Sabe as vezes eu odeio fato das pessoas me julgarem,de mal me interpretarem,de simplesmente apontarem os meus erros como se somente eu fosse aquela que,erra no mundo,aquela que faz o mal ao próximo para se sentir feliz consigo mesma. Odeio o fato de não me sentir bonita na maioria das vezes,odeio o fato de estar sempre insatisfeita com a minha beleza,com as curvas do meu corpo,com o meu cabelo e com o meu sorriso. Não,eu não me odeio,mas sinto sempre ser a excluída,a estranha que enxerga o mundo como algo repleto de amor e pessoas boas. As vezes odeio o fato de não me sentir sempre segura com tal situação,odeio o fato de que vejo o mundo com um lugar sem qualquer tipo de malícia,odeio o fato de ser boa e não ser reconhecida por ter este caráter. Não,na verdade eu nunca afastei alguém que deixei de ser amiga ou que eu percebesse que não era algo bom,eu faço escolhas o tempo todo e sei que algumas ou as piores irão me prejudicar no futuro ou no agora; Mas também odeio as vezes olhar para mim,e ver o meu reflexo á frente de um espelho,sabe as vezes não gosto do que vejo,eu mudei por algumas pessoas,mas elas não mereciam a minha mudança e isso hoje é como uma pedra em meu caminho. Me enganei tantas vezes,houve vezes em que,caí tombos extremamente feios e presenciei feridas quase incuráveis. Mas também,há vezes em que,me orgulho de ser o que sou ou o que faço para as pessoas,por que eu penso que,por mais que uma vez não tenha dado certo aquilo que eu imaginei levar para sempre comigo,há segundas chances,há também terceiros perdões e assim sucede-se a minha natureza de tentar ser bondosa e as vezes não receber uma flor,um presente por ser assim. Eu amo-me,mas há vezes que culpo-me por transmitir sempre ás pessoas aquilo que bom,pois eu gosto de abraços demorados,gosto de sentir a aprovação de uma pergunta mesmo que seja ela,a mais imbecil ou sem sentido. Gosto de ouvir piadas,mesmo elas sem graça,gosto de pessoas simples,na verdade gosto muito da ideia de fazer o meu enfatizar sorrisos extramente gigantes. Ai eu lembro que,de todos os erros que cometi,eu acabei encontrando paz em tal pessoa,eu acabei encontrando o conforto,uma calmaria e quando estou perdida e sem saber o que fazer ou aprontar,ele está ali,ele então junta-se as minhas travessuras e me faz fluir gargalhas constantes. É, as vezes não é fácil ser Caroline Coelho Klug,mas também há momentos de que,me orgulho ser essa pessoa que sou,um pouco talentosa,confusa e bondosa aos olhares daqueles que sabem interpretar um ser de mente diferente mas que preocupa-se com o próximo do que,consiga mesma.
Caroline Klug.
















