Precisei calar todas as minhas dores para poder olhar para os teus dizeres. Precisei trancafiar os meus desesperos com todas as chaves que encontrei
Para poder finalmente olhar
Tudo aquilo que você nunca disse.
E você me dizia que tuas palavras eram essa confusão mesmo e eu ria, ria como quem nao quer nada
Querendo de ti toda ordem
ou a falta dela que lhe restasse.
E agora as madrugadas vibram por notificações ilusórias e cantam aquilo que foi cantado por aí. Meu Deus, o que fiz?
Creio ter me jogado a outro buraco escuro e agora eu só caio caio caio
Na esperança de um fundo
Que ainda não sei como é.
(Talvez nunca saberei)
A minha saudade que é muito mais tua
Será nossa infinitamente.














