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@yelena-stump
Dream until your dreams come true @Yelena Stump (Flashback)
brian-gallagher :
Copiou o gesto da loira, em um brinde silencioso antes de degustar a bebida, arrependendo-se instantaneamente por nĂŁo ter pedido uma cerveja – sua escolha habitual em estabelecimentos trouxas. Seria mais barato e mais saborosa. O agridoce do uĂsque trouxa nĂŁo lhe era tĂŁo atraente quanto a leve queimação agradável de um bom firewhiskey, mas uma cerveja tradicional soava como um pedido simplĂłrio demais para uma mulher como Yelena. Ela emanava um ar de sofisticação que sugeria estar acostumada com tudo do bom e do melhor e Brian encarregou a si mesmo da missĂŁo de corresponder Ă s suas expectativas. Se Ă© que havia alguma. – Escolha final? – repetiu, confuso, erguendo os olhos de sua bebida para voltar a fitá-la.
O sorriso travesso que brincava nos lábios da loira parecia convidá-lo para mais um beijo, mas Brian lutou contra o impulso de se inclinar na sua direção e mais uma vez eliminar a distância entre eles, se limitando a sorrir de volta, enquanto esperava pelos efeitos encorajadores do álcool. – Por que? Tem algum lugar mais interessante em mente pra depois que sairmos daqui? – indagou, com um sorriso sugestivo. Talvez nĂŁo fosse precisar dos efeitos encorajadores do álcool, afinal. – VocĂŞ está dando em cima de mim, SrtÂŞ Savinkova? – Brian se surpreendeu com a prĂłpria memĂłria ao pronunciar corretamente o sobrenome de Yelena (ou ao menos julgava estar pronunciando corretamente). NĂŁo era particularmente bom com nomes, mas ela tinha causado uma baita impressĂŁo e ele sabia que seria difĂcil esquecer aquele nome. Yelena Savinkova. Charmoso e exĂłtico. Combinava com sua dona. – Ou pergunta isso pra todos? – acrescentou, em um jocoso tom ultrajado.
– Venho o bastante pra conhecer o barman. – deu de ombros, finalmente respondendo à pergunta apenas para manter a conversa fluindo sem que precisassem enfrentar pausas constrangedoras. Estava decidido a mantê-la entretida. – Diga “oi”, Callam. – gritou para o homem do outro lado do balcão que atendia um cliente na outra extremidade. – Vá se foder, Gallagher. – Ele gritou de volta, arrancando risadas dos outros poucos fregueses loucos o suficiente pra enfrentar a chuva por uma bebida. Ou talvez buscassem uma bebida pra fugir da chuva, não tinha como saber ao certo. – Um amor de pessoa, como você pode ver.
Depois de mais um gole, descansou o copo sobre a superfĂcie de mogno e virou-se de lado, afastando as mechas loiras ainda molhadas de seu rosto ainda gelado, acariciando sua tez com o polegar, demorando-se na maçã do rosto como se tentasse decorar suas feições sob o toque de seus dedos. – NĂŁo sei como vocĂŞ consegue – sussurrou, inclinando-se atĂ© que seu queixo quase encostasse no ombro da moça, como se estivesse prestes a confidenciar um segredo. – Mas vocĂŞ tá ainda mais bonita assim. – concluiu, com um sorriso. – Talvez devesse reconsiderar o lance de rolar na lama. If anyone can pull that off, it’s you. – declarou, um misto de zombaria e malĂcia invadindo seu sorriso, antes que voltasse a se afastar, os olhos azuis passeando por seu semblante como seus dedos o fizeram ainda há pouco.
Era um jogo perigoso e delicado o que Yelena fazia, alguĂ©m com sua bagagem nĂŁo deveria correr riscos tolos por uma mera aventura, se Ă© que aquilo poderia se chamar aventura. Mas praticamente coberta de lama e em um bar de procedĂŞncia duvidosa – mesmo para os trouxas – ela conseguia se considerar em segurança, duvidava que alguĂ©m de seu cĂrculo social sequer colocaria os pĂ©s em um lugar como aquele. A essa ideia, a loira conseguiu relaxar um pouco, nĂŁo que estivesse extremamente tensa momentos antes, mais do que a situação, era ele que causava reações adversas na jovem russa. Something about Brian Gallagher intrigava Yelena e nĂŁo de um jeito curioso e investigativo, era algo em um nĂvel mais profundo, beirando ao arriscado, contudo era o que fazia seu sangue borbulhar e a querer mais, a excitação crescente e Brian apenas somatizava ainda mais essas reações. – VocĂŞ está indo para um caminho perigoso, Gallagher. – Replicou em tom sereno quando ouviu a primeira provocação de Brian, claro que fora apenas uma resposta a sua prĂłpria, mas Yelena nĂŁo deixaria que ele saĂsse vencedor daquele pequeno joguinho que eles iniciaram. O copo de bebida novamente tocou seus lábios, deixando que a quente e forte bebida deslizasse por sua garganta, o sabor nĂŁo era dos mais sofisticados, mas serviria ao momento, alĂ©m de ajudar a aquecer o seu corpo depois de um dia embaixo de chuva e lama.
- First of all, don’t be so full of yourself. – Provocou mais uma vez, deiando que seus olhos percorrem lentamente por toda a bela face marcada de Brian, atĂ© pairar em seus lábios, fixando o olhar por lá por insistentes minutos. – Second, I don’t think this are the type of questions you should do to a lady, even if she is covered with mud. – Poderia soar como uma repreenda, mas a forma com que Yelena falasse mostrava que ia bem alĂ©m disso, sem falar na resposta de seu corpo ao dele. Tinha o corpo totalmente virado na direção de Brian, ainda que a posição fosse complicada em um balcĂŁo de bar, aquela altura o interesse existente era claro, a cortina invisĂvel que os impedia de se enroscarem facilmente um no braço do outro era vista apenas por Yelena, ainda que a cada segundo a mais com Brian ela ficasse mais e mais imperceptĂvel, tornando tudo ainda mais interessante e perigoso. – I don’t waste my time IF everyone, Gallagher. – Frisou a frase, soando áspera demais no sotaque carregado da loira, mas nĂŁo deixava de ver verdade, nĂŁo por escolha, ao menos nĂŁo escolha dela, suas amizades e companhias sempre foram escolhidas por pessoas que tinham mais poder que ela, se Ă© que Yelena detina qualquer tipo de poder em suas mĂŁos.
- Charming, indeed. – Balançou a cabeça a forma nada polida ao que o barman se dirigiu a Brian, mas a leveza no intenso olhar azul do homem era cativante e o sorriso envolvente, ele era despretensioso e fazia piadas em todos os momentos, um tipo de atitude completamente nova para Yelena, sempre acostumada com movimentos controlados e rĂgidos, com a precisĂŁo e autoridade de um exercito, Just for a change era bom ter algo refreshing in her life. Um arrepio percorreu seu corpo inteiro a proximidade dele, era ridĂcula a forma como reagia tĂŁo rapidamente a ele. – Fico mais interessante coberta de lama para vocĂŞ, Gallagher? ExcĂŞntrico seu gosto, eu diria. – Yelena reagia sem grandes reações a elogios, estava acostumada a eles, contudo nĂŁo resistiu a vontade de sorrir para ele, atĂ© mesmo sentindo um certo rubor tomar conta das bochechas alvas. PatĂ©tica, censurou-se, nĂŁo era do seu feitio se comportar assim.- Talvez vocĂŞ devesse reconsiderar essa distância. –Meneou o pequeno espaço entre eles, antes de lançar um sorriso mais aberto a ele, deixando clara a mensagem do que queria dele naquele momento. Conseguia ver o sol se pondo por uma pequena janela acima do bar, logo seu tempo ali estaria encerrado, queria aproveitar mais alguns adoráveis instantes com Brian Gallagher.
Random words | Diary
The cold earth slept below; Above the cold sky shone; And all around, With a chilling sound, From caves of ice and fields of snow The breath of night like death did flow Beneath the sinking moon.
 I’ve always had this fascination with the cold, the ice, the desolation, the despair. Cliché right?! You born and live in Russia, if you aren’t fond of the cold you should just give up of your life. Your life is cold. You learn how to blend with everything around you and then, you become cold. No feelings, no emotions, just a false serenity in your eyes. It is not peace, is not calm. Is domination, is alienation. Apathetic, no emotion allowed. And you follow the flow, you don’t try to be different, who wants to be different? They know best, they have the power. They have you.
The moon made thy lips pale, beloved; The wind made thy bosom chill; The night did shed On thy dear head Its frozen dew, and thou didst lie Where the bitter breath of the naked sky Might visit thee at will.
You pretend, all your life. Until you become them. And it is over, not that you had a chance. No one has. The strings are too strong to be broken. They have a mark around your neck, it is invisible but it burns. Cold burns. Showing you the right way to look, to walk. To breath. The idea of be free is just a utopian dream. They won’t let you go. And you gave up. You don’t even try to fight, there is no point. They are like trained dogs, they will follow you until your cold blood covers all the floor.
You’re cover with cold, you’re cold. You have no salvation….Yet, you still urges for something you can’t never reach. You wait for the warm breath of… passion? Feelings? Love? You don1t even know what is it, but you want it. You crave for it. You will even kill for it. After all, you’re cold.Â
Unsent Letters | letter n.2
Любимая Irina,
Oh, did I tell you? I have a job now. It is not a big thing, but I can stay a few hour away from home, so it works for me. I am not complaining, you know well i am not allowed to complain about the small difficulties in my life. I wouldn't dare! I already am the dishonored daughter, even though i have done everything that father asked me to. Well, I think this is my fade. The good side? I don't have to live with him anymore but he managed to get a british copy to enjoy my presence. Lucky me.
I could ask about your life but I'm not sure if I really want to know. It is so unfair you can still be free to do whatever you want. Enjoy while it last. I'm quite surprised that father didn't find you a husband yet. If I were you I would start to worry about it, we all know that father won't share his money, even with his own children So don't count in your heritage, he's already took all your money. But being the benivolente daugther that I am, I was thinking if you have any interesting in speding some time in London?
As i said, life can be pretty boring sometimes and I can use some company. So here we go, I am invinting yoiu to stay in my house for a few weeks. I'm sure father wouldn't mind and neither Stump. So be a good sister and come. I miss you.
Ps: About that guy? I don't know Irina, he’s definitely different. Actually, I am different around him. What does that mean? I don't want to be close, i can't get close. But there's something about him, I feel powerless and I can't avoid. I want to be near him, all the time, always. He doesn't now about me, the real me. He can never now. This is madness. I wish things were different...
brian-gallagher:
I do look nice in blue, actually.Â
Thank yo– Yelena. Uh… I’ll be right back, ok? Just… wait a second. Oi! Yele– Mrs. Stump! Weird coincidence bumping into you today… Thank you for your help back there.Â
Mr. Gallagher, what a pleasure! Â
I’ve never thought that  Twilfitt and Tattings was your type of store. It was a wird coincidence indeed. You’re welcome. I was just helping a ..friend, i suppose.
brian-gallagher:
Uh, I don’t know… I don’t think purple is my colour, you see…
I always associate purple to Dumbledore, and I’d rather go for something more… classic. Black and white, grey, navy blue… But I don’t know, you’re the expert!
Blue, go for the blue.Â
Desculpa interromper, não pude evitar ouvir suas indagações. Aqui o pagamento, espero a entrega até amanhã na minha casa, obrigada. Have a nice day, Sir.
a-macmillan:
Espero que nĂŁo tenha vindo aqui apenas para limpar seus sapatos. Just kidding, mas aquele episĂłdio do beco poderia ter sido evitado se nĂŁo tivesse sido tĂŁo suspeita.Â
Uma dama jamais anda com os sapatos sujos, certas coisas não dá para se abrir mão. Suspeita? Na Rússia nós chamamos isso de reservada ou precavida. Não dá para abrir o jogo com o primeiro que aparece querendo resposta, sem ofensas. Eu só não estou acostumada com essa, hm, vigilância constante do Reino Unido.
(Flashback) Brief Lives | Yelena Stump | February 1978
sheisamockingbird:
Desde que Mary era pequena ela e seu irmĂŁo tiveram uma forte influĂŞncia por parte de sua mĂŁe e por parte de sua avĂł, que os incentivavam a sonhar grande e nunca desistir de nada, nem mesmo quando os obstáculos impostos para a vida pareciam ser impossĂveis de serem superados. Ela tivera uma infância difĂcil, e ao longo de sua criação teve de sofrer algumas privações já que o dinheiro era pouco e os Hopkins nĂŁo tinham o luxo de sair esbanjando, ou gastando o pouco do que tinham com supĂ©rfluos apenas para ostentar. E desde novinha ela e seu irmĂŁo haviam aprendido o quĂŁo importante era o estudo, ainda mais quando nĂŁo se tinha nenhum bem importante em sua vida. Eles moravam em um bairro pobre de Londres onde a violĂŞncia era relativamente alta se comparado com os bairros mais nobres, e a perspectiva de mudar de condição de vida parecia ser difĂcil de alcançar, pois muitas vezes os jovens acabavam vendo um futuro melhor praticando crimes do que dando continuidade aos estudos na escola pĂşblica que existia nas redondezas. Por esse motivo que a avĂł e a mĂŁe de Mary se esforçavam para dar a oportunidade da garota e do irmĂŁo terem um futuro melhor, sendo assim nĂŁo poupavam esforços para garantir que os gĂŞmeos apenas andassem com boas companhias para nĂŁo se meterem em problemas, e tambĂ©m faziam questĂŁo de frequentar a igreja durante todos os fins de semana acreditando que a religiĂŁo seria um Ăłtimo modo de ajudar na educação e criação de ambos. E, definitivamente, Margaret e April haviam acertado tanto na criação de Mary Elizabeth quanto na criação de Charles Fitzwilliam, e a prova disso estava evidente no futuro excelente que os dois estavam construindo. Um advogado e uma haler (profissĂŁo que era equivalente ao trabalho de um mĂ©dico no mundo trouxa), ambos muito bem encaminhados na vida.Â
— Como vocĂŞ quiser, Yelena — uma das caracterĂsticas notáveis da Hopkins era o fato de a mulher sempre estar se esforçando para conseguir atingir um determinado objetivo: boas notas, ou atĂ© mesmo impressionar pessoas. A caminhada de Mary atĂ© ali nĂŁo havia sido fácil e somente estava em tal posto devido a sua determinação e o esforço de sempre almejar mais e mais, sendo assim nĂŁo pensou duas vezes antes de acatar o pedido da mulher, que aparentava ter aproximadamente a sua idade sendo. AlĂ©m do mais, existia outro segundo motivo para fazer com que aquela visita acabasse sendo perfeita em todos os detalhes, a direção do Hospital havia sido bem especifica para que Mary agradasse ao máximo a Sra. Stump pelo fato do marido estar doando uma quantia extremamente generosa de dinheiro. Sem nenhum pingo de dĂşvidas aquela se tratava de uma visita importante, e a jovem haler estava determinada a fazer o seu melhor, principalmente, tendo seu emprego em jogo caso alguma coisa falhasse. — Vejamos… VocĂŞ passa mal ao ver sangue? — Aquela era uma pergunta crucial que ajudaria a morena por onde ela deveria começar a visita, e quais andares ela deveria evitar de ir com Yelena. O segundo andar já estava riscado da lista de visitação, pois nĂŁo queria expor a visitante ao risco de contrair alguma doença contagiosa, e dependendo da resposta da loira outros andares tambĂ©m seriam riscados de seu roteiro.
— Aproveitando que já estamos aqui no tĂ©rreo eu posso te mostrar o trabalho de alguns halers por aqui, nesse andar Ă© onde cuidamos dos acidentes com artefatos mágicos, tais como explosões de caldeirĂŁo ou acidente com varinha — ao mesmo tempo em que Mary falava o que elas iriam fazer naquele momento, a sua mente já estava pensando no futuro e pensando no que fariam assim que acabasse a visita pelo tĂ©rreo, por sorte a Hopkins conhecia o Hospital como a palma de sua mĂŁo, o que lhe rendia muito tempo já que nĂŁo precisava ficar parando para pedir informação aos outros que trabalhavam no local. — Aqui atendemos todos os tipos de caso que vocĂŞ possa imaginar, desde os mais simples acidentes com varinha atĂ© os casos mais graves de doenças contagiosas, ou envenenamentos causados por plantas — Mary amava tanto o seu trabalho que todo esse amor e entusiasmo ficava evidente nas suas palavras quando ela falava sobre o hospital, ou sobre o que ela fazia lá. Muitas vezes tentava controlar esse seu entusiasmo, mas Ă s vezes ela simplesmente nĂŁo conseguia se segurar e acabava falando muito, igual a um papagaio. — De longe isso foi uma pergunta banal, na verdade, fico feliz que vocĂŞ tenha tido essa curiosidade e perguntado. E sorte sua que vocĂŞ nunca esteve em um hospital antes, ficar doente nĂŁo Ă© lá uma das melhores coisas do mundo — explicou-se rapidamente, antes que Yelena tivesse a oportunidade de pensar que ela nĂŁo gostava do St. Mungus; de seu trabalho. Muito pelo contrário, ela amava aquele local e o que ela fazia, mas compreendia que para o paciente nem sempre era muito bom, tanto Ă© que em seus poucos anos de trabalho ela nunca conhecera alguĂ©m que gostasse de ficar doente ou de sofrer algum tipo de acidente, envenenamento ou danos causados por magia.Â
Quando se tinha uma vida completamente monĂłtona qualquer desculpa para sair de casa era lucro, mas algumas visitas sociais tinham espaço especial no coração de Yelena, algo que atĂ© entĂŁo era completamente novo para a jovem. Antes de se mudar para Londres nĂŁo tinha qualquer preocupação alĂ©m da prĂłxima festa que iria ou em que novo resort passaria o verĂŁo, era uma vida fĂştil, porĂ©m bem vivida, onde nĂŁo tinha nada alĂ©m dos suas prĂłprias vontades e prazeres para saciar. Era algo novo tirar tempo para as necessidades dos outros mais do que as suas, contudo o ato de ajudar o prĂłximo vinha crescendo dentro de Yelena, principalmente quando ela se viu em uma posição desprivilegiada. Mas nĂŁo de forma financeira, Jeremy Stump fazia o possĂvel para prover qualquer coisa para a jovem e adorada mulher, contudo Yelena estava longe de ser feliz, fora preciso uma grande reviravolta em sua vida para que percebesse o quĂŁo vazia era sua vida antes. Se antes ficava satisfeita com o dinheiro e eventos sociais, hoje já nĂŁo os suportava mais, a superficialidade era tamanha que a enojava, mas como boa esposa e filha, ainda cumpria muito bem o seu papel, passando a imagem imaculada que esperavam dela. Mas queria mais e ainda que todos os louros da ajuda ao Hospital fossem para seu marido, a ideia tinha partido de Yelena. A fortuna que tinham de nada faria diferença a Yelena, contudo talvez fizesse a diferença na vida de alguĂ©m e essa ideia trazia certo reconforto a jovem.
O interesse em relação ao Hospital nĂŁo era apenas um mero protocolo, era genuĂno. O fato de terem colocado uma jovem healer para fazer o passeio foi ainda melhor, nĂŁo iria conseguir aproveitar se fosse um daqueles mĂ©dicos velhos e cheios de metodologias maçantes. – NĂŁo. NĂŁo sou tĂŁo frágil assim. – O tom de Yelena era bem humorado, ela sabia que sua aparĂŞncia e o fato de ser uma socialite davam espaço a interpretações a seu respeito, mas nĂŁo podia culpar a jovem mĂ©dica pela pergunta, podia apostar que mais da metade das mulheres que conviviam nĂŁo suportariam ver sequer uma gota de sangue. O hospital era como um mundinho especial, a medica que Mary ia apontando os diversos tipos de acidentes mágicos e doenças, Yelena ia fazendo anotações mentais, acenando polidamente com a cabeça, vez ou solta soltando breves comentários a respeito. NĂŁo podia deixar de se sentir levemente alienada, pois muitas coisas que Mary falava a loira sequer tinha noção da existĂŞncia, quando se veem de um mundo farto em que as pessoas tem recursos, fazem o possĂvel para que nenhum tipo de doença chegue aos arredores, mas nĂŁo eram todos que tinha a mesma sorte que ela. – Eu nunca tinha parado pra pensar em tantas formas de acidentes e doenças, vocĂŞs realmente fazem um trabalho incrĂvel aqui. – Deixou clara sua admiração pelo trabalho de todos os healers, de certa forma eles abdicavam de parte da vida para tratar o prĂłximo, nĂŁo conseguia pensar em profissĂŁo mais altruĂsta que a deles.
Terminando o passeio pelo primeiro andar, Yelena começou a imaginar no que mais poderiam encontrar no hospital, já que o primeiro andar pareceu ser de acidentes e doenças mais brandas, os prĂłximos provavelmente tratariam de questões mais sĂ©rias, o que deixou Yelena levemente preocupada, mas nĂŁo o suficiente para que quisesse interromper o passeio. Incrivelmente, estava apreciando a sua tarde ali, mais do que pensou ser possĂvel. – O hospital atende todo o tipo de pacientes, Dr. Mary? Mesmo os que nĂŁo possuem qualquer recurso. – A questĂŁo apareceu em sua mente e lhe pareceu extremamente pertinente. Como já havia falado, nunca havia sequert pisado em um Hospital, mas porque nĂŁo precisava, sua famĂlia sempre tivera healer particulares e todo e qualquer medicamente a distância de uma mĂŁo, mas a loira nĂŁo era ingĂŞnua de imaginar que todos teriam as mesmas facilidades que ela. E talvez, o dinheiro que doara ao Hospital ajudaria a essas pessoas de alguma forma, mais do que uma visita de rotina, gostaria de saber onde sua doação seria aplicada, que fosse em algo que se reverteria as pessoas e nĂŁo apenas ao bolso da administração. – Como disse, nĂŁo sei como funciona a administração do St. Mungus e tambĂ©m sei que essa nĂŁo Ă© a sua função, mas se pudesse me fornecer um pouco mais de informação. – O pedido era gentil, ainda que deixasse clara a vontade de Yelena em saber mais sobre o local.
Sabia bem como a sede de poder funcionava e não era ingênua de achar que mesmo em um Hospital a corrupção não rolasse nos bastidores e seria simplesmente triste saber que um local tão importante estava em mãos de pessoas que pouco interesse tinham nas vidas a serem salvas. – Mas agradecia qualquer tipo de informação que pudesse me fornecer. – Completou rapidamente, não queria soar insistente, sabia que a jovem healer lhe fazia nada mais que um favor, então não tinha razões para importuná-la com questões que não faziam parte de seu dia a dia, mas a loira estava disposta a receber qualquer pequena informação que lhe fosse oferecida. Se a suas mãos estavam dispostas a ajudar, queria ter a certeza que seriam da melhor maneira e não em uma deturpada versão da realidade.
Mrs. Stump what a pleasant surprise! Visiting hubby, I assume.
Mr. Gallagher, always a pleasure. Not really, I have some business in town. I know everybody thinks of me like a trophy wife but I'm not just this. You know. Anyway, good to see you too.
Not everything is what we see || Claire and Yelena || PĂłs-PT
a-macmillan:
Nos últimos dias, Claire tinha tantas coisas para fazer no Quartel General dos Aurores, que muitas vezes ao final do dia se via perdida por conta das inúmeras coisas que acabava não tendo tempo de terminar,principalmente por falta de tempo. Vários casos, várias papeladas para por em ordem, fora a enorme desordem que estava o local. Em vários momentos da semana, fosse manhã, tarde, noite ou até mesmo madrugada, tinham recebido várias denuncias sobre uso indevido da magia, fora as outras que achavam que a pessoa estava praticando alguma magia negra ou algo do tipo. E não era apenas uma denuncia, e sim várias, o mundo bruxo estava um enorme caos depois do que acontecera no Festival dos Fundadores e muitos estavam com medo, até mesmo por não saber o que poderiam de fato esperar.
E agora lá estava ela, indo para mais um dos lugares que seu Chefe a mandara ir. Poderia nĂŁo ser nada, alguĂ©m usando qualquer magia ridĂcula, mas haviam recebido a denuncia e ela precisava ir, pois se fosse algo grave e ela nĂŁo aparecesse, provavelmente nĂŁo teria mais confiança e nem mesmo seu emprego. Por essas e outras que Claire quase nunca recusava ir para esses lugares, e tambĂ©m gostava de sair um pouco do Quartel, espairecer um pouco, mesmo que no final caĂsse num duelo com algum outro bruxo. E ali, nĂŁo teria nem mesmo uma papelada para ela olhar, o que era melhor ainda. Â
Adentrou o beco escuro, e de fato tinha alguém ali, conseguia ver a sombra da pessoa no enorme muro do prédio. Colocou a varinha em punhos, e murmurou o feitiço para que a mesma se acendesse. — Quem está ai? — aproximou-se e percebeu que a pessoa nem mesmo deu o trabalho de se mexer. Quando viu a mulher, não deixou-se abalar, mas apenas pensou consigo mesma quem usaria um feitiço para limpar os sapatos? Não pode acreditar que tinha ido ali para ver alguém usando aquele tipo de magia. Isso era demais, até mesmo para ela. Algumas pessoas estavam mesmo ficando loucas por conta de algumas denuncias. — Recebi uma denuncia daqui, acha mesmo que devo levá-la comigo por limpar os sapatos usando magia, madame? — deixou um sorriso escapar de seus lábios, e Alex queria sair logo dali, mas antes precisava verificar se a mulher estava mesmo só fazendo aquele feitiço.
Quando se vive na clandestinidade, apagar os traços e ser cauteloso se torna parte do seu dia a dia, as razões eram diversas, fosse a criminalidade, fosse algum segredo que deveria ser preservado. Yelena dificilmente seria categorizada como uma criminosa, certamente a aparĂŞncia de uma nĂŁo tinha, ainda que o sobrenome que carregasse denotasse o contrário, mas era uma histĂłria que ficar para trás, no Reino Unido ninguĂ©m sabia os negĂłcios ilĂcitos de sua famĂlia, pelo menos por enquanto. Sendo criada em uma casa onde a linha entre o que era certo e errado de tĂŁo fina era quase inexistente, nĂŁo era surpresa que a jovem Yelena dominasse tĂŁo bem algumas artes sorrateiras, nĂŁo apenas a facilidade em mentir, mas tambĂ©m manipular e distorcer os acontecimentos. NĂŁo precisara usar muito disso em suas escapadas por Londres, sempre fora cuidadosa o bastante para nĂŁo atrair a atenção de ninguĂ©m, contudo frente ao novo cenário do mundo bruxo, toda e qualquer atividade mágica se tornava suspeita. Fora um deslize, devia saber melhor. O gesto fora automático, pouco apĂłs um longo passeio por Londres, distraiu-se na multidĂŁo e acabou enterrando os carĂssimos sapatos em uma poça de água.  NĂŁo tinha possibilidade de voltar para casa naquele estado, ela era uma mulher da elite, tinha uma reputação que a precedia, a apresentação era sempre importante.
Antes que tomasse consciĂŞncia de suas ações já havia sacado a varinha e proferido o feitiço e assim o problema se resolvera, mas logo outro iria começar. Fora cuidadosa o bastante para se afastar da multidĂŁo de forma a nĂŁo chamar atenção, mas distraĂda pelo incomodo do sapato, esquecera as regras mais rĂgidas em relação ao uso de mágica no mundo trouxa. Escutou a voz a questionando, mas nĂŁo se abalou, ergueu o queixo e encarou a jovem mulher a sua frente. – Algum problema? – Questionou, mantendo a postura firme, nĂŁo desviando o olhar, apenas sendo firme e nĂŁo desafiadora. – Acho que vocĂŞs tem problemas mais sĂ©rios, nĂŁo? – Apesar do tom pouco amigável na voz, Yelena conseguiu esboçar um breve sorriso, porque a possibilidade de mandarem alguĂ©m para investigá-la por um feitiço tĂŁo simples parecia absurda. – Foi apenas uma emergĂŞncia, sapatos caros requerem um cuidado imediato. -  Explicou, apontando para o belĂssimo sapato de camurça vermelho, na esperança de que a outra mulher fosse entender as suas motivações. Mas Yelena aprendera desde cedo que nem todos partilhavam de seus interesses, alias, aos olhos de outros a jovem era vista como fĂştil e vazia e talvez fizesse o possĂvel para sustentar essa visĂŁo. Era mais fácil deixar os outros acreditarem que ela era estĂşpida, assim tinha mais liberdade para viver o que queria as escondidas, sem levantar muitas suspeitas.
brian-gallagher:
True. But candies do more harm than good too and I still have a hard time quitting those.
Things can be different. You should give it a chance, and I’m not even talking about us, I’m talking about you. It’s your life, not anyone else’s. You should do what’s best for you, you shouldn’t take into account what your husband wants, or your family or what I want… What do you want? God gave us free will and all that, don’t toss it in the trash. I’m not saying “hey, leave your husband and let’s run into the sunset together”, I’m not that arrogant, I just… think you deserve better.
It’s really beautiful when you talk like that, it seems possible, it seems real. But the reality is different. My family it’s not a good one, they won't accept any kind of rebellion. So i just pretend, i pretend that i can live different things. That i’m a different person. Oh, i wish i was.
There is no happy ending for me. Can we disappear? Can we run from everything? Can we be real? Can one of this questions happen someday? You see, it’s all words, all dreams. You don’t make it easier for me too, you know.
brian-gallagher:
I like complicated.
And it matters to me. It does. It may not to anyone else in your life but it does to me. What you really want…. it matters. It should. I don’t know. I really don’t. I just– don’t know how to act around you.
Why? I bring no good.. not for you at least.
I don’t know how to respond to this, i'm not used to someone who cares with my opinion or what i want. This is not my life i can’t fantasize with something that doesn't exist. You make me so confused, Brian. I wish... i wish things were different.
What am i talking about? Just forget.
brian-gallagher:
You don’t need to talk to me if you don’t want to, y’know. I won’t resent you. Much.
I’m sorry, you’re right. I don’t have any idea what it’s like. I don’t have any idea what I’m talking about. I have no right to mock you. And it wasn’t my intention. Not exactly.
It’s complicated, you know. It’s doesn't matter what i really want, does it?
What was your intentions? Tell me, you don't have to be nice with me, i can take it.
brian-gallagher:
God only knows.
Family’s a big deal for me too, by the way. Just in a different, less business-like way, I suppose. No, I’m not in a position to give advice to anyone, I’m afraid.
I don’t know why i still insist with all of this... this is madness.
Good for you, i think. It’s good to have the power to make your own decisions. It’s easier to judge when you don’t have any idea what is like to be just some kind of bargaining chip. But yeah, let’s say we’re a big happy family.