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exausta.
estava pensando demais esses dias, talvez sejam os meus hormônios (sempre culpo eles e as vezes me questiono se não sou apenas eu mesmo). tenho questionado muitas coisas e meu coração está bem angustiado.
eu olho pra minha vida e me vejo carregando muitos fardos, alguns deles nem são meus. esses fardos a vida foi gerando e colocando nas minhas costas sem ao menos perguntar se eu aguentaria carregar todos.
não tenho conseguido, o peso vai aumentando a cada dia e eu queria saber quando que vou ter um alívio, um respiro daqueles que vem do fundo do pulmão e abre espaço o suficiente pra não se sentir mais sufocado por um período de tempo, mesmo que curto.
estou exausta, e não falo de um cansaço físico. me sinto em em um labirinto em que todas as saídas me levam para a mesma dor, por mais que o caminho pareça ser diferente, o final é o mesmo.
experimentei a dor da rejeição muito cedo, e como doeu a primeira vez. doeu tanto que eu orei pedindo pra deixar de existir. segui caminhando e essa dor permaneceu aqui, as vezes silenciosa e as vezes barulhenta. odeio o fato da rejeição perpetuar dentro de mim, de deixar marcas que fazem com que eu me questione da possibilidade em ser aceita, amada e acolhida por alguém.
me pergunto qual é o meu problema, porque essas feridas continuam aqui? porque para os outros é sempre tão fácil me descartar? estou cansada de ser a vítima, de ser a "deixada" e ouvir pedidos de desculpas tão argumentativos seguidos de "me desculpe por machucar você". estou cansada da crueldade disfarçada, das mentiras tão bem contadas. estou exausta de ser a que cede sempre, a que sempre é ferida, a que sempre diz sim.
estou cansada da culpa em me sentir assim, em ser sempre a pobre coitada que de tão boazinha foi deixada mais uma vez. me sinto culpada pelas pessoas que me amam e se dedicam a mim, as vezes queria me importar menos com as dores da rejeição, mas não consigo.
não sei como sair disso, não sei como fazer com que as feridas cicatrizem.
não sei mais e ainda há tanto...
2024.
mais um fim de ano.
essas datas me deixam reflexiva, gosto ir pra dentro de mim e refletir sobre algumas coisas quando fico assim.
esse ano foi uma montanha russa de acontecimentos, as vezes sinto que vivi dois anos em um só.
comecei o ano achando que embarcaria em um relacionamento com um homem legal e com gostos parecidos com os meus, não durou dois meses (rs). comecei este ano com muitas incertezas e entrarei no próximo do mesmo jeito, cheia de dúvidas e sem saber pra onde ir.
talvez a vida seja isso, viver em meio as incertezas, como em uma dança. se movimentando em meio as dúvidas.
não quero criar expectativas acerca desse rito de passagem, não quero começar o ano igual comecei este. a única coisa que sei é que desejo viver mais, ressuscitar sonhos antigos e crer na possibilidade de vivê-los. não quero ir pra 2024 ansiando viver um amor de filme, ansiando ser amada. quero viver tendo a certeza de que ja sou amada, do jeitinho que eu sou. tudo o que precisoeu já tenho ou me será dado, Ele sabe das minhas necessidades.
anseio ser menos insegura, me colocar mais pro mundo assumindo os riscos e os erros. crendo que a mudança é constante e sempre possível, nada é (e nem deve) ser tã rígido ao ponto de não poder ser modificado. desejo andar mais confiante e segura no próximo ano.
colocar o meu corpo em movimento, me apropriar dele e cultivar suas potencialidades.
2024, eu quero viver.
sentimentos constantes em meio a minha inconstância.
pensar no que tenho pensado, analisar meus pensametos e perceber s padrões existentes neles me angustia.
tenho convivido com tanta insegurança e medo há tanto tempo que eles já se tornaram parte de mim. é sufocante viver entre esse conflito da consciência do quem eu sou e de quem quero ser. me sinto uma impostora, quero tantas coisas mas não consigo me mover em direção a elas, o medo é maior e a insegurança também. as vezes tenho alguns saltos de coragem, uma vontade avassaladora de dar um passo de loucura em direção aquilo que acredito e que quero, mas eles são breves e logo vão embora dando lugar pros mesmos sentimentos cotidianos que me impedem de seguir.
tenho feito o coram deo e tenho sido muito provocada e confrontada, as verdades tem me envergonhado pq tenho visto quem não sou e quem Deus espera que eu seja. peço perdão, Deus; por não ser quem você deseja que eu seja. me perdoa por viver envolta em tanto medo e por não viver pela fé. me perdoa, eu reconheço que minha fé tem sido superficial e vazia, me perdoa por ter medo e insegurança de falar do seu amor pras pessoas, me perdoa por ter medo de admitir que eu nao sei e buscar saber ao inves de me afogar em vergonha e ficar tentando fingir que sou e sei coisas que eu não sei. me ajuda a ser de verdade, a ser mais humildade e ter um coração mais vulnerável para expor suas fraquezas e suas incertezas. que essa consciência gerada em mim nesse tempo de que eu não sei tanto quanto deveria, que eu não tenho vivido coram tanto quanto deveria, que essas verdades trazidas a mim não me afoguem em um sentimento de culpa que me distância de ti. mas que essas verdades me levem a um lugar de quebrantamento e reconhecimento de quem eu não sou e de que eu só me tornarei quem eu nasci pra ser se vc vinher em meu socorro e fazer a tua obra em mim, não depende de mim pq quando eu tento fazer as coisas a minha maneira eu me afogo nesses mesmos sentimentos de sempre. eu quero que vc tome as rédeas, tem espaço e liberdade pra mudar todas as minhas falsas certezas de lugar, limpar do meu coração e do meu cotidiano aquilo que me afasta de ti e que me mantem nesse lugar, tire e mude tudo que for preciso pra me tirar do lugar em que me encontro hoje. minha oração é pelo teu socorro, me socorra e me salve de mim, me ajuda a conduzir as verdades que vc tem me entregado com responsabilidade e humildade para que elas gerem frutos sólidos. me tire o medo de ser vulneravel e me ajude a me entregar a vulnerabilidade.
preciso de ti, Deus. todos os dias, sempre e constantemente.
"sangrou, como todas as perdas."
a pequena coreografia do adeus, Aline Bei.
há um sentimento que me acompanha e não me deixa há um tempo, é o de se sentir inadequada. me sinto constantemente fora do lugar. eu escrevo esse texto em uma pós tpm e talvez ele apareça apenas nestes momentos, eu não sei, preciso me observar melhor.
quando ele vem e me toma é como se eu só conseguisse olhar as coisas do presente, passado e futuro de fora como telespectadora de mim mesma, e ao me ver é dolorido pq me vejo como alguém não pertencente. o sentimento de que em mim não há nada interessante, nada de encantador que vá fazer alguém olhar e querer ficar mesmo conhecendo as feiuras que existem em mim, as vezes eu só consigo enxergar as feiuras.
tenho pensado em sair do Instagram, há tempos em que essa vontade me acompanha. não gosto dos sentimentos que ele me provoca, não gosto de sentir que as pessoas estão vivendo coisas extraordinárias e sendo felizes e não gosto de não gostar de ver isso. é como se o meu coração não conseguisse olhar e se alegrar ou apenas admirar sem comparar com a minha vida.
queria sentir que estou vivendo o presente e não vivendo angustiada e sofrendo pelas faltas. tenho vivido esperando por algo que eu não sei oq é, e é angustiante pq é como se eu estivesse esperando para viver e não vivendo de fato. eu não sei viver, eu não sei como lidar com a vida, me sinto amadora, acuada, impostora e novamente, inadequada. há momentos em que tenho certezas mas elas são momentâneas, somem rápido e a angustia e insegurança tomam conta.
queria que fosse diferente, queria saber lidar com tudo isso. queria não ter tanto medo de não ser aprovada, queria ser eu sem receio de desagradar. eu tento tanto agradar todo mundo que me anulo, eu não sei quem eu sou. me perdi nas versões que eu criei que se adequam a aqueles que passaram por mim, sempre buscando faze-los se sentir confortável, sempre me esforçando pra ser agradável. não tenho sido agradável pra mim, não tenho me sentido confortável em mim. dolorido escrever isso e perceber que há questões que não me abandonam, já faz tempo
caminhante.
tenho refletido sobre como somos um processo inacabado e tentado enxergar uma vida significante e plena dentro dessa perspectiva. o amor do Senhor e o cuidado dele tem se revelado através disso também, mas nem sempre eu percebi isso ou olhei por essa perspectiva, meus olhos estavam fechados pra isso.
mas nos ultimos tempos eu tenho estado atenta, atenta a como a obra do reino é feita por pessoas imperfeitas, que erram feio as vezes. é como se os meus olhos estivessem mais atentos a perceber a graça do pai no cotidiano e nos acontecimentos que as vezes balançam forte o meu barco. eu ja senti muita culpa por não ser algo que eu nem sabia ao certo oq era, já busquei atingir padrões de referências espirituais distantes da minha realidade e do real comum, meus olhos se abriram pra enxergar que o Senhor nunca esperou perfeição de mim pq ele nao me criou para ser perfeita, que Ele nunca esperou metade das coisas das quais eu pensava que precisava ser/fazer pra que Ele me olhasse. lendo a história de Samuel na biblía eu entendi que o Senhor estava me chamando para dar um passo em direção aquilo ao que ele ja havia me chamado há anos atrás, cai no choro pq a presença e a voz dele falando ao meu coração foi tão paupável, tão arrebatadora que eu só conseguia chorar em rendição, ele me mostrou que ja me enxergava quando eu ainda estava sendo gerada, já sabia de todos os meus passos e cuidou de mim, ele me permitiu vir a vida pq ele tem planos pra mim. muitas das vezes ao enfrentar os processos e fases da jornada, eu já questionei a minha existência e o sentido de estar aqui, eu não conseguia ver ainda, os meus olhos estavam fechados pra enxergar as respostas para essas questões existenciais, e eu acredito que ainda não era o tempo de enxergar as coisas como enxergo agora. o Senhor graciosamente tem me feito enxergar a vida como um processo constante de quebrar e refazer repetidas vezes, e a cada vez refeita há algo que não muda: a minha identidade de filha amada. ser refeita, ter consciêcia das partes feias do meu coração, viver as dores desse mundo e correr para os pés do senhor em busca de consolo é misericórdia e manifestação do amor e cuidado do pai que esta e sempre esteve sobre mim, que bom que agora vejo e percebo, que bom que tenho este lugar seguro pra estar e pertencer. quero ser quebrada e refeita mais vezes, até meu tempo aqui findar e eu me encontrar com aquele que me ama.
quando na dor raiou contentamento.
hoje eu pensei o quanto se relacionar é bom (por incrível que pareça), no último texto que eu escrevi eu estava aflita e perdida nos meus pensamentos e sentimentos incertos. neste texto de hoje eu quero retratar o quanto isso mudou. voltando do trabalho hoje no metro enquanto conversava com duas mulheres que eu mal conheço, enquanto dividiamos acontecimentos das nossas vidas e davamos boas risadas eu pensei, uau, o quão bom é ter trocas significativas e estar aberta pra isso. me perceber pensando isso é novidade pra mim, ainda mais após um “quase algo” com um garoto que alimentou sentimentos e expectativas quando já sabia que não poderia mais supri-las. a amanda do passado entraria em uma nóia de pensamentos e sentimentos tristes e pessimistas de “ta vendo? é isso que da quando vc confia e se abre demais pra alguém”, mas algo incrível aconteceu desta vez. eu chorei na noite em que ele me ligou e disse que não tinha certeza se me amava romanticamente, não dormi nem 5hrs direito e quando acordei de manhã, chorei denovo por um tempinho, lavei o rosto e fui pro trabalho. No dia seguinte eu não chorei mais, não me culpei e não jurei a mim mesma que jamais confiaria em alguém denovo, entendo que isso seja graça de Deus e muita misericórdia, não senti raiva também, nem de mim e nem dele, eu não senti nada além de uma grande decepção. eu não sei oq se passou ao certo mas entendi que se tratava mais sobre ele doque sobre mim, eu havia sido honesta e sincera em todas as minhas falas, tudo oq eu assumi eu estava interalmente disposta a bancar, ele disse as mesmas coisas mas não estava disposto a fazer com que elas se tornassem ações, e isso diz tudo sobre ele. eu escrevo este texto pra que no futuro possa me lembrar de como enfrentei e vivi a dor que senti e a situação que passei, sem me culpar, sem prometer me fechar e sem me sentir alguém díficil de ser amada. eu me senti muito amada e na dor encontrei contentamento, o Senhor no mesmo instante me fez lembrar que todo o amor que eu preciso eu ja tenho, o bálsamo dele veio sobre o meu coração não me deixando sofrer por muito tempo, me ajudando a enxergar as coisas pela perspectiva dele e não minha. eu não vejo a hora de me entregar e confiar em alguém que ame ao senhor de todo o coração e que vai me proporcionar um amor seguro e sincero. o senhor sabe oq faz até mesmo quando as coisas não saem como o esperado. se relacionar é bom, se expor é bom também, mas depender e se contentar no Pai que me ama é infinitamente melhor. arriscar, me expor e confiar fica muito mais fácil quando eu sei que o senhor está a me guiar.
sentimentos antigos.
a tristeza tem me abraçado esses dias, não sei se a palavra é tristeza, na verdade eu gostaria de saber nomear o que tenho sentido. tenho me sentindo como uma criança que não conhece nem sabe nomear suas emoções, as vezes eu gostaria de ainda ser uma porque quando se é criança isso é normal, me sinto inadequada, deslocada e culpada (?). tenho me sentido muito culpada ultimamente e as vezes eu nem sei o motivo, me sinto culpada por não me conhecer, me sinto culpada por falar demais ou falar pouco e as vezes até por existir. eu pensei que já tinha trabalhado isso com minha psicóloga, mas sinto que talvez essa culpa seja generalizada, as vezes fico pensando o quão complexo é existir e ter sentimentos, sinto como se não fosse capaz de lidar com a complexidade deste mundo e da que há dentro de mim, me sinto uma grande incógnita que nem mesmo eu consigo desvendar, gostaria de ter certezas mas sinto que não tenho nenhuma. como um um pac man jogado no labirinto sem saber onde está a saída, e parece que ela não existe. parece que todo mundo encontrou seu caminho e está fazendo coisas relevantes enquanto eu permaneço nesse mesmo lugar de inércia. eu gostaria de me abrir e me sentir pertencente á algum lugar ou alguém, e não conseguir fazer isso por sentir medo aumenta o sentimento de culpa que eu carrego. por que eu não consigo? a melancolia e a tristeza tem me consumido estes dias e eu só queria sentir que estou vivendo e fazendo isso direito.
Tentando dar o meu melhor na minha pior fase.
Tenho me sentindo mal a maior parte do tempo, tudo tem mudado tão rápido e me sinto incapaz de me adaptar.
Me sinto como um pequeno grão de areia, me sinto mais uma no meio de tantos, não sei qual meu propósito. Porque estou aqui? Quem eu realmente sou? Por quanto tempo vou continuar imersa em dúvidas e tristezas.
O incerto tem me tirado o sono, eu só sei que não estou fazendo bem a mim mesma e tenho buscado não criar laços com mais ninguém para que não sofram com a bagunça e confusão que eu sou. Já basta machucar a mim mesma.
voltei em silêncio comigo, é um ponto de paz quando deixo o colégio e ando de ônibus. me sinto ainda mais confortável quando escuto músicas no fone de ouvido e olho para a janela, observando o movimento dos carros.
tudo se movimenta tão rápido que mal dá tempo de olhar as características das coisas. às vezes gosto de imaginar como é a vida das pessoas sem as conhecê-las, um hobbie meio estranho mas que não deixa de ser bom.
porque no meio dessa realidade sem graça, temos que nos entreter de alguma forma.
Desabafar não é querer a solução para minha dor. Desabafar é aliviar o fardo que pesa dentro do peito.