Prólogo
A faculdade sempre me pareceu uma coisa importantíssima, fundamental para medir o valor de uma pessoa e determinar seu futuro. Vivemos em uma época em que primeiro perguntam onde você estudou e só depois seu nome. Desde cedo fui ensinada — condicionada, na verdade — a me preparar para uma boa educação. Isso se tornou uma necessidade para mim, que exigiu uma dose absurda de esforço e virou quase uma obsessão. Cada aula a que eu assistia, cada trabalho que fazia desde o primeiro dia do ensino médio, tinha como objetivo entrar na faculdade. E não numa faculdade qualquer: minha mãe cismou que eu tinha que estudar na Washington Central, a universidade em que ela estudou, mas que acabou abandonando antes de se formar.









