Ulalume - Edgar Allan Poe (1847). Read by Jeff Buckley.
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Ulalume - Edgar Allan Poe (1847). Read by Jeff Buckley.
Minh’alma se luz à candeia
Minh´ alma se luz à candeia, bem lá rés na cordilheira à penumbra da vereda aonde foz a tu´ aldeia.
Nisto penso sem querer No que se me traz tu’ aldeia, Mais que ensejo de um soer Que só se sofre na ideia.
Não querendo quis que fosse, Somente esse meu querer Nesse sonho que me trouxe Tu´ aldeia a enrubescer.
Charles-Valentin Alkan - jackgibbons.com
Auge Diário
IX.
Hoje o vento sussurra-se de outono e se sopra numa brisa incerta e célere sobre a flora anunciando o movimento invicto do universo sobre as cousas.
Caminho envolto sobre meus braços... a vegetação treme sacudida pelo prenúncio de tempestade e os Silfos assobiam um hino resoluto sobre a atmosfera manchando o céu de nuvens. A noite é volúvel e tento-me agitar dela como que um erro que se descondiz de meu corpo.
O que me costuma ser em tudo um soer, numa espécie de anamnese, hoje me é adverso e nada se sê por mim. Tudo é preciso e angular e desvio-me das arestas desta certeza como que me titubeando num labirinto de súbita nitidez – estranho-me.
Auge Diário
VIII.
Dei por mim atirado sobre o alpendre de um sonho; aqueles que de costume se me abatem porque durmo de olhos abertos para o mundo. Caminhava pelo trilho batido de uma multidão que imagino por lá ter devorado as flores e ervas altas que nunca foram. Nisto pensei na inconsequência insciente desse trilho — não o é porque algo ou alguém o quis que fosse, mas apenas por indução indirecta de seu destino. Há filosofia bastante em pensar nisto, porque na vida tudo o que deriva da civilização urbana é uma qualquer inconsequência servil da nossa cegueira cosmopolita. Não somos, em grande maioria, diferente dos animais inferiores subservientes ao instinto, porque se pensar existir e senti-lo deveras, pesa. O que nos difere dos animais, cremos nós, é a falta de ou o discernimento de nos sabermos existir. A consciência permanente de nos existirmos pesa admitidamente, mas tenho, ainda que com indiferença bastante, uma intolerância por quem a sacode como que a mosca [do destino] que repetidamente neles se pousa.
Por isso que sonho bastante, para que se não me pese, mas para que fique sempre na margem do precipício entre o sonho e peso de me existir. Da vida peço apenas que minha alma se não desimagine deste sonho.
One of my absolute all time favorite composers and pieces.
Fons et origo
Bebi da fonte do mundo, d'um cálice bem profundo; mas tudo quanto fui ali, ali fui e lá esqueci.
Da vida sobra-se olvido do que é se ser esquecido. Lembrar esse adormecer é o sonho alto a conhecer!
Any form of tremolos, appoggiaturas or thrills from this man is pure perfection!
Auge Diário
I.
Minha vida é como que um conto desaprendido outrora narrado pelos Deuses. Houvesse um livro para esse conto e ele estaria recumbido sobre uma qualquer estante que se inexiste.
A capa seria algo de vulgarmente grosseiro e as páginas estariam manifestamente puídas; dedilhar cada página seria um sonambulismo para a vida, como que se uma obnubilência da psique se tratasse.
Ah...mas quantas vezes termino de ler meu conto e me se assemelha como um despertar dissoluto de um sonho que nunca irei recordar...
Auge Diário
I.
Minha filosofia é só uma: minha alma é perene. Nunca começou. Por isso que sou mais velho que o tempo. Contenho em mim a verdade última das cousas - ser é o paradoxo inexpugnável de vencer-se a si mesmo.
O que sou nos limites tangentes de meu corpo é mero enleio insciente. Desconheço-me e sou o todo, além tempo e espaço.
Já dizia a ladainha dos Deuses que nada do que é alguma vez foi sem que eu houvesse já existido.
Conjuro no erguer do sonho
Conjuro no erguer do sonho; nesse canto que teci, um feitiço que suponho ser minh'alma que despi.
Ei-la, se sussura só! A centelha adormecida. Jaz célebre feito pó e se perfaz esquecida.
O sonho é sono de vida, para quem sonha somente. É se ter a alma desistida, de quem não vê atentamente.
3h10
Na noite tudo é verdadeiro e eterno. É quando os bichos cantam a sinfonia pros insones e os bares esperam poetas falidos em busca de esclarecimento em goles de cerveja. A noite é uma grande festa onde os deuses se embebedam e gozam sob um céu estrelado e negro.
Auge Diário
Há um cansaço de nós mesmos; um que não nasce de nós, mas que deriva do progresso inexorável da civilização. O fôlego esquece-se e alma perde o sonho, nestes modorros intervalos abate-se um inerte tédio que nada é senão um olvido de respirar. Afinal o que é o tédio? É perder a novidade das coisas? Talvez para o homem só lhe seja permitida a novidade quando se lhe é dado espaço para o fôlego. Mas depois respiro e pauso e conforme lanço um pé sobre o outro reparo que há um canto mudo do vento a que só as árvores sabem dançar. Esse canto sibilante dos Silfos que é a voz do universo e o regaço dos poetas.