Cosimo Galluzzi

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@your-dear-love
Eu só quero alguém que me devolva.
O Tempo
Foi incrível acreditar que poderíamos viver um amor nostálgico de 10 anos atrás... Porém assim como o tempo muda, as pessoas também mudam... E mesmo sabendo disso eu não queria me desapegar da possibilidade que ainda poderíamos ter dado certo. Que meu coração começaria a acelerar quando estivesse próximo de te encontrar. Que o mundo ainda pararia ao nosso redor quando finalmente estivéssemos juntos. Que nosso abraço ainda pudesse encaixar. E que nosso beijo ainda poderia nos fazer viajar. Mas como vou deixar de amar alguém que me ensinou o que era amor. Você me amou incondicionalmente e eu aos poucos fui cuidando para que esse amor nunca acabasse. Eu tinha tanto medo de te perder que não pensava mais em mim. Te fazer feliz era a minha alegria. Eu amava te fazer feliz, ver você sorrindo e saber que o motivo era eu, já me bastava. Então você enfim retornou, abrindo uma lacuna no meu coração em que nem eu mesmo mais acreditava existir. Como se tivéssemos recomeçado do mesmo ponto em que paramos. Desta vez você já era uma mulher, formada, trabalhava, totalmente independente e super responsável com suas obrigações. Dava orgulho ver o quão incrível você se tornou e evoluiu no passar dos anos. Continuava linda com aquele brilho no olhar, o qual me fez me apaixonar por você, duas vezes inclusive. Porém com a evolução, vem a mudança, que de certa forma é necessária e você mudou, nós mudamos, a vida nos obriga a mudar para nos adaptarmos a certas situações. Infelizmente o beijo já não era mais o mesmo. Aquele amor juvenil de antes não era tão intenso e mágico como agora. No lugar do prazer entraram as responsabilidades da vida adulta. Eu tinha minha rotina semanal e você a sua. Eu sempre estava me esforçando para dedicar meu tempo à você, porém diante de tantas preocupações da vida, você não conseguia notar que eu estava ali por e para você apenas. Comecei a me questionar dos seus sentimentos por mim, se eram verdadeiros, pois não basta dizer que ama, o outro deve se sentir amado, e eu não estava sentindo isso. De tal forma em que eu expressava meu sentimento por você por ações como, presentes ou surpresas, mas você não reconhecia como amor. Era como se falássemos duas línguas totalmente diferentes, eu latim e você árabe. Aprendi que, no ditado que diz “Os opostos se atraem”, os opostos tem diferenças que transbordam um ao outro, pois todos nós já somos cheios, não precisamos de alguém somente para nos completar. E comecei a entender que talvez eu devesse aprender a falar árabe, e eu tentei entender para me adaptar e aceitar, porém como em matemática, enquanto está 1+1=2 está ótimo, porém na prova é a ax² + bx + c = 0. Então eu comecei a me sentir incapaz, até mesmo incompetente na simples missão de te fazer feliz. Pois submergir ao seu mundo triste e frio somente para estar ao seu lado me deixava muito mal, assim como, quando eu te trazia para o meu mundo alegre e quente eu percebia que você não estava plenamente feliz. Então de pouco em pouco, as conversas alegres, cheias de amor e carinho, foram tomadas pelo silêncio triste e vazio. Nada dói mais do que a ausência da presença, principalmente da pessoa que você ama. E quando fomos perceber já estávamos involuntariamente vivendo um tempo, apenas nos falando oi, bom dia, boa tarde e boa noite. E isso me doía cada vez mais por dentro, saber que aos poucos eu estava te perdendo e nada do que eu fizesse parecia ser capaz de mudar isso. Ambos sabíamos o que era necessário ser feito, só estávamos adiando o inadiável. Até que finalmente chegou o dia e por mais que pudêssemos negar dentro de nós mesmos, sabíamos que havia chegado ao fim. Eu o sol, você a chuva, não podíamos viver em harmonia, não nos completávamos, nem tão pouco transbordávamos. Te ver triste e saber que o motivo era eu, me matava por dentro, precisávamos decidir, continuar a ser quem não somos para tentar agradar o outro e nos magoarmos, ou sermos nós mesmos, porém separados... Hoje mesmo com a decisão certa tomada restam as memórias do que um dia foi bom e que em nosso infinito particular durou para sempre.
“Uns querem um final feliz. Eu só quero a parte do feliz, do final eu não quero nem saber.”
— Caio Augusto Leite.
“Esse texto é pra te falar uma coisa boba. É pra te pedir que não tenha medo de mim. Sabe esses textos que eu publico aqui, falando putaria? Sabe esses textos falando que eu sei disso e sei daquilo? Eu não sei de nada. Eu só queria ser salva. Eu só queria que isso que eu tô sentindo agora durasse.”
— Tati Bernardi.