Gosto quando você fala que sente a minha falta, mesmo quando eu não acredito.
soulstripper. (via garoto-seex)

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@aboutmicaela
Gosto quando você fala que sente a minha falta, mesmo quando eu não acredito.
soulstripper. (via garoto-seex)
Sossega, o que vai acontecer, acontecerá.
Caio Fernando Abreu. (via revejo)
“Me disseram “Você anda sumido” e me dei conta de que era verdade. Eu também, fazia tempo que não me via. O que teria acontecido comigo? Não me encontrava nos lugares em que costumava ir. Perguntava por mim e as pessoas diziam “É verdade, você anda sumido”. E “Que fim levou você?” Eu não tinha a menor ideia que fim tinha me levado. A última vez em que me vira fora, deixa ver… Eu não me lembrava! Eu teria morrido? Impossível, na última vez em que me vira eu estava bem. Não tinha, que eu soubesse, nenhum problema grave de saúde. E, mesmo, eu teria visto o convite para o meu enterro no jornal. O nome fatalmente me chamaria a atenção. Eu podia ter mudado de cidade. Era isso. Podia ter ido para outro lugar, podia estar em outro lugar naquele momento. Mas por que iria embora assim, sem dizer nada para ninguém, sem me despedir nem de mim? Sempre fomos tão ligados. No outro dia fui a um lugar que eu costumava frequentar muito e perguntei se tinham me visto. Não era gente conhecida, precisei me descrever. Não foi difícil porque me usei como modelo. “Eu sou um cara, assim, como eu. Mesma altura, tudo”. Não tinham me visto. Que coisa. Pensei: como é que alguém pode simplesmente desaparecer desse jeito? Foi então que comecei, confesso, a pensar nas vantagens de estar sumido. Não me encontrar em lugar algum me dava uma espécie de liberdade. Podia fazer o que bem entendesse, sem o risco de dar comigo e eu dizer “Você, hein?”. Mudei por completo de comportamento. Me tornei - outro! Que maravilha. Agora, mesmo que me encontrasse, eu não me reconheceria. Comecei a fazer coisas que até eu duvidaria, se fosse eu. O que mais gostava de ouvir das pessoas espantadas com a minha mudança era: “Nem parece você”. Claro que não parecia eu. Eu não era eu. Eu era outro! Passei a me exceder, embriagado pela minha nova liberdade. A verdade é que estar longe dos meus olhos me deixou fora de mim. Ou fora do outro. E um dia ouvi uma mulher indignada com o meu assédio gritar “Você não se enxerga, não?” E então, tive a revelação. Claro, era isso. Eu não estava sumido. Eu simplesmente não me enxergava. Como podia me encontrar nos lugares onde me procurava se não me enxergava? Todo aquele tempo eu estivera lá, presente, embaixo, por assim dizer, do meu nariz, e não me vira. Por um lado, fiquei aliviado. Eu estava vivo e bem, não precisava me preocupar. Por outro lado, foi uma decepção. Concluí que não tem jeito, estamos sempre, irremediavelmente, conosco, mesmo quando pensamos ter nos livrado de nós. A gente não desaparece. A gente às vezes só não se enxerga.
Luís Fernando Veríssimo. (via poesitada)
Acordou, bocejou e esticou as costelas. Nada funciona nessa vida, ela disse. Nada funciona. Não abriu as janelas. Não arrumou a cama. Tomou banho no banheiro escuro, só depois acendeu a luz para se enxugar. Olhou-se no espelho por longos nove minutos. Ajeitou a franja com os dedos, e pôs a velha maquiagem de sempre. Pó extremamente branco e lápis extremamente preto, acentuando ainda mais aquelas olheiras horríveis de quem ficara a noite inteira chorando, chorando, chorando porque nada nunca funciona. Senhor, nunca dava certo. E queria que todo mundo visse que não dava certo, e que era culpa deles. Ela era um fruto do sistema podre. Era gorda, feia, magra, esquisita, caladona, alta, baixa, cabisbaixa, infeliz, atéia, crente, bipolar, agressiva, chata, bonita demais, vagabunda. Ela era tão você, não era? Foi para o colégio, não falou com ninguém. Todos uns idiotas. Sorrisos falsos. Felicidade forçada. Idiotas. E por que diabos nenhum idiota veio falar comigo ainda? Ninguém liga pra mim, ela pensava. É porque eu sou gorda, feia, magra, esquisita, caladona, alta, baixa, uma grande porcaria. É só por isso. Só por isso, só esse preconceito ridículo, só porque eu sou diferente. Sociedade hipócrita. Só porque eu assisto filmes épicos, jogo videogame, gosto de bonés, falo palavrão e uso camisetas duas vezes maiores do que eu. Só porque eu pinto meu cabelo de rosa choque. É por isso que eu gosto mais de bicho do que de gente, ela pensava. Viu essa citação num livro da Clarice Lispector que não entendeu nada. Livro idiota. Mas Clarice é legal, ela dizia. Gostava mais de bicho do que de gente, é… Menos das vacas. E das piranhas. Bichos desgraçados. Ela também gostava de dizer que não amava ninguém, mas espremia a camiseta da banda de rock que ela mal conhecia toda vez que via aquele garoto bonito, que ela até que gostava, mas não, não podia dizer. Todo mundo gostava dele então ela não gostava, porque ele era idiota. E também não gostava dos cachorros pulguentos que passavam por ela na calçada quando ia embora pra casa, sem falar com ninguém. E sabe o que ela detestava mais do que gente? Funkeiro. É, porque funkeiro não é gente. O gosto musical dela era o máximo. O máximo. Pregava a paz e xingava o governo por toda essa maldita desigualdade social, porque ela era diferente e gostava de John Lennon, Gandhi e Bob Marley. Mas funkeiro, por favor, merece levar um tiro na cara. Gentinha idiota. E voltava pra casa. Batia a porta com força, sabe-se lá o motivo. Dormia, comia, ia para o computador, anotava as frases e as letras de música que gostava num caderninho cheio de caveira, porque ela era diferente. Eu sou um lixo. A vida não presta. Nada funciona. Mas quer saber, que se dane-se. Porque ela tinha muita atitude. E fechava a tela do notebook, chorava, chorava, chorava, chorava porque nada funcionava. Ou porque não tinha nada melhor pra fazer. Ninguém ligava pra ela. Nenhuma mensagem. Nada. Só porque ela era gorda, feia, magra, esquisita, caladona, alta, baixa… Ela era a grande porcaria, dentro de um quarto escuro, mofando feito um cavalo velho, esperando um dia mais legal pra morrer, porque aquele… Já era. Ela podia ser legal, só não gostava de admitir. Gostava de ser diferente. Acordou, bocejou e esticou as costelas. Uma grande porcaria.
Cinzentos. (via poesitada)
No final a gente só quer que seja recíproco.
Roubavel. (via coletei)
Quando a tristeza tiver na sua frente, te atrapalhando, atropele ela.
Relevoar. (via emendarei)
Quando perguntam de mim pra você, o que é que você responde? Tem falado mal de mim ou tem se calado? Tem dito a verdade sobre o que aconteceu entre a gente? … Eu só queria saber…
Duvida eterna… (via imperfeitad0r)
Eu te amo, porque com você eu me sinto livre para falar qualquer bobagem. Eu te amo, porque quando brigamos sempre nos arrependemos e pedimos desculpas, porque não conseguimos ficar sem o outro. Eu te amo, porque passamos a noite toda falando no telefone das coisas mais idiotas, aliás eu amo te fazer sorrir. Eu te amo, porque me faz sentir a melhor garota de todas. Amo também porque antes que alguma lágrima caia dos meus olhos, você já está com as palavras certas para me tranquilizar. Eu te amo, porque você me compreende, me decifra e me completa. Eu te amo, porque você me mostrou que não estou só. Eu te amo, porque você me faz uma pessoa melhor. Eu te amo, porque simplesmente não da pra viver sem você.
Daniella Rodrigues (via reanexar)
Tão inteligente para escrever sobre o amor e tão burra para amar.
Clarice Lispector. (via decepciona)
Buscar um relacionamento quando se está num alto nível de carência é como ir ao supermercado com fome, qualquer porcaria serve.
Tati Bernardi. (via decepciona)
Porque no final, quando você perde alguém, cada vela, cada oração, não vai mudar o fato que a única coisa que sobrou é um buraco na sua vida, onde alguém que você se importou costumava estar. E uma pedra, com o nascimento cravado nela que eu aposto estar errado.
Damon Salvatore. (via decepciona)
Fica ai com seu orgulho bobo, fingindo que há alguns dias atrás não estava dizendo que me amava. Enquanto eu tento levar minha vida como se você nunca tivesse feito parte dela.
Amanda Melo (via rotinas)
Eu não sei se você já se sentiu assim. Querendo dormir por mil anos. Ou simplesmente não existir. Ou apenas não estar ciente de sua existência. Ou algo parecido. Eu acho que querer algo assim é muito mórbido, mas eu acabo tendo esse tipo de desejo quando estou mal. É por isso que estou tentando não pensar. Eu só quero que tudo pare de rodar.
Gabriel Silva. (via manifestador)