Essa rotina na biblioteca está me deixando louca.
Obrigado. Sou Dave e sou um místico, prazer. -sorriu de leve-
Hm, você também é um lunático? -- perguntei, colocando as mãos no bolso da calça. -- A maioria dos místicos são.
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@a-devil-called-lilith
Essa rotina na biblioteca está me deixando louca.
Obrigado. Sou Dave e sou um místico, prazer. -sorriu de leve-
Hm, você também é um lunático? -- perguntei, colocando as mãos no bolso da calça. -- A maioria dos místicos são.
Essa rotina na biblioteca está me deixando louca.
Vou fingir que não escutei isso. — Franziu o cenho e riu. — Vou querer Cinquenta Tons de Cinza, já temos? Falaram que é um livro bom… Brincadeira. Estava procurando Vinte Mil Léguas Submarinas.
Temos sim, chegou ontem de manhã. -- assenti, caminhando em direção a prateleira em que aquele livro se encontrava. -- Siga-me.
Essa rotina na biblioteca está me deixando louca.
Sim, por isso que eu não sei quem é a bibliotecária daqui. -dá de ombros-
Bem vindo, nesse caso. -- deu de ombros. -- Eu me chamo Lilith.
Essa rotina na biblioteca está me deixando louca.
Se eu trabalhasse aqui, também ficaria maluca.
Você já é, Lily, acredite. -- balançou a cabeça rindo. -- Vai querer algum livro em específico?
Essa rotina na biblioteca está me deixando louca.
Você é a bibliotecária daqui?
Não é óbvio? - arqueei uma das sobrancelhas e o encarei. -- Você é novo aqui ou é impressão minha?
Essa rotina na biblioteca está me deixando louca.
Pousou seus lábios pouco abaixo da orelha do mesmo, mordiscando a pele arrepiada e sorrindo contra ela — Hm.. Esperando… — Sam arqueou a sobrancelha, fingindo-se de desentendido, percorreu a linha do seu maxilar, até encontrar seus lábios, roçando-os de maneira provocante — Espera sentada, em pé cansa. — deu um piscadela, antes de puxar seu lábio inferior, com vontade, afastando-se lentamente.
Revirei os olhos e o empurrei sem muita força. -- Você é entediante e previsível. -- murmurei, me jogando de costas na minha cama. Puxei os lençóis para cima do meu corpo e me aconcheguei no colchão macio, deitando minha cabeça sobre o travesseiro. -- Eu vou dormir. Divirta-se na escuridão da minha casa. -- disse manhosa e sorri sarcástica e irritante. -- Ah, e não quebre nada. Todos os cacos serão utilizados na sua tortura.
Rolou os olhos com o ato da garota, mergulhando as mãos no bolso da calça, enquanto girava sobre o próprio eixo — Que idade você tem, dois anos? Parece uma criança. — e no mesmo minuto passou a rir baixo, mordendo o lábio inferior — Você sabe que eu posso ouvir sua respiração, sua veia pulsando e seu coração batendo, não sabe Lilith ? — balançou a cabeça de leve, o vampiro fechou os olhos e concentrou-se cada vez mais, e usou sua velocidade pra chegar até ela — Tentar se esconder de um vampiro, sério Lilith ? Pensei que fosse mais esperta. — brincou, tendo seu corpo pressionado ao dela contra a parede fria de concreto. Com ambas as mãos Sam ergueu as de Lilith até bem acima da cabeça, prendendo-as entre os dedos, direcionando-o um olhar nada agradável.
Ouviu-o da sala, se contendo para não rir do que o mesmo havia dito. Lilith não era burra a ponto de se esconder de e um vampiro poderoso como Sam, na verdade ela só estava brincando com ele, do jeito dela. Antes que cometesss o deslize de responder, viu o rapaz entrando no quarto rapidamente, surpreendendo-a. Procurou os olhos do mais alto na escuridão, estes brilhavam intensamente contra sua pele frágil e pálida. Apertou as mãos com as dele sem muita força, quieta para escutar qualquer ruído ao redor daquele quarto. Mas tudo o que conseguiu ouvir fora seu coração acelerado contra o peito dele. -- Eu não estava me escondendo. -- sussurrou para ele. -- Estava te esperando.
Antes que Lilith se levanta-se, Sam passou ambas as mãos dentro da sua blusa, subindo pelo dorso, e puxando-a pra si, usou sua habilidade supernatural, e trocou de posições, fazendo então a mulher ficar deitada sobre o sofá e ele em cima dela, com ambas as mãos uma do lado do rosto da mulher, apoiando seu corpo. — Ótimo. — deixou que a voz lhe saísse hostil por entre os dentes cerrados, próximos aos lábios alheio, enfim saindo de cima dela e em passos lentos, andando até a porta, enquanto ajeitava a gola da camisa.
Gargalhou quando se sentiu ser puxada de volta para o sofá. A mulher poderia muito bem dar um jeito de se livrar dos braços dele, mas ela simplesmente não quis. Esperou que ele parasse, abrindo os olhos para vê-lo se levantar. Revirou os olhos e pensou por alguns segundos se deveria mesmo deixá-lo ir. Comprimiu os labios e com um estalar de dedos trancou a porta e fechou todas as janelas. Ele não conseguiria sair nem se arrombasse todas as entradas da casa. Sorriu torto e olhou para o lustre de cristal acima de sua cabeça, conjurando um feitiço para que todas as luzes na casa se apagassem. Rapidamente, ficou o mais silenciosa possível, e foi para o seu quarto.
— Você só sabe falar, falar e falar. — se inclinou sobre os lábios dela, dando-lhe a ilusão que a iria beijar, mas ao invés disso, percorreu a linha do seu maxilar e chegando até a orelha, onde murmurou em um tom rouco e naturalmente sedutor — Já pensou perde a sanidade, somente uma vez huh ?
Riu fraco ao perceber o jogo do rapaz. Não era algo com que Lilith não estava acostumada, muito pelo contrário, alguns desses joguinhos de sedução a deixavam bastante irritada. O que não era o caso. Colocou a mão no rosto do homem e o afastando da minha orelha, seu rosto carregava uma expressão divertidamente sarcástica. Retirou a mão do rosto dele e o fitou no fundo dos olhos. -- Se eu perder a minha sanidade, não terei nada. -- disse, sorrindo de canto para ele e começando a se levantar.
— Você não consegue ficar sem mim, não é mesmo? — falou risonho, os lábios sendo preparatorialmente dispostos num sorriso de origem impudica que se esfacelou na fração de tempo seguinte. — Agora me deixe fazer um experimento, sim? Me faça um favor e fique bem quietinha. —O indagamento acompanhou certo timbre propositalmente arrastado, ratificando o aperto entre eles quando sem aviso prévio, deixou o rosto afundar na curva entre pescoço e ombros da correspondente, de estrutura menor e que causava insônia nervosa. num único impulso, resvalou a pontinha do nariz por uma linha reta imaginária na área repleta de pigmentos vermelhos, ainda causados por sua mordida. E sem maiores avisos, deixou que a ponta da língua experimentasse daquela mesma pele.
-- Na verdade eu consigo sim. Só não quero. -- Murmurei, colocando minhas mãos sobre a cintura do rapaz. Frazi o cenho quando ele me pediu para ficar quieta. Arqueei um pouco as costas ao sentir o toque da língua do homem sobre a minha pele. -- Porque está fazendo isso? -- sussurrei, esperando por uma resposta concreta.
— Ajudaria muito se saísse de cima de mim, sabe. Colabore. — Ele levou ambas as mãos aos seus quadris e encaixou-se entre suas coxas, em seguida erguendo-a para que ela pudesse se ajeitar sobre seu colo. Ergueu o rosto, o suficiente para ter os lábios próximos dos alheios, mas sem selar um contato entre eles.
-- E se eu não quiser colaborar? -- arqueou as sobrancelhas e olhou nos olhos do vampiros, estes que já haviam voltado ao normal. Eles ficaram bem melhores assim, reconhecíveis e um pouco mais empáticos.
Sem perceber, o moreno havia fechado os olhos, desfrutando do líquido quente que deslizava por sua garganta, o anestesiando. Quando se sentiu satisfeito, removeu as presas da carne dela, lambendo qualquer gota de sangue que tivesse deixado escapar — Tenho certeza que uma bruxa do seu porte, não vai querer meu sangue pra se curar, huh ? — Com os lábios rubros de sangue e os olhos ainda transformados, Sam fitou Lilith por um instante e riu, baixo — Bem.. — Com o dedo indicador, tocou o pouco sangue que saía, levando-o a boca, suas feições já voltando ao normal. — Acho que já vou..
Cruzei os braços antes de passar os dedos sobre o pescoço, avaliando as cicatrizes que ficariam por causa da mordida caso eu não me curasse. Sussurei um feitiço eficaz para ferimentos desse tipo e esperei com a mão no ferimento até sentir tudo voltar ao normal. Abri os olhos imediatamente em seguida. -- Já vai? -- murmurei.
Rolou os olhos, rindo — Tente trabalhar na sua expressão de ameaça, com essa cara o máximo que podem fazer é te dar um abraço. — retrucou numa voz embargada, o timbre acompanhando um sorriso misterioso na curva dos seus lábios. — Se você insiste. — puxou-a, pra que ela acomoda-se sobre o seu colo — Sem gritos, por favor.. — A sensação de formigamento começou imediatamente nas suas gengivas, os olhos esverdeados do imortal se tornando vermelhos, vasos capilares saltando em volta dos seus olhos enquanto dentes comuns se transformavam em presas afiadas. Sam, afastou o cabelo que escondia o pescoço da mulher. — Você está com medo ? — sussurrou contra seu ouvido, deslizando os lábios superficialmente pelos poros arrepiados. E assim seus dentes se enterraram em pele, carne e perfuraram uma artéria, fazendo com que o sangue viesse para a sua boca imediatamente.
Aproximei os labios à orelha do rapaz e sussurrei. -- Nem se você rachasse meu crânio com um machado eu lhe daria o prazer de me ouvir gritar. -- voltei a encara-lo, observando atentamente seu rosto mudar gradativamente com o instinto vampírico do homem. Ao sentir os labios do homem tocarem meu pescoço, um arrepio percorreu a minha pele. -- Não. -- murmurei, apertando a coxa do homem quando ele me mordeu. Mordi o labio inferior para não soltar um gemido fraco. Aquilo não doía tanto, não para mim, mas incomodava um pouco. Fechei os olhos e esperei que ele se afastasse.
— Porque, bem, você é a pessoa mais próxima de mim. — deu de ombros, oferecendo-a um sorriso quase doce. — Adoraria ter sua alma mim atormentando por toda a eternidade. Mas, tem essas malditas regras do Amun, e blá blá.. Vou esperar ir pro continente, isso se eu conseguir sair daqui. Não aguento mais me alimentar de coelhinhos, argh. — Comentou num tom baixo, a voz saindo involuntariamente rouca, e o olhar focado diretamente no pulso alheio, discretamente.
Ok, vou dar um jeito de comprar seu coração num leilão barato e guardar. -- garantiu num tom brincalhão, mas no fundo a mulher sabia que era verdade. O olho séria dessa vez, observando atentamente a expressão do rapaz. Sam não era o tipo de vampiro obediente. Provavelmente estava fazendo isso por ela, porque sabia que Lilith se importava com as leis que Amun ditara em Newitche. -- Foda-se o Amun. Ele não está aqui pra proibir absolutamente nada. E além do mais, você não me encurralou e chupou meu sangue à força. -- disse autoritariamente. Garantindo-lhe de que tudo ficaria bem com ela, contanto que ambos ficassem vivos após aquilo. -- Eu não estou pedindo, Sam, estou mandando. Morda. Agora.
Ótima ideia, essa pessoa poderia ser você, não ? — riu baixo, se deitando no sofá — Não, obrigado, vinho só tem gosto quando eu treno sangue, e já faz dois dias que eu não me alimento.
-- Porque eu? Com tanta gente aqui nessa maldita ilha, logo eu tenho que guardar seu coração? -- fingi estar brava, mas não consegui por muito tempo e sorri, bagunçando seu cabelo em seguida. -- Está com fome? -- perguntou, levantando a manga da camisa comprida e estendendo o braço para ele. -- Morda. Mas se me matar, eu juro que minha alma te atormentará por toda a eternidade. Vou logo avisando.