o mundo anda apressado demais.
pessoas não são máquinas.
a náusea é fatídica.
18/10/21 22:18
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@acervo-di-verso
o mundo anda apressado demais.
pessoas não são máquinas.
a náusea é fatídica.
18/10/21 22:18
“Estou saindo de férias, volto assim que me encontrar.”
— Martha Medeiros.
“Destroying property is an acceptable for of protest in a world that values property more than people”
Sticker seen in Washington DC
Vida apressada estressa
Alma salgada é mais leve
E a leveza me interessa
Nessa jornada tão breve
Luz do sol e ventania
Arde, sopra e aquece
Toca a pele e arrepia
Faz parecer uma prece
Sol beija o mar acordando
Sai brilhando pelo leste
Fim de tarde, vai pousando
É chegada a hora celeste
Luz da lua aparece
Reflete o clarão no mar
Chega o coração aquece
Só de parar pra olhar
Brisa mansa, vibe pura
Não há sensação igual
Nem há dor que não se cura
Pondo o pé no litoral
Canto de porto seguro
Mar é lugar de morada
Sem ter porta, sem ter muro
E sem ter porteiro na entrada
- 29 de julho de 2021, 01:17 am
Entre a nascente e o rio
Entre a semente e o fruto
Entre o sim e o não
Entre a fumaça e o pavio
Entre o real e o bruto
Entre o trigo e o pão
Entre o cheio e o vazio
Entre o molhado e o enxuto
Entre o inverno e o verão
Entre o cais e o navio
Entre o nada e o tudo
Entre o céu e o chão
Todo mundo cresce
Todo mundo erra
Todo mundo amadurece
Raiz que rasga o chão
Semente que brota
Caule que cresce
De longe se vê
De perto se sente
Quando um humano floresce
30/03/2021 - 23h25min
SALTY LOVE, SUMMER CRUSH
Janeiro de dois mil e vinte e um, o verão estralava, o sol ardia na pele e a maresia estava no ar. Era o segundo dia do ano quando a gente se conheceu. Naquele dia, ele me contava sobre a sua vida - mais especificamente os seus hobbies -, enquanto a gente tomava açaí na orla de Atalaia. Os olhos dele não encontravam com os meus e aquilo me incomodava, ao passo em que a conversa era interessante e eu entrava com as pontas dos pés. Saindo do Maria Pitanga, oito horas da noite, ele me chamou para ver o mar. Ali, com os pés na areia, a brisa no corpo e o céu estrelado, olhando pras ondas que quebravam suavemente, ele me contava sobre o surf, a maré e as variações do vento. De repente, o toque, o abraço, o beijo. O abraço de novo, e de novo. Tínhamos apenas a lua e as estrelas como testemunhas. Aliás, apenas não! Tudo isso! A imensidão do universo na vastidão do espaço-tempo. Saindo dali, demos uma volta de carro na orla e eu o levei pra casa, e fui pra minha. Ao chegar em casa, minhas primas e amigas me esperavam na sala, com os olhos brilhando e a gargalhada pronta, como quem espera boa notícia, e eu larguei: “não vai ter jeito, vou ter que casar!”. Enquanto todas nós caíamos na gargalhada, meu celular vibrou! Era ele perguntando se eu havia chegado em casa bem. Dormi nas nuvens, e no outro dia, nos vimos outra vez. Passamos o dia quase inteirinho juntos. Saímos em um “rolê casal” com um casal de amigos dele e essa foi a primeira vez que o vi surfar. Três de janeiro, o sol dourado ardia em Atalaia, eu estendi a canga, sentei na areia e senti o momento. A brisa batia em meu rosto e eu ria sozinha, pensando que jamais havia me imaginado em um “date” daquele estilo, por mais que mais me soasse como um sonho. Ele saía do mar e vinha em minha direção, e eu me via absurdamente boba. Minha família mandou mensagem dizendo que estavam indo conhecer São Cristóvão - importante cidade histórica do Estado de Sergipe -, e eu só queria saber de Atalaia. Cinco horas da tarde o sol estava se pondo e era chegada a hora de encerrar o surf day. Eu o ajudei carregar as pranchas dele e do amigo dele para lavar no tal surf club. Depois daquilo, acenderam a vela dentro do carro, estouraram a bomba e eu era só tabelex, precisava me manter sã para dirigir. A fome bateu e o subway pareceu uma boa ideia - perto, barato e aberto -, fomos! Saindo dali, demos uma volta na orla e terminamos você sabe onde... aconteceu. Foi meio mais ou menos, a chapa tava grande e eu tentei ajudá-lo da forma como consegui. Saindo de lá, o levei para casa, nos beijamos dentro do carro e ele se foi. Passou uma semana longe, na cidade da mãe em Itabaiana. E em Aracaju, eu era só saudade e vontade! O sábado chegou! Nove de janeiro, era o dia que eu poderia vê-lo e também o dia do meu voo de volta pra SP. Cinco da manhã eu estava com os olhos esbugalhados, esperando que meu celular vibrasse e eu pudesse correr pro mar para vê-lo. Levantei, tomei banho, me troquei, arrumei minha bolsa com as coisas da praia e estava pronta. Oito e meia ele estava na Connection, e eu só consegui sair de casa às dez e meia, por algumas intercorrências. Em minha cabeça ecoava “duas horas a menos com ele, poxa”. Saí de casa e havia uma obra na rotatória que me impedia de ir em direção à Connection. Peguei um caminho mais longo. Aquele dia a coisa tava de rosca! Mandei mensagem avisando que ia atrasar, e ele estava me esperando tranquilamente. Cheguei e o vi. O surfista vinha em minha direção, o sol queimava a pele dourada capixaba. Pegamos a prancha e partimos para a Cinelândia - ou Cinelê, como ele bem me ensinou. Largamos as coisas em uma barraca e entramos no mar. Ele surfava, enquanto eu olhava pr’aquelas ondas de 2 metros e pensava “calma, Rebeca! Você só precisa sobreviver, essa é a sua missão hoje.” As ondas vinham e eu mergulhava. Em vinte minutos de mar, olhei pra ele e disse “vou te esperar na areia, o mar tá só para profissionais.” Ele ria e disse que logo sairia também. Sentei na areia, e até as ondas que chegavam em mim, batiam forte. Sentada e plena, a onda veio e me arrastou. Ralei a bunda, mas felizmente ele não viu esse momento - espero! [Continua]
essa teimosa inquieta-mente
cala a boca e fala à alma
hora é ânsia, hora é calma
pra dizer tudo o que sente
e nessa longa travessia
bailando por muitos ares
corro chãos, navego mares
desbravo com maestria
mas do todo, falta a parte
é pintura sem moldura
sentimento com censura
ausência da grande arte
teorema, causa, efeito
tanta coisa a pensar
“forte eu sou, mas não tem jeito
hoje eu tenho que chorar”
Who can sleep? via @tomshaps
there is a light that never goes out ✨
contatolunar.
quero fazer contato com a lua, contar como andam as coisas por cá, recarregar-me com seu brilho, que é pr’eu poder iluminar mais uns sem anos, e em busca da parte incompreendida, compreender o propósito do agora. amanhã ninguém sabe.
embora eu saiba que é tu-lá-eu-cá quero-te tão bem, como quereria se fosse nós-aqui.
saudade de nós-aqui
atre-vida
Por entre quatro paredes No feixe da luz da vela Qual parte tua se esconde? Qual parte tua revela? Teu eu começa por onde? O que o teu olhar enxerga? Qual pensamento anseia? Qual sofrimento posterga? Quanta certeza falseia? Quão fina é a haste que enverga?
Por entre a carne e o osso Na singular passarela Quão profundo é o poço? Quão viva é essa aquarela? Quantas cores pintam a alma? Quanta verdade aparece? Se tenso, o que te acalma? Por qual motivo padece? À quê escorre o teu choro? E o teu sorriso, à quê deve? Quando a tua voz soa um coro? O quanto você se atreve?
- Rebeca
beauty queen
eu me lembro daqueles dias... fazia um verão de meu deus e meu corpo era luz e calor. naqueles dias, traçada a régua do amor, nada mais me importava... eu era só fantasia! muitos outros verões, outonos, invernos e primaveras se passaram até que chegasse aquele verão. enfim, FUI SOL!
tragicomicamente, no último verão, para mim fazia inverno... engraçado... eu nunca havia pensado nisso antes. no último verão, para mim fazia inverno... as folhas caíam e eu as fotografava, partia para o mar em busca de refúgio e apanhar as conchas era passatempo, observava a arquitetura do desconhecido e me danava naquelas ruas estranhas e belas as quais eu nunca havia pisado. no entanto, fazia um inverno ensolarado. no caminho até o ponto de ônibus, eu observava o orvalho pelos jardins e, nos ouvidos, a música conversava “one day the world may end, but there’s still plenty to discover. till then i’ll just pretend i don’t need another lover” e se eternizava em plena anza avenue. naquele inverno, FEZ SOL! mas isso só aconteceu porque na califórnia não chove. naquele inverno fez frio. e eu esperava ansiosamente pelo nosso verão. que passou.
Minneapolis