he wasn't even looking at me and he found me
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@yas-rx
Confesso, prefiro não me manifestar quando se trata de alguns assuntos, o fato das pessoas exporem suas opiniões não me incomoda, mesmo que eu não entenda suas razões, mesmo que no fundo eu não concorde com elas, cada um; dentro de um contexto ideológico; possui seus respectivos vieses de pensamentos e crenças, certo, errado, coerente ou não, são suas escolhas e mesmo que achemos absurdo, mesmo que não faça sentido, entramos numa questão primordial da natureza humana, o pensamento racional ou a capacidade de pensar de forma organizada e esclarecida, pois bem, não vejo problema a pessoa defender seu ponto de vista, problema mesmo é reagir sem razão, deixando de lado seus argumentos, esquecendo o que mais importa, o respeito…, e como diz aquela frase “porque uma coisa que não sou, é obrigado(a)”, sim, assim como alguém tem o direito de seguir um caminho que escolheu, nada impede que sigamos em outra direção e no fim, nossa saúde mental, psicológica e espiritual (para quem acredita) agradecem.
Nietzsche não me entendeu.
Platão não me estudou. Freud não me resolveu. Da Vinci não me reinventou. Dalí nunca me pintou. Bukowski não me escreveu. Hitchcock não me filmou. Porque estou à frente, no tempo onírico, na hora errada, no ponto morto de uma realidade afastada. No entanto, o filósofo não me sabe, mas sua ideia me crava. E o artista não me entende, mas sua arte me salva.
eu toda madrugada
Entre quatro paredes, deitada na minha cama, eu pensava sobre tudo. A mente é uma loucura quando se deixa dominar, um amigo me disse ser coisa da minha cabeça, e os problemas não existem. Será que eu fantasiava tanto com o perfeito que acabei criando ficções? De fato não sei, se é tudo inventado, vivo como no filme A origem, sem distinguir sonho da realidade depois de sonhar tanto. Tudo que sei, é que quero meu café, um bom livro, e o meu silêncio.
Lua, versos de uma poetisa.
“Tenho dificuldade de entrar numa sala cheia de gente e dizer qualquer coisa. Não gosto. Não gosto de fazer conferência. Não gosto de discurso, não tenho a impostação de voz necessária, não tenho a presença de espírito. Geralmente, tenho respostas muito boas em 24 horas depois.”
— Carlos Drummond de Andrade.
A história de C e D.
Às 21:43, C agrediu fisicamente D durante uma discussão. À meia-noite, quando D se preparava para dormir após ter ficado as horas seguintes isolado em seu quarto e chorando, C chegou mais perto na cama e abraçou D pedindo perdão e prometendo nunca mais fazer algo do tipo. D apenas concordou com a cabeça e perdoou.
Uma semana depois, a situação se repetiu.
“Eu gosto de beber café sozinho e ler sozinho. Gosto de andar de ônibus sozinho e ir andando para casa sozinho. Isso me dá tempo para pensar e definir coisas na minha mente livre. Eu gosto de comer sozinho e ouvir música sozinho. Mas quando eu vejo uma mãe com seu filho, uma menina com seu amante, ou um amigo rindo com seu melhor amigo, percebo que mesmo que eu goste de ficar sozinho, não gosto de estar sozinho.”
— Autor Desconhecido.
“Hoje, deu vontade de chorar e eu só queria um colo para encostar minha cabeça e fingir que o mundo lá fora não existe. Hoje eu queria um abraço daqueles que te sufoca de tão apertado e ao mesmo tempo te protege de tudo. Hoje eu só queria ouvir “eu liguei pra saber se você tá bem” pra sentir uma dor menos doída dentro do peito.”
— Caio Fernando Abreu.
Ruim mesmo é aquele ataque de pânico que dá quando penso que preciso ser alguém na vida.
Não custa nada ser sincero, pô.
Ruim mesmo é aquele ataque de pânico que dá quando penso que preciso ser alguém na vida.
I’m talking to my own reflection
Eu me olhei no espelho e não me reconheci, somente enxerguei todos os defeitos que me compõe. Falei com meu reflexo sobre tudo o que sentia, abri meu coração para ele, perguntei quando eu conseguiria me amar, quando consegueria aceitar um corpo que não está no padrão estabelecido, quando ia sentir orgulho de mim, quando não sentiria mais vergonha de minhas cicatrizes, quando iria sentir vontade de viver. Infelizmente não obtive respostas. Lágrimas caíram enquanto eu olhava o meu ser refletido naquele espelho. Talvez o que eu estivesse olhando era lindo, mas eu não estava olhando com os olhos certos e por isso não conseguia enxergar beleza alguma. E naquele momento eu desejei que o meu reflexo estivesse vivo e que ele saísse do espelho para poder me abraçar, porque eu já não aguentava mais o peso de ser o que sou: um adolescente em crise.