estou indo, sempre estou na dúvida, e com um pé atrás. Desconfio até da minha sombra. Mas ao mesmo tempo tenho certezas em minha mente, e são elas que fazem eu me perder. Minha impulsividade às vezes me faz meter os pés pelas mãos. Já me perdi até mesmo em sonhos, mas o pior é quando eu acordo e ainda me sinto perdida. Só eu sei dos meus estragos, das minhas paixões mal resolvidas, e dos meus choros e gritos contidos. Estou sempre sentindo, se “confusa” deveria ser meu sobrenome, sentimental deveria ser o primeiro. Eu dei os meus primeiros passos caçando borboletas ao vento, eu aprendi a ser forte carregando o peso do mundo em minhas costas. Forças encontradas por mim, sempre foram encontradas em pessoas, sempre tive essa mania de me encontrar em pessoas, e isso é um erro. Porque quando elas se vão, eu me perco. E elas me deixam borboletas como lembrança. Já tenho borboletas em cadernos, em quadros, e até mesmo dentro de mim. Sim, estou com elas à maior parte do tempo. Mas, não se preocupem, já me acostumei com elas devorando o meu estomago. Tenho borboletas para alimentar todos os dias. Já pensei em afogá-las, em me rasgar ao meio, até mesmo em vomitá-las. Mas para que? Se tudo será em vão. Porque sei que vou me encontrar em pessoas outra vez, outra vez e outra vez… E sempre me deixaram borboletas. Já não as vejo como nojentas lagartas que viram lindas flores com asas, hoje eu as vejo como devoradoras de estomago, que me fazem debruçar no canto da cama com sintomas que me causam. Como enjoo e tristeza por exemplo. Por favor, se um dia me trouxer borboletas, me diga se também te causei algumas, nem que seja pelo menos uma. Acho que faria total diferença. Continuarei entrando em ruas erradas, vivendo pela metade, metendo os pés pelas mãos quando for por amor. Caminhando com as pernas bambas, com o olhar confuso e com as borboletas no estomago. Só tome cuidado quando me encontrar, não assopre muito forte, porque eu posso cair. E se por acaso isso acontecer, feche a boca. Quando eu caio as borboletas voam, e eu não quero que você engula essas devoradoras borboletas de estômago. (Larissa.S)