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@abismodaspoesias
O meu amor me expulsa da cama...
Tem momentos, que a gente só precisa de um abraço daqueles bem apertados, que chega até a alma, sem perguntas e nem respostas, só pra não desabar.
“A vida é incontornável. A gente perde, leva porrada, é passado pra trás, cai. Dói, ai, eu sei como dói. Mas passa. Está vendo a felicidade ali na frente? Não, você não está vendo, porque tem uma montanha de dor na frente. Continue andando. Você vai subir, vai sentir frio lá em cima, cansaço. Vai querer desistir, mas não vai desistir, porque você é forte e porque depois do topo a montanha começa a diminuir e o único jeito de deixá-la pra trás é continuar andando. Você vai ser feliz. Está vendo essa dor que agora samba no seu peito de salto de agulha? Você ainda vai olhá-la no fundo dos olhos e rir da cara dela. Juro que estou falando a verdade. Eu não minto. Vai passar.”
— Caio Fernando Abreu.
Não desista do amor. Apenas entenda que alguns irão te levar ao céu e outros ao inferno. Saiba aprender com cada um deles. E acredite: um amor não correspondido não é o fim do mundo. Você vai amar de novo, mesmo que agora esteja achando que nunca mais irá amar alguém na vida. Fomos feitos para nos reinventar. E você vai conseguir também, na hora e no momento certo.
sempre que você tem vontade de gritar algo pro mundo e se cala morre um pouco do que você é
xx instagram sigo todos de volta xx
Escrevi teu nome no céu da minha boca, liguei estrela por estrela, fechei os olhos e senti mais uma vez o gosto dos teus beijos. Nessa Cross
Seu abraço é meu lugar favorito, o seu abraço é onde quero morar…
Pra sempre
“Olhe só para dentro de mim, eu estou um caco.”
— Transcurar.
“Quando uma pessoa quer estar com você, ela estará com você. Não existirá desculpa, drama, dor de cabeça, nada. Absolutamente nada.”
— Tati Bernardi.
“Então os meus braços não vão ser suficientes para abraçar você e a minha voz vai querer dizer tanta, mas tanta coisa que eu vou ficar calado um tempo enorme, só olhando você, sem dizer nada só olhando e pensando: “Meu Deus, mas como você me dói de vez em quando…”
— Caio F. Abreu.
Poesia: Duas Luas
No início, fim
Existem duas Luas
Lá fora prendem
Estrelas choram
Respire e expire
Os pássaros tocam as nuvens
Faça guerra, e finja paz
Abrace este livro
Nem sonhos,
São eles monstros, querido pesadelo
Beije meus lábios enquanto o mundo se desfaz
Segure
O sangue está escorrendo
Há armas
Mas eles estão morrendo
O peito dói, é o coração partido
Eles escrevem os muros tingidos
Fazem piada, contam mentiras
Descolam da pele
E perguntam: Como você sente dor? Você não sente
Ele disse algo sob a madeira
Disse algo sobre as montanhas
O Norte
As espadas estão erguidas
Flechas acertam o bom inimigo,
A terra seca
O menino abraça
Aparelha
Escapa, foge
entre você e eu, você.
Calou o mar
Quando tentou partir
Olhos cinzas e profundos
Uma pandora
Um remédio da felicidade
Traga meu prêmio
Meus medos estão espalhados no chão...
Ei, querido, sua coroa se partiu
Quebrou em pedacinhos
Junto ao coração
O sangue continua pingando
Enlouquece sozinha
Eles vão te medicar e tudo um dia ficará bem...
Adeus, pequena pecadora
os seus dedos desenham
a impunidade e deles são reais.
Poesia: Muralhas
Poesias sobre Fábulas
Serpenteia teu medo
Levemente
Arrasta as correntes
E ataca muralhas
Bandeiras se erguem
Não existe fé ou medo
Que não lhe faça ficar.
Labirintos de beijos
É tão clássico
Quanto uma fábula
Descobre um mapa
E faz real uma nobre
Sangue puro
Medrosamente presa em seu coração.
As ruínas te levam
Como as ondas do mar
Revolto
Arranca de tuas mãos ouros roubados
Em uma guerra se perde
Renascendo
No ninho de misericórdia.
O que faria se o conto não recomeçasse?
Livros não o tratariam como um herói covarde
Esquecendo-se de tua fortuna.
A princesa não lhe escreveria cartas de amor
Fingindo minúsculos sentimentos
O traindo com os próprios súditos.
A Lua iluminando o xadrez
Imperador ergue a espada
Torna real sua morte
Dança sobre seu sangue apodrecido.
Majestade, tu choras...
Por quê?
Dissera que ter medo de falecer
Era falta de valentia,
Mas seu coração está partido
Pela a traição.
O seu herdeiro atravessa as alas
Com o coração apertado,
E agarra o pai igual a qualquer outro ser...
Nossos corpos são tão iguais...
A covardia prende o imperador
Mas não lhe traz de volta, majestade.
Mesmo que o Imperador sinta culpa
Deixando que ela o possua e trague dor,
O Rei jamais voltará para o palácio
Para ver sua filha se tornar uma princesa
Ser obrigada a se casar com um príncipe de outro reino
Sem ama-lo...
Porque romantizar o impossível
É só questão de princípio dos novos livros.
[...]
Por: Gabriele Araújo.
Poesia “Mi”
As paredes assustam-me
Bombas explodem
O vestido prega-se
Como uma segunda pele,
Você se desenha e conserta
Mas não opera.
Sente a radiação
Poderosa arma de destruição.
O amor não está no mercado.
Sua imagem está silenciosa no espelho
Grandes olhos de chocolates
Entupindo-se de dores alheias.
Por favor, durma,
É tarde
Porque o para sempre nunca vai chegar.
Por que afundou-se?
Se deixou aprofundar
Maquiando-se
E desespera tudo que um dia esperou.
[...]
Por: Gabriele Araújo (Blog Oficial: Leitora Abstrata)
Disponível no Wattpad.
Poesia “Ré”
Buscava a redenção
Naquelas avenidas lotadas,
Os prédios límpidos
Demonstravam uma realidade fria.
A ponta do nariz dela avermelhava-se
Suas entranhas queimavam
Pecador tu és
Pescava o odor da humanidade.
As portas estavam trancadas
Fugindo de um urso
Naquela cidade,
As almas tão vazias
Não procuravam mais os próprios sonhos
Os medos te ingeriram.
Trazendo a cor do arco-íris,
Marche como um bom soldado
Aquilo que desejas é paz
Mas tudo que recebe em troca é terror.
Notas musicais soavam
Porém, tudo que procurava era refazer
Tua própria felicidade.
Nas rodovias esburacadas
Sentia-se em uma profunda alienação,
Os leões te engoliam
Mascando sua morte.
Nas janelas
Voltava e alinhava-se
Com um pincel
O lápis
E ti mesmo.
A profundeza do oceano
Lhe atraía,
As sereias beijariam apaixonadamente seus lábios
Demasiadamente rachados.
No Ré
Tomou sonhos velhos
Em uma pequena dança
Fez dele sua nova moradia.
No Ré
Renasceu nas cinzas de uma fênix.
[...]
Por: Gabriele Araújo.