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@adeathaura-blog
[Flashback] Go on, say it @Augustus Val Lawton
O lufano não era muito de arrumar confusões, para ser sincero ele não gostava desse tipo de abordagem e sempre que possível, tentava conversar. O diálogo poderia ser a saída e a resposta para quase tudo, se algumas pessoas não fossem tão mesquinhas e intransigentes de certo modo. Claro, boa parte daquela política de uma ‘boa convivência’ ia por água abaixo quando parte do castelo — mais precisamente, parte dos sonserinos — e alguns outros que se achavam tão melhores que outros, pelo simples fato de um status. Augustus nunca se incomodou muito com os comentários maldosos e as piadas que só tinha um único objetivo de irritar e causar o que ele procurava evitar.
No entanto, o moreno não conseguia se fingir de cego e deixar passar qualquer ‘ameaça’ que visse no caminho. O sangue nas veias corria mais acelerado ao presenciar uma cena que como ele poderia definir? Poucas ou muitas eram capazes de descrever o que ele sentia. Suspirou pesadamente, e elevou o a cabeça para ir mais próximo dos dois estudantes que estavam tendo um visível desentendimento. Ou o eufemismo poderia ser marcado, quando ele se aproximou o bastante para captar parte da conversa. O braço estava abaixado, e o lufano não estava munido de uma varinha, naquele instante. Ele realmente esperava que não fosse precisar daquele artifício, afinal de contas acarretaria em perca de pontos e outros problemas que ele não estava disposto a lidar. — Problemas, mate? — Questionou em um tom sério e duro, enquanto desviava o olhar para o colega de casa, para então a causadora do mal estar.
Alecto Carrow. Era muito de se admirar que ela viesse em pessoa importunar alguém que ela desprezava — aquela parte não era uma novidade — todos do castelo sabiam. Lawnton deu mais um passo à frente, o que deixou claramente o outro colega um pouco admirado. — Cai fora, Carrow. — Disse sem mais delongas, e ele nem sequer se preocupou em usar alguma educação, não naquele momento. O limite do lufano parecia ter sido esgotado, e a diplomacia tinha ido pelo mesmo caminho.
A situação estava tensa, ela conseguia sentir pelo ar que os cercava que ambos estavam centrados naquilo. Aquela era a última coisa que Alecto queria estar fazendo naquele momento, possuía mil e uma coisas mais importantes – ou pelo menos aborrecedoras – do que aquela cena da qual participava. Tudo havia começado no dia anterior, quando Amycus resolveu fazer uma de suas brincadeiras. Pegou como alvo um garoto da Hufflepuff, um ou dois anos mais novo. Houve um dia em que tais joguinhos psicológicos do irmão agradavam a garota, mas Alecto não possuía mais paciência para eles. Não é tão prazeroso jogar algo quando tem que se preocupar em limpar a bagunça no final.
E era isso o que ela estava fazendo naquele momento, limpando a bagunça feita por Amycus. A morena já devia estar acostumada, afinal, fazia isso praticamente desde sempre. O irmão resolvia fazer algo, acabava extrapolado e sobrava para ela arrumar qualquer coisa que poderia ter tido alguma avaria.
Estava tentando ao máximo não ter de recorrer ao uso de sua varinha, afinal, não haveria ninguém para limpar a sua bagunça. — Você não vai contar para ninguém o que ele te fez. Ou da próxima vez pode ser pior. – Tentou ser o mais clara possível. — E talvez eu não apareça para te ajudar. – Referiu-se ao desfecho da brincadeira em questão. Se Alecto não tivesse aparecido, talvez ele nem estivesse ali. Não que ela se importasse com a vida do garoto, pelo contrario, ela apenas se preocupava com o que tal ato poderia acarretar. Da ultima vez que um aluno morto foi encontrado o Castelo havia se entupido de aurores, e isso acontecer novamente não seria nada proveitoso para seu grupo de amigos.
O garoto parecia finalmente ter entendido quando algo aconteceu. Sem que Alecto percebesse alguém chegou perto demais dos dois. Não reconheceu o intrometido até que ele parasse a sua frente, ficando entre ela e o garoto. — Agora você pode ir, meu bem. Tenho outros assuntos a tratar. Espero que essa pequena aula que te dei seja proveitosa. – Disse, utilizando uma simpatia que faria qualquer um que não a conhecesse acreditar que ela realmente era do tipo que dava aulas particulares para aqueles não sabiam. Mesmo admirado com a coragem do colega de casa, o garoto saiu dali o mais rápido possível. — Ouch! – Choramingou, como se o pedido para ela cair fora tivesse realmente a ferido. — Não sabia que o gatinho mordia. – Brincou. — Quanto tempo que não vejo esses olhos castanhos em mim. Achou outro par de pernas para ficar admirando durante as aulas de poções, Val Lawton? – Aparentemente ela estava começando o seu joguinho, e ela era realmente boa nele.
Qual foi a última coisa que você quis muito mas não conseguiu?
Uhm, eu quis muito matar o Amycus semana passada, mas por motivos de força maior, não consegui.
Tem amigas? Quais?
Claro que tenho! Tá vendo aquele amontoado de garotas logo ali? Então, são todas minhas amigas. Minhas melhores amigas, na verdade.
I feel like I’m the worst, so I always act like I’m the best
(Flashback) I feel something so right doing the wrong thing | Raoul and Alecto| PLOT TWIST
O pomposo convite para o Banquete Anual de Salazar Slytherin foi recebido com exacerbado orgulho pelo patriarca dos Chagny e nem tanto assim por outros membros da família. Raoul não compreendia a excitação por aquilo, afinal, todos os anos o clã era convidado e recebido com honrarias; tendo, inclusive, em anos passados, já sediado o tradicional jantar em sua mansão. Nada era novidade, nem mesmo a sensação de estar em meio a algo que não acreditava; sensação essa que se acentuava cada vez mais em seu íntimo. O rapaz só conseguia pensar nos assuntos entediantes tratados no evento e a insistente mania do pai em conversar com possíveis famílias que lhe dariam uma nora a altura do sobrenome. Talvez esse ano seja diferente, tentava se convencer do impossível enquanto vestia o terno feito especialmente para ocasião. A mãe, Christine, sempre zelosa, o ajudava a colocar a peça sem amassar e repetindo inúmeras vezes o quão bonito Raoul era e como ele lembrava o marido na juventude. Ao concluir os preparativos, desceram as escadas de braços dados e se juntaram aos outros dois Chagny para partirem.
Aparataram no jardim dos Mulciber e, assim que cruzaram o patamar da porta, foram recebidos pelos anfitriões com perguntas educadas sobre os negócios, crescimento dos filhos e outras amenidades quaisquer. Raoul logo partiu para longe da família, desvencilhando-se o mais rápido que pôde das garras do pai que se vangloriava do rendimento escolar do primogênito.
Enquanto passeava pelo salão procurando rostos conhecidos, serviu-se com uma taça de licor oferecida por um dos diversos elfos domésticos que desfilavam pelo ambiente. Os aglomerados que conversavam animadamente, repeliam Raoul. Sabia que o assunto do momento era a causa purista e como os presentes – considerados o alto escalão da sociedade bruxa – deveriam lidar com a escória; apesar de nada ser dito abertamente, todos tomando cuidado com as palavras. – Hipócritas. – Sussurou o jovem, chamando a atenção de um elfo que o olhou receoso, considerando que o xingamento poderia ter sido direcionado a ele. O francês nem se deu ao trabalho de esclarecer; apenas piscou e levantou a taça em direção ao servente como se brindasse, o outro se afastou assustado. Cumprimentou de longe alguns colegas de Hogwarts, mas não estava disposto a conversar naquela noite, uma raiva contida lhe apertava o peito e ele precisava externar de algum jeito.
Encheu-se de esperança ao ver Maisie Talbot. A amiga tinha conhecimento dos últimos acontecimentos na vida do sonserino e de todos os seus conflitos referentes a ela que tanto o pertubavam. Porém, sua empolgação deu lugar à frustração quando a corvina deu início a uma conversa visivelmente tensa com Emma Vanity. Retirou-se para os jardins; preferia ficar sozinho a explodir e causar um escândalo, mesmo consciente de que os episódios polêmicos estavam cada vez mais constantes naquele âmbito, ele pensou enquanto vislumbrava os boatos que envolveram Emma, Maisie e até Victoria Swan. Ao sentir a primeira brisa do vento no rosto, puxou um cigarro de um pequeno recipiente de metal com o brasão dos Chagny e o levou a boca. Enquanto acendia o mesmo, enxergou-a sentada em um jardim e sorriu satisfeito. Estava alí sua válvula de escape naquela noite. Aproximou-se com uma das mãos enfiadas no bolso, enquanto a outra manuseava o bastonete. – Bonne Nuit, mademoiselle Carrow. – A voz grossa e segura pareceu alarmar a garota. – Aceita? – Perguntou enquanto oferecia o cigarro a ela. As feições da loira o deixaram intrigado, não parecia à vontade em sua presença como de costume.
Observou de longe a conversa, certamente nada amigável, entre Emma e Maisie. Tinha que admitir, vê-las naquela situação era engraçado. Esquivou-se por dentre mais algumas pessoas e encontrou a panelinha dos jovens, dos que tinham a sua idade. Estavam todos os alunos influentes da Sonserina, praticamente. Não teve vontade alguma de juntar-se a eles. Optou por roubar uma garrafa inteira de champagne, de um garçom distraído, e sentar-se em um dos bancos do jardim, onde não poderia ser vista.
Ela sabia que algo grande aconteceria naquela noite, algo que mudaria sua vida por completo. Precisava estar pronta para qualquer coisa, e passar algum tempo sozinha ajudaria. Ficaria ali, até receber o sinal que logo chegaria.
Permaneceu ali, em seu improvisado esconderijo por algum tempo. A garrafa em sua mão já chegava à metade quando foi pega de surpresa por alguém. Não pode evitar o susto que levou ao perceber ele ao seu lado, estava perdida em seus pensamentos, preocupada com o que aconteceria a seguir. Não precisou de luz para reconhecer seu novo companheiro de exílio, conseguiria reconhecer aquela voz em qualquer idioma.
A visão de Raoul de Chagny em qualquer ocasião seria um deleite para Carrow, porém naquela noite as coisas não estavam da maneira que costumavam ser. Em um dia comum ela não hesitaria em jogar-se nos braços do rapaz, para acabar em qualquer canto confortável para dar alguns amassos. Eles costumavam ser a válvula de escape um do outro, como ele mesmo gostava de rotular aquela pseudo relação sem comprometimento de nenhuma das partes. Eles apenas procuravam um ao outro quando era necessário.
Pegou um dos cigarros que ele lhe oferecia e o colocou entre os lábios, procurando em sua bolsa de mão por seu isqueiro. Após acendê-lo e sentir a primeira leva de fumaça ficar trancada em sua garganta, soltou-a levemente. Precisava de uma maneira para despistá-lo, aquilo poderia acontecer a qualquer momento. — E então, nossos pais já estão conversando sobre nosso casamento? – Brincou. Ambos os patriarcas já demonstraram interesse em um matrimonio entre os filhos, isso não era novidade. Bebeu mais um pouco de sua garrafa, oferecendo para seu novo convidado.
Há algo que já tenha feito que te faz sentir vergonha?
Do que você tem medo?
Medo é algo inventado apenas para manter as pessoas dentro dos limites.
Cinco garotos que você acha atraentes fora da sua própria casa
Eu já não respondi isso? Enfim, levando em consideração só a beleza: Arnold Peasegood, Caradoc Dearborn, Lancelot Du Lac, Dedalus Diggle e Barnabas Cuffe.
Defina seu irmão em 3 palavras.
Anda quieto demais. O que é realmente estranho para ele, faz algum tempo que ele não surta comigo e nem se mete em algum problema.
Qual o seu maior arrependimento?
Não ter colocado veneno na taça do meu pai na ocasião em que coloquei na do Nott. Teria sido bem útil.
raoul-wchagny replied to your post:Um cara inesquecível (não vale seu irmão).
A parte do sarcasmo é sobre mim ou sobre Amycus?
Sobre Amycus, claro.
Três garotos da Slytherin que condizem a fama.
Vadia errada. Tente outra que tenha dormido com mais de três pra poder te confirmar algo.