“Quando você cresce a sombra de algo ou alguém, seja uma pessoa ou trauma, você passa a se limitar. Isola-se e se esconde atrás de uma falsa identidade. Uma busca incansável por aceitação e aprovação. Você muda o que é para se encaixar em um grupo, acreditando que as pessoas rejeitarão sua identidade verdadeira. Afinal, sempre foi assim. Você tenta a todo custo se adaptar, e parece nunca ser suficiente. Submete-se a situações que te destroem, apenas porque acredita ser o certo. Prioriza tudo e todos acima de si mesmo. Empenhando-se para fazer os outros felizes, mesmo que isso o consuma um pouco todos os dias. Cada vez mais se diminui na tentativa de caber em algum lugar, as ações ilimitadas para demostrar algum valor. E nunca é o suficiente para os outros nem para si mesmo. Afinal você pensa que agradando os outros em tudo talvez eles lhe retribuam com algumas migalhas de amor. Vende diariamente uma identidade única, a troco do que? Esconde características particulares maravilhosas, e finge achar graça em piadinhas de mau gosto no meio de um monte de gente babaca. Quero lhe dizer algo, esses momentos são poucos e passam rápido. No fim do dia você volta pra casa, no fim do dia, você é sua própria companhia. Não sobra ninguém ali, apenas você, ou nem isso. Já que mudou tanto para agradar a todos que nem sua identidade é real. Não existe um traço que seja seu de fato. E o que te sobra são apenas as lágrimas e um buraco enorme no peito, o vazio de uma vida cheia de absolutamente nada”